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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

O GUI FAZ 6 ANOS 💙

Feliz Aniversário para o meu Príncipezinho Gui, aquele que me ensinou a ser Mãe.. ♥️
Nem tudo são rosas, nem todos os dias são coloridos como esperávamos... E eu sei que sabes disso. Há dias que parecem combates, que parecem não ter fim, e eu questiono-me se estou a ser uma boa Mãe... As noites mal dormidas, as birras, as "guerras" com o teu irmão, a tua personalidade a querer afirmar-se e a desafiar-me, levando-me muitas vezes ao "limite"... Depois lembro-me do teu sorriso, dos teus abraços apertados, do teu "desculpa mamã", do teu "gosto de ti daqui até à Torre Eiffel e voltar" e tudo passa...
É incrível como mudaste a minha vida para melhor, porque apesar de todos os desafios da maternidade, foi contigo que me tornei uma pessoa melhor! ♥️

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DEPOIS DAS FÉRIAS...

Parece impossível, mas cada vez que vamos há algum lado um dos dois fica ou vem doente...

Desta vez foi o Gui, um dia depois de cá chegarmos, começou com febre, dores de cabeça e garganta... Fomos ao médico e descobrimos que está com uma faringite!

Resultado: depois de ter faltado uma semana à escola por termos feito uma semaninha de férias, hoje teve que faltar e amanhã também não vai...

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SOBRE SER MÃE ♥️

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OS ÓCULOS DO GUI

Fomos ao oftalmologista no início de Março para avaliar a visão do Gui após a correção com os óculos... Segundo ela, embora a visão tenha melhorado, o Gui irá precisar de óculos durante algum tempo (e sem certezas se não será para sempre), por isso a graduação das lentes foi alterada...

Assim que pudemos, fomos a um oculista, e depois do Gui escolher o que gostava, encomendamos os óculos...

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Levantamos os óculos exactamente no dia 26 de Março, e no dia 25 de Abril os óculos estavam assim...

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O cúmulo é que foi o R. que ficou com o "pedaço nas mãos" enquanto limpava boa óculos! Ficamos os dois incrédulos a olhar um para o outro sem perceber como raio aquilo foi acontecer...

Ontem fui à loja e não colocaram nenhum problema em trocá-los, o problema é que eu tenho receio que isto se torne a repetir...

Haver vamos...

BOLINHAS DE NATAL?!

Ontem quando cheguei a casa do trabalho, o Gui correu, todo contente, até mim... Na mão trazia 5 papéis pintados e recortados...

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Nada mais que 5 bolas de Natal! Ainda pensei que seria um trabalho feito no Natal, mas não, tinha sido feito ontem... Ainda pensei criticar negativamente aquela atividade feitas nos tempos livres, mas ele vinha tão contente que seria desagradável da minha parte se eu lhe fizesse isso...

A ele não lhe disse nada, mas o meu cérebro ficou perplexo com o investimento que é feito nas crianças...

 

Está certo que o clima que temos tido por aqui mais parece que vem aí o Natal, mas valha-me Deus se custava alguma coisa imprimir uns coelhos ou uns ovos de Páscoa para as crianças colorir! A isto eu chamo a lei do menor esforço... Para não ser desagradável e não lhe chamar outra coisa...

A IDADE DOS PORQUÊS?

Gui

Ontem de manhã, quando íamos a sair de casa para a escola o Gui olhou para mim muito espantado e perguntou-me:

- Porque tens as orelhas furadas?

Sem saber muito bem o que lhe havia d dizer, respondi:

- Porque gosto, mas tu também podes furar se quiseres...

No mesmo instante o Gui respondeu:

- Sabes que isso faz mal à pele, não sabes?! 

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Abri a porta de casa para sairmos e tentei não rir... E sem mais perguntas, seguiu para o carro com o Martin como se me tivesse dado uma lição...

O ENSINO FRANCÊS DOS 3 AOS 5 ANOS

Já aqui falei da obrigatoriedade do ensino a partir dos 3 anos, hoje decidi dar a uma opinião geral sobre o programa escolar...

