A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!
A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!
Tal como aconteceu no primeiro mês, o segundo mesinho do Martin foi passado metade em Portugal e metade aqui... E diga-se de passagem que foi um mês repleto de transformações maravilhosas...
De repente aquele bebezinho dorminhoco que tínhamos até ali começou a ter percepção do mundo... Foi giro ver todo o processo de descoberta... Começou a observar todos os nossos movimentos, a ficar atento a tudo, a prestar atenção às nossas vozes e a seguir objetos com os olhos. E se há rosto e voz que ele adora é a minha e a do seu mano, é mesmo surpreendente ver o interesse que o Gui desperta no Martin!
Ao contrário do Gui, o Martin é muito mais sossegado e dorminhoco. Adormece facilmente sozinho, mas não gosta de se sentir isolado, por isso nada de o colocarmos longe do barulho pois ele não gosta mesmo nada.
Sorri cada vez mais e mais, é super simpático tanto para nós como para rostos menos familiares, e se começarmos a falar com ele, ele esforçasse para falar connosco através de sons, é mesmo super fofo!
Outra conquista foi vê-lo a fazer movimentos bruscos com os bracinhos e as perninhas cada vez que está excitado ou alegre... O Gui acha sempre que nestes momentos ele está a pedir uma espécie de "ajuda", por isso a maior parte das vezes diz-lhe para ter calma pois não está sozinho...
Começou a interagir com alguns brinquedos, sobretudo com aqueles que se movimentam ou emitem algum som, e o Gui já percebeu do que o mano gosta, por isso preocupa-se com ele e quando vê que ele não tem nenhum brinquedo com ele vai procurar um para lhe dar.
Em relação à comida, de dia continua a comer a cada 2 ou 3 horas, pode ser mais ou pode ser menos, de noite continua a acordar de 2 em 2 horas... Acho que consegue ser mais comilão do que o Gui! (Eh... Eh... Eh...) À conta disso, ontem fomos à Pediatra e ficamos a saber que pesa agora 6.300gr e já mede 63.5cm! É claro que as roupas depressa deixaram de lhe servir...
Ontem teve direito às primeiras vacinas, às dos 2 meses, escusado será dizer que chorou e muito, durante uns 2 longos minutinhos, apesar da pediatra lhe ter prescrito uns pensos anestésicos (impregnados com liocaína) para colocar 1 hora e meia antes. Felizmente só fez um episódio de febre no final do dia que reverteu com a administração do paracetamol...
As cólicas continuam bem menores, acho que o Martin sofre bem menos do que o Gui pois além de quase não chorar, tem dois ou três episódios por dia... Mas nada que a medicação não resolva.
Hoje olho para trás e confesso que este segundo mês passou demasiado rápido, pois com as férias de Verão e a entrada do Gui para a Escola, fiquei com a percepção que não pude "aplaudir" com calma cada nova conquista do nosso Bebé Martin... De qualquer forma, mesmo no meio desta correria foi maravilhoso sentir que o nosso Principezinho 2 continua a crescer de forma saudável!
Hoje o Martin faz exactamente 2 mesinhos, mas com tanta azáfama cá por casa, e com as férias de Verão, não consegui fazer o post do primeiro mês do Martin por isso decidi que seria hoje mesmo...
Ao contrário do Gui, o Martin, quando nasceu, ficou apenas três dias na Maternidade, por se tratar de uma segunda gravidez. Hoje vejo que fez todo o sentido ficar 5 dias na primeira gravidez e 3 nesta porque depois de se ter um primeiro filho, fica muito mais fácil e claro cuidar de um recém-nascido.
Reconheço que recomeçar a amamentar custou-me um bocadinho, mas acabou por ser mais simples do que da primeira vez, sentia-me muito mais confiante das minhas capacidades, sabia que era preciso alguma persistência e dedicação para que este processo tivesse o resultado esperado... E assim foi, o Martin apenas perdeu peso no segundo dia de vida, cerca de 200 gramas, a partir daqui foi sempre a aumentar de peso... E ao fim de 14 dias já pesava 4.280 gr e media 55cm!
