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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

CONTADO NINGUÉM ACREDITA

Do episódio da minha vizinha

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Esta é uma imagem do século 14, daqui de França... Agora pasmem-se quando eu vos contar a última novidade da minha vizinha do terceiro andar: resolveu montar uma piscina na varanda! Não imagino o tamanho da piscina, porque não tenho visibilidade do meu jardim, mas não deve ser muita pequena...

Agora perguntam vocês: " - Como é que ela faz para esvaziar/mudar a água da piscina?".

É aqui que está a verdadeira génia: pega num recipiente e atira a água cá para baixo, tal como se fazia aqui no século 14!!! São cerca de 20minutos a fazer isto... Agora a estratégia não é deitar a água para o nosso terraço, mas sim para o lado que dá para o condomínio... A sorte é que, no momento, os apartamentos do segundo e primeiro andares encontram-se vazios, mas confesso que estou ansiosa que ela encontre alguém que a enfrente como ela merece!

 

Resultado: apesar da água não cair do meu lado, confesso que me incomoda e muito, sem falar que passei a semana a ter pingas de água a cair do tubo que dá para o meu terraço!

 

HÁ VIZINHOS E VIZINHOS...

A semana passada, eram 20h30, quando a campainha de casa tocou... Fui até à porta, e do outro lado estava um jovem que parecia querer entregar uma encomenda... Assim que abri a porta, o jovem perguntou-me se havia algum risco de deixar fora da porta uma encomenda para a minha vizinha... Assim que ele apontou para a porta, e vi um colchão de casal encostado à parede, respondi-lhe que não me parecia que alguém iria fugir com um colchão às costas ou dentro de um carro tão facilmente... Esta minha resposta deu motivo para uma tímida gargalhada, e ainda lhe respondi que não poderia ficar com a encomenda porque não conhecia os novos inquilinos, pois tinham acabado de se mudar para cá... Mesmo assim, ele decidiu deixar a encomenda e pediu-me que se ouvisse um barulho, no corredor, mais suspeito, para "espreitar" pela porta, não fosse o colchão evaporar-se dali... É óbvio que que com o Gui e o Martin era impossível apercebermo-nos de tal coisa, e confesso até que nunca mais quis saber do raio do colchão...

 

De manhã, quando acordei, tinha um bilhete com uma mensagem da minha nova vizinha a agradecer-me por ter recepcionado a encomenda! Fiquei incrédula a olhar para o bilhete pois a meu ver não tinha feito nada de mais, e muito menos estava à espera de um agradecimento destes... Um gesto simples que me deixou com um grande sorriso logo de manhã! Afinal parece que ainda existem por aqui vizinhos simpáticos...

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