Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

O QUINTO ANIVERSÁRIO DO GUI ❤️

Para finalizar o mês de Junho, decidi deixar um post que retrata mais um dia feliz, o quinto Aniversário do Gui, celebrado no passado dia 6 de Junho...

 

Como manda a tradição, festejamos este dia ao ar livre, no Domaine de Chamarande, e mais uma vez a Pandemia fez com que nem todas as pessoas pudessem vir. Apenas a minha mãe conseguiu fazer uma super surpresa ao Gui, que delirou com a sua presença por isso, tal como o ano passado, a festa acabou por ser pequenina.

 

Desta vez, o Gui escolheu o tema "Spiderman", um dos super-heróis favoritos dele. Como sempre, a decoração ficou da minha responsabilidade e o bolo tornou a ser confeccionado por mim e pelo R.! Este ano não sei muito bem o motivo, mas foi bem mais fácil esticar a pasta de açúcar e cobrir o bolo por completo.

 

Depois de vermos tudo no sítio, ficamos super contentes por termos conseguido superar as expectativas do Gui...

IMG_1923.JPG 

O GUI FEZ 5 ANOS ❤️

E de repente o Gui fez 5 aninhos, no passado dia 6 de Junho, e eu continuo a sentir que o tempo está a passar demasiadamente rápido... 

 

Já mede 1.13m e pesa cerca de 21.5Kg. Continua super curioso, teimoso, resmungão e atrevido.... Muitas vezes, olhamos para ele e perguntamo-nos a quem saiu aquele mau feitio... Mas depois, derretemo-nos com o seu sorriso malandro e doce... Quantas vezes pedimos-lhe um abraço ou um beijinho e ele não dá... Mas depois, quando menos esperamos abraça-nos forte e diz-nos que gosta de nós "daqui até à lua e voltar". 

 

Continua a não gostar de adormecer, dormir muito e ser o centro das atenções. Em casa, adora saltar no sofá e na cama, andar de bicicleta, fazer corridas, falar alto, fazer bolinhas de sabão, ouvir histórias, conversar sem parar (é um autêntico fala barato), jogar à bola, jogar a jogos de "tabuleiro" e ver desenhos animados (neste momento anda fascinado com os Pokémons). Tem uma adoração pelos super-heróis como o Homem Aranha, o Capitão América, o Hulk, o Batman e o Homem de Ferro. Continua a ter uma adoração por animais, mas o fascínio agora é para os animais aquáticos e os caracóis.

 

Adora passear ao ar livre, receber amigos e família e que brinquem com ele... Por isso, o confinamento foi um bocadinho difícil de se viver, pois tornou-nos muito mais solitários...

 

Adora desenhar, faz imensos desenhos e faz questão de os guardar todos! Conhece e sabe escrever todas as letras do alfabeto, sabe contar até 20 (embora às vezes ainda se perca um bocadinho a partir do 15), é capaz de escrever os principais números e sabe escrever o seu nome próprio sem qualquer ajuda. Aprendeu muitas coisas na escolinha, mas ainda não aprendeu o que eu considero fundamental: a ser um menino bem menos tímido e mais conversador quando está fora de casa. Isto tem trazido alguns "problemas" pois tenho sempre que explicar que esse comportamento introvertido só acontece fora de casa...

 

É incrível a quantidade de perguntas e reflexões que ele pode fazer, às vezes, tantas que nem sempre conseguimos ter respostas para as suas curiosidades. Passa a vida a perguntar "porquê" e quando não quer fazer alguma coisa as frases mais ouvidas são o "não consigo" e "estou cansado". 

 

Só quem o conhece bem é que sabe, que por detrás deste menino rebelde e tímido, existe um menino com um coração cheio de amor... Um super mano que fica zangado porque o mano lhe desarruma o quarto e destrói tudo o que ele cuidadosamente faz... Um super mano que, por esse motivo, não deixa o mano entrar no quarto, mas que apesar disso não consegue viver sem ele, enchê-lo de beijos e abraços e ensinar-lhe palavras carinhosamente... 

