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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

NINGUÉM DISSE QUE SERIA FÁCIL

"Tem dias que o bicho pega. O bebé chora. Não dorme...

O filho mais velho desobedece...

Tem dias que tem mais comida no chão do que na barriga. E mais “nãos” do que abraços...

Tem dias que a gente não coloca maquilhagem, não faz a cama, nem escova os dentes...

Tem dias que o nosso maior desejo é a nossa cama ou um banho...

Tem dias que a gente acredita que está a fazer tudo errado. Tem dias que a gente tem certeza...

Mas a verdade é que, apesar destas adversidades, ser mãe é bom demais!

Porque só quem é mãe sabe como é se sentir amada quando apenas o seu colo acalma o bebé. Por mais cansada que estejamos, tem dias que dá uma sensação indescritível de superpoder.

Porque só quem é mãe sabe como é receber um abraço e um pedido de desculpas depois de uma crise de birra e desobediência. Passar pela tempestade cansa, mas ouvir um “eu não quero te desobedecer” não tem preço.

Porque só quem é mãe sabe o que é ser resiliente. Usar cada dificuldade para se superar. Usar cada comida no chão para melhorar a próxima receita. E cada “não” para aprender uma nova forma de se comunicar e educar.

Porque só quem é mãe sabe o valor de 8, 6, 5 horas de sono. E apesar das muitas madrugadas em claro, quem é mãe sabe o sentimento de satisfação ao colocar o bebé no berço ou o filho mais velho na cama e voltar para o seu quarto sabendo que acolheu e amou o seu bem mais precioso quando ele precisava.

Porque só quem é mãe entende que realmente a alegria deixa o rosto bonito e vale mais do que uma casa arrumada.

Porque só quem é mãe aprende a lidar com as cobranças internas e externas e entende que está fazendo um bom trabalho quando ouve “mamã, és a melhor mãe do mundo”!

Eu não, eu não vivo num mar de rosas. Eu tenho sono, fico stressada, às vezes perco o controle e até grito. Sinto falta de um tempo para mim e me cobro constantemente. Mas tenho aprendido que a vida é muito curta para perder momentos preciosos por coisas de pouca importância. Para o chão, tem pano; para o sono, café; para a roupa, sabão em pó; para as notas, livros de estudo. Tudo isso vai passar e que lembranças ficarão?"

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(texto adaptado de autor desconhecido)

ESTOU CANSADA

"Às vezes, parece que ninguém nota os esforços diários de uma batalha materna.

Ninguém nota as madrugadas de insónia, os choros contidos, os banhos não tomados, o almoço quente e saboroso que se transformou num pão com manteiga e num café gelado.

Ninguém nota quando a mãe está trabalhando no limite da exaustão. Seja limpando, educando ou emprestando um imenso pedaço de si para manter aquele pequeno em perfeitas condições.

Por trás de um filho feliz, existe uma mãe despenteada, com roupa amassada e... Cansada!

Por trás de um filho feliz, existe um trabalho pesado que ninguém (ou quase ninguém) ousa se importar.

A Maternidade é uma profunda, dolorosa e imensa doação de si mesmo. 

A Maternidade é uma jornada para valentes, lugar de gente corajosa que se aventura na batalha de criar um ser humano independente: dando limites, emprestando as suas noites de sono, multiplicando as forças e amando-os para sempre, mesmo quando eles nos levam à loucura.

A Maternidade é essa insana e profunda doação do nosso próprio coração. E mesmo quando ninguém nota, lá está ela - a mãe, doando o seu corpo, multiplicando o seu amor, dividindo os seus sorrisos e vivendo na mais completa e feliz exaustão. Porque toda a Mãe sabe que a melhor recompensa, para tanto cansaço, já está nas suas mãos!

E eu, ESTOU CANSADA, acreditem! Mas jamais cansada de ser Mãe." ❤

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(Texto adaptado de maezice, por Ananda Urias)

E ASSIM NASCEU O MARTIN 💙

Andava há algum tempo para escrever este post, mas precisava de algum tempo e de alguma concentração para o escrever, para que ele ficasse o mais fiel possível da realidade... Hoje lá o consegui finalizar e, numa espécie já de saudade, porque este é sem dúvida um momento único e inesquecível, partilho-o com vocês...

