Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

QUEM MAIS SE IDENTIFICA?

FB_IMG_1635410987392.jpgPelo menos aqui em casa foi assim com o Gui e com o Martin... 

Nem imaginam a quantidade de coisas que nunca querem experimentar porque "metem na cabeça" que não gostam. Bem menos com o Martin, mas ainda presente nos dias atuais... 

VIAJAR COM MIÚDOS...

Hoje é feriado aqui, por isso aproveitamos para fazer "ponte" e tirar uma espécie de mini-férias... O destino é bem conhecido, Stuttgart!  Do outro lado estará o meu pai e a minha irmã mais nova que também decidiu dar um saltinho até lá.

O Gui anda "em pulgas" e não fala noutra coisa desde o fim-de-semana passado, o Martin deixa-se levar por toda a euforia do mano... 

Como é habitual a viagem é feita de carro, fizemos questão de sair de madrugada para que os "Piquênos" não ficassem tão aborrecidos com a viagem, mas mesmo assim não está muito fácil para eles... 

IMG_20211110_180058.jpg

Alguém daí tem dicas para entreter os miúdos numa viagem?

"OS FILHOS MORREM NOS SEUS QUARTOS"

Li um texto que achei muito interessante partilhar, pois reflete muito os dias dos "nossos filhos"... O título fala por si...

 

"Antes perdíamos os filhos nos rios, nos parques a brincar ou a chutar uma bola, nos mares, com os vizinhos. Hoje perdemos os filhos dentro do seu quarto!

 

Quando brincavam nos pátios, escutávamos as suas vozes, escutávamos as suas fantasias e, ao escutá-los, à distância, sabíamos o que se passava nas suas mentes. 

 

Quando entravam em casa, não existia uma televisão em cada quarto, nem dispositivos elétricos nas suas mãos. 

 

Hoje, não escutamos as suas vozes, somente os gritos. Não escutamos os seus pensamentos. Os filhos estão ali, dentro dos seus quartos e, por isso, pensamos que estão seguros. 

 

Quanta imaturidade a nossa!! Agora ficam com os seus fones nos ouvidos, fechados nos seus mundos, construindo os seus saberes sem que saibamos o que são… Perdendo, literalmente, a vida, ainda que vivos em corpos, mas mortos nas suas relações com os seus pais. Fechados num mundo de tecnologia que, em nada, contribui à formação de crianças seguras e fortes para tomar decisões moralmente corretas e de acordo com os seus valores familiares. 

 

Dentro dos seus quartos, perdemos os nossos filhos para esses jogos eletrónicos, conversando com gente que NÃO CONHECEM, que podem induzi-los a relações tóxicas e, inclusive, à pornografia, imersos num mundo totalmente de fantasia. 

IMG_20211109_220422.jpg

Mortos da sua identidade familiar… Quão triste é isso!!! Tornam-se uma mistura de tudo aquilo pelo qual foram influenciados e os pais nem sempre sabem como são os seus filhos porque, como pais, aplicamos a típica afirmação “todas as crianças são assim, estão no seu quarto”.

 

É urgente resgatar os nossos filhos. Não se acostume a ter um filho assim, isolado, vivo sim, mas morto dentro do seu quarto. 

 

Tire o seu filho do quarto!! Limite o uso da tablet, do telemóvel, do computador, dos fones nos ouvido, dos jogos eletrónicos. 

 

Convide-o à prática de um desporto, de algum grupo juvenil ou de um grupo musical. Compre jogos de mesa, vejam filmes juntos, faça planos com o seu filho! Brinque, divirta-se com eles, escute a sua voz, as suas palavras, o que eles pensam: O SEU FILHO ESTÁ VIVO. PERTENCE AO SEU LAR, NÃO AO SEU QUARTO!I TIRE-O DAÍ JÁ!!"

(Texto adaptado @Psicosia)

COM A VERDADE ME ENGANAS

Humor na Maternidade

Quantas vezes contamos uma mentirinha aos nossos filhos só para eles comerem melhor?! 

Acho que a mentirinha mais frequente é: "vá lá, só 3 colheres e não comes mais"...

InShot_20211107_181400974.jpg

20211107_220427.jpg

20211107_220559.jpg

Tenho a certeza que até eu devo ter sido enganada na minha infância... (Eh... Eh... Eh...)

 

Quem mais se identifica?!