 

É incrível olhar para trás e ver todo o percurso que ele fez até aqui... Não vou negar que foi um caminho difícil, cheio de medos e inseguranças, e muitas vezes resolvido no meio de um turbilhão de emoções... O Gui foi talvez o nosso maior desafio, talvez por ser o nosso primeiro filho...  Foi com ele que descobrimos que, afinal, aquilo que nós ensinamos é muito inferior àquilo que aprendemos com ele... Talvez seja este o segredo para o tamanho de todo o nosso AMOR!

IMG_1850.JPG

CADA CRIANÇA É ÚNICA

Mãe de dois

Enquanto que o Martin sempre adormeceu sozinho no berço, o Gui sempre teve necessidade de um contacto permanente... Tanto que ainda hoje o Gui é assim...

IMG_9509.JPG

Depois dele adormecer, eu e o R. tornamos a ir para a sala ver televisão, e no final da noite, bem já tarde, encontrarmo-nos os três, a dormir juntinhos!

Sei que muitos de vocês vão criticar ou achar estranho, mas nós não nos importamos nadinha... Já fizemos vários testes para ele dormir no quarto dele, tal como faz o Martin, mas não adianta, acaba sempre no nosso quarto... No final, o R. olha para mim e chegamos à conclusão que nós também precisamos daqueles pezinhos e daquelas mãozinhas bem em cima de nós... E eles crescem tão rápido que há que aproveitar esta fase em que eles nos pertencem só a nós!

Quem mais concorda com isto?!

 

O QUE EU APRENDI COM A MATERNIDADE

"Aprendi que ser mãe dói.

Mas dói mesmo!

Doeu quando estava grávida, e senti um medo angustiante do nosso futuro.

Doeu não me sentir apta, preparada para receber um bebé.

Doeu ter as contrações do parto normal.
Doeu ver que na amamentação o leite não desce tão rápido como queríamos, que os seios ficam magoados com a sucção, e que a amamentação nem sempre é maravilhosa.

Doeu a incapacidade de acalmar um choro ou uma cólica, e a culpa de simplesmente querer dormir.

Doeu abrir mão da própria vida para poder viver a de outro alguém.

É, doeu!

Aprendi também que ser mãe ensina.

Ensina a ser forte, e a ser mais corajosa.

Ensina a dar valor às coisas mais simples, como um sorriso no meio da madrugada ou um abraço depois de uma birra. 

Ensina a respirar e contar até dez, mesmo que a paciência esteja por um fio.

Ensina a ter mais atenção, a se preocupar com coisas antes descartáveis.

Ensina que muitas vezes podemos errar por muito que nos esforcemos para que as coisas corram bem, e que às vezes as coisas podem ficar descontroladas mesmo que tenhamos toda a informação necessária.

Ensina a priorizar as coisas, de tal forma que coisas que até ali eram imprescindíveis para nós deixam de ter qualquer importância.

Ensina a relaxar, a cantar, a deixar os brinquedos espalhados, as panelas no fogão, e ensina a parar para descansar.

Ensina a ler as bulas dos medicamentos e a fazer arranjos com balões.

Ensina a admirar os bichinhos e a sujar-se.

Aprendi que ser mãe tem dois lados.
Não é fácil! É um trabalho árduo, sem folgas ou feriados. Mas a recompensa é magnífica.

Aprendi a não julgar outra mãe.
Tal como eu, ela tem a sua luta diária, a sua batalha individual, a sua própria culpa, o seu próprio remorso.

Aprendi que educar é muito difícil e exige dedicação e paciência. O que eu acho certo para os meus filhos talvez não seja o mesmo que as outras mães pensam e eu tenho que respeitar isso.

Aprendi a entender a minha mãe. Passei a repetir tudo que ela fazia, passei a ser mais grata a ela, a reconhecer o tamanho de tudo o que ela fez por mim.

Aprendi a cuidar de mim, pois eu preciso cuidar de alguém.

E acima de tudo, aprendi que tudo vale a pena, que tudo é justo, quando se tem alguém para amar INCONDICIONALMENTE.

IMG_20210502_120315_584.jpg

(Texto adaptado de Cinthia Oliveira As Crônicas da Lisah)

QUEM FAZIA DE COMER?