Confesso que quando o Gui entrou para a escola o meu coração de mãe ficou bem apertadinho pois sabia que o iria deixar num lugar de "poucos afectos", seria obrigado a crescer e a defender-se sozinho... E foi exactamente isso que aconteceu, nestes 3 anos não se cruzou com nenhuma educadora nem auxiliar capaz de o cativar... E nem eu me consegui identificar com ninguém... Neste "corre-corre" que existe aqui, dá ideia que as crianças são olhadas como mini adultos, exigem-se comportamentos e posturas que não deveriam impôr-se a crianças tão pequeninas... Passam demasiado tempo fechadas em salas de aulas, sentados, em mini-grupos a fazer trabalhos atrás de trabalhos... O tempo de recreio é insignificante para quem tem tanta energia para correr e explorar o Mundo...  

Aprendem as escrever, a contar, ouvir histórias, até têm mini-aulas de ginástica... Mas acho que falta o fundamental: o gosto pelo trabalho de equipa, a importância de fazer amigos e ajudar o próximo... Tudo isto agravado com a Pandemia, que os separou até no recreio e os isolou ainda mais!

É óbvio que fico orgulhosa quando vejo o empenho do Gui em escrever o seu nome, copiar números e até fazer contas...

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Mas acho que existem coisas bem mais importantes que deveriam ser consolidadas nestas idades para que no futuro tenhamos adultos responsáveis e felizes!

NATAL NO PARQUE ASTÉRIX ♥️

Hoje trago fotografias do nosso domingo no Parque Astérix... 

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Tal como estava previsto, acordamos no domingo de manhã mais cedo do que costumamos acordar quando ficamos em casa...

O Gui foi o primeiro a achar super estranho acordarmos "de noite" e depressa perguntou se não nos teríamos enganado na hora... 

Meio desconfiado, começou a fazer imensas perguntas... Cada vez mais curioso, e sem percebermos porquê, "atirou para o ar que já sabia que íamos de autocarro dar um passeio"...

Ainda hoje não sabemos como raio ele disse aquilo pois tirando os transfers de avião onde vamos de autocarro, nunca fomos a lado nenhum neste meio de transporte...

 

Num envelope colocamos o papel das indicações sobre o nosso dia e um desenho do Astérix e quando íamos a caminho do hospital entregamos o envelope, pois sabíamos que ao chegar toda a gente ía estar a falar do mesmo e deixaria de ser surpresa... Mal abriu o envelope, rasgou um sorriso de orelha a orelha e adivinhou de imediato onde íamos passar o dia...

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Ao contrário da última vez em que andamos nas atracções mais "loucas", desta vez apenas desfrutamos das atracções infantis já que o dia era especialmente dedicado aos mais pequenos!

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Um dia muito cansativo e repleto de surpresas... E ao cair da noite ainda tivemos direito ao magnífico fogo de artifício!

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O mais giro é que eles nem imaginam que vão ter direito a um dia ainda mais mágico do que este!

A PONTE QUE FALTAVA ENTRE OS PAIS E A ESCOLA

Este ano, e pela primeira vez, a escola do Gui aderiu à aplicacção "Klassly", uma aplicação que permite aproximar a escola dos pais de forma a que possamos estar mais informados sobre o que os nossos filhos fazem na escola. Desta forma, e com a autorização dos pais, as crianças podem ser fotografadas a fazer actividades, as actividades podem por si só ser fotografadas, ou simplesmente podemos comunicar mais facilmente com a professora.

 

A professora do Gui tem enviado fotografias em privado, e no grupo em geral, o que nos deixa mais tranquilos sem falar que podemos falar sobre o que ele fez na escola...

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Provavelmente a aplicação já existe em vários países, pessoalmente só tive acesso este ano a ela, mas tenho que reconhecer que poderia até ser obrigatória em todas as escolas pois é uma ajuda preciosa a todas os níveis!

 

E por aí, também têm acesso a este tipo de comunicação com a escola dos vossos filhos?