Se as primeiras duas semanas, foram passadas de forma relativamente calmas, pois estávamos na nossa casa, as duas semanas seguintes foram de uma certa aventura e coragem pois viajamos até Portugal de carro para passar as férias de Verão e tivemos uma vida mais agitada...
Confesso que, apesar de cansada, é mesmo tendo o Gui, custou-me bem menos entrar na rotina de acordar à noite para amamentar e tratar do Martin, sentia que o meu corpo ainda estava formatado para retornar a estas vidas...
Tal como o Gui, o Martin mostrou-se um grande comilão desde o primeiro dia... De dia comia a cada hora e meia/ 2 horas, e à noite de 2 em 2 horas... Tem um acordar sossegado a meio da noite, não é de chorar muito, normalmente leva uns 5 minutinhos a acordar, emite uns gemidos como se estivesse resmungando, e se não é atendido ao fim de um certo tempo emite um gemido mais alto...
A rotina de comer foi depressa estabelecida, tanto de dia e de noite quer comer a cada 2 horas, às vezes pode demorar mais um bocado ou menos, mas isso só acontece se houver alguma alteração na sua rotina, como sair de casa, passear, etc...
As cólicas começaram por volta do 15º dia de nascimento, começa a "torcer-se" todo, fica todo vermelho, e chora. Quando isto acontece, gosta que lhe dobremos as perninhas contra o tórax, como se estivesse ainda dentro do útero... À conta disso, aproveitei a consulta de Pediatria em Portugal para pedir um aconselhamento, e que bem que fizemos pois graças a isto o Pediatra aconselhou-nos dois medicamentos que se vieram a revelar valiosos pois as cólicas diminuíram imenso (falarei disto num outro post).
O coto do cordão umbilical caiu por volta do 12ª dia. Quanto ao peso, continua sempre a somar... Quando fomos Pediatra à consulta do primeiro mês ficamos a saber que o Martin pesava 5.642gr e media 58.2cm. Um Principezinho muito crescido mesmo, tão crescido que as roupas de Verão do Gui quase que não lhe serviam...
As rotinas cá em casa é óbvio que foram alteradas, mas de uma forma bem mais natural, pois depois de se ter um primeiro filho, sabemos perfeitamente o que é de facto mais importante, o que é preciso priorizar...
E agora perguntam vocês: E então o Gui, como ficou no meio desta história toda?! Só posso dizer que a reacção dele foi surpreendentemente positiva desde o primeiro dia de vida do Martin, e sei que o Martin tem para a vida um Super Irmão... Mas isso será assunto para um próximo post...
O mais importante deste mês foi, sem dúvida, constatar que, apesar de todo o cansaço, estamos todos maravilhados com esta nossa nova vida a 4! ❤️
Andava há algum tempo para escrever este post, mas precisava de algum tempo e de alguma concentração para o escrever, para que ele ficasse o mais fiel possível da realidade... Hoje lá o consegui finalizar e, numa espécie já de saudade, porque este é sem dúvida um momento único e inesquecível, partilho-o com vocês...
Faz hoje exactamente 60 dias que passei uma "noite em branco"... O dia tinha corrido normalmente, sem nenhum sinal de que o Martin estaria prestes a nascer... Eram cerca da 1h30min, da madrugada, quando comecei a ter "contracções chatas" que me impediam de estar muito tempo na mesma posição... Passei essa noite a dar "voltas na cama, ora para a esquerda, ora para a direita", evitando fazer barulho para o R. não acordar pois tinha que ir trabalhar... Assim que o despertador do R. tocou, por volta das 5h30, disse-lhe que podia ir trabalhar mas que estivesse em "alerta" pois sabia que o Martin não iria demorar muito para nascer...
Perto das 7h, as contracções começaram a intensificar-se, a ficar mais dolorosas e regulares (todos os 5-7 minutos)... Levantei-me da cama, apesar de estar cansada, pois não me sentia confortável, e coloquei tudo o que me faltava na mala de maternidade... Peguei num papel e numa caneta e comecei a registar todas as contracções para ter um registo fidedigno... Às 10h, perdi o rolhão mucoso e as contracções começaram a ficar mais espaçadas... Fui tomar um banho para relaxar... Assim que saí do banho as contracções recomeçaram, mais dolorosas ainda, todos os 5-7 minutos... Peguei no telemóvel e enviei uma mensagem ao R. para vir para casa pois achava que não ía conseguir ficar em casa por muito mais tempo...
