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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

QUEM MAIS SE IDENTIFICA?

Maternidade com Humor

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O MARTIN FEZ 2 ANOS 💙

O Martin fez 2 aninhos no passado sábado, dia 17 de Julho e hoje decidi partilhar com vocês as mudanças ocorridas durante estes últimos 6 meses. 

 

O Martin continua um menino bastante crescido, mede agora 90cm e pesa 13Kg800gr. Está numa das fases mais fofas mas, simultaneamente, mais difíceis já que as birras são bastante frequentes, pois quer mostrar que também já é capaz de decidir sozinho. 

 

Adora imitar o Gui em tudo e chega a pensar que é capaz de fazer tudo como ele. Adora correr, está cada vez mais rápido e confiante, por isso desafia-nos imensas vezes correndo na direção oposta a nós. Descobriu que os escorregas são super divertidos, tem um fascínio por subir e trepar objetos, gosta de subir e descer móveis (sofás, cadeiras…) sem ajuda, consegue subir e descer escadas agarrado ao corrimão, a imaginação dele é muito fértil daí que a nossa atenção tem que estar mais que redobrada, pois ainda não compreende bem os seus limites. 

 

Continua apaixonado pela música, dança e pintura. Sabe construir legos e castelos, mas não é das suas actividades favoritas. O Martin continua a ter uma adoração por animais, principalmente por gatos, insectos, cavalos, patos e pássaros. Adora passear ao ar livre; gosta de andar à chuva; adora que brinquem, dancem e sorriam para ele; tem um fascínio por chaves de fendas e pilhas, adora carros de brincar e "carros a sério", e todos os brinquedos do Gui. Gosta de dormir ao fim do almoço, duas ou três horas, deitar-se cedo à noite (às 21h no máximo), e dormir rodeado de peluches. 

 

Quanto ao vocabulário sofreu bastantes alterações, principalmente nos últimos quinze dias. Tem curiosidade em repetir palavras, tanto em português como em francês, sabe identificar uma série de objectos e imagens quando os nomeamos, conhece os nomes das pessoas mais familiares, conhece todos as partes do corpo, compreende ordens simples, aponta para as imagens de um livro, e diz uma série de palavras em português e francês... Ainda não é capaz de construir frases, e confesso que achávamos que ele iria aprender bem mais rápido a falar que o Gui, a única diferença é que o Martin tanto fala uma língua como outra, já o Gui era mais reservado.

 

A alimentação, pouco se alterou, ao contrário do Gui, o Martin gosta de experimentar quase tudo, tanto que às vezes é capaz de experimentar coisas improváveis. Apesar disso, os alimentos favoritos dele são: os tomates cherry, queijo, fiambre, chouriço, feijão preto, massa, arroz, pepino, azeitonas verdes, limão, morangos e cerejas. O leite não faz parte dos alimentos prediletos, praticamente quando deixou de mamar, aos 14 meses, o Martin passou a beber apenas um biberão de leite de 300 ml quando acorda de manhã.

 

E o que é que o Martin não gosta?! Não gosta que o contrariem, de ficar em casa todo o dia, que o Gui o chateie, que o Gui não brinque com ele ou não o deixe brincar com os brinquedos dele. Não gosta de se magoar, e quando isso acontece bem logo a correr na nossa direcção para lhe darmos um beijinho no "dói-dói".

 

E aos poucos o nosso Pacotinho de Amor vai crescendo, a uma velocidade demasiado rápida para nós... Ai se eu pudesse, fazia o tempo parar para que pudéssemos usufruir dos nossos filhos assim pequeninos...

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O GUI FEZ 5 ANOS ❤️

E de repente o Gui fez 5 aninhos, no passado dia 6 de Junho, e eu continuo a sentir que o tempo está a passar demasiadamente rápido... 

 

Já mede 1.13m e pesa cerca de 21.5Kg. Continua super curioso, teimoso, resmungão e atrevido.... Muitas vezes, olhamos para ele e perguntamo-nos a quem saiu aquele mau feitio... Mas depois, derretemo-nos com o seu sorriso malandro e doce... Quantas vezes pedimos-lhe um abraço ou um beijinho e ele não dá... Mas depois, quando menos esperamos abraça-nos forte e diz-nos que gosta de nós "daqui até à lua e voltar". 