PEDIDOS IMPOSSÍVEIS QUE OS FILHOS FAZEM QUANDO CONDUZIMOS

Humor na Maternidade

USER_SCOPED_TEMP_DATA_orca-image--1424076757.jpeg

Quem é que nunca passou por este tipo de situações? E o pior é que por mais que se explique parece que eles não percebem nunca! (Eh... Eh... Eh...)

QUANDO TENS UM FILHO TATUADOR...

Foi só o tempo de picar uma cebola para o refogado do arroz seco, para estes dois fazerem das suas...

IMG_20211013_153152.jpg

O Martin todo contente com a obra arte do Gui, e o Gui todo orgulhoso com o resultado final!

Respirei fundo, contive o riso e disse-lhes que não tinha achado graça nenhuma... Falta saber se eles ficaram convencidos...

"EU SEI MAMÃ"

Televisão

Ontem estávamos a conversar quando o Gui disse algo do género:

- "Eu sei mamã, eu tenho na minha cabeça uma televisão, eu lembro-me de tudo, quando tinha 3 ou 4 anos...

Achei interessante esta afirmação que ele fez, ao comparar-se com uma televisão, pois nunca ninguém fez tal afirmação aqui em casa. Fiquei tão curiosa que fiz uma pesquisa rápida pela internet para ver se encontrava algo a este respeito... Encontrei um site, onde descrevem um estudo sobre o que as crianças pensam sobre o que aprendem na televisão...

IMG_2070.JPG

Um dos exemplos dados, nesse estudo, é o do Gabriel, um menino de 12 anos que faz um desenho (que eu coloquei neste post) onde apresenta uma equação matemática: televisão mais cabeça de criança igual a ideia inteligente ou inteligência (como está escrito no alto da lâmpada). Segundo este estudo, as crianças reconhecem o caráter educativo da televisão e são capazes de avaliar o que a televisão pode ou não lhes oferecer do conjunto dos saberes que acreditam serem necessários para transitar na sociedade.

Perante isto, é caso para dizer que o Gui parece que entendeu a mensagem sobre a "importância da televisão", ou se não o fez, está muito perto disso!

O QUINTO ANIVERSÁRIO DO GUI ❤️

Para finalizar o mês de Junho, decidi deixar um post que retrata mais um dia feliz, o quinto Aniversário do Gui, celebrado no passado dia 6 de Junho...

 

Como manda a tradição, festejamos este dia ao ar livre, no Domaine de Chamarande, e mais uma vez a Pandemia fez com que nem todas as pessoas pudessem vir. Apenas a minha mãe conseguiu fazer uma super surpresa ao Gui, que delirou com a sua presença por isso, tal como o ano passado, a festa acabou por ser pequenina.

 

Desta vez, o Gui escolheu o tema "Spiderman", um dos super-heróis favoritos dele. Como sempre, a decoração ficou da minha responsabilidade e o bolo tornou a ser confeccionado por mim e pelo R.! Este ano não sei muito bem o motivo, mas foi bem mais fácil esticar a pasta de açúcar e cobrir o bolo por completo.

 

Depois de vermos tudo no sítio, ficamos super contentes por termos conseguido superar as expectativas do Gui...

IMG_1923.JPG 

O GUI FEZ 5 ANOS ❤️

E de repente o Gui fez 5 aninhos, no passado dia 6 de Junho, e eu continuo a sentir que o tempo está a passar demasiadamente rápido... 

 

Já mede 1.13m e pesa cerca de 21.5Kg. Continua super curioso, teimoso, resmungão e atrevido.... Muitas vezes, olhamos para ele e perguntamo-nos a quem saiu aquele mau feitio... Mas depois, derretemo-nos com o seu sorriso malandro e doce... Quantas vezes pedimos-lhe um abraço ou um beijinho e ele não dá... Mas depois, quando menos esperamos abraça-nos forte e diz-nos que gosta de nós "daqui até à lua e voltar". 

 

Continua a não gostar de adormecer, dormir muito e ser o centro das atenções. Em casa, adora saltar no sofá e na cama, andar de bicicleta, fazer corridas, falar alto, fazer bolinhas de sabão, ouvir histórias, conversar sem parar (é um autêntico fala barato), jogar à bola, jogar a jogos de "tabuleiro" e ver desenhos animados (neste momento anda fascinado com os Pokémons). Tem uma adoração pelos super-heróis como o Homem Aranha, o Capitão América, o Hulk, o Batman e o Homem de Ferro. Continua a ter uma adoração por animais, mas o fascínio agora é para os animais aquáticos e os caracóis.

 

Adora passear ao ar livre, receber amigos e família e que brinquem com ele... Por isso, o confinamento foi um bocadinho difícil de se viver, pois tornou-nos muito mais solitários...