"EU SEI MAMÃ"

Televisão

Ontem estávamos a conversar quando o Gui disse algo do género:

- "Eu sei mamã, eu tenho na minha cabeça uma televisão, eu lembro-me de tudo, quando tinha 3 ou 4 anos...

Achei interessante esta afirmação que ele fez, ao comparar-se com uma televisão, pois nunca ninguém fez tal afirmação aqui em casa. Fiquei tão curiosa que fiz uma pesquisa rápida pela internet para ver se encontrava algo a este respeito... Encontrei um site, onde descrevem um estudo sobre o que as crianças pensam sobre o que aprendem na televisão...

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Um dos exemplos dados, nesse estudo, é o do Gabriel, um menino de 12 anos que faz um desenho (que eu coloquei neste post) onde apresenta uma equação matemática: televisão mais cabeça de criança igual a ideia inteligente ou inteligência (como está escrito no alto da lâmpada). Segundo este estudo, as crianças reconhecem o caráter educativo da televisão e são capazes de avaliar o que a televisão pode ou não lhes oferecer do conjunto dos saberes que acreditam serem necessários para transitar na sociedade.

Perante isto, é caso para dizer que o Gui parece que entendeu a mensagem sobre a "importância da televisão", ou se não o fez, está muito perto disso!

FIM DAS FÉRIAS DE VERÃO

Faz hoje uma semana que as nossas férias de Verão acabaram... Passaram demasiadamente rápido e ficaram muitas coisas por fazer mas mesmo assim deu para recarregarmos baterias...

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O pior é saber que, tal como aconteceu este ano, só tornamos a ir a Portugal nas próximas férias de Verão...

HIPERMETROPIA INFANTIL

Em seguimento do post de ontem, hoje venho falar da consulta de oftalmologia do Gui, que acabou por correr super bem depois de lhe termos prometido uma mochila que ele tanto queria... Diga-se que a oftalmologias também ajudou imenso pois nunca o pressionou fazendo a consulta ao seu ritmo, deixando-o à vontade.

 

O Gui foi capaz de ver tudo direitinho, embora algumas vezes sentia-se alguma hesitação... E quando lhe colocaram as gotas para dilatar as pupilas e a médica avaliou os olhos, verificou que afinal tinha uma hipermetropia bilateral.

 

Confesso que desconhecia este problema de visão, mas depressa descobri que é algo bastante frequente em crianças, sendo facilmente diagnosticada e tratada, mas para isso é fundamental que os pais estejam atentos. 

 

É necessário estarmos conscientes que o sistema visual de uma criança não está completamente desenvolvido aos 4 anos de idade, muito pelo contrário, ele será aperfeiçoado até aos 10 anos. Nesta fase, muitos acidentes ou doenças podem comprometer o desenvolvimento visual, e quando não são tratadas rapidamente, podem resultar em défices visuais que não poderão ser corrigidos pela perda da janela de desenvolvimento global infantil.


1. O que é a hipermetropia infantil?

A hipermetropia, enquanto erro refrativo, origina sérias dificuldades para o olho focar os raios de luz. Ou seja, num olho normal, os raios refratam-se uniformemente sobre uma pequena área da retina para criar imagens nítidas, já num olho com hipermetropia, os raios de luz entram no olho concentrando-se atrás da retina, em vez de diretamente nela.

IMG_1966.JPGUma criança que sofra de hipermetropia ocular está em constante esforço visual para ver com nitidez, sentindo deste modo mais dificuldade na visão ao perto do que na visão ao longe.
A luz pode concentrar-se atrás da retina por uma das três razões:

  • o globo ocular é muito curto;
  • a córnea não é suficientemente curva,
  • ou o cristalino não é suficientemente espesso.

Existem 3 graus de hipermetropia:

  • Ligeira, de 0 a 2 dioptrias;
  • Moderada, de 2 a 6 dioptrias;
  • Alta, superior a 6 dioptrias.



