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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

QUESTÃO EXISTENCIAL

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Alguém tem uma opção melhor?

Quem mais sofre do mesmo problema?! (Eh... Eh... Eh...)

PRECISA-SE DE UMA BRUXA

Humor na Maternidade

Ontem fui trabalhar, e quando vinha a caminho de casa, estava com aquela sensação de férias de Páscoa... Tínhamos programado ir à Alemanha, como fazemos deste que cá estamos, mas com as restrições impostas ficamos limitados a ficar aqui...

Entrei em casa, toda contente, mas assim que o R. apareceu a dizer que tinha notícias menos boas, fiquei imediatamente preocupada...

O Gui tinha vindo da escolinha com diarreias, cheio de cólicas e sempre a correr para a casa de banho...  

O Martin tinha escorregado na casa de banho ao sair do banho, e caiu para a frente, de cabeça, sem qualquer apoio... Tinha sangrado imenso do nariz, tinha uma marca na testa e o nariz inchado, que mais parecia o Batatinha...

Nem queria acreditar no que o R me acabava de contar.... Para ficar mais tranquila, liguei para o Centro de Emergência Médica para saber se seria pertinente levar o Martin às Urgências... O meu maior receio era que ele tivesse fracturado o nariz... Do outro lado, a médica, disse que não seria necessário, apenas precisávamos de estar atentos para avaliar se o seu comportamento não mudava.

Ao Gui dei-lhe um antidiarreico e o paracetamol para acalmar a dor de barriga...

Uma hora e meia depois, com o Martin e o Gui já a dormir, o ambiente tornava a ficar tranquilo. Felizmente, a noite foi calma e de manhã o ambiente parecia novamente normal...

Mesmo assim, não pude deixar de voltar a pensar que ultimamente parece que tudo nos acontece, e a nossa vida gira em torno de médicos e hospitais... Acho que precisamos de "ir à Bruxa"! 

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SE PUDESSE FICARIA DOENTE NO TEU LUGAR...

Mãe sofre a dobrar!

Faz hoje precisamente uma semana que o Martin ficou internado no serviço de Pediatria, depois de ter sido encaminhado para o serviço de urgências... 

 

Tudo começou dois dias antes, com o Martin a fazer febres altas de 39 e tal na quarta-feira, atingindo os 40.7 º C na quinta-feira... Foi a primeira vez que vi o Martin realmente doente... Chorava facilmente, irritava-se com tudo, só queria colo, e quando a febre começava a subir tinha imensos tremores... Estava demasiado desconfortável...

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E ao contrário do Gui que com 37.5 º C já está estendido no sofá com ar de doente, o Martin nunca tinha ficado assim, mesmo com febre ele mantinha toda a energia que tanto o caracteriza... Mas desta vez as coisas estavam realmente muito diferentes o que nos deixou muito preocupados...

 

Na quinta-feira, liguei para a Pediatra dele para saber se o podia observar, nas não tinha nenhuma disponibilidade nem para aquele dia nem para o dia seguinte, por isso marquei consulta de urgência numa outra Pediatra que fica mais longe, mas que também costumamos ir, mas só havia vaga para o dia seguinte... 

 

Na noite de quinta para sexta-feira, ainda hesitamos levá-lo à urgência, porque a febre, além de ser alta, demorava a descer com o paracetamol, e quando descia era por pouco tempo, mantendo-se nos 38º C... Mesmo assim, e com medo que o Martin pudesse apanhar "outra coisa qualquer" no hospital, optámos que iria à Pediatra no dia seguinte...

 

Aquela noite tinha sido muito curta, por isso quando acordamos, o Martin estava super cansado, e por incrível que pareça, 4h30 depois de ter tomado o paracetamol, exactamente na hora da consulta, a temperatura era só de 37.7º C... Apesar disso, o Martin chorava a cada aproximação da Pediatra, notava-se que alguma coisa não estava bem... A médica examinou-o mas não viu qualquer problema que pudesse levar o Martin a ter aquele quadro de febre, por isso achou pertinente fazer um teste rápido para determinar a quantidade de proteína C reactiva (conhecida pela sigla PCR, é uma proteína produzida no fígado, cuja concentração sanguínea se eleva radicalmente quando há uma infecção viral ou bacteriana). O teste consiste em picar um dedo e colher uma gota de sangue para ser analisado num aparelho portátil, o resultado é revelado em poucos minutos.