 

Continua a não gostar de adormecer, dormir muito e ser o centro das atenções. Em casa, adora saltar no sofá e na cama, andar de bicicleta, fazer corridas, falar alto, fazer bolinhas de sabão, ouvir histórias, conversar sem parar (é um autêntico fala barato), jogar à bola, jogar a jogos de "tabuleiro" e ver desenhos animados (neste momento anda fascinado com os Pokémons). Tem uma adoração pelos super-heróis como o Homem Aranha, o Capitão América, o Hulk, o Batman e o Homem de Ferro. Continua a ter uma adoração por animais, mas o fascínio agora é para os animais aquáticos e os caracóis.

 

Adora passear ao ar livre, receber amigos e família e que brinquem com ele... Por isso, o confinamento foi um bocadinho difícil de se viver, pois tornou-nos muito mais solitários...

 

Adora desenhar, faz imensos desenhos e faz questão de os guardar todos! Conhece e sabe escrever todas as letras do alfabeto, sabe contar até 20 (embora às vezes ainda se perca um bocadinho a partir do 15), é capaz de escrever os principais números e sabe escrever o seu nome próprio sem qualquer ajuda. Aprendeu muitas coisas na escolinha, mas ainda não aprendeu o que eu considero fundamental: a ser um menino bem menos tímido e mais conversador quando está fora de casa. Isto tem trazido alguns "problemas" pois tenho sempre que explicar que esse comportamento introvertido só acontece fora de casa...

 

É incrível a quantidade de perguntas e reflexões que ele pode fazer, às vezes, tantas que nem sempre conseguimos ter respostas para as suas curiosidades. Passa a vida a perguntar "porquê" e quando não quer fazer alguma coisa as frases mais ouvidas são o "não consigo" e "estou cansado". 

 

Só quem o conhece bem é que sabe, que por detrás deste menino rebelde e tímido, existe um menino com um coração cheio de amor... Um super mano que fica zangado porque o mano lhe desarruma o quarto e destrói tudo o que ele cuidadosamente faz... Um super mano que, por esse motivo, não deixa o mano entrar no quarto, mas que apesar disso não consegue viver sem ele, enchê-lo de beijos e abraços e ensinar-lhe palavras carinhosamente... 

 

É incrível olhar para trás e ver todo o percurso que ele fez até aqui... Não vou negar que foi um caminho difícil, cheio de medos e inseguranças, e muitas vezes resolvido no meio de um turbilhão de emoções... O Gui foi talvez o nosso maior desafio, talvez por ser o nosso primeiro filho...  Foi com ele que descobrimos que, afinal, aquilo que nós ensinamos é muito inferior àquilo que aprendemos com ele... Talvez seja este o segredo para o tamanho de todo o nosso AMOR!

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FELIZ DIA DA CRIANÇA

O tempo que gastamos com as nossas crianças nunca é tempo "mal gasto" ou desperdiçado!  

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E quem disse que este dia é apenas para as crianças comemorarem? Cante, salte, dance, brinque e corra como se tivesses voltado no tempo... Não há nada como brincar!

Feliz Dia das Crianças em Especial para as todas as crianças da nossa vida!

CADA CRIANÇA É ÚNICA

Mãe de dois

Enquanto que o Martin sempre adormeceu sozinho no berço, o Gui sempre teve necessidade de um contacto permanente... Tanto que ainda hoje o Gui é assim...

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Depois dele adormecer, eu e o R. tornamos a ir para a sala ver televisão, e no final da noite, bem já tarde, encontrarmo-nos os três, a dormir juntinhos!

Sei que muitos de vocês vão criticar ou achar estranho, mas nós não nos importamos nadinha... Já fizemos vários testes para ele dormir no quarto dele, tal como faz o Martin, mas não adianta, acaba sempre no nosso quarto... No final, o R. olha para mim e chegamos à conclusão que nós também precisamos daqueles pezinhos e daquelas mãozinhas bem em cima de nós... E eles crescem tão rápido que há que aproveitar esta fase em que eles nos pertencem só a nós!

Quem mais concorda com isto?!

 

O QUE EU APRENDI COM A MATERNIDADE

"Aprendi que ser mãe dói.

Mas dói mesmo!

Doeu quando estava grávida, e senti um medo angustiante do nosso futuro.

Doeu não me sentir apta, preparada para receber um bebé.