 

Faz hoje exactamente 60 dias que passei uma "noite em branco"... O dia tinha corrido normalmente, sem nenhum sinal de que o Martin estaria prestes a nascer... Eram cerca da 1h30min, da madrugada, quando comecei a ter "contracções chatas" que me impediam de estar muito tempo na mesma posição... Passei essa noite a dar "voltas na cama, ora para a esquerda, ora para a direita", evitando fazer barulho para o R. não acordar pois tinha que ir trabalhar... Assim que o despertador do R. tocou, por volta das 5h30, disse-lhe que podia ir trabalhar mas que estivesse em "alerta" pois sabia que o Martin não iria demorar muito para nascer... 

 

Perto das 7h, as contracções começaram a intensificar-se, a ficar mais dolorosas e regulares (todos os 5-7 minutos)... Levantei-me da cama,  apesar de estar cansada, pois não me sentia confortável, e coloquei tudo o que me faltava na mala de maternidade... Peguei num papel e numa caneta e comecei a registar todas as contracções para ter um registo fidedigno...  Às 10h, perdi o rolhão mucoso e as contracções começaram a ficar mais espaçadas... Fui tomar um banho para relaxar... Assim que saí do banho as contracções recomeçaram, mais dolorosas ainda, todos os 5-7 minutos... Peguei no telemóvel e enviei uma mensagem ao R. para vir para casa pois achava que não ía conseguir ficar em casa  por muito mais tempo...

 

Era quase meio-dia quando o R. chegou a casa, não almoçamos porque não queria esperar mais tempo, e mesmo sendo mãe de segunda viagem, queria saber se estava tudo dentro da normalidade... 

 

Assim que chegamos às urgências da Maternidade, que por sinal estavam caóticas, as contracções começaram a diminuir subitamente.... Parecia que estava a reviver o parto do Gui... Mesmo assim, entrei  para ser avaliada e, durante esse tempo que durou cerca de 45  minutos, apenas senti duas contracções e fiquei a saber que apenas tinha 1cm de dilatação... A enfermeira parteira disse-me então que podia ir para casa descansar, pois não havia nada de alarmante... Mas eu sabia que descansar não era a melhor atitude a tomar, sabia que o momento estava para breve, e eu só queria que fosse algo rápido, não queria passar mais uma "noite em branco"...

 

Saímos das urgências e disse ao R. que o melhor seria almoçar algo rápido para depois irmos fazer uma caminhada... Fomos ao MacDonald's, comemos uma hambúrguer e, como estava muito calor, optamos por ir para o Domaine de Chamarande pois  é um parque onde existem muitas "sombras"... Mal chegamos ao local e começamos a andar as contrações recomeçaram, de forma intensa e todos os 5-10minutos... Fizemos um trajecto relativamente extenso mas muito demorado, era obrigada a parar imensas vezes pois as contracções impediam-me de andar... Estava muito cansada mas sabia que o melhor era andar, para acelerar o processo... Ficamos ali cerca de 1 hora e voltamos para casa, sempre com as contracções regulares e dolorosas... À medida que o tempo passava, começava a ficar com mais dores, uma dor tão insuportável que me impedia de fazer qualquer coisa... Aguentei o máximo de tempo que pude em casa, às 20h e tal comecei a dizer que não aguentava mais e tínhamos que ir para a maternidade... Não sei como consegui jantar, mas jantei, depois foi tentar chegar ao carro... Estava cheia de dores, tentei ser forte mas as dores eram tão fortes que comecei a chorar... A muito custo, cheguei às urgências a chorar, completamente esgotada... Não  aguentava mais tanta dor... 

 

Felizmente, assim que demos entrada na urgência, apareceu  uma enfermeira parteira super simpática que, vendo o meu estado, disse-nos para entrarmos de imediato... Fui examinada e ficamos a saber que já tinha 4 centímetros de dilatação... Num misto de dor e alegria, chorei compulsivamente pois sabia que o Martin ía finalmente nascer! 

 

Como as urgências continuavam caóticas, fiquei na sala de observações e o anestesista colocou-me o catéter epidural mesmo ali... Ainda esperei uns 30 minutos até ele estar disponível, mas assim que me colocaram o catéter epidural, com a medicação em perfusão, fiquei super zen, estava tão bem que podia dormir 200 anos de tão cansada que estava...