2. Quais são os principais sintomas?

  • A criança esfrega frequentemente os olhos e lacrimeja. A luz gera desconforto visual o que a leva a preferir brincar ao ar livre, para não ter a necessidade de focar os objetos;
  • Franze muito os olhos na presença da luz;
  • Tropeça com mais facilidade;
  • Revela dificuldade em reconhecer imagens;
  • Converge excessivamente os olhos;
  • Dores de cabeça frequentes.

 

3. Quais são as potenciais causas?

A maioria dos casos estão associados a fatores genéticos, por isso quando existem fortes suspeitas de história familiar de hipermetropia e estrabismo convergente, o exame oftalmológico deve ser antes dos 2 anos de idade. Quanto mais cedo for detetada maior será a garantia de recuperação visual.

No entanto, pode não existir histórico familiar, não fosse este o desvio de refração mais comum nesta fase etária.

Se no início a hipermetropia consegue passar despercebida, assim que as oscilações começam a surgir, a criança pode começar a manifestar irritabilidade, ardência nos olhos em conjunto com os sintomas já referenciados. O primeiro sinal de alerta poderá ser a alteração de comportamento.


4. Quais são os tratamentos da hipermetropia infantil?

Assim que é diagnosticada, pode ser facilmente corrigida com o recurso a óculos ou com lentes corretivas. 

De uma forma geral, o grau da hipermetropia vai diminuindo à medida que o olho cresce e, a grande prova disso, é que algumas crianças deixam de usar óculos na adolescência ou na idade adulta. Outras, por volta dos 20 anos e, dependendo sempre do caso e da estabilidade do erro refrativo, poderão ser submetidas a uma cirurgia de correção.

A hipermetropia infantil de graus elevados, não corrigida, pode ocasionar estrabismo convergente (olhos desviados para dentro). Isso acontece porque a criança precisa de fazer muito esforço para focalizar, desta forma, o olho perde o alinhamento, ficando desviado para dentro. 

 


A única coisa que o Gui sempre fez foi franzir os olhos na presença da luz, um sinal que acabamos por nunca valorizar... Além disso, a Pandemia acabou por atrasar este diagnóstico. A maior parte das crianças não sabe dizer se não vê bem, pois acredita que a visão que tem é  normal, já que nunca viu melhor. Por isso, a mensagem que pretendo passar é de que a saúde ocular deve ser avaliada desde cedo, pois só assim é que conseguimos agir atempadamente de forma a evitar o comprometimento visual permanente (ambliopia), que está muitas vezes na origem nos problemas de aprendizagem e no desenvolvimento da criança. Por esse motivo, o Martin já tem a consulta marcada para o mês de Novembro, que segundo a oftalmologista já devia ter sido feito antes!

 

E por aí, já tinham ouvido falar da Hipermetropia Infantil? Quando foi que levaram os vosso filhos, pela primeira vez, a um oftalmologista?

MAUS TRATOS

Contado Ninguém Acredita

Nunca mais abordei a conversa que a directora da escola do Gui teve comigo em Abril, um dia antes do confinamento... Mais uma situação marcada pela negativa que ficará guardada para sempre na minha memória... Vamos começar do princípio para enquadrar melhor o que se passou...

 

Aqui em França, aos 3 anos, quando as crianças entram para a escola existe uma avaliação de saúde feita por um médico e uma enfermeira escolar que passam para avaliar os alunos, nomeadamente a visão... Com o aparecimento da Pandemia, o Gui não fez esses testes no primeiro ano que entrou, por isso a avaliação foi feita no início do segundo ano escolar, mais precisamente em Outubro de 2020. Nesse dia, quando fui buscar o Gui à escola, a professora do Gui abordou-me e falou-me que o Gui muito provavelmente teria sérios problemas de visão, segundo a avaliação que tinha sido feita pelos profissionais de saúde, e por isso teria que consultar com alguma urgência um oftalmologista...