Doeu ter as contrações do parto normal.
Doeu ver que na amamentação o leite não desce tão rápido como queríamos, que os seios ficam magoados com a sucção, e que a amamentação nem sempre é maravilhosa.

Doeu a incapacidade de acalmar um choro ou uma cólica, e a culpa de simplesmente querer dormir.

Doeu abrir mão da própria vida para poder viver a de outro alguém.

É, doeu!

Aprendi também que ser mãe ensina.

Ensina a ser forte, e a ser mais corajosa.

Ensina a dar valor às coisas mais simples, como um sorriso no meio da madrugada ou um abraço depois de uma birra. 

Ensina a respirar e contar até dez, mesmo que a paciência esteja por um fio.

Ensina a ter mais atenção, a se preocupar com coisas antes descartáveis.

Ensina que muitas vezes podemos errar por muito que nos esforcemos para que as coisas corram bem, e que às vezes as coisas podem ficar descontroladas mesmo que tenhamos toda a informação necessária.

Ensina a priorizar as coisas, de tal forma que coisas que até ali eram imprescindíveis para nós deixam de ter qualquer importância.

Ensina a relaxar, a cantar, a deixar os brinquedos espalhados, as panelas no fogão, e ensina a parar para descansar.

Ensina a ler as bulas dos medicamentos e a fazer arranjos com balões.

Ensina a admirar os bichinhos e a sujar-se.

Aprendi que ser mãe tem dois lados.
Não é fácil! É um trabalho árduo, sem folgas ou feriados. Mas a recompensa é magnífica.

Aprendi a não julgar outra mãe.
Tal como eu, ela tem a sua luta diária, a sua batalha individual, a sua própria culpa, o seu próprio remorso.

Aprendi que educar é muito difícil e exige dedicação e paciência. O que eu acho certo para os meus filhos talvez não seja o mesmo que as outras mães pensam e eu tenho que respeitar isso.

Aprendi a entender a minha mãe. Passei a repetir tudo que ela fazia, passei a ser mais grata a ela, a reconhecer o tamanho de tudo o que ela fez por mim.

Aprendi a cuidar de mim, pois eu preciso cuidar de alguém.

E acima de tudo, aprendi que tudo vale a pena, que tudo é justo, quando se tem alguém para amar INCONDICIONALMENTE.

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(Texto adaptado de Cinthia Oliveira As Crônicas da Lisah)

QUESTÃO EXISTENCIAL

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Alguém tem uma opção melhor?

Quem mais sofre do mesmo problema?! (Eh... Eh... Eh...)

PRECISA-SE DE UMA BRUXA

Humor na Maternidade

Ontem fui trabalhar, e quando vinha a caminho de casa, estava com aquela sensação de férias de Páscoa... Tínhamos programado ir à Alemanha, como fazemos deste que cá estamos, mas com as restrições impostas ficamos limitados a ficar aqui...

Entrei em casa, toda contente, mas assim que o R. apareceu a dizer que tinha notícias menos boas, fiquei imediatamente preocupada...

O Gui tinha vindo da escolinha com diarreias, cheio de cólicas e sempre a correr para a casa de banho...  

O Martin tinha escorregado na casa de banho ao sair do banho, e caiu para a frente, de cabeça, sem qualquer apoio... Tinha sangrado imenso do nariz, tinha uma marca na testa e o nariz inchado, que mais parecia o Batatinha...

Nem queria acreditar no que o R me acabava de contar.... Para ficar mais tranquila, liguei para o Centro de Emergência Médica para saber se seria pertinente levar o Martin às Urgências... O meu maior receio era que ele tivesse fracturado o nariz... Do outro lado, a médica, disse que não seria necessário, apenas precisávamos de estar atentos para avaliar se o seu comportamento não mudava.

Ao Gui dei-lhe um antidiarreico e o paracetamol para acalmar a dor de barriga...

Uma hora e meia depois, com o Martin e o Gui já a dormir, o ambiente tornava a ficar tranquilo. Felizmente, a noite foi calma e de manhã o ambiente parecia novamente normal...

Mesmo assim, não pude deixar de voltar a pensar que ultimamente parece que tudo nos acontece, e a nossa vida gira em torno de médicos e hospitais... Acho que precisamos de "ir à Bruxa"! 

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SE PUDESSE FICARIA DOENTE NO TEU LUGAR...

Mãe sofre a dobrar!