 

Esperei umas duas horas até ficar disponível uma sala de partos, entretanto a enfermeira que me tinha admitido tinha ido embora e tinha ficado outra, super simpática também... Explicou-nos como tudo se iria desenvolver e deixou-nos na sala de partos... Agora era esperar até a dilatação total, para o Martin nascer...

 

Durante este processo de espera, eu e o R. brincámos imenso com a situação, parecia que, de repente, estávamos a reviver outra vez o parto do Gui... O tempo ía passando, e nós íamos ficando cada vez mais cansados e com mais sono.... Até que de repente, os batimentos cardíacos do Martin começaram a descer repentinamente (de 160 passaram para os 60 e tal, tal e qual como aconteceu no parto do Gui), começamos a ficar muito preocupados, de imediato a enfermeira parteira acalmou-nos, e cada vez que isto acontecia ía mudando de posição na maca... Confesso que fiquei com medo que algo pudesse acontecer... Ao mesmo tempo, comecei a tremer de forma descontrolada, tudo devido ao efeitos secundários da medicação administrada pelo catéter epidural... Procurei ficar calma e abstrair-me dos piores pensamentos, porque acreditem que é uma sensação horrível estarmos a tremer de tanto frio, que parece que temos, e não nos conseguirmos controlar... Fiz uma viagem mental até ao México tentando reviver os melhores momentos que passamos na nossa lua-de-mel... Não sei exactamente quanto tempo durou este pesadelo, talvez umas 2 horas, não sei precisar... Para nós, tempo de mais... E quando menos esperamos, tinha chegado o momento do Martin nascer... 

 

Foi um processo relativamente rápido, confesso que não sei onde consegui arranjar tanta força... Mas assim que ele saiu e o vi, chorei de tanta felicidade...

 

Já o Martin, chorou de forma discreta, a enfermeira colocou-o em cima de mim, e eu pude finalmente abraçá-lo, com as poucas forças que ainda me restavam... Foi impressionante ver as semelhanças do Martin com o Gui, pareciam fotocópia um do outro de tão iguais que eram...

 

O R., mais uma vez, esteve sempre super calmo, cortou o cordão umbilical, depois a enfermeira limpou o Martin minimamente, pesou-o, mediu-o e tornou a colocá-lo junto do meu peito...  Foi desta forma que, no dia 17/7/2019, às 3h27 da madrugada, nasceu mais um Principezinho, o Martin, com 3.890gr e 53 centímetros. 

 

Como o Martin tinha feito muitas vezes bradicardias, no trabalho de parto, não pude amamentá-lo de imediato, teve que ficar em jejum 2 horas para saber se estava tudo bem com ele... Ficámos então os 3, juntinhos, ali naquela imensa sala, a saborear aquele sublime momento, até a enfermeira parteira confirmar que tudo podíamos estar tranquilos... O R. vestiu então o Martin, com a roupinha super fofa que tinha sido programada, a seguir foi a minha vez de me arranjar para podermos, finalmente, subir para o nosso merecido quarto e desfrutarmos deste doce momento...

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Cada vez que penso nos partos do Gui e do Martin, fico impressionada com o tamanho da força que há dentro de nós depois de um parto... Estou eternamente grata a mim mesma por ter superado tudo com tanta vontade e entrega, e estou eternamente grata por todo o apoio que o R. sempre me deu...

 

Sabia que a dor fazia parte do processo natural do trabalho de parto, o que eu desconhecia, antes de ser mãe, é a magia que existe em pegar no bebé logo após o parto normal, e isso eu pude viver da forma mais intensa, quer no parto do Gui como do Martin... Esse momento é de facto tão maravilhoso e tão único, que não há dinheiro nenhum no Mundo que pague esse momento tão extraordinário

A MATERNIDADE É PARA AS FORTES

"Por isso não duvides de ti mesma nos dias que mais parecem uma avalanche de desafios. 

Tu tens sido forte, Mãe. 

Forte porque a maternidade é linda claro, mas é também árdua e cheia de obstáculos. E tu tens superado cada um deles com medo, ou sem.

Tu tens sido forte, Mãe. 

Tens sido forte lidando com essa questão confusa de quem eras antes, de quem és agora, e de quem te estás a tornar... Tens sido forte porque, de repente, não sabes mais quem és... A identidade fica confusa, dá nó na cabeça... Deixa-nos meio confusas. Encontrar-se através de tantas novas obrigações e emoções não é fácil não... 

