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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

PROTEJA O RECÉM-NASCIDO ❤️

Quando um bebé nasce, todos ficam contagiados com a alegria do seu nascimento...  Querem conhecer o rosto, descobrir com quem se parece, se é magrinho, se é gordinho, bochechudo, grande ou pequenino... Contudo, apesar das intenções serem as melhores, os erros são frequentes... Muitas pessoas não têm noção do que é um recém-nascido e, por vezes, os pais ficam numa posição em que não se querem afirmar para não parecerem mal-educados, por isso, antes de visitar o recém-nascido, é preciso estar atento a certos cuidados pois é importante protegê-lo!

 

Existe um conjunto de regras básicas a ter em conta, que, se não forem cumpridas, colocam em causa a saúde e a segurança do recém-nascido. E são estes comportamentos errados que podem levar a infeções no período neonatal que, muitas vezes, levam ao internamento, e o internamento é uma situação violenta. O ideal é manter estes cuidados nos primeiros 28 dias de vida...

 

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1. Esqueça os beijos

Existem muitas pessoas que não percebem, mas isto é essencialmente uma questão de higiéne e saúde. Já pensou na quantidade de coisas que nós adultos tocámos no dia-a-dia?!

Embora as mãozinhas de um bebé sejam fofinhas, evite pegar nelas e, muito menos,  beijá-las, já que muitas vezes ele leva-as à boca, e o sistema imunológico do bebé não está totalmente desenvolvido para combater uma simples infecção.

 

2. Lave sempre as mãos

Assim que chegar à maternidade/casa da família, deve lavar de imediato as mãos. 

 

3. Não pegue no bebé

O contato com o bebé pode eventualmente contaminá-lo com algum germe. Quanto menor o contato menor a probabilidade de contaminação. As pessoas têm milhentos microrganismos que podem não lhes fazer mal, mas que não são benéficos para o bebé, o ideal é que o bebé contacte só com os microrganismos dos pais. Por isso, só pegue no bebé a não ser que a mãe peça ou se ofereça.

 

4. Se estiver doente, não vá

Mesmo que seja familiar próximo ou amigo chegado, nunca deve visitar o recém-nascido se estiver doente, a ideia de “não vou chegar perto” não é suficiente. Enquanto um adulto reage com ranho a uma constipação, o bebé pode desenvolver uma bronquiolite, ou algo bem mais grave!

 

5. Telefone antes de aparecer

Não apareça sem avisar. Se quiser fazer uma visita, confirme com os pais qual a melhor altura. Está provado que nos primeiros 30 dias a mãe está à beira de um ataque de nervos, exausta, por isso as visitas são de uma agressividade e de uma violência enormes. 

 

6. Nunca leve crianças

À exceção do agregado familiar, as crianças não devem estar com os recém-nascidos. Teoricamente, podem estar na presença dos bebés a partir do primeiro mês, mas com muitos cuidados porque estas, além de serem uma fonte de germes, é difícil controlar as suas acções... Num segundo metem a mão no nariz, no outro segundo estão a querer pegar no bebé...

O mesmo não se aplica aos irmãos do recém-nascido, que devem continuar a sentir-se incluídos na família e não excluídos...

 

7. Não tire Fotos

Evite tirar fotos para não invadir a privacidade da família, se quer fotografar pergunte antes para a mãe/pai se ela/ele não se importa. 

Fotos com flash, nem pensar.

 

8. Não Fume e Não use Perfume 

O olfato do bebé é muito sensível, sem falar na possibilidade que ele pode ter uma série de restrições, ainda não diagnosticadas. Por isso, expor a criança a cheiros desnecessários deve ser evitado. Não fume antes da visita e esqueça os perfumes fortes.

 

9. Não dê palpites, faça elogios

O cansaço, a ansiedade e as hormonas deixam as mães extremamente vulneráveis no período pós-parto, por isso, é importante que as visitas não dêem palpites ou sugestões, porque uma simples observação inocente, naquela altura, pode ter um efeito bastante negativo. O melhor mesmo é dar elogios.

 

10. É íntimo? Coloque a mão na massa! 
Se for próximo do casal, o melhor que pode fazer é ajudá-los em casa: lavar a louça, lavar a roupa, passar um aspirador no chão ou deixar uma comida pronta, são tarefas simples e que se acumulam por causa da chegada do novo elemento à família.

Também pode cuidar do bebé enquanto a mãe toma um banho ou faz uma refeição ou, então, cuide do filho mais velho, se fôr o caso.

Acredite, esses serão os melhores presentes que pode dar para ajudar o casal! 

ESTAR GRÁVIDA...

"É ler 50 vezes o resultado positivo do exame para ter a certeza que está correto.

É ficar chocada ao saber que uma gestação dura 40 semanas e não nove meses como toda a gente diz por aí. Que demora… São dez meses!!!

É sentir-se muito estranha…

E quem não sente nada de estranho, estranho é.

Muitas  hormonas, muitas mudanças, insegurança…

É sentir tudo o que se pode imaginar…

Sentir fome, muita fome! E ainda ter que se preocupar com o ganho de peso…

Ter sono, muito sono!!!

Acordar várias vezes de madrugada para fazer xixi.

Sem falar nos enjoos e na azia…

Não é a toa que grávida tem preferências!

É muito calor, depois frio, e mais calafrio.

E caimbrãs, dor na bacia…

O cabelo que não pode pintar.

O creme que não pode usar.

O remédio para as borbulhas... Nem pensar!

É ter também os medos: de ficar gorda pra sempre, de ter estrias, celulite, do peito cair, do peito doer, de não dar conta…

E o frio na barriga de pensar: será que vai nascer perfeitinho?

Rezar, e muuuuuuito, para que ele nasça perfeitinho.

Dar por nós imaginando, por horas a fio, como serão os olhos, os cabelos e a pele do bebé que vai nascer...

É esperar ansiosamente pelo dia da ecografia, e assim que sair de lá, esperar ansiosamente pela próxima!

Aprender a ver o bebé nas imagens da ecografia.

Ter uma vontade louca para comprar um aparelho igual e fazer em casa!!!

Cada ecografia, uma novidade.

Cada detalhe, uma alegria… Imensa, infinita!

Ler muito sobre gravidez, pular o capítulo do parto (pois ainda é muito
cedo pra se preocupar), mas ir direto para os cuidados com o bebé...

Ler na internet o desenvolvimento do bebé a cada nova semana.

Ir ao shopping e desejar apenas coisinhas para o bebé.

Ficar muito esquisita e descobrir uma incrível capacidade de sentir  todas as emoções numa hora, da alegria descontrolada ao mau humor sem fim.