Assim que fez o teste, o valor era anormalmente elevado, por isso, e de forma a despistar uma possível infecção mais grave, fez uma carta e encaminhou o Martin para o hospital...

 

Chegamos ao hospital por volta das 11h30, fomos atendidos uns 15 minutos depois... Fez análises ao sangue, colheita de urina, colheita de fezes, Rx ao tórax, teste à Covid-19... A febre voltava a subir, o desconforto dele era visível... A PCR estava realmente elevada, o Martin tinha todos os critérios para ficar internado... 

 

Felizmente, nunca deixou de comer, comia menos mas comia, e todas as vezes que eu lhe dizia para beber água, ele cumpria rigorosamente o que lhe pedia... 

 

Três horas depois de chegarmos ao hospital, o Pediatra informava-me que o Martin teria que ficar internado para avaliar a evolução do quadro clínico... Liguei ao R e contar-lhe o que eu já temia, e num misto de medo não consegui passar-lhe a informação sem chorar... Tinha o coração bem apertadinho, mas sabia que tinha que ser mais forte e mostrar mais confiança e paz ao Martin... Respirei fundo, engoli em seco, e prometi que iria dar o melhor de mim...

 

Subimos para o internamento às 16h... Eu sem comer desde as 7h30, e o Martin com um biberão, dois iogurtes e uma fruta no estômago, nunca ninguém se preocupou em saber se precisávamos de comer... Felizmente o R. tinha autorização para entrar no serviço e trazer tudo o que fosse preciso, tinha receio que com a Pandemia ele não pudesse vir... 

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No sábado, o Pediatra confirmava que os exames estavam todos negativos, com a excepção da PCR... Tornou a colher análises e o resultado mantinha-se alto... A febre era menos frequente... No domingo, tornava a colher análises ao sangue... A PCR tinha descido para quase metade, e apesar de continuar alta, o Martin estava novamente em forma e sem febre desde o dia anterior, por isso tivemos alta do hospital...

 

Regressamos na quarta-feira para colher novas análises e ter consulta com o Pediatra... E ontem soubemos que tudo estava normal, o Martin tinha tido uma infecção viral.

 

Foram apenas 3 dias no hospital, que pareceram 3 meses... Ver o Martin internado, sem termos um diagnóstico do que ele tinha foi o mais preocupante... E por mais forte que possamos ser, ou por mais conhecimentos que tenhamos, a partir do momento que um filho fica doente nós também ficamos doentes...

Quem me dera que quando um filho ficasse doente, pudessemos trocar de lugar com ele... Sem pensar duas vezes eu trocaria de lugar com ele!

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LEIA COM ATENÇÃO

Presta bem atenção, é muito importante.


Se estiveres no supermercado e vires um bebé a fazer birras, aos berros enquanto a mãe já não sabe o que fazer, tenta ser a palavra de consolo. O respiro daquele momento.


Se uma criança esbarrar contra ti no shopping e derrubar tudo o que tu tens, pensa muito bem antes de olhar com cara de desaprovação, com certeza a mãe não gostaria que isso tivesse acontecido. “Não foi nada, está tudo bem, ele é só uma criança" - é sempre a melhor resposta!


Se observares uma mãe atarantada colocando as compras no carro enquanto o filho chora, procura ser a pessoa que oferece ajuda.


Se fores visitar a casa de alguém que tem filhos, não sejas apenas “visita”. Procura ser útil naquele ambiente. Há sempre algo que tem de ser feito.


Se estás no parque e vires uma criança respondendo com malcriação para a mãe, dá uma palavra de carinho.


Quando um bebé chorar no avião atrás de ti não olhes com "cara feia", a mãe de certeza é a que mais gostaria que ele parasse de chorar.


Criar e cuidar de seres humanos é o trabalho mais “trabalhoso” do planeta. Não há fins-de-semana, feriados e muito menos férias.
Acredita, toda a Mãe precisa do teu apoio, amor e compreensão!

 (Adaptado do livro "Mãe Fora da Caixa")

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Bom fim-de-semana!