Faz hoje precisamente uma semana que o Martin ficou internado no serviço de Pediatria, depois de ter sido encaminhado para o serviço de urgências... 

 

Tudo começou dois dias antes, com o Martin a fazer febres altas de 39 e tal na quarta-feira, atingindo os 40.7 º C na quinta-feira... Foi a primeira vez que vi o Martin realmente doente... Chorava facilmente, irritava-se com tudo, só queria colo, e quando a febre começava a subir tinha imensos tremores... Estava demasiado desconfortável...

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E ao contrário do Gui que com 37.5 º C já está estendido no sofá com ar de doente, o Martin nunca tinha ficado assim, mesmo com febre ele mantinha toda a energia que tanto o caracteriza... Mas desta vez as coisas estavam realmente muito diferentes o que nos deixou muito preocupados...

 

Na quinta-feira, liguei para a Pediatra dele para saber se o podia observar, nas não tinha nenhuma disponibilidade nem para aquele dia nem para o dia seguinte, por isso marquei consulta de urgência numa outra Pediatra que fica mais longe, mas que também costumamos ir, mas só havia vaga para o dia seguinte... 

 

Na noite de quinta para sexta-feira, ainda hesitamos levá-lo à urgência, porque a febre, além de ser alta, demorava a descer com o paracetamol, e quando descia era por pouco tempo, mantendo-se nos 38º C... Mesmo assim, e com medo que o Martin pudesse apanhar "outra coisa qualquer" no hospital, optámos que iria à Pediatra no dia seguinte...

 

Aquela noite tinha sido muito curta, por isso quando acordamos, o Martin estava super cansado, e por incrível que pareça, 4h30 depois de ter tomado o paracetamol, exactamente na hora da consulta, a temperatura era só de 37.7º C... Apesar disso, o Martin chorava a cada aproximação da Pediatra, notava-se que alguma coisa não estava bem... A médica examinou-o mas não viu qualquer problema que pudesse levar o Martin a ter aquele quadro de febre, por isso achou pertinente fazer um teste rápido para determinar a quantidade de proteína C reactiva (conhecida pela sigla PCR, é uma proteína produzida no fígado, cuja concentração sanguínea se eleva radicalmente quando há uma infecção viral ou bacteriana). O teste consiste em picar um dedo e colher uma gota de sangue para ser analisado num aparelho portátil, o resultado é revelado em poucos minutos.

Assim que fez o teste, o valor era anormalmente elevado, por isso, e de forma a despistar uma possível infecção mais grave, fez uma carta e encaminhou o Martin para o hospital...

 

Chegamos ao hospital por volta das 11h30, fomos atendidos uns 15 minutos depois... Fez análises ao sangue, colheita de urina, colheita de fezes, Rx ao tórax, teste à Covid-19... A febre voltava a subir, o desconforto dele era visível... A PCR estava realmente elevada, o Martin tinha todos os critérios para ficar internado... 

 

Felizmente, nunca deixou de comer, comia menos mas comia, e todas as vezes que eu lhe dizia para beber água, ele cumpria rigorosamente o que lhe pedia... 

 

Três horas depois de chegarmos ao hospital, o Pediatra informava-me que o Martin teria que ficar internado para avaliar a evolução do quadro clínico... Liguei ao R e contar-lhe o que eu já temia, e num misto de medo não consegui passar-lhe a informação sem chorar... Tinha o coração bem apertadinho, mas sabia que tinha que ser mais forte e mostrar mais confiança e paz ao Martin... Respirei fundo, engoli em seco, e prometi que iria dar o melhor de mim...

 

Subimos para o internamento às 16h... Eu sem comer desde as 7h30, e o Martin com um biberão, dois iogurtes e uma fruta no estômago, nunca ninguém se preocupou em saber se precisávamos de comer... Felizmente o R. tinha autorização para entrar no serviço e trazer tudo o que fosse preciso, tinha receio que com a Pandemia ele não pudesse vir... 

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No sábado, o Pediatra confirmava que os exames estavam todos negativos, com a excepção da PCR... Tornou a colher análises e o resultado mantinha-se alto... A febre era menos frequente... No domingo, tornava a colher análises ao sangue... A PCR tinha descido para quase metade, e apesar de continuar alta, o Martin estava novamente em forma e sem febre desde o dia anterior, por isso tivemos alta do hospital...