Ter a fase do mau-humor e da felicidade que não tem tamanho.

É acreditar num Mundo melhor!

Gravidez tem de tudo um pouco, e cada pouco é um Mundo!

Gravidez é coisa esquisita:

É estranho demais!

É bom demais!!

É demais!!!" 

(Autor desconhecido)

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NÃO TENHA FILHOS

Numa das minhas "voltas" pelo Instagram encontrei este texto maravilhoso, escrito por um famoso colunista brasileiro, Marcos Piangers, que retrata uma realidade triste dos nossos dias: "a falta de tempo para os filhos"!

 

Gostei tanto deste texto que tinha que partilhar com vocês... Um texto que nos faz reflectir e que transmite uma mensagem importante, da forma mais simples e directa... Percam uns minutos do vosso precioso tempo e digam o que acharam desta palestra...

 

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"Não que eu seja o melhor palestrante de escola, mas o convite tem acontecido cada vez mais frequentemente. Não para palestrar para crianças, mas para pais. Algumas dão até o nome de Escola de Pais.

Parece que os pais estão perdidos, omissos, distantes. Eu falo por mais de uma hora, mas o que as escolas querem mesmo que eu diga é só uma coisa: vocês têm que participar mais.

Mas eu não tenho tempo, diz um pai. Estou na correria do dia a dia, diz outro. Mas tenho que pagar as contas, diz uma. Mas trabalho o dia todo e de noite tenho academia, diz outra.

ENTÃO, NÃO TENHA FILHOS.

Não tenha filhos se você não tem tempo, se tem muitas contas para pagar, se precisa ir na academia. Não tenha filhos se está muito cansado, se não tem saco para lidar com criança. Não tenha filhos.

Uma proprietária de creche contou-me que um pai chegou ao ponto de pedir para abrir a escola sábado e domingo, para ele deixar o filho lá no fim de semana também: “Trabalho a semana toda e no fim de semana preciso dormir”, disse ele.

ENTÃO, NÃO TENHA FILHOS.

Entendo que ter um filho tornou-se uma moeda social, algo para a gente tirar uma fotografia bonita e colocar no Instagram. Mas não tenha. Se não tiver tempo, paciência e dedicação, não tenha. Seja feliz sem filhos.

E se já tem, então crie. Crie com todo amor e carinho. Crie com menos gastos e mais tempo junto. Filhos exigem reorganizar tudo o que você estava fazendo. Dura uns vinte anos. Vai passar rápido. Quando você menos esperar eles crescem e vão embora. Dai você faz o que quiser. Se é para ter filho, só preciso mesmo dizer uma coisa: você precisa participar mais!"

SER MÃE DÓI

Ser mãe é a experiência mais forte, transformadora e engrandecedora que uma mulher pode experimentar, mas ser mãe também dói, faz-nos sofrer, corta a nossa carne e o nosso coração. Parece que, como nunca, na maternidade se faz valer aquele ditado “no pain, no gain” e vivemos isso todos os dias, do nascer até o pôr do sol e do pôr do sol até ao nascer novamente. 

 

Dói quando vemos o nosso corpo transformar-se, quando sentimos o corpo dividir-se em dois para trazer uma nova vida, quando as nossas hormonas entram em ebulição. 

 

Dói ver a dor da cólica, a dor dos dentes a nascer, a dor da primeira rejeição. Dói quando não podemos dormir uma noite inteira de sono, quando temos que nos levantar da cama muitas mais vezes do que aquelas que gostaríamos, quando não descansamos por meses a fio. Dói muito quando eles ficam doentes, quando não sabemos o que eles têm, quando eles se põem a chorar... 

 

Dói não podermos fazer mais o que fazíamos antes, não ter tempo para ir ao cinema, não conseguir nem tomar um café... Dói não poder mais chegar a casa e ver televisão de pijama, deitada no sofá, não poder dormir e acordar à hora que bem entendermos, não ter mais o direito de ir e vir sem se preocupar com todo uma logística por trás. 

 

Amamentar dói, não amamentar dói mais ainda... Dói quando o filho não come, quando ele insiste em fazer birras, quando ele faz o contrário do que gostaríamos... Dói quando não sabemos se estamos no caminho certo, quando não temos certeza se estamos a ser uma boa mãe... Perguntamo-nos se tudo é mesmo tão difícil, tão complicado, tão desafiador...

 

Dói quando nos sentimos culpadas (e nós culpamo-nos por quase tudo), quando as pessoas nos culpam, quando nos vemos julgadas. Dói ouvir palpites a todos os momentos, ouvir críticas da forma como estamos a criar, do nosso jeito de educar... Dói quando alguém dá algo para o nosso filho comer sem pedir a nossa autorização, quando nos desautorizam, quando fazem pouco caso às regras que consideramos importantes...

 

Dói, e dói muito, dói acima de tudo o medo que ser mãe traz. O medo do futuro, o medo da violência, o medo que o nosso filho venha a sofrer... Nós, mães, gostaríamos de poder protegê-los para sempre, assim como fazemos quando eles são bebezinhos, mas isso não é possível... Eles são do Mundo! E dói saber que eles são do Mundo, porque um dia vão-se embora, deixam a nossa casa e deixam a convivência diária para trás.

 

Dói pensar que um dia os abraços não serão mais tão frequentes, o sorrisos poderão ser só de final de semana e um telefonema poderá ser o que de mais próximo teremos por semanas ou até meses. Dói pensar na saudade, na falta, na ausência... Dói pensar que o Mundo os levará para longe sem dó nem piedade e isso faz parte da vida, faz parte da existência, faz parte do seu crescimento e realização!

 

Dói só de pensar em toda essa dor, de pensar nas coisas que ainda nem passamos, mas dói acima de tudo pensar que poderíamos passar pela vida sem ter experimentando toda essa força pulsante que é ser Mãe!

 

Se por um lado dói, e dói muito, dói nas pequenas e nas grandes coisas, por outro, como eu disse lá no início, também enaltece, engrandece, completa. Ser mãe é viver uma montanha russa de experiências e emoções, encher-se e fartar-se do maior amor do mundo, mas também saber que ele vem acompanhado de preocupações, de entregas, de perdas e de desafios...

 

E longe de mim dizer que toda essa dor não vale a pena. Vale sim. Vale cada suspiro dado, cada lágrima derramada, cada pingo de suor que cai. Vale a dor da carne, da alma e do coração, porque Amor de Mãe é o sentimento mais forte que alguém pode experimentar e nada substitui essa experiência. Nem de longe!