 

Fiquei incrédula com aquela avaliação e comecei a imaginar o que teria realmente acontecido: o Gui super incomodado com aquela avaliação, a não olhar para ninguém e a não responder... E as pessoas a achar que ele não respondia porque não via nada! Típico do Gui: fora de casa super tímido e mudo e dentro de casa exactamente o oposto! Expliquei à professora que não estava convencida com aquele resultado mas que iria consultar um oftalmologista rapidamente...

 

E assim foi, marcamos consulta no primeiro oftalmologia de crianças que nos apareceu disponível, e naquele dia tirei as dúvidas: mal entrou no consultório o Gui não disse uma única palavra e mal olhava para a pessoa que o estava a avaliar...

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Nem imaginam como me senti mal, tinha -lhe pedido para colaborar, e até lá dentro quase lhe supliquei para dizer alguma coisa nem que fosse em português... Mas nada adiantou, não deu uma palavra, e a oftalmologista disse que faria então outra consulta mas teria que colocar umas gotas antes... Peguei na prescrição médica, e disse que depois marcava a consulta através do site, pois não conhecia as minha disponibilidades... Na realidade, não tinha gostado nadinha da forma como o Gui tinha sido abordado, cheia de pressas e sem qualquer empatia, mesmo eu explicando previamente como ele era...

 

Entrei no carro e o Gui começou e dizer tudo o que tinha visto, e questionei-o porque motivo não tinha respondido dentro do consultório... É óbvio que não me deu nenhuma justificação plausível, mas eu sabia como ele era e estava consciente que tínhamos um trabalho difícil pela frente...

 

Expliquei à professora o sucedido e disse-lhe que não o ía levar de imediato a outra consulta, que preferia esperar mais um meses até eu o sentir menos tímido, porque este isolamento social todo não o tinha ajudado em nada, que seria mais uma perda de tempo e dinheiro se o fizesse novamente num curto espaço de tempo... Reforcei-lhe que não achava que ele tivesse problemas graves de visão, e que se os tivesse seriam mínimos pois nunca vimos nada de anormal nele... A professora parecia ter concordado, e nunca mais tornou a falar do assunto...

 

Passados 6 meses, a "enfermeira escolar" voltou a passar na escola e fez uma reflexão escrita de que o Gui provavelmente "precisaria de óculos porque escrevia com a cabeça muito colada à folha"... Comecei a imaginar de novo o motivo de tal comportamento: "não querer ser visto ou simplesmente esconder-se... Como seria a abordagem feita por aquela enfermeira?!"...

Naquela semana, fui à escola saber da avaliação do Gui e, sem eu abordar o assunto, a professora disse que também achava que o Gui não tinha nenhum problema de visão grave...

O mais estranho é que uns dias mais tarde a directora da escola teve um comportamento inesperado... Nesse dia, vou levar o Gui à escola, e a directora chama por mim e diz-me que precisa urgentemente de falar comigo porque o Gui tem problemas sérios de visão e eu não me preocupo em levá-lo a um especialista... Por isso, se continuar assim será obrigada a fazer uma "sinalização de maus tratos"!

Nem queria acreditar no que acabava de ouvir, e por uns segundos respirei fundo para não perder a razão, e disse-lhe que achava muito estranho as acusações que ela acabava de me fazer quando na semana passada a professora do Gui tinha falado comigo... Tive que lhe dizer que também eu era profissional de saúde, e se estava a agir assim era por conhecer o meu filho, e que se havia alguém preocupado com ele, era eu!

O cúmulo foi quando ela ainda teve a lata de me dizer que se eu era profissional de saúde ainda era mais grave pois devia estar mais atenta!!! Mais atenta ao quê?! Nem sei como não me passei quando ela fez estas insinuações... E embora estivesse revoltada por dentro, mantive o meu ar super calmo e seguro... Falei-lhe do quanto era difícil colocar o Gui a falar com estranhos, expliquei que era impossível força-lo a falar quando ele simplesmente não queria e disse-lhe que até para mim era muito complicado esta situação porque não compreendia porque motivo ele era assim fora de casa... E disse-lhe que esta Pandemia era a grande responsável por tudo isto pois vivíamos muito isolados agora. No final, disse-lhe que iria marcar uma nova consulta, mas num oftalmologista de confiança, indicado pela Pediatra do Gui, mas que não podia prometia nada...