 

Regressamos na quarta-feira para colher novas análises e ter consulta com o Pediatra... E ontem soubemos que tudo estava normal, o Martin tinha tido uma infecção viral.

 

Foram apenas 3 dias no hospital, que pareceram 3 meses... Ver o Martin internado, sem termos um diagnóstico do que ele tinha foi o mais preocupante... E por mais forte que possamos ser, ou por mais conhecimentos que tenhamos, a partir do momento que um filho fica doente nós também ficamos doentes...

Quem me dera que quando um filho ficasse doente, pudessemos trocar de lugar com ele... Sem pensar duas vezes eu trocaria de lugar com ele!

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LEIA COM ATENÇÃO

Presta bem atenção, é muito importante.


Se estiveres no supermercado e vires um bebé a fazer birras, aos berros enquanto a mãe já não sabe o que fazer, tenta ser a palavra de consolo. O respiro daquele momento.


Se uma criança esbarrar contra ti no shopping e derrubar tudo o que tu tens, pensa muito bem antes de olhar com cara de desaprovação, com certeza a mãe não gostaria que isso tivesse acontecido. “Não foi nada, está tudo bem, ele é só uma criança" - é sempre a melhor resposta!


Se observares uma mãe atarantada colocando as compras no carro enquanto o filho chora, procura ser a pessoa que oferece ajuda.


Se fores visitar a casa de alguém que tem filhos, não sejas apenas “visita”. Procura ser útil naquele ambiente. Há sempre algo que tem de ser feito.


Se estás no parque e vires uma criança respondendo com malcriação para a mãe, dá uma palavra de carinho.


Quando um bebé chorar no avião atrás de ti não olhes com "cara feia", a mãe de certeza é a que mais gostaria que ele parasse de chorar.


Criar e cuidar de seres humanos é o trabalho mais “trabalhoso” do planeta. Não há fins-de-semana, feriados e muito menos férias.
Acredita, toda a Mãe precisa do teu apoio, amor e compreensão!

 (Adaptado do livro "Mãe Fora da Caixa")

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Bom fim-de-semana!

 

NÃO ENSINE O SEU FILHO A COMPARTILHAR - PARTE 2

De acordo com a Dra. Laura Markham (autora do livro “Peaceful Parent, Happy Siblings”, “Pais tranquilos, filhos felizes”, em português), forçar crianças a compartilhar não ensina as lições que nós queremos que elas aprendam”. Segundo ela, o objetivo é que as crianças cresçam e se tornem pessoas generosas, que sejam capazes de perceber e corresponder com as necessidades dos outros. Não devemos permitir que as crianças sintam que é preciso pararem o que estão a fazer para "dar" alguma coisa para outra criança só porque ela pediu. 

 

De acordo com ela, se forçarmos as crianças a compartilhar, só vamos conseguir que a criança pense que:

– se chorar o bastante, vai conseguir o que quer, mesmo que alguém já tenha o que quer;

– os pais estão sempre a comandar, por isso se eles tiverem mais ou menos paciência, vai poder jogar com isso para implorar pela sua vez;

– não gosta do irmão porque está sempre em competição com ele;  

– é gananciosa, mas que é necessário para ter o que merece;

– que o melhor é brincar rápido e de qualquer forma, mesmo que parta alguma coisa, pois não vai ter o que quer por muito tempo;  

– se gritar bem alto muitas vezes para reclamar, os pais vão acabar por ficar cansados e vão deixá-lo mais tempo com o brinquedo. 

 

O que devemos fazer então?

De acordo com a Dra. Markham, em vez de ensinar a compartilhar, devemos oferecer recursos para que elas saibam lidar com essas situações. O objectivo é que a criança perceba quando a outra quer brincar, e que ela garanta que essa criança vai poder brincar. E quando o outro tiver alguma coisa que a criança queira, nós esperamos que ela tenha o controle sobre os seus impulsos e não arranque o brinquedo da mão da outra criança, queremos que ela use palavras para entrar num acordo e poder brincar depois.

 

Ao ensinar as crianças a defenderem-se e a falar por si mesmas (e não imediatamente compartilhar os seus brinquedos), elas não vão esperar que alguém diga quando é a vez delas com o brinquedo e assim, vão poder brincar de forma mais livre. 