(Texto retirado e adaptado do site macetesdemae.com)

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Feliz Dia das Mães ❤️

MAMÃ DE PRIMEIRA VIAGEM

1. GRAVIDEZ

Agora é Oficial

- Tem Gente Nova a Chegar (ideias para anunciar a gravidez)

- Mensagem da Cegonha (ideias para anunciar a gravidez)

Porque razão a Gravidez é contada em semanas

A Gravidez em 3 fases

Grávida não devia ficar doente nunca!

Restrições alimentares na Gravidez

It's a Boy

20 Semanas de Amor

- Está escolhido! (o nome do bebé)

- A lista de roupinha do Gui (a roupa essencial a comprar para o bebé)

- O coraçãozinho do Gui (ecodoppler fetal)

O essencial para um quarto de bebé

Papá, Mamã, já vos consigo ouvir!

- Ecografias na Gravidez (número de ecografias a fazer)

- Mas esta lista não tem fim? (o essencial a comprar para o bebé: exterior/passeio; produtos para o banho/higiéne; alimentação materna/artificial; outros)

- A culpa é da Placenta (tudo o que precisa de saber sobre a placenta)

- Chutinhos de Amor (o primeiro chutinho do Gui)

- Tenho o Rei na Barriga (6 meses de gravidez)

- Flores de Portugal (A Primeira Roupa que o Gui vai vestir)

O Berço do Gui

- Na Recta Final (início do último trimestre da gravidez)

As Primeiras Calças de Grávida

- O Factor Rh na Gravidez (quando a grávida é Rh negativo e o pai Rh positivo)

- O Doce que Amargou (prova de tolerância oral à glicose, despiste de diabetes na gravidez, diabetes gestacional, factores de risco...)

- Plano Alimentar para Grávidas com Diabetes Gestacional (primeira consulta de endocrinologia)
O Primeiro Dia do Pai
A Importância de Estimular o Bebé ainda na Barriga da Mãe
Viajar de Carro na Gravidez
- Feira de Bebés em Paris (Salon Baby 2016)
- Segunda Consulta de Endocrinologia - Diabetes Gestacional (consultas via email)
O aumento de Peso na Gravidez
Curso de Preparação para o Parto
Novidades do "Salon Baby Paris 2016" (radio para bebés, Epi-No Delphine Plus - o aparelho que fortalece o assoalho pélvico...)
32 Semanas de Gravidez
A Dor no Ligamento Redondo
- Gravidez: da Pré-concepção ao Parto (principais etapas)
Como os escolher a Maternidade em França
A importância da Almofada de Amamentação
Cuidados a ter na Lavagem da Roupa do Bebé
34 Semanas de Gravidez
Antes do Gui nascer
Estar Grávida em França
Mala de Maternidade (o que levar para a maternidade, truques na hora de preparar a mala...)
- Dia dos Bebés (2 de Maio)
Baby Shower do Gui (35 semanas de Gravidez)
A Licença de Maternidade em França
- 37 Semanas de Gravidez 
- A Nossa Sessão Fotográfica (sessão fotográfica de grávida) 
- Aleitamento Materno - Parte 1 (benefícios do aleitamento materno, alimentação da mãe durante a amamentação, e as Etapas da formação do leite materno)
Aleitamento Materno - Parte 2 (quantas vezes deve comer o bebé, como saber se o bebé mamou o suficiente, e cuidados gerais a ter com as mamas)
Aleitamento Materno - Parte 3 (cuidados específicos às complicações da amamentação e posições para amamentar)
Totalmente Grávida
Quando ir para a maternidade
As três fases do trabalho de parto
40 Semanas e 1 dia de Gravidez
- O Primeiro retrato do Gui (a primeira ecografia)
Ecografia do Sexo do Bebé
 
 
 
2. QUANDO O BEBÉ NASCE... AO PRIMEIRO ANO
Uma semana de Gui
A amamentação na primeira pessoa
E de repente a vida muda
O Primeiro Dia de Verão do Gui
A manhas do Gui
Sessão Fotográfica na Maternidade
Registar um Recém-Nascido no Consulado de Portugal
E assim nasceu o Gui
Quando um dia passa a ser especial
A Idade dos Porquês
O Primeiro mês do Gui (os primeiros 30 dias de vida)
Socorro temos um bebé
O Primeiro Piquenique do Gui
Ser Mãe
As Primeiras Vacinas
Licença de Maternidade
Semana Mundial do Aleitamento Materno
O segundo mês do Gui (do primeiro até ao segundo mês)
- Viajar de avião com um bebé (ideias) 
- A primeira viagem de avião do Gui 
O terceiro mês do Gui (do segundo até ao terceiro mês)
Osteopatia para Bebés (como funciona, indicações...)
- Vida de Mãe (humor) 
- A vida muda para sempre (pensamento)
- O quarto mês do Gui (do terceiro até ao quarto mês)
- O Gui e o meu cabelo (humor)
Truque para viajar com bebés no carro
Como tirar nódoas na roupa do bebé
O sono dos bebés
- Viajar de carro com crianças (humor)
- Displasia de Desenvolvimento da Anca (DDA)
- Comida enlatada? (Introdução alimentar)
- O quinto mês do Gui (do quarto até ao quinto mês)
Introdução Alimentar no Bebé (legumes)
- A Primeira Sopa (regras, receita...)
- A Primeira Foto com o Pai Natal 
A Primeira Árvore de Natal com o Gui
- Um Nascimento, uma Árvore! (Iniciativas da Câmara Municipal...)
- Tudo sobre a Cadeira de Alimentação 
Surpresinhas que o Gui gosta
- O sexto mês do Gui (do quinto até ao sexto mês)
- O sétimo mês do Gui (do sexto até ao sétimo mês)
- Trocas na Loja da Zippy 
O Primeiro Dente
- Tudo sobre Bronquiolite 
- "Congé Parental
- Viajar sozinha de Avião (o meu testemunho)
- Coisas de Mãe 
- O oitavo mês do Gui (do sétimo até ao oitavo mês) 
- O meu Primeiro Aniversário com o meu Príncipe 
- O meu Valentim 
O Gui e o Programa "O Preço Certo"
Férias de Mãe  (humor)
O Primeiro Carnaval do Gui
O nono mês do Gui
O MELHOR produto para tratar a assadura de fralda no Bebé
A Alimentação no Primeiro Ano de Vida ( dos 0 meses até aos 12)
A vida vai mudar (coisas de mãe, amas...)
A Primeira vez na Ama
Coisas de Mãe (comer sozinho...)
Cadeira de banho para Bebé
- Carta de uma Mãe
- Recomeçar a trabalhar depois de ter sido Mãe 
O sono dos Bebés (quando os bebés dormem pouco...)
- Coisas de Mãe (humor)
O décimo mês do Gui 
Os Modos de Guardar os Bebés em França
O Primeiro Folar de Páscoa do Gui
Otites nos Bebés
Saúde Oral no Bebé
- Ir às compras com Bebés 
A importância da Vacinação
O décimo primeiro mês do Gui
- A amamentação na primeira pessoa (do início ao fim)
- Kit de Amamentação 
- Socorro, o Gui não pára (humor)
- Coisas de Mãe (na hora de comer - humor)
Mudas-te o meu Mundo
O Gui fez 1 Ano
- Coisas de Mãe (fotografias - humor)
O Primeiro Aniversário do Gui (Festa Minions)
 