 

NÃO ENSINE O SEU FILHO A COMPARTILHAR - PARTE 2

De acordo com a Dra. Laura Markham (autora do livro “Peaceful Parent, Happy Siblings”, “Pais tranquilos, filhos felizes”, em português), forçar crianças a compartilhar não ensina as lições que nós queremos que elas aprendam”. Segundo ela, o objetivo é que as crianças cresçam e se tornem pessoas generosas, que sejam capazes de perceber e corresponder com as necessidades dos outros. Não devemos permitir que as crianças sintam que é preciso pararem o que estão a fazer para "dar" alguma coisa para outra criança só porque ela pediu. 

 

De acordo com ela, se forçarmos as crianças a compartilhar, só vamos conseguir que a criança pense que:

– se chorar o bastante, vai conseguir o que quer, mesmo que alguém já tenha o que quer;

– os pais estão sempre a comandar, por isso se eles tiverem mais ou menos paciência, vai poder jogar com isso para implorar pela sua vez;

– não gosta do irmão porque está sempre em competição com ele;  

– é gananciosa, mas que é necessário para ter o que merece;

– que o melhor é brincar rápido e de qualquer forma, mesmo que parta alguma coisa, pois não vai ter o que quer por muito tempo;  

– se gritar bem alto muitas vezes para reclamar, os pais vão acabar por ficar cansados e vão deixá-lo mais tempo com o brinquedo. 

 

O que devemos fazer então?

De acordo com a Dra. Markham, em vez de ensinar a compartilhar, devemos oferecer recursos para que elas saibam lidar com essas situações. O objectivo é que a criança perceba quando a outra quer brincar, e que ela garanta que essa criança vai poder brincar. E quando o outro tiver alguma coisa que a criança queira, nós esperamos que ela tenha o controle sobre os seus impulsos e não arranque o brinquedo da mão da outra criança, queremos que ela use palavras para entrar num acordo e poder brincar depois.

 

Ao ensinar as crianças a defenderem-se e a falar por si mesmas (e não imediatamente compartilhar os seus brinquedos), elas não vão esperar que alguém diga quando é a vez delas com o brinquedo e assim, vão poder brincar de forma mais livre. 

 

Forçar a criança a compartilhar, enfraquece a habilidade de aproveitar a brincadeira, além de enfraquecer a relação com o irmão, criando-se uma competição constante. A criança acaba por não absorver a experiência da satisfação e nem da generosidade com o outro, explica a Dra. Markham. 

 

O ideal é encorajar para que haja uma autorregulação dos "turnos" com os brinquedos, é a criança que decide por quanto tempo vai brincar e assim, vai aproveitar completamente o momento. Depois disso, ela vai dar para a outra de "coração aberto”. A Dra. Markham, acredita que isso vai ajudar a criança a ficar mais satisfeita por fazer outra pessoa feliz, acabando por ensinar a generosidade. Por sua vez, ela acredita que a experiência mais educativa ensina à criança: 

– que pode pedir o que quer. Algumas vezes vai conseguir o brinquedo mais rápido outras vezes vai ser necessário esperar um pouco;

– que pode chorar, embora não signifique que vá conseguir o brinquedo;

– que nem sempre consegue o que quer, mas que consegue algo bem melhor, pois os pais vão sempre entender e ajudar;

– que depois de chorar, vai sentir-se melhor;

– que pode brincar com outra coisa e aproveitar na mesma, enquanto que aprende a esperar pela sua vez; 

– que não tem que chorar para conseguir o que quer mais rapidamente, que cada um tem que esperar pela sua vez, pois mais tarde ou mais cedo todos conseguem; 

– a gostar do irmão quando este lhe dá o brinquedo; 

– que pode brincar o tempo que quiser, pois ninguém vai entregá-lo para o irmão. Quando ele terminar de brincar, vai entregar ao irmão, sentindo-se  uma pessoa generosa.

 

No final, o resultado é uma criança paciente, empática e bem preparada para lidar com situações mais complexas no futuro, sem falar que teremos uma família bem mais tranquila e feliz

 

 

Claro que é preciso estar ciente que esta metodologia tem que ter em conta a idade da criança. É natural que na primeira infância, a criança acha que tudo é apenas dela, inclusive a mãe e o pai, e até que as coisas acontecem por causa dela, daí emprestar não vai ser uma alternativa.