Conversas do Gui

Estávamos a jantar quando de repente o Gui, com uma cara de espanto, perguntou :

- Mamã, quando éramos todos pequeninhos quem fazia de comer para nós?! 

IMG_20201215_101642.jpg

- Todos pequeninhos?! Sabes Gui, nós nunca fomos todos pequeninhos ao mesmo tempo... Primeiro nasceu o papá, na barriga da avó L., e a avó L. e o avô B. é que faziam de comida para o papá. Depois nasceu a mamã, na barriga da avó L, e a avó L. e o avô P. faziam a comida para a mamã. O tempo passou, o papá e a mamã cresceram, um dia conheceram-se e nasceste tu, e a seguir o Martin... Disto já te lembras, certo?

- Ah.... Agora já percebi... Não sabia... - respondeu o Gui todo admirado.

 

Mais uma das conversas profundas do Gui...

É mesmo giro a curiosidade que ele vai demonstrando cada vez mais com tudo...

PLANETAS...

Perguntas de uma criança de 4 anos...

No dia em que o Martin teve alta, o Gui, do nada, colocou-me duas perguntas pertinentes na hora do jantar:

- Mamã, como se formaram os Planetas? E nós, como aparecemos?

Olhei para o R. e sem saber o que lhe responder, pois jamais imaginava que ele faria este tipo de perguntas com esta idade, perguntei-lhe porque tinha interesse em saber sobre isso e se alguém tinha falado desse assunto na escolinha...

Com o ar de "menino inteligente", e na inocência dos seus pouco mais de 4 anos e meio, o Gui respondeu: 

- Não, ninguém falou disso, sou eu que quero saber.

Incrédula com aquela resposta perguntei de imediato ao R. o que tinham andado a fazer nos 3 dias em que eu e o Martin estivemos ausentes de casa.

- Nada de mais, o costume, até eu fiquei impressionado! - disse o R. com ar de espanto.

IMG_1690.JPG

E foi naquele minuto que nos sentimos as pessoas mais ignorantes do Mundo... Como Raio podemos falar disto a uma criança de 4 anos?!

Naquele dia, confesso que divaguei um bocadinho porque tinha tido uns dias bastante cansativos, mas prometi que iria aprofundar o assunto e encontrar a melhor forma de lhe responder a essas perguntas tão pertinentes....

SE PUDESSE FICARIA DOENTE NO TEU LUGAR...

Mãe sofre a dobrar!

Faz hoje precisamente uma semana que o Martin ficou internado no serviço de Pediatria, depois de ter sido encaminhado para o serviço de urgências... 

 

Tudo começou dois dias antes, com o Martin a fazer febres altas de 39 e tal na quarta-feira, atingindo os 40.7 º C na quinta-feira... Foi a primeira vez que vi o Martin realmente doente... Chorava facilmente, irritava-se com tudo, só queria colo, e quando a febre começava a subir tinha imensos tremores... Estava demasiado desconfortável...

IMG_20210311_175405.jpg

E ao contrário do Gui que com 37.5 º C já está estendido no sofá com ar de doente, o Martin nunca tinha ficado assim, mesmo com febre ele mantinha toda a energia que tanto o caracteriza... Mas desta vez as coisas estavam realmente muito diferentes o que nos deixou muito preocupados...

 

Na quinta-feira, liguei para a Pediatra dele para saber se o podia observar, nas não tinha nenhuma disponibilidade nem para aquele dia nem para o dia seguinte, por isso marquei consulta de urgência numa outra Pediatra que fica mais longe, mas que também costumamos ir, mas só havia vaga para o dia seguinte... 

 

Na noite de quinta para sexta-feira, ainda hesitamos levá-lo à urgência, porque a febre, além de ser alta, demorava a descer com o paracetamol, e quando descia era por pouco tempo, mantendo-se nos 38º C... Mesmo assim, e com medo que o Martin pudesse apanhar "outra coisa qualquer" no hospital, optámos que iria à Pediatra no dia seguinte...