 
3. DO PRIMEIRO AO SEGUNDO ANO
A Primeira Gastroenterite do Gui
- Em caso de Desidratação 
- Gastroenterite Infantil 
- A emoção dos Primeiros Passos
Se isto não é Amor... O que será?
- A mim não me enganam (telecomandos)
O Gui fez 13 Meses
- Coisas de Mãe (já sei marcar cestos)
- Coisas de Mãe (brinquedos - humor)
Exercícios para Emagrecer
O Gui fez 14 Meses
O Gui fez 15 Meses
Cuidados a ter com as tomadas de electricidade 
O Primeiro Corte de Cabelo
- Crianças nos Hospitais?! 
- Dia Mundial do Sorriso (o primeiro sorriso do Gui)
O Gui fez 16 Meses
O Poder do Sumo de Maçã
- O Gui e as Chaves de Casa (humor)
- Brinquedos Favoritos (humor)
O Gui fez 17 Meses
- O poder da Videochamada 
- Tampões... (humor) 
As Primeiras Palavras
O Segundo Natal
O Gui fez 18 Meses
O melhor enfeite de Natal
- Coisas de Mãe (bâton - humor)
- Doudou Inseparável 
Felicidade
- O Segundo Carnaval do Gui 
- Coisas de Mãe (cai neve...)
A melhor marca de chupetas
 - O super poder do carro
- Coisas de Mãe (na casa-de-banho - humor)
- A idade da imitação (no dentista)
- Coisas de Mãe 
O Gui conquistou a Gata do Vizinho
A Primeira Ida ao Dentista
- Com Amor (o segundo Doudou do Gui - surpresa boa)
Filhos atrapalham a vida
Antes e depois de ser Mãe
Dois Anos de Gui
A primeira vez no "pote"
O Gui fez 2 Anos
O Segundo Aniversário do Gui (Festa Mickey Mouse)
 
 
 
4. DO SEGUNDO AO TERCEIRO ANO 
 
- O Melhor Produto para desembaraçar o cabelo
- A idade da Imitação
- Dia dos Avós (datas)
- Verão 2018
- Coisas de Mãe (o Gui e as frutas...)
- Genética Masculina
- A idade do "Não"
- Crescem tão rápido (28 meses)
- Coisas de Mãe (humor no wc)
- Já Cheira a Natal (2018)
- A TAP ficou com o Doudou Do Gui
- Carnaval 2019
- Pê de Pai (Dia do Pai)
- 33 Meses de Gui
- Quando deixar as Fraldas (humor)
- École Maternelle
- École Maternelle - Parte 2
- École Maternelle - Parte 3
- École Maternelle - Parte 4
- Socorro o Gui não come legumes
- Quintas Pedagógicas
- Eu depois de ti
- O Terceiro Aniversário do Gui (Tema: Patrulha Pata)
 
 
 
4. DO TERCEIRO AO QUARTO ANO
- Abertura oficial da época balnear
 
 

FILHOS ATRAPALHAM A VIDA

 Filhos atrapalham os sonhos, a vida, destroem seus planos, dificultam a vida profissional, acabam com a poupança, com a sanidade, e são capazes de deixar em pé o pouco cabelo que te sobra no pós parto. 

Filhos.

Pra que tê-los? 

Pra nunca mais acordar com a cara amassada e fazer um brunch no domingo com os amigos? 

Pra abandonar a galera que curtia a balada até altas madrugadas? 

Pra trocar a praia às 12h, pela praia com o sol quase nascendo em pleno verão, enquanto aquelas pequenas mãos levam areia até a boca e quase te levam à loucura?

Pra quer ter filhos se você pode ser feliz sozinha?

 

Eles torcem o nariz quando você decide ter um, dois, três, quatro pingos de gente pra chamar de seu. Ficam com as mãos “no juízo”, quando você escolhe largar o emprego, a carreira, os sonhos antes tão meticulosamente planejados e perseguidos. 

Dizem que são os filhos que atrapalham. Ah, mas se eles soubessem quantos novos sonhos construímos ao lado deles. 

 

Ah! Se eles soubessem que depois que o nosso coração vive fora do peito, nos tornamos mais doce, humanas e até mais pacientes. 

Ah! Se eles soubessem que depois que a vida fica de pernas para o ar, a gente dá um jeito, bem criativo de se reinventar.

Por que depois que uma mulher mergulha de cabeça no caos e no amor de ser mãe, ela jamais voltará a ser a mesma. “Vá por mim!”

 

Um filho tem o incrível poder de dar sentido à vida, direção aos passos, e até fazem reviver sonhos que já estavam esquecidos dentro de nós. 

Um filho tem o poder de fechar janelas da vida, e escancarar portas do coração.

 

Eu não sou a mesma. E hoje, agradeço ao meu filho, que atrapalhou os meus antigos sonhos e me fez ter coragem para viver a vida que eu nem eu sabia que queria. Mas que vida linda.

Ele atrapalha as minhas noites de sono, o meu almoço, a minha ida à casa de banho, a minha concentração. Atrapalha os meus afazeres domésticos, o meu trabalho, as minhas mensagens nunca respondidas, as minhas saídas com as amigas, e até a minha vida a dois.
Atrapalha na ausência, no silêncio da casa vazia, na saudade que dá quando não o tenho ao meu lado. “Um atrapalhado sem fim”, eu diria.

 

Mas foi assim, vivendo uma vida de pernas pro ar, que eu descobri a melhor versão de mim. Foi preciso me perder em pequenos abraços, para que eu pudesse me encontrar. E é nesse atrapalhado que eu fiz do meu coração o seu, mais completo e lindo, lar!"

(Texto adaptado do livro "Muito Além da maternidade, da autora Ananda Urias)

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❤ FELIZ DIA A TODAS AS MÃES ❤

COISAS DE MÃE

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Desde que o Gui nasceu, a nossa casa transformou-se numa verdadeira creche... 

