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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

SER MÃE DÓI

Ser mãe é a experiência mais forte, transformadora e engrandecedora que uma mulher pode experimentar, mas ser mãe também dói, faz-nos sofrer, corta a nossa carne e o nosso coração. Parece que, como nunca, na maternidade se faz valer aquele ditado “no pain, no gain” e vivemos isso todos os dias, do nascer até o pôr do sol e do pôr do sol até ao nascer novamente. 

 

Dói quando vemos o nosso corpo transformar-se, quando sentimos o corpo dividir-se em dois para trazer uma nova vida, quando as nossas hormonas entram em ebulição. 

 

Dói ver a dor da cólica, a dor dos dentes a nascer, a dor da primeira rejeição. Dói quando não podemos dormir uma noite inteira de sono, quando temos que nos levantar da cama muitas mais vezes do que aquelas que gostaríamos, quando não descansamos por meses a fio. Dói muito quando eles ficam doentes, quando não sabemos o que eles têm, quando eles se põem a chorar... 

 

Dói não podermos fazer mais o que fazíamos antes, não ter tempo para ir ao cinema, não conseguir nem tomar um café... Dói não poder mais chegar a casa e ver televisão de pijama, deitada no sofá, não poder dormir e acordar à hora que bem entendermos, não ter mais o direito de ir e vir sem se preocupar com todo uma logística por trás. 

 

Amamentar dói, não amamentar dói mais ainda... Dói quando o filho não come, quando ele insiste em fazer birras, quando ele faz o contrário do que gostaríamos... Dói quando não sabemos se estamos no caminho certo, quando não temos certeza se estamos a ser uma boa mãe... Perguntamo-nos se tudo é mesmo tão difícil, tão complicado, tão desafiador...

 

Dói quando nos sentimos culpadas (e nós culpamo-nos por quase tudo), quando as pessoas nos culpam, quando nos vemos julgadas. Dói ouvir palpites a todos os momentos, ouvir críticas da forma como estamos a criar, do nosso jeito de educar... Dói quando alguém dá algo para o nosso filho comer sem pedir a nossa autorização, quando nos desautorizam, quando fazem pouco caso às regras que consideramos importantes...

 

Dói, e dói muito, dói acima de tudo o medo que ser mãe traz. O medo do futuro, o medo da violência, o medo que o nosso filho venha a sofrer... Nós, mães, gostaríamos de poder protegê-los para sempre, assim como fazemos quando eles são bebezinhos, mas isso não é possível... Eles são do Mundo! E dói saber que eles são do Mundo, porque um dia vão-se embora, deixam a nossa casa e deixam a convivência diária para trás.

 

Dói pensar que um dia os abraços não serão mais tão frequentes, o sorrisos poderão ser só de final de semana e um telefonema poderá ser o que de mais próximo teremos por semanas ou até meses. Dói pensar na saudade, na falta, na ausência... Dói pensar que o Mundo os levará para longe sem dó nem piedade e isso faz parte da vida, faz parte da existência, faz parte do seu crescimento e realização!

 

Dói só de pensar em toda essa dor, de pensar nas coisas que ainda nem passamos, mas dói acima de tudo pensar que poderíamos passar pela vida sem ter experimentando toda essa força pulsante que é ser Mãe!

 

Se por um lado dói, e dói muito, dói nas pequenas e nas grandes coisas, por outro, como eu disse lá no início, também enaltece, engrandece, completa. Ser mãe é viver uma montanha russa de experiências e emoções, encher-se e fartar-se do maior amor do mundo, mas também saber que ele vem acompanhado de preocupações, de entregas, de perdas e de desafios...

 

E longe de mim dizer que toda essa dor não vale a pena. Vale sim. Vale cada suspiro dado, cada lágrima derramada, cada pingo de suor que cai. Vale a dor da carne, da alma e do coração, porque Amor de Mãe é o sentimento mais forte que alguém pode experimentar e nada substitui essa experiência. Nem de longe!