 

Aquela noite tinha sido muito curta, por isso quando acordamos, o Martin estava super cansado, e por incrível que pareça, 4h30 depois de ter tomado o paracetamol, exactamente na hora da consulta, a temperatura era só de 37.7º C... Apesar disso, o Martin chorava a cada aproximação da Pediatra, notava-se que alguma coisa não estava bem... A médica examinou-o mas não viu qualquer problema que pudesse levar o Martin a ter aquele quadro de febre, por isso achou pertinente fazer um teste rápido para determinar a quantidade de proteína C reactiva (conhecida pela sigla PCR, é uma proteína produzida no fígado, cuja concentração sanguínea se eleva radicalmente quando há uma infecção viral ou bacteriana). O teste consiste em picar um dedo e colher uma gota de sangue para ser analisado num aparelho portátil, o resultado é revelado em poucos minutos.

Assim que fez o teste, o valor era anormalmente elevado, por isso, e de forma a despistar uma possível infecção mais grave, fez uma carta e encaminhou o Martin para o hospital...

 

Chegamos ao hospital por volta das 11h30, fomos atendidos uns 15 minutos depois... Fez análises ao sangue, colheita de urina, colheita de fezes, Rx ao tórax, teste à Covid-19... A febre voltava a subir, o desconforto dele era visível... A PCR estava realmente elevada, o Martin tinha todos os critérios para ficar internado... 

 

Felizmente, nunca deixou de comer, comia menos mas comia, e todas as vezes que eu lhe dizia para beber água, ele cumpria rigorosamente o que lhe pedia... 

 

Três horas depois de chegarmos ao hospital, o Pediatra informava-me que o Martin teria que ficar internado para avaliar a evolução do quadro clínico... Liguei ao R e contar-lhe o que eu já temia, e num misto de medo não consegui passar-lhe a informação sem chorar... Tinha o coração bem apertadinho, mas sabia que tinha que ser mais forte e mostrar mais confiança e paz ao Martin... Respirei fundo, engoli em seco, e prometi que iria dar o melhor de mim...

 

Subimos para o internamento às 16h... Eu sem comer desde as 7h30, e o Martin com um biberão, dois iogurtes e uma fruta no estômago, nunca ninguém se preocupou em saber se precisávamos de comer... Felizmente o R. tinha autorização para entrar no serviço e trazer tudo o que fosse preciso, tinha receio que com a Pandemia ele não pudesse vir... 

IMG_20210312_213745.jpg

No sábado, o Pediatra confirmava que os exames estavam todos negativos, com a excepção da PCR... Tornou a colher análises e o resultado mantinha-se alto... A febre era menos frequente... No domingo, tornava a colher análises ao sangue... A PCR tinha descido para quase metade, e apesar de continuar alta, o Martin estava novamente em forma e sem febre desde o dia anterior, por isso tivemos alta do hospital...

 

Regressamos na quarta-feira para colher novas análises e ter consulta com o Pediatra... E ontem soubemos que tudo estava normal, o Martin tinha tido uma infecção viral.

 

Foram apenas 3 dias no hospital, que pareceram 3 meses... Ver o Martin internado, sem termos um diagnóstico do que ele tinha foi o mais preocupante... E por mais forte que possamos ser, ou por mais conhecimentos que tenhamos, a partir do momento que um filho fica doente nós também ficamos doentes...

Quem me dera que quando um filho ficasse doente, pudessemos trocar de lugar com ele... Sem pensar duas vezes eu trocaria de lugar com ele!

received_280944690083941.jpeg

REDUTOR DE SANITA

Maternidade

Este foi o melhor redutor de sanita para crianças que alguma vez encontrei, foi há uns dois anos, num restaurante Venezuelano em Paris. Gostei tanto que até tirei uma fotografia porque desconhecia completamente a existência do mesmo...

IMG_1687.JPG

Super prático não acham? Quem conhecia?!

O TRABALHO MAIS ÁRDUO DA MATERNIDADE

"E eu achava que acordar de madrugada para dar de mamar era difícil.

Achava que ficar atrás deles quando começaram a andar era cansativo.