É o babycoque, é o carrinho de passeio, é a alcofa, é a cadeira para comer, é a "cadeira baloiço" para ele brincar, é o carrinho dele brincar, é o "ginásio", é o tapete para ele brincar, e mais uma série de artigos que tornaram a nossa sala  mais colorida!

Isto sem falar dos produtos de higiene e dos inúmeros brinquedos que o Gui, ao longo do dia, vai espalhando por onde passa...

Como é que é possível um ser tão pequenino consegue ter tanta tralha e desarrumar tanto uma casa?!

O GUI FEZ 7 MESES

É verdade, o Gui já fez 7 mesinhos, na passada sexta-feira, mais precisamente no Dia de Reis. Foi um mês fantástico, marcado pelo primeiro Natal do Gui, e que foi passado, praticamente, em Portugal.

 

Confesso que ainda não fomos à consulta do sétimo mês, pois as férias não nos permitiram, mas sabemos que pesa agora 8kg200gr e mede cerca de 69cm. 

 

Ao contrário do que nos foi recomendado aqui, na consulta dos 6 meses, optámos por não introduzir o peixe tão cedo, seguindo assim as recomendações da sociedade portuguesa de pediatria (farei um post brevemente sobre este tema tão pertinente ).

 

Neste mês, a sopa do Gui passou a levar carne (experimentou frango, coelho e perú), e começou a comer fruta, ao lanche. Tudo etapas que decorreram sem nenhuma dificuldade, não fosse o Gui um verdadeiro comilão! Já experimentou pêra, maçã e banana, mas banana só comeu duas vezes pois teve imensas cólicas. 

 

O que ele gosta mesmo muito é da sopa, fica tão eufórico quando vê o prato que até nós ficamos entusiasmados, por isso foi super fácil introduzir também a sopa ao jantar. Fez ontem uma semana que começou a comer sopa duas vezes ao dia (180 ml em cada refeição) mas mesmo assim continuou a mamar de 2 em 2 horas, sendo que depois da sopa e da fruta espera apenas 1 hora para mamar! Nas noites a rotina não se alterou, continua a acordar a cada 2 ou 3 horas para comer... Era de se esperar que estivesse mais gordinho, mas ele tem "bichos carpinteiros", dorme pouco durante o dia (as sestas de 20 minutos que vai fazendo so longo do dia não devem ultrapassar, no total, 1 hora) e está sempre a mexer, por isso acho muito difícil isso vir a acontecer (Eh... Eh... Eh...).

 

A boa novidade é que as cólicas, felizmente, desapareceram! É verdade, só aos 6 meses e meio é que estas malditas se foram, quem tem filhos sabe bem o alívio que isto é!

 

O Gui está cada vez mais risonho e bem disposto, lança gargalhadas contagiantes e está sempre a desafiar-nos para brincar. Palra imenso e gesticula, tenta “conversar“. Não estranha muito caras que não lhe são familiares, basta uns minutinhos de brincadeira para estar à vontade com pessoas estranhas... Vamos ver até quando isto vai durar.

 

Ainda não consegue interagir muito bem com outras crianças mas gosta de observá-las por longos períodos.

 

Adora tirar fotografias com a máquina fotográfica e fazer vídeos, coloca sempre o seu melhor sorriso, o que deixa toda a gente fascinada. Só espero que esta fase perdure, pois assim terei o modelo fotográfico mais doce de sempre (Eh... Eh... Eh...).

 

Continua a adorar que cantem, que falem, que o movimentem no ar, que brinquem e que joguem ao "cu-cu" com ele. Começou a ter muitas cócegas, adora que lhe façamos cócegas no pescoço e debaixo dos braços. 

 

Mantém-se encantado pelos seus pés, tão encantado que não descansa enquanto não tirar os sapatos e as meias. Descobriu agora que tem língua e boca... É mesmo engraçado vê-lo, muitas vezes, a "morder a língua".

 

Sentado, consegue controlar melhor a sua postura o que permite que consiga estar uns longos segundos sem qualquer apoio. Já se consegue rolar sobre si próprio... Agora fica complicado deixá-lo um segundo sozinho!

 

Descobriu que os brinquedos, bem como todos os objectos que apanha, são óptimos para atirar para o chão, por isso passa grande parte do tempo a fazer isto... E nós passamos grande parte do tempo a apanhar tudo do chão para lhe dar novamente!

 

Já me esquecia de um pormenor importante, que vocês devem ter reparado, o Gui tem agora imenso cabelo, mas como o cabelo é agora loiro dá ideia que ainda tem pouco.

 

E é desta forma doce que o nosso Principezinho vai crescendo...

MOLDIV

UM NASCIMENTO, UMA ÁRVORE!

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Hoje recebemos um convite da Câmara Municipal, da cidade onde moramos, que nos surpreendeu: "um nascimento uma árvore" (em francês, "une naissance un arbre"). Um projecto que faz parte da cidade há cerca de 6 anos e que tem por objectivo celebrar o nascimento de cada bebé, nascido na cidade, com a plantação de uma árvore. A carta, faz referência a 70 árvores, falta é saber quantos bebés, destes 70 mencionados, irão estar presentes.

 

O evento é no próximo dia 26 de Novembro às 11h:30min, e nós já decidimos que vamos estar presentes!

 

O Gui terá assim a sua primeira árvore plantada! Uma iniciativa maravilhosa, não acham? 

O SEGUNDO MÊS DO GUI

Este segundo mesinho do Gui foi verdadeiramente fascinante! Uma semaninha e meia depois dele ter completado o seu primeiro mês de vida o Gui começou a ter percepção do mundo que o rodeia... Aos poucos começou a observar todos os nossos movimentos, a ficar atento a tudo, a prestar atenção às nossas vozes e a seguir objetos com os olhos. Foi impressionante a rapidez com que tudo aconteceu!

 

Com isto, o Gui passou a não gostar de ficar sozinho e mesmo quando está a dormir é um verdadeiro malandrinho. De dia, quando está a dormir, basta deixar de sentir o nosso contacto que facilmente acorda... Agora imaginem a ginástica que não é preciso fazer para conciliar as tarefas domésticas e até o simples facto de podermos fazer as nossas refeições!

 

O melhor momento deste mês foi ver o seu primeiro sorriso direccionado e começar a vê-lo a tentar falar para nós.

 

De repente o Gui começou a sorrir e não se tratava de uma coincidêcia, ou de um acto ao acaso. Um momento especial que passou a animar os nossos dias "mais cinzentos", fazendo-nos esquecer de muitos dos nossos problemas.