 

Entretanto, fui à Pediatra do Gui e contei-lhe o sucedido, também ela ficou indignada com aquelas acusações vindas de uma directora de uma escola... A Pediatra ainda tentou ligar para a "enfermeira escolar" para tentar perceber o que se passava mas não estava a trabalhar naquele dia, por isso uns dias mais tarde liguei eu e falei com ela... Enquanto isso, e no mesmo dia, a Pediatra tentou fazer um teste simples de visão, mas mais uma vez o Gui nem uma palavra deu... Gentilmente a Pediatra emprestou-me o material para fazer o teste e disse para eu fazer em casa e o R. filmar para ela ver o resultado... E assim foi, em casa o Gui respondeu tudo direitinho...

 

Mesmo assim, estava determinada a marcar uma nova consulta de oftalmologia, desta vez alguém que tivesse referências... Liguei para a Oftalmologista que a Pediatra me aconselhou e conseguimos consulta 3 meses depois...

 

Quanto à Enfermaria escolar não me inspirou confiança nenhuma, mal me deixou falar, e ainda me aconselhou levar o Gui a um psicólogo porque ela já tinha feito centenas de testes e nunca tinha encontrado uma criança como o Gui, e que não tinha que me sentir mal em pedir ajuda a uma psicóloga pois também ela tinha levado uma vez a filha dela... Sem me conhecer, sem me deixar falar, fez uma série de observações que me deixaram completamente estupefacta, disse-lhe que o problema disto tudo era estarmos isolados/confinados há mais de um ano e que o mais grave disto tudo foi ter a directora da escola a ameaçar-me com uma sinalização de maus tratos!!! 

 

O resto da história fica para um próximo post...

FARTOS DA CHUVA

Nem consigo ainda acreditar que este ano a piscina foi utilizada apenas 4 vezes... Montamos a piscina antes do Verão e, depois da data oficial do Verão, nunca mais veio um dia de calor a sério! Tem chovido tanto como no Inverno, e até o Sol parece que, este ano, decidiu entrar em confinamento... Primavera mal a vimos, e o Verão nem o sentimos ainda!

A 15 dias de entrarmos de férias, decidimos que não valia a pena termos a piscina operacional, por isso ontem esvaziamo-la e guardamo-la para o próximo ano... Quem achou que íamos encher a piscina na sala foi o Martin,  que correu de alegria em direcção à piscina e quis tirar a camisola... O Gui achou engraçado e alinhou na brincadeira também, mas o Martin ficou mesmo aborrecido pois não conseguiu perceber porque motivo a piscina não tinha água e tivemos de o ouvir resmungar durante uma boa hora...

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Resta agora rezar para que as nossas férias de Verão, em Portugal, sejam repletas de muito sol e calor!

 

O QUINTO ANIVERSÁRIO DO GUI ❤️

Para finalizar o mês de Junho, decidi deixar um post que retrata mais um dia feliz, o quinto Aniversário do Gui, celebrado no passado dia 6 de Junho...

 

Como manda a tradição, festejamos este dia ao ar livre, no Domaine de Chamarande, e mais uma vez a Pandemia fez com que nem todas as pessoas pudessem vir. Apenas a minha mãe conseguiu fazer uma super surpresa ao Gui, que delirou com a sua presença por isso, tal como o ano passado, a festa acabou por ser pequenina.

 

Desta vez, o Gui escolheu o tema "Spiderman", um dos super-heróis favoritos dele. Como sempre, a decoração ficou da minha responsabilidade e o bolo tornou a ser confeccionado por mim e pelo R.! Este ano não sei muito bem o motivo, mas foi bem mais fácil esticar a pasta de açúcar e cobrir o bolo por completo.

 

Depois de vermos tudo no sítio, ficamos super contentes por termos conseguido superar as expectativas do Gui...

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