Achava também que passar a noite em claro com um filho doente me preocupava demasiado.

Mal sabia o que estava por vir…

Mal sabia a dificuldade que era educar um filho.

Mal sabia como seria cansativo dar limites e falar mil vezes a mesma coisa.

Mal sabia a preocupação que seria ver um filho crescer num mundo com tantos maus exemplos, e informações vindas de todos os lados e direções.

Mal sabia que teria que ficar esperta com as amizades, com o que ele assiste, com o que ele anda a dizer.

Mal sabia que eu iria ouvir “não gosto de ti” do meu próprio filho.

Mal sabia como eu me iria sentir mal com isso.

Mal sabia a vontade que eu teria em desaparecer, de desistir. "Baixar os braços" mesmo, sabes?

Nunca imaginei nada disso, mas é isso que eu vivo.

Como podemos ser tão ingénuas sobre a maternidade?

O que eu achava?

Que falaria uma vez e eles absorveriam?

Quanta inocência!

Que eles não iriam me enfrentar?

Sonhadora eu.

Que eles não precisariam ser orientados dia a dia?

Como fui doida.

Essa maternidade romantizada deixa-nos mesmo bobas, e quando a maternidade real chega tomamos um grande choque da realidade.

Aos poucos entendemos que educar é não deixar a poeira baixar. A orientação tem que ser na hora, não dá para deixar para depois.

É a cada palavra, a cada movimento na direção errada, direcioná-los para o caminho certo.

É muitas vezes não saber se estamos no caminho certo.

É falar milhões de vezes mesmo exausta.

É dormir cansada e ter que acordar com as energias renovadas porque no dia seguinte começa tudo de novo, e a guarda tem que estar alta para continuar lutando! Sim lutando, para ter filhos bem orientados, e de bem!

Ahhhh e eu achava que acordar de madrugada era difícil…”

(texto adaptado de Mãe fora da caixa)

IMG_1670.JPG

SÓ PODE SER DO COVID...

Maternidade

Hoje foi dia de ir trabalhar, por isso acordamos cedo, levei o Gui ao peri scolaire e daqui devia deixar o Martin na ama, para só depois seguir rumo ao hospital... Só que hoje não foi assim... Deixei o Gui, e segui directa rumo ao hospital e só quando já tinha feito cerca de 1/3 do caminho, é que me apercebo depois de olhar para o retrovisor que não tinha deixado o Martin na ama... Ali estava ele a olhar para mim com os olhinhos arregalados a pensar onde raio o iria levar, quando lhe tinha dito que hoje era dia de ir para a Manu... 

IMG_1658.JPG

Nem queria acreditar como isto me tinha acontecido...

A sorte, é que hoje tinha conseguido sair relativamente cedo de casa, e só perdi uns 10 minutos com esta "brincadeira" de ter que voltar para trás... Mas fiquei logo a imaginar se só me apercebesse disto quando chegasse ao meu destino...  Aí seria bem pior porque com o trânsito que apanho de manhã, seria 1 hora que perderia ao certo...

 

Como é que me pude esquecer de deixar o meu Pipoquinha na ama?! Isto só pode ser efeitos secundários deste maldito vírus...

 

E por aí, alguém já passou por algo semelhante?!

LEIA COM ATENÇÃO

Presta bem atenção, é muito importante.


Se estiveres no supermercado e vires um bebé a fazer birras, aos berros enquanto a mãe já não sabe o que fazer, tenta ser a palavra de consolo. O respiro daquele momento.


Se uma criança esbarrar contra ti no shopping e derrubar tudo o que tu tens, pensa muito bem antes de olhar com cara de desaprovação, com certeza a mãe não gostaria que isso tivesse acontecido. “Não foi nada, está tudo bem, ele é só uma criança" - é sempre a melhor resposta!


Se observares uma mãe atarantada colocando as compras no carro enquanto o filho chora, procura ser a pessoa que oferece ajuda.


Se fores visitar a casa de alguém que tem filhos, não sejas apenas “visita”. Procura ser útil naquele ambiente. Há sempre algo que tem de ser feito.