 

Hoje, é tão bom ver o Gui soltar uma gargalhada e vê-lo a tentar falar para nós.

 

O engraçado é que quando vamos à casa de alguém, ele muda completamente, fica sério e observa atentamente tudo à sua volta como se estivesse a avaliar alguma coisa, e raramente lança um sorriso a alguém.

 

Outra conquista foi vê-lo a fazer movimentos bruscos com os bracinhos e as perninhas cada vez que está excitado ou alegre... Colocá-lo 20 minutinhos à frente da televisão sentadinho a ver desenhos animados deixa-o totalmente eufórico!

 

Ainda não brinca com nenhum brinquedo, mas vai começando a interagir com aqueles que se movimentam ou emitem algum som... Tudo o que tem som fascina-o, até uma simples música cantada por nós com as nossas vozes desafinadíssimas... O quanto já nos temos rido à conta disto, se soubessem a quantidade de músicas que já inventamos... (Eh... Eh... Eh...)

 

Em relação à comida, o Gui ainda não conseguiu estabelecer nenhuma rotina, de dia continua a comer de 2 em 2 horas (quando está em casa, já quando saímos de casa pode estar 3 ou 4 horas sem comer), pode ser mais ou pode ser menos, e de noite, embora seja bem mais rápido a comer, continua a acordar de 3 em 3 horas... É um grande comilão, adora comer! Confesso que estou ansiosa pela noite em que ele vá começar a dormir umas 7 horas seguidas! (Eh.. Eh... Eh..)

 

As cólicas continuam intensas, há uns dias que sofre bastante outros nem por isso... 

 

Já o peso, continua a somar: num mês ganhou cerca de 1kg. Fomos ao Pediatra na passada quarta-feira, altura em que fez as primeiras vacinas, e descobrimos que o nosso Principezinho já mede 60cm e pesa 5.360gr.

 

Este segundo mês foi assim, repleto de muito trabalhinho e de boas descobertas. É tão bom vermos o nosso Principezinho crescer!

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SOCORRO TEMOS UM BEBÉ...

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No sábado passado decidimos ir fazer umas comprinhas ao shopping e aproveitar os saldos, o que não sabiamos é que iríamos encontrar tantas dificuldades por lá pelo facto de termos agora um bebé...

 

Confesso que evito ir aos shoppings ao fim-de-semana pois, regra geral, é sempre uma enorme confusão, mas agora com o Gui a probabilidade de isto acontecer passou a ser muito maior.

 

Só quando somos pais é que nos apercebemos dos inúmeros obstáculos que existem nestas imensas superfícies (e não só)... E enganem-se se pensam que aqui tudo está bem mais "equipado" que em Portugal, pelo menos eu tinha essa ideia uma vez que existem imensas crianças por aqui.

 

Fraldários são quase inexistentes. Imaginem só um shopping imenso só com um fraldário, apenas para uma criança, onde mal cabe um carrinho de bebé e mal se consegue respirar... Foi exactamente isto que encontramos, trocamos uma vez o Gui e na vez seguinte fizemo-lo no banco de trás do nosso carro pois a fila de espera era grande.

 

Elevadores para nos deslocarmos de uns pisos para os outros, ou estavam avariados, ou estavam bloqueados, ou então mal sinalizados! Só para terem uma ideia, entramos numa loja e depois de atravessarmos a loja toda para subirmos ao andar de cima, para vermos a secção de roupa para bebés, deparamo-nos com o corredor que dava acesso ao tal elevador cheio de roupa!!! Enfim, fomos obrigados a sair da loja e a percorrer o shopping para encontrarmos os famosos tapetes rolantes (que também não existem em todo o lado!) de modo a subir ao andar. Não seria mais fácil colocar antes tapetes rolantes em todo o lado?! 

 

E sítios recatados para alimentar/amamentar um bebé?! Isso então, nem pensar, são de facto inexistentes! Os únicos locais que existem, e que não são muitos e estão sempre apinhados de gente, encontram-se nos corredores do shopping, onde o barulho atinge o "máximo  permitido por lei"! Ora eu que queria amamentar o Gui num local calmo e fora dos olhares dos mais curiosos, fui obrigada, uma vez mais, a deslocar-me duas vezes ao carro para fazê-lo!!! Tenho a sensação que só eu é que devo amamentar por estes lados...

 

No fim, e como devem calcular, o tempo gasto entre andar a correr para o carro para mudar e amamentar o Gui e percorrer o shopping à procura dos tapetes rolantes foi muito superior àquele que gastámos a entrar nas lojas... Basicamente entramos em 3 ou 4 lojas e acábamos por desistir de ver mais alguma coisa, pois tinha chegado a hora de mudar outra vez o Gui...

 

Decididamente só agora que o Gui nasceu é que vemos que nada aqui parece estar adaptado para quem tem bebés! 

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O PRIMEIRO MÊS DO GUI...

Os primeiros cinco dias de vida do Gui foram passados na Maternidade. Aqui em França, numa primeira gravidez, por parto normal, a mãe e o bebé ficam, por norma, este período de tempo internados, uma forma que eles encontraram de ajudar a mãe e o bebé numa fase inicial da vida, de forma a esclarecer todas as dúvidas e medos que possam surgir. Confesso que no início achei um absurdo tanto tempo de internamento, ainda por mais quando falamos de um parto normal, mas assim que o Gui nasceu e os dias foram passando depressa compreendi que a ideia era genial... Reconheço que ter ficado 5 dias permitiu-me ter mais confiança no processo da amamentação, uma vez que o Gui ao terceiro dia teve que fazer suplementos, e quando tivemos alta já ele começava a recuperar o peso e a mamar melhor.

 

Regressamos ambos a casa numa sexta-feira, exactamente no Dia de Portugal (dia de 10 de Junho)... A ansiedade por entrar novamente em casa era muita, tinha saudades de uma certa tranquilidade e privacidade, tinham sido 5 dias muito intensos... Sentia que agora precisávamos de um tempo só para nós os três...

 

E assim foi, optámos por não ter muitas visitas no primeiro mês, apenas as essenciais... A família e os amigos próximos, o tempo agora era de adaptação...

 

As primeiras duas semanas, em casa, foram as mais complicadas, estabelecemos novas rotinas, ou tentámos, porque o nascimento de um filho assim o exige.

 

O mais complicado foi, sem dúvida, o ter que acordar de 3 em 3 horas durante a noite para amamentar e mudar o Gui... Ainda hoje é o mais complicado para mim... O Gui até tem um acordar sossegado a meio da noite, não é de chorar muito, normalmente leva uns 5 minutinhos a acordar, emite uns gemidos como se estivesse resmungando, estica-se todo e lá acorda, o difícil é lutar contra o meu sono...