Por volta dos dois anos de idade, no auge do egocentrismo, a criança ainda não consegue verbalizar e reage com o corpo. Por exemplo, pode passar pelo irmão e arrancar-lhe o brinquedo da mão, porque na sua fantasia, o mundo gira ao seu redor, o outro não existe e o seu desejo é ter aquilo. Mais tarde, com a linguagem mais desenvolvida, a criança vai criar argumentos: "Não quero emprestar porque ele não é meu amigo". Tudo isto faz parte do desenvolvimento infantil, é parte do amadurecimento da criança e não vai durar para sempre. É preciso ter consciência que não há nada de errado, é apenas a construção da personalidade.

No fim da primeira infância, por volta dos seis anos de idade, é comum o sentimento de posse diminuir consideravelmente. A criança começa a compreender o seu espaço, que existem pessoas com quem precisará dividir o mundo, a situação muda e o compartilhar fica mais fácil, embora não deva ser forçado. adulto tem que respeitar que nem sempre se deve dividir, assim como ele próprio não empresta tudo o que tem aos amigos. 

 

Vivemos num mundo bastante acelerado. Queremos que tudo aconteça à nossa maneira e no nosso tempo, e acabamos por passar por cima de etapas importantes para o desenvolvimento cognitivo da criança. Por isso, se o seu filho ainda não aprendeu a dividir e compartilhar as suas coisas, respire, está tudo bem, afinal é bem normal que assim o seja... Nós cá vamos continuar a "respirar fundo" porque ainda temos muitas "brigas" por vivenciar em casa...

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E por aí, como tem sido "compartilhar" entre irmão, primos ou amigos?

NÃO ENSINE O SEU FILHO A COMPARTILHAR - PARTE 1

O Gui nunca foi um bebé egoísta, sempre gostou de compartilhar tudo, com adultos ou até crianças que não conhecia... E ao contrário do que tínhamos imaginado, quando o Martin nasceu o seu comportamento pouco ou nada mudou, talvez porque o mano não andasse, os brinquedos do mano eram de "bebé" e os dele não os podia emprestar ao mano ..

 

O tempo foi passando, o Martin e o Gui foram crescendo... E neste último Natal, as coisas começaram a ficar diferentes... Com tantos brinquedos novos o Gui surpreendentemente achou que era crescido... E num dos  fins-de-semana em que fui trabalhar cheguei a casa e encontrei o quarto do Martin todo atulhado de coisas do Gui... Perguntei ao R. o que tinha acontecido, mas foi o Gui que se apressou a dizer que não queria mais aqueles brinquedos porque eram de bebé e por isso podiam ser para o mano...

Fiquei incrédula com aquele gesto de amor, e o meu coração de mãe sentiu-se tão orgulhoso que achei que tudo iria permanecer assim tão maravilhoso, pelo menos, por mais algum tempo...

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Tornamos a remodelar os dois quartos de forma a que os brinquedos ficassem melhor organizados e um tempo depois, com o Martin a completar 18 meses, as coisas começaram a ficar bem diferentes... O Martin cada vez mais curioso e atrevido em relação a tudo o que o Gui fazia, e o Gui a sentir-se ameaçado pela presença do mano no seu quarto... Se até ali o Martin apenas se limitava a seguir o Gui, agora o Martin começava a ter vontades próprias...

 

Agora tem sido assim mais assim: o Martin só quer entrar no quarto do Gui para brincar e espalhar tudo no chão, enquanto que o Gui não suporta ver o quarto dele desarrumado, nem quer que o mano entre no quarto dele, já ele pode entrar no quarto do irmão! E se há dias que até correm mais ou menos, há outros que parece que estamos num autêntico campo de batalha... 

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Quem tem filhos sabe bem do que falo, e sabe o quanto é difícil tentar atenuar estes conflitos... 