(Texto retirado e adaptado do site macetesdemae.com)

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Feliz Dia das Mães ❤️

QUEM SE IDENTIFICA?!

Ultimamente não tenho tido oportunidade para escrever uns posts... Eu até me esforço, mas acho que estes últimos dias não tenho conseguido organizar-me nesta vida de mãe... Há alturas assim, e esta é sem dúvida uma delas! 

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FILHOS ATRAPALHAM A VIDA

 Filhos atrapalham os sonhos, a vida, destroem seus planos, dificultam a vida profissional, acabam com a poupança, com a sanidade, e são capazes de deixar em pé o pouco cabelo que te sobra no pós parto. 

Filhos.

Pra que tê-los? 

Pra nunca mais acordar com a cara amassada e fazer um brunch no domingo com os amigos? 

Pra abandonar a galera que curtia a balada até altas madrugadas? 

Pra trocar a praia às 12h, pela praia com o sol quase nascendo em pleno verão, enquanto aquelas pequenas mãos levam areia até a boca e quase te levam à loucura?

Pra quer ter filhos se você pode ser feliz sozinha?

 

Eles torcem o nariz quando você decide ter um, dois, três, quatro pingos de gente pra chamar de seu. Ficam com as mãos “no juízo”, quando você escolhe largar o emprego, a carreira, os sonhos antes tão meticulosamente planejados e perseguidos. 

Dizem que são os filhos que atrapalham. Ah, mas se eles soubessem quantos novos sonhos construímos ao lado deles. 

 

Ah! Se eles soubessem que depois que o nosso coração vive fora do peito, nos tornamos mais doce, humanas e até mais pacientes. 

Ah! Se eles soubessem que depois que a vida fica de pernas para o ar, a gente dá um jeito, bem criativo de se reinventar.

Por que depois que uma mulher mergulha de cabeça no caos e no amor de ser mãe, ela jamais voltará a ser a mesma. “Vá por mim!”

 

Um filho tem o incrível poder de dar sentido à vida, direção aos passos, e até fazem reviver sonhos que já estavam esquecidos dentro de nós. 

Um filho tem o poder de fechar janelas da vida, e escancarar portas do coração.

 

Eu não sou a mesma. E hoje, agradeço ao meu filho, que atrapalhou os meus antigos sonhos e me fez ter coragem para viver a vida que eu nem eu sabia que queria. Mas que vida linda.

Ele atrapalha as minhas noites de sono, o meu almoço, a minha ida à casa de banho, a minha concentração. Atrapalha os meus afazeres domésticos, o meu trabalho, as minhas mensagens nunca respondidas, as minhas saídas com as amigas, e até a minha vida a dois.
Atrapalha na ausência, no silêncio da casa vazia, na saudade que dá quando não o tenho ao meu lado. “Um atrapalhado sem fim”, eu diria.

 

Mas foi assim, vivendo uma vida de pernas pro ar, que eu descobri a melhor versão de mim. Foi preciso me perder em pequenos abraços, para que eu pudesse me encontrar. E é nesse atrapalhado que eu fiz do meu coração o seu, mais completo e lindo, lar!"

(Texto adaptado do livro "Muito Além da maternidade, da autora Ananda Urias)

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❤ FELIZ DIA A TODAS AS MÃES ❤

QUE SUSTO!

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Hoje de manhã tinha consulta com a minha ortodentista... Era preciso acordar cedo, porque com o Gui o tempo parece que nunca é de mais. Mas o Gui até acordou cedo e até nem tivemos nenhum imprevisto... Mas mesmo assim não consegui chegar à hora marcada...