Era quase meio-dia quando o R. chegou a casa, não almoçamos porque não queria esperar mais tempo, e mesmo sendo mãe de segunda viagem, queria saber se estava tudo dentro da normalidade...
Assim que chegamos às urgências da Maternidade, que por sinal estavam caóticas, as contracções começaram a diminuir subitamente.... Parecia que estava a reviver o parto do Gui... Mesmo assim, entrei para ser avaliada e, durante esse tempo que durou cerca de 45 minutos, apenas senti duas contracções e fiquei a saber que apenas tinha 1cm de dilatação... A enfermeira parteira disse-me então que podia ir para casa descansar, pois não havia nada de alarmante... Mas eu sabia que descansar não era a melhor atitude a tomar, sabia que o momento estava para breve, e eu só queria que fosse algo rápido, não queria passar mais uma "noite em branco"...
Saímos das urgências e disse ao R. que o melhor seria almoçar algo rápido para depois irmos fazer uma caminhada... Fomos ao MacDonald's, comemos uma hambúrguer e, como estava muito calor, optamos por ir para o Domaine de Chamarande pois é um parque onde existem muitas "sombras"... Mal chegamos ao local e começamos a andar as contrações recomeçaram, de forma intensa e todos os 5-10minutos... Fizemos um trajecto relativamente extenso mas muito demorado, era obrigada a parar imensas vezes pois as contracções impediam-me de andar... Estava muito cansada mas sabia que o melhor era andar, para acelerar o processo... Ficamos ali cerca de 1 hora e voltamos para casa, sempre com as contracções regulares e dolorosas... À medida que o tempo passava, começava a ficar com mais dores, uma dor tão insuportável que me impedia de fazer qualquer coisa... Aguentei o máximo de tempo que pude em casa, às 20h e tal comecei a dizer que não aguentava mais e tínhamos que ir para a maternidade... Não sei como consegui jantar, mas jantei, depois foi tentar chegar ao carro... Estava cheia de dores, tentei ser forte mas as dores eram tão fortes que comecei a chorar... A muito custo, cheguei às urgências a chorar, completamente esgotada... Não aguentava mais tanta dor...
Felizmente, assim que demos entrada na urgência, apareceu uma enfermeira parteira super simpática que, vendo o meu estado, disse-nos para entrarmos de imediato... Fui examinada e ficamos a saber que já tinha 4 centímetros de dilatação... Num misto de dor e alegria, chorei compulsivamente pois sabia que o Martin ía finalmente nascer!
Como as urgências continuavam caóticas, fiquei na sala de observações e o anestesista colocou-me o catéter epidural mesmo ali... Ainda esperei uns 30 minutos até ele estar disponível, mas assim que me colocaram o catéter epidural, com a medicação em perfusão, fiquei super zen, estava tão bem que podia dormir 200 anos de tão cansada que estava...
Esperei umas duas horas até ficar disponível uma sala de partos, entretanto a enfermeira que me tinha admitido tinha ido embora e tinha ficado outra, super simpática também... Explicou-nos como tudo se iria desenvolver e deixou-nos na sala de partos... Agora era esperar até a dilatação total, para o Martin nascer...
Durante este processo de espera, eu e o R. brincámos imenso com a situação, parecia que, de repente, estávamos a reviver outra vez o parto do Gui... O tempo ía passando, e nós íamos ficando cada vez mais cansados e com mais sono.... Até que de repente, os batimentos cardíacos do Martin começaram a descer repentinamente (de 160 passaram para os 60 e tal, tal e qual como aconteceu no parto do Gui), começamos a ficar muito preocupados, de imediato a enfermeira parteira acalmou-nos, e cada vez que isto acontecia ía mudando de posição na maca... Confesso que fiquei com medo que algo pudesse acontecer... Ao mesmo tempo, comecei a tremer de forma descontrolada, tudo devido ao efeitos secundários da medicação administrada pelo catéter epidural... Procurei ficar calma e abstrair-me dos piores pensamentos, porque acreditem que é uma sensação horrível estarmos a tremer de tanto frio, que parece que temos, e não nos conseguirmos controlar... Fiz uma viagem mental até ao México tentando reviver os melhores momentos que passamos na nossa lua-de-mel... Não sei exactamente quanto tempo durou este pesadelo, talvez umas 2 horas, não sei precisar... Para nós, tempo de mais... E quando menos esperamos, tinha chegado o momento do Martin nascer...