Quem é que nunca viu duas crianças a brincar, numa sala cheia de brinquedos, e muitas vezes as duas a querer o mesmo?! É nessa altura que a "guerra começa" e junto com ela as crises de choro... Eu sempre fui ensinada a compartilhar, como se fosse algo de bom, no entanto existe um movimento que diz que não devemos ensinar os nossos filhos a compartilhar, da qual a Dra. Laura Markham (autora do livro “Peaceful Parent, Happy Siblings”) faz parte. Uma metodologia bastante interessante onde ela justifica isso de uma maneira válida, trazendo informações valiosas para criarmos os nossos filhos e torná-los pessoas simpáticas e equilibradas.... Mas isso vou deixar para o post de amanhã...

 

E vocês, também lidam com este tipo de conflitos? Como costumam resolvê-los?!

CARNAVAL 2021 💛

Para o meu Super Pai

Este ano o Carnaval não foi muito diferente dos últimos anos, porque na realidade é uma data que não se comemora aqui, nem mesmo nas escolas. Eu faço questão de celebrar este dia porque sei que, mais dia menos dia, eles vão poder festejar esta data em Portugal e não quero que fiquem tão surpresos quando esse dia chegar...

 

A data só teve um toque especial porque foi também o aniversário do meu Super Pai, que mesmo longe esteve bem presente neste dia...

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Nem imaginam o quanto foi difícil tirar esta fotografia, e foi a melhor que consegui tirar... O Gui sempre a complicar, e o Martin sempre a fugir da máquina fotográfica...

NEVOU EM PARIS

Este sábado nevou em Paris, e nos arredores... O Gui estava eufórico, começou a correr pelo jardim com a língua de fora para sentir a neve derreter, dizia ele todo feliz... Já o Martin foi a primeira vez na neve, por isso estava cheio de receio de pisar a neve...

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Um momento que durou apenas um dia, mas que deu para as matar saudades do Gui!

ANO NOVO, VISUAL NOVO...

O Martin, em muitas coisas, é tal e qual o Gui quando era pequeno. Uma das coisas que ele faz igual é passar o dia a procurar ciscos e bocadinhos de cotão no chão e vir a correr para nos mostrar e dizer "cáca"...

Ontem encontrou uma "cáca" diferente no chão da sala, como eu estava a trabalhar, o R fez questão de me enviar a fotografia do que ele tinha encontrado... 

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Fiquei incrédula com aquela fotografia e só imaginei que aquilo poderia ser apenas uma pequena amostra de uma verdadeira "tragédia"... Felizmente não foi o caso porque o Martin denunciou o irmão bem a tempo! 

O cúmulo é que o Gui estava feito mafioso na mesa da sala a fazer uns recortes para colar, quando sorrateiramente quis testar os seus dotes de cabeleireiro...

 

E por aí, quem já passou por um susto destes?!  

O MARTIN FEZ 17 MESES

O Martin fez 17 meses no passado dia 17 de Dezembro mas só hoje é que tive oportunidade de escrever um post sobre esse mês que passou. 

 

Está cada vez mais crescido e engraçado...É assustador como o tempo passa cada vez mais rápido. Continua a pesar 12Kg e a medir 84.5cm.

 

Está cada vez mais atrevido e passa a vida a desafiar-nos, adora contrariar-nos só para ver a nossa reacção. Começou a aventurar-se a descer degraus sem ajuda, embora eu morra de medo que ele caia, porque é muito trapalhão e destemido, e pede para o ajudar a subir degraus. Adora dançar, passear, fazer partidas, correr com o Gui, trepar o sofá e imitar o irmão.

 

Está cada vez mais independente, e sempre que pode não perde a oportunidade para fazer alguma coisa sozinho pois acredita que já o consegue fazer. Exemplo disso é querer comer sozinho, lavar os dentes e deitar o creme hidratante no corpo. 

 

Adora ajudar a pôr/tirar a roupa da máquina de lavar e quer sempre ajudar a estender a roupa no estendal. É fascinado pelo aspirador, por tudo o que tenha botões (estou a falar de aparelhos electrónicos), por abrir e fechar armários e pelo frigorífico. Adora pegar no biberão da água e deitar a água para o chão, ora com a boca (quando enche a boca) ou então empurradando a tetina de silicone para dentro contra uma superfície...