 

Adora desenhar, faz imensos desenhos e faz questão de os guardar todos! Conhece e sabe escrever todas as letras do alfabeto, sabe contar até 20 (embora às vezes ainda se perca um bocadinho a partir do 15), é capaz de escrever os principais números e sabe escrever o seu nome próprio sem qualquer ajuda. Aprendeu muitas coisas na escolinha, mas ainda não aprendeu o que eu considero fundamental: a ser um menino bem menos tímido e mais conversador quando está fora de casa. Isto tem trazido alguns "problemas" pois tenho sempre que explicar que esse comportamento introvertido só acontece fora de casa...

 

É incrível a quantidade de perguntas e reflexões que ele pode fazer, às vezes, tantas que nem sempre conseguimos ter respostas para as suas curiosidades. Passa a vida a perguntar "porquê" e quando não quer fazer alguma coisa as frases mais ouvidas são o "não consigo" e "estou cansado". 

 

Só quem o conhece bem é que sabe, que por detrás deste menino rebelde e tímido, existe um menino com um coração cheio de amor... Um super mano que fica zangado porque o mano lhe desarruma o quarto e destrói tudo o que ele cuidadosamente faz... Um super mano que, por esse motivo, não deixa o mano entrar no quarto, mas que apesar disso não consegue viver sem ele, enchê-lo de beijos e abraços e ensinar-lhe palavras carinhosamente... 

 

É incrível olhar para trás e ver todo o percurso que ele fez até aqui... Não vou negar que foi um caminho difícil, cheio de medos e inseguranças, e muitas vezes resolvido no meio de um turbilhão de emoções... O Gui foi talvez o nosso maior desafio, talvez por ser o nosso primeiro filho...  Foi com ele que descobrimos que, afinal, aquilo que nós ensinamos é muito inferior àquilo que aprendemos com ele... Talvez seja este o segredo para o tamanho de todo o nosso AMOR!

IMG_1850.JPG

CADA CRIANÇA É ÚNICA

Mãe de dois

Enquanto que o Martin sempre adormeceu sozinho no berço, o Gui sempre teve necessidade de um contacto permanente... Tanto que ainda hoje o Gui é assim...

IMG_9509.JPG

Depois dele adormecer, eu e o R. tornamos a ir para a sala ver televisão, e no final da noite, bem já tarde, encontrarmo-nos os três, a dormir juntinhos!

Sei que muitos de vocês vão criticar ou achar estranho, mas nós não nos importamos nadinha... Já fizemos vários testes para ele dormir no quarto dele, tal como faz o Martin, mas não adianta, acaba sempre no nosso quarto... No final, o R. olha para mim e chegamos à conclusão que nós também precisamos daqueles pezinhos e daquelas mãozinhas bem em cima de nós... E eles crescem tão rápido que há que aproveitar esta fase em que eles nos pertencem só a nós!

Quem mais concorda com isto?!

 

O QUE EU APRENDI COM A MATERNIDADE

"Aprendi que ser mãe dói.

Mas dói mesmo!

Doeu quando estava grávida, e senti um medo angustiante do nosso futuro.

Doeu não me sentir apta, preparada para receber um bebé.

Doeu ter as contrações do parto normal.
Doeu ver que na amamentação o leite não desce tão rápido como queríamos, que os seios ficam magoados com a sucção, e que a amamentação nem sempre é maravilhosa.

Doeu a incapacidade de acalmar um choro ou uma cólica, e a culpa de simplesmente querer dormir.

Doeu abrir mão da própria vida para poder viver a de outro alguém.

É, doeu!

Aprendi também que ser mãe ensina.

Ensina a ser forte, e a ser mais corajosa.

Ensina a dar valor às coisas mais simples, como um sorriso no meio da madrugada ou um abraço depois de uma birra. 

Ensina a respirar e contar até dez, mesmo que a paciência esteja por um fio.

Ensina a ter mais atenção, a se preocupar com coisas antes descartáveis.

Ensina que muitas vezes podemos errar por muito que nos esforcemos para que as coisas corram bem, e que às vezes as coisas podem ficar descontroladas mesmo que tenhamos toda a informação necessária.

Ensina a priorizar as coisas, de tal forma que coisas que até ali eram imprescindíveis para nós deixam de ter qualquer importância.

Ensina a relaxar, a cantar, a deixar os brinquedos espalhados, as panelas no fogão, e ensina a parar para descansar.