Foi um processo relativamente rápido, confesso que não sei onde consegui arranjar tanta força... Mas assim que ele saiu e o vi, chorei de tanta felicidade...
Já o Martin, chorou de forma discreta, a enfermeira colocou-o em cima de mim, e eu pude finalmente abraçá-lo, com as poucas forças que ainda me restavam... Foi impressionante ver as semelhanças do Martin com o Gui, pareciam fotocópia um do outro de tão iguais que eram...
O R., mais uma vez, esteve sempre super calmo, cortou o cordão umbilical, depois a enfermeira limpou o Martin minimamente, pesou-o, mediu-o e tornou a colocá-lo junto do meu peito... Foi desta forma que, no dia 17/7/2019, às 3h27 da madrugada, nasceu mais um Principezinho, o Martin, com 3.890gr e 53 centímetros.
Como o Martin tinha feito muitas vezes bradicardias, no trabalho de parto, não pude amamentá-lo de imediato, teve que ficar em jejum 2 horas para saber se estava tudo bem com ele... Ficámos então os 3, juntinhos, ali naquela imensa sala, a saborear aquele sublime momento, até a enfermeira parteira confirmar que tudo podíamos estar tranquilos... O R. vestiu então o Martin, com a roupinha super fofa que tinha sido programada, a seguir foi a minha vez de me arranjar para podermos, finalmente, subir para o nosso merecido quarto e desfrutarmos deste doce momento...
Cada vez que penso nos partos do Gui e do Martin, fico impressionada com o tamanho da força que há dentro de nós depois de um parto... Estou eternamente grata a mim mesma por ter superado tudo com tanta vontade e entrega, e estou eternamente grata por todo o apoio que o R. sempre me deu...
Sabia que a dor fazia parte do processo natural do trabalho de parto, o que eu desconhecia, antes de ser mãe, é a magia que existe em pegar no bebé logo após o parto normal, e isso eu pude viver da forma mais intensa, quer no parto do Gui como do Martin... Esse momento é de facto tão maravilhoso e tão único, que não há dinheiro nenhum no Mundo que pague esse momento tão extraordinário!
Já devem ter suspeitado desta minha ausência por aqui no blog... Pois é, faz hoje uma semana que eu e o R. "corríamos" para a Maternidade, com contracções rítmicas e dolorosas... Ao fim de 40 semanas e 4 dias, exactamente no dia 16 de Julho, o Martin dava sinais de que queria finalmente nascer... Mas foram precisas mais umas horas, pois ele achou que seria melhor nascer com 40 semanas e 5 dias, no dia dos 7, mais precisamente no dia 17 de Julho (17/7) às 3h27min (hora francesa)...
Hoje passei só para vos dar esta excelente notícia, prometo partilhar com vocês esta minha segunda experiência do parto... Um parto normal, onde nasceu um Principezinho 2, mais gordinho que o Gui, com 3.890gr e 53cm... Mais um dia muito esperado, repleto de boas emoções que ficará para sempre na nossa memória!
Dá para imaginar que a nossa vida tornou a dar uma volta de 360 graus, uma volta que apesar de cansativa, mudou a nossa vida agora para 10000 vezes melhor...
Quanto ao Gui só posso dizer que, para já, superou em muito as nossas expectativas... Um Super Irmão, babado e protector, tal e qual a nós... Agora sim, a Família está completa! ❤️
Dá para acreditar que chegamos hoje às 40 semanas de Martin? Se com o Gui, pensei que ele nascesse às 39 semanas, com o Martin achei que seria às 38...
Tal como na gravidez do Gui sinto-me cansada, pois esta super barriga limita-me imenso, principalmente para dormir, e o Gui tem andado muito mais activo e um bocadinho mais "do contra"...