 

É super risonho e bem disposto. Adora ir para a ama para brincar com os outros meninos. Continua fascinado por animais, e sempre que vê uma publicidade com animais delira. 

 

Uma característica super fofa do Martin é que ele gosta de dormir cedo, desde sempre, e rodeado de muitos peluches.

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Começou a dizer mais umas palavritas, mas continua bastante malandro. Diz "Mamã, papá, cáca", imita alguns sons de animais (como o gato, o cão e o pato) e tem uma série de expressões e frases em "chinês" que algumas já sabemos o que significam e outras nem por isso... Eh... Eh... Eh!...

 

Quanto à alimentação nada de alterou, continua super curioso em experimentar novos alimentos. Se há alimentos que ele gosta são os tomates cherry, os queijinhos BabyBel, massa cozida e limões (não pode ver um limão em cima da mesa que não descansa enquanto que não o tiver na mão).

 

Tal como o Gui, o Martin é um verdadeiro "pestinha" sempre pronto a testar os seus limites, mas fora de casa ou na presença de estranhos é um verdadeiro anjinho! De qualquer forma, para nós, será sempre mais um Principezinho...

E DE REPENTE É NATAL ❤️

Natal 2020

E num abrir e fechar de olhos chegamos a mais um Natal, este ano com um sabor bem diferente, porque vamos ficar por cá, apenas os quatro... 

O Gui tem andado em pulgas, super entusiasmado pela chegada do Pai Natal... E embora continue a não gostar da sua presença, anda há algum tempo a programar o lanchinho que lhe vai deixar na noite de Natal... 

As prendas que estão debaixo do pinheirinho diz ele que são todas para oferecer, aos avós, aos tios, aos padrinhos, aos primos, aos amigos... Pois as dele e as do mano vão ser trazidas no trenó do Pai Natal...

Já o Martin, ainda não tem noção do que estamos a falar... Mas tenho a certeza que vai delirar...

Infelizmente, este ano, trabalho nos dias 25, 26 e 27, pelo que hoje teremos que esticar bem o dia, de forma a rentabilizá-lo da melhor maneira possível...

Por isso o dia começou bem cedinho... Cá em casa, já cheira a arroz doce, bolo rei e rabanadas... E embora sejamos só os 4, acreditem que o ambiente é de muita algazarra e confusão...

Logo, fazemos questão de fazer uma videochamada aos nossos familiares mais próximos, àqueles que nos costumam receber nestes dias de festa e que tanto nos fazem falta... 

Este ano não podemos estar presentes fisicamente, mas estaremos unidos pelo coração, porque o melhor presente que podemos dar este ano, é sem dúvida o nosso AMOR!  

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E por aí, como vão passar o Natal?

OS DIAS DE UMA MÃE

Maternidade

Tem dias que te sentes incrível, a melhor Mãe do Mundo, a Rainha do Mundo...

Inventas mil brincadeiras...

Preparas a melhor refeição.... Aquela com cinco cores no prato, sabes? 

Consegues pô-los a dormir nos horários certos, geres como um génio as birras e os choros... Uma total ninja! Tudo funciona e a tua energia dá conta de cada detalhe. 

 

Tem dias menos bons, que tu fazes uma coisa ali, esqueces outra acolá e o baile segue... 

 

Mas tem dias que tudo o que tu gostavas era deitar-te numa cama ou num sofá...

A comida é uma mistura de sobras... A casa está toda desarrumada e tu não tens cabeça para inventar ou sugerir uma brincadeira...

Ritual de sono? Só se fôr para acabares a dormir antes dos teus filhos. As birras aumentam conforme as horas vão passando.. E tu tentas mas não consegues acalmar nenhum choro. E são nesses dias que tu pensas: será que eu sirvo mesmo para ser Mãe?

E essa pergunta fica na tua mente até o momento em que os teus filhos chegam perto, olham para ti, pedem colo e sorriem como se tu fosses o melhor lugar do Mundo.