Ensina a ler as bulas dos medicamentos e a fazer arranjos com balões.

Ensina a admirar os bichinhos e a sujar-se.

Aprendi que ser mãe tem dois lados.
Não é fácil! É um trabalho árduo, sem folgas ou feriados. Mas a recompensa é magnífica.

Aprendi a não julgar outra mãe.
Tal como eu, ela tem a sua luta diária, a sua batalha individual, a sua própria culpa, o seu próprio remorso.

Aprendi que educar é muito difícil e exige dedicação e paciência. O que eu acho certo para os meus filhos talvez não seja o mesmo que as outras mães pensam e eu tenho que respeitar isso.

Aprendi a entender a minha mãe. Passei a repetir tudo que ela fazia, passei a ser mais grata a ela, a reconhecer o tamanho de tudo o que ela fez por mim.

Aprendi a cuidar de mim, pois eu preciso cuidar de alguém.

E acima de tudo, aprendi que tudo vale a pena, que tudo é justo, quando se tem alguém para amar INCONDICIONALMENTE.

IMG_20210502_120315_584.jpg

(Texto adaptado de Cinthia Oliveira As Crônicas da Lisah)

QUEM FAZIA DE COMER?

Conversas do Gui

Estávamos a jantar quando de repente o Gui, com uma cara de espanto, perguntou :

- Mamã, quando éramos todos pequeninhos quem fazia de comer para nós?! 

IMG_20201215_101642.jpg

- Todos pequeninhos?! Sabes Gui, nós nunca fomos todos pequeninhos ao mesmo tempo... Primeiro nasceu o papá, na barriga da avó L., e a avó L. e o avô B. é que faziam de comida para o papá. Depois nasceu a mamã, na barriga da avó L, e a avó L. e o avô P. faziam a comida para a mamã. O tempo passou, o papá e a mamã cresceram, um dia conheceram-se e nasceste tu, e a seguir o Martin... Disto já te lembras, certo?

- Ah.... Agora já percebi... Não sabia... - respondeu o Gui todo admirado.

 

Mais uma das conversas profundas do Gui...

É mesmo giro a curiosidade que ele vai demonstrando cada vez mais com tudo...

PLANETAS...

Perguntas de uma criança de 4 anos...

No dia em que o Martin teve alta, o Gui, do nada, colocou-me duas perguntas pertinentes na hora do jantar:

- Mamã, como se formaram os Planetas? E nós, como aparecemos?

Olhei para o R. e sem saber o que lhe responder, pois jamais imaginava que ele faria este tipo de perguntas com esta idade, perguntei-lhe porque tinha interesse em saber sobre isso e se alguém tinha falado desse assunto na escolinha...

Com o ar de "menino inteligente", e na inocência dos seus pouco mais de 4 anos e meio, o Gui respondeu: 

- Não, ninguém falou disso, sou eu que quero saber.

Incrédula com aquela resposta perguntei de imediato ao R. o que tinham andado a fazer nos 3 dias em que eu e o Martin estivemos ausentes de casa.

- Nada de mais, o costume, até eu fiquei impressionado! - disse o R. com ar de espanto.

IMG_1690.JPG

E foi naquele minuto que nos sentimos as pessoas mais ignorantes do Mundo... Como Raio podemos falar disto a uma criança de 4 anos?!

Naquele dia, confesso que divaguei um bocadinho porque tinha tido uns dias bastante cansativos, mas prometi que iria aprofundar o assunto e encontrar a melhor forma de lhe responder a essas perguntas tão pertinentes....

SE PUDESSE FICARIA DOENTE NO TEU LUGAR...

Mãe sofre a dobrar!

Faz hoje precisamente uma semana que o Martin ficou internado no serviço de Pediatria, depois de ter sido encaminhado para o serviço de urgências... 

 

Tudo começou dois dias antes, com o Martin a fazer febres altas de 39 e tal na quarta-feira, atingindo os 40.7 º C na quinta-feira... Foi a primeira vez que vi o Martin realmente doente... Chorava facilmente, irritava-se com tudo, só queria colo, e quando a febre começava a subir tinha imensos tremores... Estava demasiado desconfortável...

IMG_20210311_175405.jpg

E ao contrário do Gui que com 37.5 º C já está estendido no sofá com ar de doente, o Martin nunca tinha ficado assim, mesmo com febre ele mantinha toda a energia que tanto o caracteriza... Mas desta vez as coisas estavam realmente muito diferentes o que nos deixou muito preocupados...