Tenho estado mais activa que nunca, mas acreditem que nada parece mover o Martin, que parece estar super confortável cá dentro... A continuar assim, já começo a achar que só vai nascer no Natal.... Eh... Eh... Eh...
Quem me segue, sabe bem o quanto eu adoro eternizar todos os momentos em fotografia... Já tínhamos feito uma sessão fotográfica durante a gravidez do Gui, por isso quisemos repetir a dose, agora com a família maior...
Aproveitámos para fazer a sessão, mais ou menos com o mesmo tempo de gestação que tinha do Gui, neste caso 37 semanas e 1 dia. O cenário escolhido foi num parque, perto da casa da fotógrafa... Uma manhã agradável de sol, com uma temperatura a rondar os 23 graus, na melhor companhia de sempre...
Tenho que confessar que o Gui ainda nem a meio da sessão íamos e ele já tinha ficado sem paciência, felizmente a fotógrafa era tão dedicada que conseguiu eternizar este momento com fotografias simplesmente MARAVILHOSAS...
Se pretende fazer uma sessão fotográfica durante a gravidez, os fotógrafos aconselham a que esta seja feita entre as 30 e 36 semanas, numa altura em que a mulher já está com a barriga no tamanho ideal para ilustrar fotos de grávida incríveis! Além disso, esta será provavelmente a altura onde os desconfortos, da reta final da gestação (como: inchaço, retenção de líquidos, dificuldade para andar), estarão menos presentes. Na altura que fiz marcação para a sessão fotográfica do Gui e do Martin foram as únicas datas que consegui, felizmente não houve nenhum contra-tempo, mas confesso que à medida que o tempo se ía aproximando fiquei com algum receio que não desse para realizar a sessão...
Se eu já tinha adorado o resultado da primeira sessão de grávida, nesta fiquei absolutamente rendida... É tão bom um dia podermos mostrar aos nossos filhos todo o amor e o carinho que sempre sentimos por eles!
Preparar um quarto para um recém-nascido pode ser uma experiência divertida e recompensadora, mas igualmente cansativa e maçadora, principalmente se não souber por onde começar.
Existem vários elementos na decoração que são absolutamente essenciais, tais como o berço e um sítio onde o bebé possa ser alimentado. De modo a poder ajudar, sobretudo os pais de primeira viagem, achei que seria pertinente escrever um post com alguns pontos de partida e dicas para começar a arrumar e decorar o “novo” quarto.
A disposição da mobília é essencial
Para começar, o ideal será desenhar uma planta do quarto, arquitectando a maneira como os móveis estarão dispostos no quarto. Aqui é importante que tenha vários cuidados extra: não deixe o berço perto da janela ou das cortinas para evitar as correntes de ar e o mais longe possível de focos de electricidade.
O armário para guardar as fraldas deve ser colocado perto do berço, por questões práticas. Igualmente perto deve estar um sofá ou uma cadeira confortável, de preferência junto a uma janela, para que possa embalar e alimentar o bebé. Pense bem qual a peça que escolhe, pois vai ser um lugar onde passará muito tempo durante os primeiros meses de vida do bebé.
O roupeiro deve estar sempre presente
Pode optar por adquirir ou pedir um roupeiro de bebé à medida a profissionais experientes. Se a ideia for ter mobília a longo prazo e se o quarto do bebé for para quando crescer, o ideal será mandar fazer um roupeiro embutido ou um closet mais neutro.
Roupa de cama: a segurança em primeiro lugar
Os cobertores, as mantas, as colchas, os lençóis e as almofadas estão contra-indicados pelo risco de asfixia, o bebé pode movimentar-se, cobrir o rosto e asfixiar!
O ideal é usar um saco de dormir, desta forma o bebé vai ficar coberto à noite inteira, sem o risco de sufocar, permitindo que os pais e o bebé tenham um sono mais tranquilo.
Existem com ou sem mangas, em tecido mais quente ou mais fresco, de acordo com a estação do ano que se pretende utilizar, e em vários tamanhos (normalmente dos 0 aos 24 meses). O ideal é ter pelo menos dois sacos de dormir, pois permite alternar quando o bebé acorda molhado, ou quando o coloca para lavar. Utiliza-se quando o bebé dorme no berço ou na alcofa.