Tu tens sido forte, Mãe. 

Afinal a maternidade exige muito. Exige tudo. Tempo, doação, paciência. Amor jorrando de uma fonte sem fim. Faz chorar, sangrar, doer, transformar.

Tens sido forte, Mãe.

Tens sido forte porque mesmo que o pai participe ativamente e que tu tenhas uma rede de apoio espetacular, uma hora ou outra és só tu. Uma hora ou outra é profundamente solitário e complicado lidar com a nossa escuridão. 

Tu tens sido forte, Mãe. 

Tens sido forte porque vais dormir cansada, e quando acordas continuas cansada mas sorris sem te dares conta, espontaneamente e agradeces. Agradeces porque um filho é um presente, uma alegria, um amor, uma luz.
Não aceites, não ouses dizer que tu não és boa o suficiente. Valoriza-te. Valoriza o teu esforço. O teu papel. A tua entrega!

Toda a Mãe é força. Todo o filho é luz.
Já fomos luz, hoje somos força e devemos orgulhar-nos disso!"

(Texto da leitora: @maniryvasconcelos / Co-autoria: @maeforadacaixa)

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SER MÃE DÓI

Ser mãe é a experiência mais forte, transformadora e engrandecedora que uma mulher pode experimentar, mas ser mãe também dói, faz-nos sofrer, corta a nossa carne e o nosso coração. Parece que, como nunca, na maternidade se faz valer aquele ditado “no pain, no gain” e vivemos isso todos os dias, do nascer até o pôr do sol e do pôr do sol até ao nascer novamente. 

 

Dói quando vemos o nosso corpo transformar-se, quando sentimos o corpo dividir-se em dois para trazer uma nova vida, quando as nossas hormonas entram em ebulição. 

 

Dói ver a dor da cólica, a dor dos dentes a nascer, a dor da primeira rejeição. Dói quando não podemos dormir uma noite inteira de sono, quando temos que nos levantar da cama muitas mais vezes do que aquelas que gostaríamos, quando não descansamos por meses a fio. Dói muito quando eles ficam doentes, quando não sabemos o que eles têm, quando eles se põem a chorar... 

 

Dói não podermos fazer mais o que fazíamos antes, não ter tempo para ir ao cinema, não conseguir nem tomar um café... Dói não poder mais chegar a casa e ver televisão de pijama, deitada no sofá, não poder dormir e acordar à hora que bem entendermos, não ter mais o direito de ir e vir sem se preocupar com todo uma logística por trás. 

 

Amamentar dói, não amamentar dói mais ainda... Dói quando o filho não come, quando ele insiste em fazer birras, quando ele faz o contrário do que gostaríamos... Dói quando não sabemos se estamos no caminho certo, quando não temos certeza se estamos a ser uma boa mãe... Perguntamo-nos se tudo é mesmo tão difícil, tão complicado, tão desafiador...

 

Dói quando nos sentimos culpadas (e nós culpamo-nos por quase tudo), quando as pessoas nos culpam, quando nos vemos julgadas. Dói ouvir palpites a todos os momentos, ouvir críticas da forma como estamos a criar, do nosso jeito de educar... Dói quando alguém dá algo para o nosso filho comer sem pedir a nossa autorização, quando nos desautorizam, quando fazem pouco caso às regras que consideramos importantes...

 

Dói, e dói muito, dói acima de tudo o medo que ser mãe traz. O medo do futuro, o medo da violência, o medo que o nosso filho venha a sofrer... Nós, mães, gostaríamos de poder protegê-los para sempre, assim como fazemos quando eles são bebezinhos, mas isso não é possível... Eles são do Mundo! E dói saber que eles são do Mundo, porque um dia vão-se embora, deixam a nossa casa e deixam a convivência diária para trás.

 

Dói pensar que um dia os abraços não serão mais tão frequentes, o sorrisos poderão ser só de final de semana e um telefonema poderá ser o que de mais próximo teremos por semanas ou até meses. Dói pensar na saudade, na falta, na ausência... Dói pensar que o Mundo os levará para longe sem dó nem piedade e isso faz parte da vida, faz parte da existência, faz parte do seu crescimento e realização!

 

Dói só de pensar em toda essa dor, de pensar nas coisas que ainda nem passamos, mas dói acima de tudo pensar que poderíamos passar pela vida sem ter experimentando toda essa força pulsante que é ser Mãe!