 

Na quinta-feira, liguei para a Pediatra dele para saber se o podia observar, nas não tinha nenhuma disponibilidade nem para aquele dia nem para o dia seguinte, por isso marquei consulta de urgência numa outra Pediatra que fica mais longe, mas que também costumamos ir, mas só havia vaga para o dia seguinte... 

 

Na noite de quinta para sexta-feira, ainda hesitamos levá-lo à urgência, porque a febre, além de ser alta, demorava a descer com o paracetamol, e quando descia era por pouco tempo, mantendo-se nos 38º C... Mesmo assim, e com medo que o Martin pudesse apanhar "outra coisa qualquer" no hospital, optámos que iria à Pediatra no dia seguinte...

 

Aquela noite tinha sido muito curta, por isso quando acordamos, o Martin estava super cansado, e por incrível que pareça, 4h30 depois de ter tomado o paracetamol, exactamente na hora da consulta, a temperatura era só de 37.7º C... Apesar disso, o Martin chorava a cada aproximação da Pediatra, notava-se que alguma coisa não estava bem... A médica examinou-o mas não viu qualquer problema que pudesse levar o Martin a ter aquele quadro de febre, por isso achou pertinente fazer um teste rápido para determinar a quantidade de proteína C reactiva (conhecida pela sigla PCR, é uma proteína produzida no fígado, cuja concentração sanguínea se eleva radicalmente quando há uma infecção viral ou bacteriana). O teste consiste em picar um dedo e colher uma gota de sangue para ser analisado num aparelho portátil, o resultado é revelado em poucos minutos.

Assim que fez o teste, o valor era anormalmente elevado, por isso, e de forma a despistar uma possível infecção mais grave, fez uma carta e encaminhou o Martin para o hospital...

 

Chegamos ao hospital por volta das 11h30, fomos atendidos uns 15 minutos depois... Fez análises ao sangue, colheita de urina, colheita de fezes, Rx ao tórax, teste à Covid-19... A febre voltava a subir, o desconforto dele era visível... A PCR estava realmente elevada, o Martin tinha todos os critérios para ficar internado... 

 

Felizmente, nunca deixou de comer, comia menos mas comia, e todas as vezes que eu lhe dizia para beber água, ele cumpria rigorosamente o que lhe pedia... 

 

Três horas depois de chegarmos ao hospital, o Pediatra informava-me que o Martin teria que ficar internado para avaliar a evolução do quadro clínico... Liguei ao R e contar-lhe o que eu já temia, e num misto de medo não consegui passar-lhe a informação sem chorar... Tinha o coração bem apertadinho, mas sabia que tinha que ser mais forte e mostrar mais confiança e paz ao Martin... Respirei fundo, engoli em seco, e prometi que iria dar o melhor de mim...

 

Subimos para o internamento às 16h... Eu sem comer desde as 7h30, e o Martin com um biberão, dois iogurtes e uma fruta no estômago, nunca ninguém se preocupou em saber se precisávamos de comer... Felizmente o R. tinha autorização para entrar no serviço e trazer tudo o que fosse preciso, tinha receio que com a Pandemia ele não pudesse vir... 

IMG_20210312_213745.jpg

No sábado, o Pediatra confirmava que os exames estavam todos negativos, com a excepção da PCR... Tornou a colher análises e o resultado mantinha-se alto... A febre era menos frequente... No domingo, tornava a colher análises ao sangue... A PCR tinha descido para quase metade, e apesar de continuar alta, o Martin estava novamente em forma e sem febre desde o dia anterior, por isso tivemos alta do hospital...

 

Regressamos na quarta-feira para colher novas análises e ter consulta com o Pediatra... E ontem soubemos que tudo estava normal, o Martin tinha tido uma infecção viral.

 

Foram apenas 3 dias no hospital, que pareceram 3 meses... Ver o Martin internado, sem termos um diagnóstico do que ele tinha foi o mais preocupante... E por mais forte que possamos ser, ou por mais conhecimentos que tenhamos, a partir do momento que um filho fica doente nós também ficamos doentes...

Quem me dera que quando um filho ficasse doente, pudessemos trocar de lugar com ele... Sem pensar duas vezes eu trocaria de lugar com ele!

received_280944690083941.jpeg

REDUTOR DE SANITA

Maternidade

Este foi o melhor redutor de sanita para crianças que alguma vez encontrei, foi há uns dois anos, num restaurante Venezuelano em Paris. Gostei tanto que até tirei uma fotografia porque desconhecia completamente a existência do mesmo...

IMG_1687.JPG

Super prático não acham? Quem conhecia?!