Aqui em França é OBRIGATÓRIO, desde que o bebé nasce até aos 18 meses.
Para proteger o colchão, opte por um lençol de berço, sem bordados, com elástico e feito de 100% de algodão, uma vez que este material é altamente respirável, ajudando na circulação do ar, o que fará com que o sono do bebé seja muito mais confortável e tranquilo.
Escolher a cor ideal e harmoniosa
Aposte em cores claras que transmitem um ambiente tranquilo, confortável e harmonioso. As paredes devem ter um tom claro, assim como a roupa do berço. No entanto, pode dar um pouco de vida e alegria ao quarto, estimulando ligeiramente (para não excitar em demasia) as sensações do bebé através das cores utilizadas.
Para dar este toque, o ideal é utilizar alguns elementos coloridosque chamem a atenção para o detalhe e dar um ar vibrante ao quarto do bebé. Ainda assim, o melhor é não abusar destes elementos para não estimular a excitação.
Lembre-se que os bebés passam muito tempo deitados de barriga para cima... Assim sendo, porque não pintar o tecto com algum mural, pinturas harmoniosas, ou um jogo de animais, que estimulem o cérebro do bebé?
Atenção aos pequenos detalhes
É de primordial importância que o quarto esteja sempre limpo e arrumado, por uma questão de saúde e protecção de possíveis alergias. Como tal, as roupas do bebé devem estar bem arrumadas e de fácil acesso, bem como todos os brinquedos e outros acessórios.
Outra acção absolutamente essencial passa por fazer todas as reparações necessárias para adaptar o quarto com toda a segurança e conforto que bebé necessita. Não se esqueça de tapar as tomadas eléctricas e colocar redes protectoras e, caso tenha receio de mexer, peça ajuda a um electricista.
Certifique-se que o berço está bem montado, sem parafusos soltos ou elementos que possam magoar a criança, bem como o resto da mobília presente no quarto e outras divisões da casa. Não coloque objectos pendurados e arranje protectores para as portas.
Siga estas dicas e terá o sítio perfeito para o bebé crescer feliz e em segurança!
Ora aqui está algo que tenho imensas saudades: dormir de barriga para baixo... Mas com a minha super barriga é algo que já vem sendo impossível há algum tempo... Pelos vistos há quem tenha inventado uma solução para este problema, mas eu continuo com sérias dúvidas se isto iria resultar no meu caso... Porque além de uma super barriga, também tenho umas "super mamas de super grávida"! (Eh... Eh... Eh...)
Que saudades que eu já tinha desta estação... Para ser sincera, acho que este ano nem Primavera tivemos com tanta chuva que caiu por aqui... Vamos lá ver se o Verão será melhor... Para já não nos podemos queixar do Verão pois este ano chegou em grande, e hoje mesmo tivemos direito a um dia quentinho de sol! Além disso, os metereologistas já anunciaram que a partir de amanhã as temperaturas vão começar a subir, devendo chegar aos 37 graus durante a semana!
Agora sim é certo, o Martin vai mesmo nascer no Verão, vamos lá ver se com estas temperaturas ele não vai querer nascer em Junho, como o irmão! Tenho que confessar que não me importava nadinha mesmo... 💙
Com tanta correria cá em casa, nem demos conta que entramos no nono mês de gravidez na passada sexta-feira, exactamente nas 36 semanas de gravidez!
Já lavei e passei todas as roupinhas do Martin, e acho que tenho quase tudo pronto, no caso do Martin nascer... Digo quase, pois só hoje é que vou fazer a "mala de maternidade"...
O tempo tem passado demasiado rápido, e se há dias que acho que não vou aguentar muito mais tempo este "peso todo", há outros que me sinto tão bem que chego a desejar que o tempo pare só para poder aproveitar mais, e mais, cada segundo desta fase tão mágica...