 

Se por um lado dói, e dói muito, dói nas pequenas e nas grandes coisas, por outro, como eu disse lá no início, também enaltece, engrandece, completa. Ser mãe é viver uma montanha russa de experiências e emoções, encher-se e fartar-se do maior amor do mundo, mas também saber que ele vem acompanhado de preocupações, de entregas, de perdas e de desafios...

 

E longe de mim dizer que toda essa dor não vale a pena. Vale sim. Vale cada suspiro dado, cada lágrima derramada, cada pingo de suor que cai. Vale a dor da carne, da alma e do coração, porque Amor de Mãe é o sentimento mais forte que alguém pode experimentar e nada substitui essa experiência. Nem de longe!

(Texto retirado e adaptado do site macetesdemae.com)

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Feliz Dia das Mães ❤️

QUEM SE IDENTIFICA?!

Ultimamente não tenho tido oportunidade para escrever uns posts... Eu até me esforço, mas acho que estes últimos dias não tenho conseguido organizar-me nesta vida de mãe... Há alturas assim, e esta é sem dúvida uma delas! 

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FILHOS ATRAPALHAM A VIDA

 Filhos atrapalham os sonhos, a vida, destroem seus planos, dificultam a vida profissional, acabam com a poupança, com a sanidade, e são capazes de deixar em pé o pouco cabelo que te sobra no pós parto. 

Filhos.

Pra que tê-los? 

Pra nunca mais acordar com a cara amassada e fazer um brunch no domingo com os amigos? 

Pra abandonar a galera que curtia a balada até altas madrugadas? 

Pra trocar a praia às 12h, pela praia com o sol quase nascendo em pleno verão, enquanto aquelas pequenas mãos levam areia até a boca e quase te levam à loucura?

Pra quer ter filhos se você pode ser feliz sozinha?

 

Eles torcem o nariz quando você decide ter um, dois, três, quatro pingos de gente pra chamar de seu. Ficam com as mãos “no juízo”, quando você escolhe largar o emprego, a carreira, os sonhos antes tão meticulosamente planejados e perseguidos. 

Dizem que são os filhos que atrapalham. Ah, mas se eles soubessem quantos novos sonhos construímos ao lado deles. 

 

Ah! Se eles soubessem que depois que o nosso coração vive fora do peito, nos tornamos mais doce, humanas e até mais pacientes. 

Ah! Se eles soubessem que depois que a vida fica de pernas para o ar, a gente dá um jeito, bem criativo de se reinventar.

Por que depois que uma mulher mergulha de cabeça no caos e no amor de ser mãe, ela jamais voltará a ser a mesma. “Vá por mim!”

 

Um filho tem o incrível poder de dar sentido à vida, direção aos passos, e até fazem reviver sonhos que já estavam esquecidos dentro de nós. 

Um filho tem o poder de fechar janelas da vida, e escancarar portas do coração.

 

Eu não sou a mesma. E hoje, agradeço ao meu filho, que atrapalhou os meus antigos sonhos e me fez ter coragem para viver a vida que eu nem eu sabia que queria. Mas que vida linda.

Ele atrapalha as minhas noites de sono, o meu almoço, a minha ida à casa de banho, a minha concentração. Atrapalha os meus afazeres domésticos, o meu trabalho, as minhas mensagens nunca respondidas, as minhas saídas com as amigas, e até a minha vida a dois.
Atrapalha na ausência, no silêncio da casa vazia, na saudade que dá quando não o tenho ao meu lado. “Um atrapalhado sem fim”, eu diria.

 

Mas foi assim, vivendo uma vida de pernas pro ar, que eu descobri a melhor versão de mim. Foi preciso me perder em pequenos abraços, para que eu pudesse me encontrar. E é nesse atrapalhado que eu fiz do meu coração o seu, mais completo e lindo, lar!"

(Texto adaptado do livro "Muito Além da maternidade, da autora Ananda Urias)

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❤ FELIZ DIA A TODAS AS MÃES ❤

QUE SUSTO!

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Hoje de manhã tinha consulta com a minha ortodentista... Era preciso acordar cedo, porque com o Gui o tempo parece que nunca é de mais. Mas o Gui até acordou cedo e até nem tivemos nenhum imprevisto... Mas mesmo assim não consegui chegar à hora marcada...