 

São cerca de 45 a 50 minutos, entre ele comer, colocá-lo a arrotar, trocá-lo e voltar a dormir. À conta disto, tenho a sensação que não durmo durante a noite... O meu marido ainda me tenta ajudar, de vez enquando, na troca da fralda... Mas também para ele não é fácil pois tem que acordar cedo para ir trabalhar... Fartamo-nos de rir pois são várias as vezes que ele acorda e pensa que eu ainda não troquei o Gui e dá um salto da cama e começa a preparar tudo para o mudar, quando eu já o mudei, e o contrário também acontece, estou eu com tudo preparado e ele acorda e começa a arrumar tudo sem eu ainda ter começado a trocá-lo... (eh... eh... eh...) 

 

Fora isto, não nos podemos queixar muito... Acho até que o Gui aprendeu bem rápido a mamar de forma eficaz, e hoje ele é capaz de virar a carinha para os lados e abre a boca como se pedisse para comer, ou quando encontra alguma coisa como uma fraldinha ou mesmo o braço de quem o segura, ele procura logo mamar, ou então começa a chupar os dedos das mãozinhas.

 

De dia ainda não foi estabelecida nenhuma rotina para comer, normalmente é de 2 em 2 horas, pode ser mais ou pode ser menos, tudo depende do estado de esprírito do Gui... Quando está mais nervosinho, chega a comer de hora a hora!

 

As cólicas começaram por volta do 15º dia de nascimento, começa a "torcer-se" todo, fica todo vermelho, e chora bem alto, é muito difícil gerir esta dor... E se no início ele não me deixava fazer uma simples massagem com as perninhas, agora já vai tolerando.

 

O coto do cordão umbilical caiu exactamente ao 16ª dia, foi mesmo bom assistir a todo o processo de cicatrização.

 

Quanto ao peso, vai no "caminho certo... Perdeu algum peso quando nasceu, mas neste primeiro mesinho já aumentou quase 1 kilinho, e cresceu 5cm. À conta disso já tivemos que comprar mais algumas roupinhas pois muita da roupinha, de um mês, já não lhe serve! 

 

Claro que, durante este primeiro mês, nem tudo foi maravilhoso... Houveram dois ou três dias em que o Gui chorou mais e mais alto, quis comer a toda a hora e só quis colinho... Dias em que mal tive tempo de olhar para o espelho e comer como devia ser... Felizmente esses dias foram bem poucos. Com isto, não quero desanimar ninguém, muito pelo contrário, quero sim alertar para o facto de que as dificuldades também existem, o importante é estarmos preparadas para elas, caso contrário corremos o risco de entrarmos num processo de exaustão.

 

Este primeiro mês foi assim, um processo de aprendizagem que ainda agora começou... Foi um mês cheio de emoções, onde a nossa vida mudou, tornando a dar mais uma volta, talvez a volta mais importante das nossas vidas... E se querem saber, estamos a ADORAR!

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A IDADE DOS "PORQUÊS"...

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Quando uma criança de 6 anos olha para mim e vê-me a amamentar o Gui e curiosa pergunta à mãe porque motivo eu tenho leite e a mãe não, e a mãe explica-lhe que é por eu ter tido um bebé e que assim que ele crescer também eu não terei mais leite... A forma como ela se expressou e a reacção dela foi tão impressionante: " Isto é mesmo mágico mamã!"...

 

Pois é, aconteceu ontem durante a festinha do Gui, um episódio simples mas repleto de ternura! Será que é da maternidade ou além de mim há mais alguém que consiga ver a doçura destas palavras?! 

E ASSIM NASCEU O GUI...

Achei que seria interessante fazer um post sobre o nascimento do Gui, algo onde pudesse partilhar com vocês como tudo aconteceu de forma a poder vir até aqui um dia e relembrar cada momento vivenciado...

 

O nascimento do Gui estava previsto por parto normal, por isso, eu como mãe de primeira viagem tudo era novo, haviam imensas dúvidas de como iria ser o dia e se seria assim tão fácil saber o momento em que deveríamos ir para a maternidade...

 

Li muito, procurei relembrar conhecimentos adquiridos (no meu curso de enfermagem), adquiri conhecimentos... Sentia que estava preparada, mas sabia também que a realidade podia ser diferente...

 

Comecei a sentir as primeiras contracções pouco antes de uma semana do Gui nascer, nada de especial, a barriga ficava dura durante uns 30 a 45 segundos e depois voltava ao normal.... Até que na sexta-feira, dia 3 de Junho, notei que as contracções eram mais frequentes e começavam a ser "chatas", o dia passou-se bem mas perto das 2h da manha estas intensificaram-se, e começaram a ficar regulares (todos os 5 minutos) e dolorosas.... Por volta das 4h, perdi o rolhão mucoso, e às 5h liguei para a maternidade... A enfermeira falou-me de uma forma tão "grosseira" que desliguei o telefone incrédula com aquele atendimento. Fiquei tão fula que decidi esperar mais um pouco... Até que às 7h da manhã estas começaram a diminuir subitamente.

 

Nessa noite praticamente não dormimos, acabando por adormecer por volta das 8h às 14h... Estava mesmo cansada, mas como as contracções tinham diminuído achei que era boa ideia fazer uma caminhada... A ideia até era boa, mas a caminhada resumiu-se a pouco mais longe de uns 300 ou 400 metros da nossa casa... Andamos praticamente "às voltinhas", parei imensas vezes pois volta e meus surgia uma contracção... Sentia-me cansada mas sabia que o melhor que tinha a fazer era andar, para acelerar o processo... Nesse dia, finalizamos a nossa mala de maternidade, e à noite compramos o nosso jantar super-calórico no KFC (eh..eh...eh..), e embora tivesse algumas dores e estivesse cansada, não tinha perdido a fome!

 

A noite estava a "chegar", eram 22h e as contracções recomeçavam, mais uma vez, mais regulares e dolorosas (5 em 5 minutos)... Às 3h tornei a ligar para a maternidade e expliquei o que se passava... A enfermeira, do outro lado, com uma voz nada simpática, aconselhou-me a ficar em casa mais 2 ou 3 horas... Parecia mesmo que o pessoal da maternidade não queria trabalhar durante a noite!

 

Contei todos os minutos, até chegar às 5h da manhã, onde decidimos ir para a maternidade pois não aguentava mais tanta dor...