Na última consulta, dia 11 de Junho, o Martin já se encontrava bem posicionado, estava com a cabeça para baixo, vamos lá ver se ele consegue manter-se nessa posição, porque tal como o Gui, o Martin tem-se revelado um verdadeiro acrobata na minha barriga... E o mais engraçado é que os horários das acrobacias são exactamente os mesmo!
Para quem desconhece, a partir das 37 semanas, o bebé já está pronto para nascer a qualquer momento, por isso é normal que entre as 36 e as 37 semanas cerca de 98% dos bebés já tenham dado a volta, ou seja, viraram-se de forma a ficar de cabeça para baixo, em direção à pélvis da mãe. Esta é a melhor posição para o bebé nascer por parto normal porque a cabeça é a área maior do corpo, depois de sair a cabeça, o corpo do bebé desliza facilmente para o exterior. Gostava que o parto fosse outra vez normal, mas claro que o mais importante é que no final tudo corra bem e o Martin nasça cheio de vida!
Tal como na gravidez do Gui, tenho um pressentimento que o Martin vai nascer para breve, mas pode ser só mais um dos meus pressentimentos errados... Se dependesse de mim, pedia ao Martin para nascer às 39 semanas, o que daria no início de mês de Julho, pois em Agosto rumamos de férias a Portugal... Assim ele não seria tão pequenino para viajar e eu também estaria mais em forma!
Enquanto que ele não nasce, vou tentando registar a minha super barriga, pois quero que um dia o Martin também possa sentir todo o amor que sentimos por ele desde que soubemos que ele fazia parte da nossa família...
Tal como prometi ontem, hoje venho falar da primeira roupa que o Martin irá vestir assim que nascer.... A roupa que, mais uma vez, a minha Super Amiga V. fez questão de oferecer para o Martin vestir no seu primeiro dia...
Desta vez, o presente foi enviado pela minha irmã mais nova e entregue no dia do Baby Shower... Escusado será dizer que eu simplesmente ADOREI, além disso ninguém ficou indiferente a este fatinho escolhido com tanto Amor e rigorosamente personalizado... Tal como o Gui, o Martin é um Principezinho muito amado!
"Existem aquelas pessoas, que por mais distantes que estejam, ainda continuam perto. Aquelas, que passe o tempo que passar, serão sempre lembradas por algo que fizeram, falaram, mostraram, ou nos fizeram sentir. É isso. As pessoas são lembradas pelos sentimentos que despertaram em nós, e quanto maior o sentimento, maior se torna a pessoa..." E a minha Amiga V. faz parte dessas Pessoas Especiais! 💙
Ao contrário do que aconteceu no Baby Shower do Gui, o Baby Shower do Martin foi previamente marcado pois a minha irmã mais nova, assim que soube que o Baby 2 vinha a caminho, quis saber quando seria o evento para poder comprar a viagem e poder estar presente...
Tendo em conta que o Gui faz anos em Junho, e como a família mais próxima faz questão de estar presente nesse fim-de-semana de Aniversário não podia juntar as duas festas, por isso escolhemos uma data que coincidisse com os 8 meses de gravidez e desse para a maior parte das pessoas estarem presentes... E foi desta forma que o dia 25 de Maio foi escolhido!
Juntamente com a minha irmã mais nova, escolhemos o tema do "Elefante" para a festa e preparamos tudo ao pormenor e da melhor forma possível... Basicamente, eu fiquei mais responsável pela parte da decoração e a minha irmã pela parte dos doces, inclusivé do Bolo que, diga-se de passagem, ficou sensacional...
Uma tarde bem passada, onde fizemos algumas atividades diferentes e outras repetidas, como as que fizemos no Baby Shower do Gui, para mais tarde comparar: o jogo do calendário, onde cada pessoa colocou o nome no dia que acha que o Martin vai nascer (no Gui ninguém acertou, vamos lá ver se alguém acerta desta vez); o jogo do novelo de lã, na qual cada uma cortou um pedaço para tentar acertar o tamanho da minha barriga e a famosa barriga de gesso. Fiz questão de fazer também um quadro sobre o evento, onde cada convidada deixou uma mensagem para o Martin (tal como a minha Amiga V. me tinha oferecido para o Gui, como ela não podia estar presente a minha irmã mais nova levou-lhe uma "nuvenzinha" para ela escrever e eu poder depois colocar)...