 

Forçar a criança a compartilhar, enfraquece a habilidade de aproveitar a brincadeira, além de enfraquecer a relação com o irmão, criando-se uma competição constante. A criança acaba por não absorver a experiência da satisfação e nem da generosidade com o outro, explica a Dra. Markham. 

 

O ideal é encorajar para que haja uma autorregulação dos "turnos" com os brinquedos, é a criança que decide por quanto tempo vai brincar e assim, vai aproveitar completamente o momento. Depois disso, ela vai dar para a outra de "coração aberto”. A Dra. Markham, acredita que isso vai ajudar a criança a ficar mais satisfeita por fazer outra pessoa feliz, acabando por ensinar a generosidade. Por sua vez, ela acredita que a experiência mais educativa ensina à criança: 

– que pode pedir o que quer. Algumas vezes vai conseguir o brinquedo mais rápido outras vezes vai ser necessário esperar um pouco;

– que pode chorar, embora não signifique que vá conseguir o brinquedo;

– que nem sempre consegue o que quer, mas que consegue algo bem melhor, pois os pais vão sempre entender e ajudar;

– que depois de chorar, vai sentir-se melhor;

– que pode brincar com outra coisa e aproveitar na mesma, enquanto que aprende a esperar pela sua vez; 

– que não tem que chorar para conseguir o que quer mais rapidamente, que cada um tem que esperar pela sua vez, pois mais tarde ou mais cedo todos conseguem; 

– a gostar do irmão quando este lhe dá o brinquedo; 

– que pode brincar o tempo que quiser, pois ninguém vai entregá-lo para o irmão. Quando ele terminar de brincar, vai entregar ao irmão, sentindo-se  uma pessoa generosa.

 

No final, o resultado é uma criança paciente, empática e bem preparada para lidar com situações mais complexas no futuro, sem falar que teremos uma família bem mais tranquila e feliz

 

 

Claro que é preciso estar ciente que esta metodologia tem que ter em conta a idade da criança. É natural que na primeira infância, a criança acha que tudo é apenas dela, inclusive a mãe e o pai, e até que as coisas acontecem por causa dela, daí emprestar não vai ser uma alternativa.

Por volta dos dois anos de idade, no auge do egocentrismo, a criança ainda não consegue verbalizar e reage com o corpo. Por exemplo, pode passar pelo irmão e arrancar-lhe o brinquedo da mão, porque na sua fantasia, o mundo gira ao seu redor, o outro não existe e o seu desejo é ter aquilo. Mais tarde, com a linguagem mais desenvolvida, a criança vai criar argumentos: "Não quero emprestar porque ele não é meu amigo". Tudo isto faz parte do desenvolvimento infantil, é parte do amadurecimento da criança e não vai durar para sempre. É preciso ter consciência que não há nada de errado, é apenas a construção da personalidade.

No fim da primeira infância, por volta dos seis anos de idade, é comum o sentimento de posse diminuir consideravelmente. A criança começa a compreender o seu espaço, que existem pessoas com quem precisará dividir o mundo, a situação muda e o compartilhar fica mais fácil, embora não deva ser forçado. adulto tem que respeitar que nem sempre se deve dividir, assim como ele próprio não empresta tudo o que tem aos amigos. 

 

Vivemos num mundo bastante acelerado. Queremos que tudo aconteça à nossa maneira e no nosso tempo, e acabamos por passar por cima de etapas importantes para o desenvolvimento cognitivo da criança. Por isso, se o seu filho ainda não aprendeu a dividir e compartilhar as suas coisas, respire, está tudo bem, afinal é bem normal que assim o seja... Nós cá vamos continuar a "respirar fundo" porque ainda temos muitas "brigas" por vivenciar em casa...

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E por aí, como tem sido "compartilhar" entre irmão, primos ou amigos?

NÃO ENSINE O SEU FILHO A COMPARTILHAR - PARTE 1

O Gui nunca foi um bebé egoísta, sempre gostou de compartilhar tudo, com adultos ou até crianças que não conhecia... E ao contrário do que tínhamos imaginado, quando o Martin nasceu o seu comportamento pouco ou nada mudou, talvez porque o mano não andasse, os brinquedos do mano eram de "bebé" e os dele não os podia emprestar ao mano ..