 

Ao chegar, mais uma vez, as contracções tinham começado a diminuir de intensidade e não eram tão regulares, não conseguia compreender porque motivo estas só surgiam à noite... Fui examinada, tinha apenas 1cm de dilatação, mas como tinha tido muitas dores fiquei internada.

 

Era domingo de manhã, o dia estava muito cinzento, eu e o meu marido estávamos exaustos de cansaço... O dia avizinhava-se longo....

 

Tornei a ser examinada às 9h, descobri que o saco amniótico tinha rompido em casa, e não tinha dado conta, foi-nos então dito que deveria andar, fazer exercícios na bola de pilates, pois se não entrasse em trabalho de parto provocariam o parto no dia seguinte de manhã. Nessa altura as contracções eram bem menos regulares e pouco dolorosas, tinha a sensação que parecia estar a passar o papel da grávida "picuínhas"...  Não conseguia compreender porque raio é que as contracções só surgiam à noite?!

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Apesar de esgotada, andei o domingo todo a fazer o que me foi recomendado, mas nada se alterou... Às 21h as contracções regulares, dolorosas, a cada 5 minutos, recomeçavam... A enfermeira da noite veio ver-me, e como não suportava mais outra noite como a anterior, subi ao bloco de partos onde fui examinada por uma enfermeira parteira super antipática e desumana (nesta altura mantinha 1cm de dilatação)... O impressionante é que no momento que fui examinada as dores e as contracções quase que desapareceram... Mesmo assim ela deu-me 2 comprimidos de paracetamol codeína para o caso destas voltarem...

 

Chegamos ao quarto e tudo recomeçava, as contracções estavam mais fortes do que nunca, o Gui mexia imenso, parecia que ele ía nascer alí mesmo... Tomei os comprimidos por volta das 00h, mas de nada adiantaram, foi a pior noite da minha vida, nunca tive tantas dores! Como tinha sido avaliada, e perante aquele atendimento, optei por não tocar à campainha, sabia que nada iriam fazer... Fui tomar um banho quente para ver se estas aliviavam, mas nada!

 

A noite de 5 para 6 de Junho foi a pior noite da minha vida... Pus muitas vezes em causa se estaria tudo bem, tive muito medo que algo pudesse dar errado por não chamar por ninguém... A noite foi passada em branco, esgotada e não aguentado mais, eram 7h quando a enfermeira da noite apareceu para me perguntar como tinha passado a noite...  Perante o meu sofrimento disse-me que tomasse um banho e que iria tomar um pequeno-almoço leve para subir para a sala de partos... Com tanta dor não consegui comer nada, queria é que o Gui nascesse e aquelas dores desaparecessem de uma vez...

 

Subi às 8h para o bloco de partos para ser examinada por uma enfermeira parteira, as dores continuavam insuportáveis, estava com 3 cm de dilatação, finalmente não precisava esperar mais!

 

Num misto de alegria e cansaço, chorei por saber que o momento finalmente tinha chegado! Fui para a sala de partos, colocaram-me o catéter epidural (que não senti nadinha a colocarem) e a partir daqui as dores desapareceram por completo, sentia-me rejuvenescida e maravilhosamente bem! 

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A enfermeira parteira era 5 estrelas, simples, mas atenciosa e preocupada, foi-nos explicando como tudo iria se passar... Agora só tínhamos que aguardar até à dilatação total, para o Gui nascer! 

 

Durante esse processo de espera, eu e o meu marido brincamos imenso com a situação, imaginamos como iria ser o momento e de tão descontraído que estávamos tudo parecia bom de mais... Até que de repente, por volta do meio-dia, os batimentos cardíacos do Gui começaram a descer muito (de 160 passaram para os 60 e tal), começamos a ficar muito preocupados, vimos no olhar da enfermeira parteira que algo não estava bem... Subitamente o medo instalou-se em nós!

 

A enfermeira pediu apoio médico, e durante esse período foi-me colocada uma máscara de oxigénio e pedido para respirar profundamente... O medo que algo pudesse acontecer apoderou-se de mim, e sem perceber porquê comecei a tremer tanto e tanto que não conseguia parar de fazê-lo...

 

No início pensei que estivesse a fazer uma crise de ansiedade mas logo foi-me explicado que tudo se devia à medicação administrada pelo catéter epidural. Depois de me terem dado medicação, os batimentos do Gui recuperaram, mas eu continava a tremer tanto que só conseguia pensar que algo errado pudesse estar a acontecer ao Gui e a mim... Foi um momento realmente assustador!  

 

Não sei exactamente quanto tempo durou este pesadelo, para nós, tempo de mais... Felizmente, aos poucos tudo se restabeleceu, mas até o Gui nascer, nunca os monitores foram tão vigiados por nós, com medo que o pesadelo voltasse a acontecer. Felizmente nada se repetiu e depois disto, foi continuar a esperar...

 

Desde que me colocaram o catéter epidural nunca senti qualquer dor, estava tão anestesiada, que todo o processo aconteceu sem nenhuma dor...

 

O momento em que vimos o Gui nascer foi realmente algo mágico, uma sensação única e indiscritível... Mal ele saiu, chorou de forma "timida" e foi colocado sobre mim... Escusado será dizer que abracei-o com as poucas forças que ainda me restavam e chorei de felicidade por ver que o nosso Gui estava finalmente juntinho aos papás! Eram exactamente 16h04min quando o nosso Principezinho nasceu!

 

O papá cortou depois o cordão umbilical, a enfermeira limpou o Gui minimamente, pesou-o e mediu-o e tornou a colocá-lo junto do meu peito para que eu pudesse amamentá-lo... Estivemos ali na sala, os 3, duas horas para termos a certeza que tudo estava bem!

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É certo que tive muitas dores na noite anterior ao parto, vimos os batimentos do Gui descerem, ficamos preocupados e estávamos exaustos... Mas no momento que vimos o nosso Principezinho tudo foi esquecido como se se tratasse de um capítulo bem longínquo das nossas vidas!

 

A partir daqui, avisámos os nossos familiares e amigos e partilhámos esta notícia tanto esperada... E foi assim que no dia 6/6/2016, entrámos num novo capítulo das nossas vidas...

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Se faria tudo outra vez?!

Claro que faria!

OLÁ JULHO!

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Depois de um mês de Junho inesquecível e único, chegamos exactamente a meio de 2016: JULHO! Como o tempo passou rápido... 

 

Acho que este mês vai reduzir-se essencialmente a duas coisas: à continuação da descoberta deste mundo incrível que é a maternidade e ao resultado final da nossa Selecção Nacional no Euro 2016.

 

Por favor Julho, anda carregadinho só de coisas doces!