Se estás no parque e vires uma criança respondendo com malcriação para a mãe, dá uma palavra de carinho.


Quando um bebé chorar no avião atrás de ti não olhes com "cara feia", a mãe de certeza é a que mais gostaria que ele parasse de chorar.


Criar e cuidar de seres humanos é o trabalho mais “trabalhoso” do planeta. Não há fins-de-semana, feriados e muito menos férias.
Acredita, toda a Mãe precisa do teu apoio, amor e compreensão!

 (Adaptado do livro "Mãe Fora da Caixa")

IMG_1645.JPG

Bom fim-de-semana!

 

TODOS DIFERENTES TODOS IGUAIS 💚

Peripécias com o Gui

Ontem a televisão estava ligada quando o Gui muito espantado perguntou:

- Mamã, aquela menina tem um bebé na barriga?

Fiquei curiosa com aquela pergunta e respondi-lhe que não, ao mesmo tempo que lhe perguntei porque motivo ele achava que a menina estava grávida... E foi aí que o Gui respondeu:

- Porque tem umas mamas muito grandes mamã!

Achei engraçado a ligação que ele estabeleceu, e ainda lhe perguntei se eu tinha as mamas muito grandes quando estava grávida do mano... E se na realidade até as tinha bem grandinhas, o Gui respondeu-me na sua inocência que não. E em seguida ainda me perguntou porque razão tinha aquela menina as mamas tão grandes...

- Sabes Gui, há mamas grandes e mamas pequenas, há adultos altos e adultos baixos, assim como há meninos grandes e meninos pequenos... Somos todos diferentes, mas no fundo somos todos iguais... E sabes o melhor?! Está tudo bem, o importante é que cada um de nós saiba respeitar isso! 

IMG_1635.JPG

No final do dia, quando o R. chegou o Gui contou orgulhoso que éramos todos diferentes, mesmo sendo iguais... Acho que percebeu a mensagem... Pelo menos, foi com a ideia que fiquei! ❤️

MATERNIDADE

Coisas de Mãe

IMG_0469.JPG

Quem mais concorda?

A PRIMEIRA BARBIE COM PERNAS

Do episódio "quero uma Barbie com pernas"

Ainda não tinha partilhado com vocês o dia em que o Gui recebeu a famosa "Barbie com pernas"... Afinal nem foi preciso comprar, porque a minha irmã mais velha estava de férias em Portugal e trouxe uma das minhas Barbies de infância...

Assim que o Gui abriu o embrulho ficou super feliz e perguntou se era uma Barbie verdadeira...

- Claro que sim, Gui. É uma Barbie da mamã, quando eu era pequenina, tal como tu... Essa é bem especial, ainda por cima veio da Venezuela, como a mamã. Porque é que achas que não é verdadeira? - perguntei eu, curiosa pela resposta.

- Porque esta Barbie tem uns olhos esquisitos...  - respondeu o Gui, enquanto que analisava ao pormenor a Barbie.

Tentei não rir com tamanha observação e disse-lhe que a antigamente as Barbies tinham esse tipo de maquilhagem nos olhos...

IMG_1513.JPG

O R. ainda lhe tornou a dizer que não percebia porque é que ele queria uma Barbie Sereia e uma Barbie com pernas quando tinha a mamã em casa... Mas ele não se mostrou minimamente convencido com a ideia do papá, e ainda finalizou dizendo:

- A mamã não é nada parecida com uma Barbie Sereia, ela tem pernas... A mamã parece mais uma baleia!... - respondeu o Gui, com o ar mais inocente do Mundo.

Fartamo-nos os dois de rir com aquela resposta, mas ao mesmo tempo ficamos incrédulos como ele arranjou aquela resposta, sem qualquer tipo de maldade...

NEVOU EM PARIS

Este sábado nevou em Paris, e nos arredores... O Gui estava eufórico, começou a correr pelo jardim com a língua de fora para sentir a neve derreter, dizia ele todo feliz... Já o Martin foi a primeira vez na neve, por isso estava cheio de receio de pisar a neve...

IMG_1512.JPG

Um momento que durou apenas um dia, mas que deu para as matar saudades do Gui!