No final, ainda houveram muitas surpresinhas para o Martin, inclusivé o primeiro fatinho que o Martin irá vestir, mais uma vez a minha Amiga V. fez questão de dizer que queria oferecer assim que soube que o Martin vinha a caminho (mas este tema ficará para um próximo post)...
E assim tivemos mais um dia repleto de sorrisos e memorável... Tenho a certeza que um dia o Martin vai sentir todo o carinho que ele sempre teve quando admirar estas fotos...
Não posso deixar de dizer que foi cansativo fazer a preparação de todo o evento, valeu a ajuda preciosa da minha irmã mais nova que desde cedo se prontificou, e fez questão de tirar uns diazinhos de férias para vir até cá, por isso a ela aqui fica um agradecimento muito, mas mesmo muito Especial!
Se bem se lembram já vos tinha contado num post que o meu teste de diabetes gestacional tinha dado positivo e que, por esse motivo, teria um atelier sobre esse tema, na Maternidade que escolhemos para o Martin nascer... Ora, esse atelier aconteceu precisamente na passada sexta-feira...
Tal como previsto, dirigi-me à Maternidade às 8h30, em jejum, para ter uma espécie de formação em grupo... Éramos 6 grávidas no total, duas das quais grávidas do segundo bebé (onde me incluía eu) e uma do terceiro bebé... Só eu e a grávida, que estava grávida, do terceiro filho é que já tínhamos passado por esta experiência...
Sentamo-nos à volta de uma mesa, apareceu uma enfermeira parteira que explicou como iria decorrer o dia e a partir daqui o dia basicamente decorreu desta forma:
foi-nos dado um pequeno-almoço tipicamente adequado a esta patologia;
de seguida, a enfermeira parteira forneceu-nos todo o material necessário para controlar os valores de glicemia em casa (máquina de glicemia, lancetas com caneta, um livro para registar os valores de glicemia, um contentor para recolher os objectos corto-perfurantes, um pacote de compressas e uma receita médica para adquirir mais lancetas na farmácia - tudo isto a custo zero) e fez um pequeno ensino sobre o funcionamento do mesmo;
mais tarde, apareceu uma nutricionista que nos forneceu um plano alimentar, bem como as quantidades a ingerir em cada refeição e uma série de alimentos proibidos;
tornamos a controlar a glicemia 2 horas após o pequeno-almoço, na presença da enfermeira parteira;
em seguida, e de maneira individual, uma enfermeira parteira avaliou o coração do nosso bebé, a nossa tensão e marcou uma nova consulta para a semana seguinte, de forma a ver até que ponto os valores de glicemia estariam controlados;
por volta das 12h repetimos o controle da glicemia e foi-nos servido um almoço, com tudo a que tínhamos direito;
a partir daqui, trocamos informações entre nós grávidas e duas horas depois do almoço tornamos a controlar os valores;
No final, e depois dos valores de glicemia estarem registados no livro pessoal de cada uma, a enfermeira parteira recolheu os livros e levou-os de forma a mostrar os resultados ao obstetra chefe do serviço.
Confesso que não aprendi nada de novo, mas foi interessante conhecer a forma como este tipo de formações decorre, e acho que estes ateliers são bastante úteis principalmente para as grávidas que não têm conhecimentos nesta área.
Quanto aos cuidados a ter e ao plano alimentar foram basicamente os mesmos, e mais uma vez tenho que confessar que não vou seguir o esquema alimentar que me deram pois continuo a achar que fazer 3 ou 4 refeições por dia não faz muito sentido...
Desde a semana passada, tenho controlado a minha glicemia antes e depois das 3 principais refeições do dia, tenho comido de forma equilibrada (com alguns abusos mas sem prejudicar o Martin) e, felizmente, tal como aconteceu com o Gui, a minha diabetes gestacional está perfeitamente equilibrada!
É óbvio que nem sempre fica fácil controlar os acessos de gula, e a minha vontade por comer um chocolatinho ou uma "comida de plástico", mas quando isso acontece sei que tenho que aumentar um bocadinho a minha atividade física de forma a compensar os excessos cometidos...