 

Apanhei trânsito na estrada e, para complicar, não havia onde estacionar... De repente lá sai um carro, estaciono rapidamente, saio do carro a correr para colocar dinheiro no parquímetro (sim, porque o Gui estava a dormir, e ele podia acordar e começar a chorar), chego ao carro, coloco o papel, pego no babycoque (onde estava o Gui) e dirijo-me o mais rápido que consigo para o consultório... Espero uns 5 minutos, e quando estou na cadeira com a boca aberta começo a ouvir um carro a buzinar... Começo logo a pensar que talvez o meu carro não tivesse ficado tão bem estacionado, pois naquela zona existem imensas placas de proibição de estacionamento (umas esclusivas para pessoas com mobilidade reduzida, outras para os bombeiros e outras que agora não me lembro)...

 

Felizmente, durante todo o tempo que estive com a boca aberta a trocar as "peças" do meu aparelho dentário o Gui não chorou, mas o meu pensamento estava focalizado no meu carro, que provavelmente estava a ser multado ou rebocado...

 

Saio do consultório, olho para o outro lado da estrada, onde supostamente tinha estacionado o meu carro, e reparo que não há nenhum carro e existem duas placas daquelas de proibição... Não queria acreditar! Por instantes, fiquei sem respiração... Dou uns passos à frente, olho outra vez para a rua onde deixei o carro, e constato que afinal o meu carro ainda estava lá! Nem sabem bem o alívio que senti... Nem quero imaginar como é que eu ía fazer para recuperar a minha viatura...

 

Será que a maternidade deixa as pessoas mais esquecidas?!

TÃO EU...

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Agora consigo perceber porque é que logo após o nascimento de um filho a maior parte das mães acaba por mudar de visual... Ainda não cheguei à parte do chapéu, e acho que nunca vou chegar... (Eh... Eh... Eh...)

 

Sou mais adepta do elástico...

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Mas por este andar... Acho que vou mesmo é acabar sem cabelo!

SEMANA MUNDIAL DO ALEITAMENTO MATERNO

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Esta é a semana Mundial do Aleitamento Materno (1 e 7 de Agosto), uma data que foi assinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Unicef, em Agosto de 1990 e, desde aí, comemorada todos os anos, em mais de 170 países.

 

O objectivo desta data visa sobretudo proteger, promover e apoiar o aleitamento materno de forma a garantir a saúde dos recém-nascidos em todo o mundo.

 

Eu, como enfermeira e mãe de primeira viagem não podia deixar passar esta data em branco... Sempre quis amamentar a partir do momento que ía ser mãe, já aqui falei das dificuldades que surgiram, foi preciso acreditar e ter paciência, e embora o caminho mal tenha começado sei que esta foi a melhor escolha que podia ter feito para nós! 

NÃO EXISTE FALTA DE TEMPO

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Ainda há quem pense que quando se está de licença de maternidade está-se de férias prolongadas, uma realidade que está bem longe disso! Hoje posso comprovar, na primeira pessoa, que a licença de maternidade é nada mais que uma espécie de "trabalho", onde se trabalha 24horas por dia e não há horários para rigorosamente nada. É impressionante como a vida de uma pessoinha muda a vida de uma familia.... Neste caso, a nossa vida!

 

Cá em casa tudo passou a funcionar de acordo com o Gui... Quer seja para comer, para tomar banho, para sair, para dormir, para telefonar a alguém e até para ir à casa de banho (Eh.. Eh... Eh...)... E olhem que eu juro que faço de tudo para que a minha vida mantenha uma certa rotina, tal como antigamente, mas é quase uma missão impossível!

 

E por incrível que pareça, esta minha nova vidinha de "corre-corre" deu-me ainda mais traquejo para gerir esta escassez de tempo, aquele tempo que todas as pessoas dizem "não ter"... Posso até nem tomar o pequeno-almoço a horas, posso até não ter todo aquele tempo que tinha para mim, mas de uma coisa tenho certeza: o tempo agora é principalmente para o Gui, e para aquelas pessoas que fazem parte das nossas vidas.

 

Hoje mais que nunca posso dizer que "não existe falta de tempo, existe sim falta de interesse. Porque quando a gente quer mesmo, a madrugada vira dia. Quarta-feira vira sábado e um momento vira oportunidade"!