 

Apanhei trânsito na estrada e, para complicar, não havia onde estacionar... De repente lá sai um carro, estaciono rapidamente, saio do carro a correr para colocar dinheiro no parquímetro (sim, porque o Gui estava a dormir, e ele podia acordar e começar a chorar), chego ao carro, coloco o papel, pego no babycoque (onde estava o Gui) e dirijo-me o mais rápido que consigo para o consultório... Espero uns 5 minutos, e quando estou na cadeira com a boca aberta começo a ouvir um carro a buzinar... Começo logo a pensar que talvez o meu carro não tivesse ficado tão bem estacionado, pois naquela zona existem imensas placas de proibição de estacionamento (umas esclusivas para pessoas com mobilidade reduzida, outras para os bombeiros e outras que agora não me lembro)...

 

Felizmente, durante todo o tempo que estive com a boca aberta a trocar as "peças" do meu aparelho dentário o Gui não chorou, mas o meu pensamento estava focalizado no meu carro, que provavelmente estava a ser multado ou rebocado...

 

Saio do consultório, olho para o outro lado da estrada, onde supostamente tinha estacionado o meu carro, e reparo que não há nenhum carro e existem duas placas daquelas de proibição... Não queria acreditar! Por instantes, fiquei sem respiração... Dou uns passos à frente, olho outra vez para a rua onde deixei o carro, e constato que afinal o meu carro ainda estava lá! Nem sabem bem o alívio que senti... Nem quero imaginar como é que eu ía fazer para recuperar a minha viatura...

 

Será que a maternidade deixa as pessoas mais esquecidas?!

TÃO EU...

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Agora consigo perceber porque é que logo após o nascimento de um filho a maior parte das mães acaba por mudar de visual... Ainda não cheguei à parte do chapéu, e acho que nunca vou chegar... (Eh... Eh... Eh...)

 

Sou mais adepta do elástico...

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Mas por este andar... Acho que vou mesmo é acabar sem cabelo!

SEMANA MUNDIAL DO ALEITAMENTO MATERNO

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Esta é a semana Mundial do Aleitamento Materno (1 e 7 de Agosto), uma data que foi assinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Unicef, em Agosto de 1990 e, desde aí, comemorada todos os anos, em mais de 170 países.

 

O objectivo desta data visa sobretudo proteger, promover e apoiar o aleitamento materno de forma a garantir a saúde dos recém-nascidos em todo o mundo.

 

Eu, como enfermeira e mãe de primeira viagem não podia deixar passar esta data em branco... Sempre quis amamentar a partir do momento que ía ser mãe, já aqui falei das dificuldades que surgiram, foi preciso acreditar e ter paciência, e embora o caminho mal tenha começado sei que esta foi a melhor escolha que podia ter feito para nós! 

NÃO EXISTE FALTA DE TEMPO

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Ainda há quem pense que quando se está de licença de maternidade está-se de férias prolongadas, uma realidade que está bem longe disso! Hoje posso comprovar, na primeira pessoa, que a licença de maternidade é nada mais que uma espécie de "trabalho", onde se trabalha 24horas por dia e não há horários para rigorosamente nada. É impressionante como a vida de uma pessoinha muda a vida de uma familia.... Neste caso, a nossa vida!

 

Cá em casa tudo passou a funcionar de acordo com o Gui... Quer seja para comer, para tomar banho, para sair, para dormir, para telefonar a alguém e até para ir à casa de banho (Eh.. Eh... Eh...)... E olhem que eu juro que faço de tudo para que a minha vida mantenha uma certa rotina, tal como antigamente, mas é quase uma missão impossível!

 

E por incrível que pareça, esta minha nova vidinha de "corre-corre" deu-me ainda mais traquejo para gerir esta escassez de tempo, aquele tempo que todas as pessoas dizem "não ter"... Posso até nem tomar o pequeno-almoço a horas, posso até não ter todo aquele tempo que tinha para mim, mas de uma coisa tenho certeza: o tempo agora é principalmente para o Gui, e para aquelas pessoas que fazem parte das nossas vidas.

 

Hoje mais que nunca posso dizer que "não existe falta de tempo, existe sim falta de interesse. Porque quando a gente quer mesmo, a madrugada vira dia. Quarta-feira vira sábado e um momento vira oportunidade"!