 

O tempo foi passando, o Martin e o Gui foram crescendo... E neste último Natal, as coisas começaram a ficar diferentes... Com tantos brinquedos novos o Gui surpreendentemente achou que era crescido... E num dos  fins-de-semana em que fui trabalhar cheguei a casa e encontrei o quarto do Martin todo atulhado de coisas do Gui... Perguntei ao R. o que tinha acontecido, mas foi o Gui que se apressou a dizer que não queria mais aqueles brinquedos porque eram de bebé e por isso podiam ser para o mano...

Fiquei incrédula com aquele gesto de amor, e o meu coração de mãe sentiu-se tão orgulhoso que achei que tudo iria permanecer assim tão maravilhoso, pelo menos, por mais algum tempo...

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Tornamos a remodelar os dois quartos de forma a que os brinquedos ficassem melhor organizados e um tempo depois, com o Martin a completar 18 meses, as coisas começaram a ficar bem diferentes... O Martin cada vez mais curioso e atrevido em relação a tudo o que o Gui fazia, e o Gui a sentir-se ameaçado pela presença do mano no seu quarto... Se até ali o Martin apenas se limitava a seguir o Gui, agora o Martin começava a ter vontades próprias...

 

Agora tem sido assim mais assim: o Martin só quer entrar no quarto do Gui para brincar e espalhar tudo no chão, enquanto que o Gui não suporta ver o quarto dele desarrumado, nem quer que o mano entre no quarto dele, já ele pode entrar no quarto do irmão! E se há dias que até correm mais ou menos, há outros que parece que estamos num autêntico campo de batalha... 

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Quem tem filhos sabe bem do que falo, e sabe o quanto é difícil tentar atenuar estes conflitos... 

Quem é que nunca viu duas crianças a brincar, numa sala cheia de brinquedos, e muitas vezes as duas a querer o mesmo?! É nessa altura que a "guerra começa" e junto com ela as crises de choro... Eu sempre fui ensinada a compartilhar, como se fosse algo de bom, no entanto existe um movimento que diz que não devemos ensinar os nossos filhos a compartilhar, da qual a Dra. Laura Markham (autora do livro “Peaceful Parent, Happy Siblings”) faz parte. Uma metodologia bastante interessante onde ela justifica isso de uma maneira válida, trazendo informações valiosas para criarmos os nossos filhos e torná-los pessoas simpáticas e equilibradas.... Mas isso vou deixar para o post de amanhã...

 

E vocês, também lidam com este tipo de conflitos? Como costumam resolvê-los?!

CARNAVAL 2021 💛

Para o meu Super Pai

Este ano o Carnaval não foi muito diferente dos últimos anos, porque na realidade é uma data que não se comemora aqui, nem mesmo nas escolas. Eu faço questão de celebrar este dia porque sei que, mais dia menos dia, eles vão poder festejar esta data em Portugal e não quero que fiquem tão surpresos quando esse dia chegar...

 

A data só teve um toque especial porque foi também o aniversário do meu Super Pai, que mesmo longe esteve bem presente neste dia...

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Nem imaginam o quanto foi difícil tirar esta fotografia, e foi a melhor que consegui tirar... O Gui sempre a complicar, e o Martin sempre a fugir da máquina fotográfica...

NEVOU EM PARIS

Este sábado nevou em Paris, e nos arredores... O Gui estava eufórico, começou a correr pelo jardim com a língua de fora para sentir a neve derreter, dizia ele todo feliz... Já o Martin foi a primeira vez na neve, por isso estava cheio de receio de pisar a neve...

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Um momento que durou apenas um dia, mas que deu para as matar saudades do Gui!

ANO NOVO, VISUAL NOVO...

O Martin, em muitas coisas, é tal e qual o Gui quando era pequeno. Uma das coisas que ele faz igual é passar o dia a procurar ciscos e bocadinhos de cotão no chão e vir a correr para nos mostrar e dizer "cáca"...

Ontem encontrou uma "cáca" diferente no chão da sala, como eu estava a trabalhar, o R fez questão de me enviar a fotografia do que ele tinha encontrado... 

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Fiquei incrédula com aquela fotografia e só imaginei que aquilo poderia ser apenas uma pequena amostra de uma verdadeira "tragédia"... Felizmente não foi o caso porque o Martin denunciou o irmão bem a tempo! 

O cúmulo é que o Gui estava feito mafioso na mesa da sala a fazer uns recortes para colar, quando sorrateiramente quis testar os seus dotes de cabeleireiro...

 

E por aí, quem já passou por um susto destes?!