Podes até não imaginar, mas eles sabem que, mesmo cansada, preocupada, distante, e com a cabeça em mil outros problemas, tu vais estar sempre lá, e para eles é só isso que importa!
(Texto adaptado da @maeforadacaixa)

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A MELHOR DECORAÇÃO DE NATAL ❤️

Na passada sexta-feira, o Martin trouxe da casa da Manu, o presentinho de Natal feito por ele, para colocar no pinheirinho... Já tínhamos uma bolinha feita pelo Gui, em 2017, mas agora o nosso pinheirinho ganhou um brilho diferente! O mais interessante foi ver as fotos enviadas por ela, onde podemos ver o Martin todo "certinho e direitinho" a colaborar na realização da mesma...

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A bola branca, da esquerda, é a do Martin, a da direita é a do Gui!

Digam lá se não tenho uma das melhores decorações de Natal de sempre?!

QUANDO TENS UM FILHO ARTISTA...

Humor

Um dia destes ao aproximar-me da televisão reparei que havia uma mancha no chão que se estendia em baixo de uma da sala cadeiras da sala... Aproximei-me, espreitei para debaixo e qual não foi o meu espanto quando me deparei com o chão todo riscado...  

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Chamei o R. e fartamo-nos de rir com aquele achado feito pelo Gui, porque além de nenhum de nós se ter apercebido dele ter feito isso, o nome dele estava mesmo direitinho! 

É óbvio que lhe pedimos explicações sobre aquela atitude e lhe dissemos que não queríamos que aquela situação se voltasse a repetir... Apesar de tudo, confesso que achei super engraçado ele ter escrito o nome dele no chão, acho que ele anda tão orgulhoso por saber escrever o nome dele que faz questão de deixar a marca dele nos lugares menos esperados...

 

O MARTIN FEZ 16 MESINHOS

O Martin fez 16 mesinhos no passado dia 17... Pesa agora 12 Kg e mede 84,5cm... E está uma verdadeira pestinha! 

 

O grande desafio dele agora é pedir tudo o que não está ao seu alcance, e de preferência que seja proibido... Adora imitar-nos e descobriu que a atividade favorita dele é abrir e fechar gavetas, abrir e fechar armários e, claro, retirar tudo o que está dentro! E se já passava a vida a subir para o sofá, agora quer correr e saltar em cima  dele... 

 

Começou a ter um fascínio por livros, quer subir e descer escadas de pé, com a mão dada, adora brincar com cubos, carros e objectos diferentes... Passa o tempo a testar os seus limites (e os nossos!), por isso tenta trepar para cima de tudo, arrasta as cadeiras, tenta subir para cima delas para chegar à mesa e adora carregar garrafas de água!

 

Está cada vez mais confiante nas suas capacidades e faz questão de demonstrar isso, mas quando as coisas não correm como o esperado, enerva-se, resmunga, atira os objectos/brinquedos ao ar, deita-se no chão e chora alto para mostrar o seu desagrado. Já sabe perfeitamente quais são os comportamentos que não gostamos (por serem perigosos ou errados), e passa o tempo a desafiar-nos e a desobedecer-nos, lançando um sorriso ou um som de como vai fazer algo errado... 

 

Passa a vida a papá e utiliza o "pá" para mostrar qualquer coisa, ou se referir a algum objecto. Tal como o Gui, é tímido fora de casa, mas é capaz de dizer chau a um estranho. Delira com animais (mal os vê começa aos gritos de tão contente que fica), adora passear na rua, adora ir para a ama para brincar com osnoutros meninos, adora que lhe façam cócegas, dancem e cantem com ele! E o mais giro é vê-lo a tentar dançar e cantar também!

 

Ainda não tinha falado nunca, mas o Martin tem uma particularidade muito interessante: não é fascinado por desenhos animados, o que ele gosta mesmo, é de ver publicidade e música na televisão... Até pode estar a fazer qualquer coisa interessante, mas se estiver a dar publicidade ou uma música interessante ele pára tudo e vai a correr para ver o que está a dar!

 

Quanto ao dormir e à alimentação pouco ou nada se alterou, dorme cerca de umas 10 horas por noite (bebé apenas um biberão de leite por dia, quando acorda) e dorme entre 1 a 3 horas depois do almoço... 

 

Esta é umas das fases mais exigente que exige de nós uma atenção redobrada e uma enorme energia, mas é uma das fases mais engraçadas por ser tão rica em descobertas e aprendizagens! E o mais espectacular disto tudo é podermos acompanhar este crescimento.

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