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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

"EU SEI MAMÃ"

Televisão

Ontem estávamos a conversar quando o Gui disse algo do género:

- "Eu sei mamã, eu tenho na minha cabeça uma televisão, eu lembro-me de tudo, quando tinha 3 ou 4 anos...

Achei interessante esta afirmação que ele fez, ao comparar-se com uma televisão, pois nunca ninguém fez tal afirmação aqui em casa. Fiquei tão curiosa que fiz uma pesquisa rápida pela internet para ver se encontrava algo a este respeito... Encontrei um site, onde descrevem um estudo sobre o que as crianças pensam sobre o que aprendem na televisão...

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Um dos exemplos dados, nesse estudo, é o do Gabriel, um menino de 12 anos que faz um desenho (que eu coloquei neste post) onde apresenta uma equação matemática: televisão mais cabeça de criança igual a ideia inteligente ou inteligência (como está escrito no alto da lâmpada). Segundo este estudo, as crianças reconhecem o caráter educativo da televisão e são capazes de avaliar o que a televisão pode ou não lhes oferecer do conjunto dos saberes que acreditam serem necessários para transitar na sociedade.

Perante isto, é caso para dizer que o Gui parece que entendeu a mensagem sobre a "importância da televisão", ou se não o fez, está muito perto disso!

FIM DAS FÉRIAS DE VERÃO

Faz hoje uma semana que as nossas férias de Verão acabaram... Passaram demasiadamente rápido e ficaram muitas coisas por fazer mas mesmo assim deu para recarregarmos baterias...

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O pior é saber que, tal como aconteceu este ano, só tornamos a ir a Portugal nas próximas férias de Verão...

HIPERMETROPIA INFANTIL

Em seguimento do post de ontem, hoje venho falar da consulta de oftalmologia do Gui, que acabou por correr super bem depois de lhe termos prometido uma mochila que ele tanto queria... Diga-se que a oftalmologias também ajudou imenso pois nunca o pressionou fazendo a consulta ao seu ritmo, deixando-o à vontade.

 

O Gui foi capaz de ver tudo direitinho, embora algumas vezes sentia-se alguma hesitação... E quando lhe colocaram as gotas para dilatar as pupilas e a médica avaliou os olhos, verificou que afinal tinha uma hipermetropia bilateral.

 

Confesso que desconhecia este problema de visão, mas depressa descobri que é algo bastante frequente em crianças, sendo facilmente diagnosticada e tratada, mas para isso é fundamental que os pais estejam atentos. 

 

É necessário estarmos conscientes que o sistema visual de uma criança não está completamente desenvolvido aos 4 anos de idade, muito pelo contrário, ele será aperfeiçoado até aos 10 anos. Nesta fase, muitos acidentes ou doenças podem comprometer o desenvolvimento visual, e quando não são tratadas rapidamente, podem resultar em défices visuais que não poderão ser corrigidos pela perda da janela de desenvolvimento global infantil.


1. O que é a hipermetropia infantil?

A hipermetropia, enquanto erro refrativo, origina sérias dificuldades para o olho focar os raios de luz. Ou seja, num olho normal, os raios refratam-se uniformemente sobre uma pequena área da retina para criar imagens nítidas, já num olho com hipermetropia, os raios de luz entram no olho concentrando-se atrás da retina, em vez de diretamente nela.

IMG_1966.JPGUma criança que sofra de hipermetropia ocular está em constante esforço visual para ver com nitidez, sentindo deste modo mais dificuldade na visão ao perto do que na visão ao longe.
A luz pode concentrar-se atrás da retina por uma das três razões:

  • o globo ocular é muito curto;
  • a córnea não é suficientemente curva,
  • ou o cristalino não é suficientemente espesso.

Existem 3 graus de hipermetropia:

  • Ligeira, de 0 a 2 dioptrias;
  • Moderada, de 2 a 6 dioptrias;
  • Alta, superior a 6 dioptrias.



2. Quais são os principais sintomas?

  • A criança esfrega frequentemente os olhos e lacrimeja. A luz gera desconforto visual o que a leva a preferir brincar ao ar livre, para não ter a necessidade de focar os objetos;
  • Franze muito os olhos na presença da luz;
  • Tropeça com mais facilidade;
  • Revela dificuldade em reconhecer imagens;
  • Converge excessivamente os olhos;
  • Dores de cabeça frequentes.

 

3. Quais são as potenciais causas?

A maioria dos casos estão associados a fatores genéticos, por isso quando existem fortes suspeitas de história familiar de hipermetropia e estrabismo convergente, o exame oftalmológico deve ser antes dos 2 anos de idade. Quanto mais cedo for detetada maior será a garantia de recuperação visual.

No entanto, pode não existir histórico familiar, não fosse este o desvio de refração mais comum nesta fase etária.

Se no início a hipermetropia consegue passar despercebida, assim que as oscilações começam a surgir, a criança pode começar a manifestar irritabilidade, ardência nos olhos em conjunto com os sintomas já referenciados. O primeiro sinal de alerta poderá ser a alteração de comportamento.


4. Quais são os tratamentos da hipermetropia infantil?

Assim que é diagnosticada, pode ser facilmente corrigida com o recurso a óculos ou com lentes corretivas. 

De uma forma geral, o grau da hipermetropia vai diminuindo à medida que o olho cresce e, a grande prova disso, é que algumas crianças deixam de usar óculos na adolescência ou na idade adulta. Outras, por volta dos 20 anos e, dependendo sempre do caso e da estabilidade do erro refrativo, poderão ser submetidas a uma cirurgia de correção.

A hipermetropia infantil de graus elevados, não corrigida, pode ocasionar estrabismo convergente (olhos desviados para dentro). Isso acontece porque a criança precisa de fazer muito esforço para focalizar, desta forma, o olho perde o alinhamento, ficando desviado para dentro. 

 


A única coisa que o Gui sempre fez foi franzir os olhos na presença da luz, um sinal que acabamos por nunca valorizar... Além disso, a Pandemia acabou por atrasar este diagnóstico. A maior parte das crianças não sabe dizer se não vê bem, pois acredita que a visão que tem é  normal, já que nunca viu melhor. Por isso, a mensagem que pretendo passar é de que a saúde ocular deve ser avaliada desde cedo, pois só assim é que conseguimos agir atempadamente de forma a evitar o comprometimento visual permanente (ambliopia), que está muitas vezes na origem nos problemas de aprendizagem e no desenvolvimento da criança. Por esse motivo, o Martin já tem a consulta marcada para o mês de Novembro, que segundo a oftalmologista já devia ter sido feito antes!

 

E por aí, já tinham ouvido falar da Hipermetropia Infantil? Quando foi que levaram os vosso filhos, pela primeira vez, a um oftalmologista?

MAUS TRATOS

Contado Ninguém Acredita

Nunca mais abordei a conversa que a directora da escola do Gui teve comigo em Abril, um dia antes do confinamento... Mais uma situação marcada pela negativa que ficará guardada para sempre na minha memória... Vamos começar do princípio para enquadrar melhor o que se passou...

 

Aqui em França, aos 3 anos, quando as crianças entram para a escola existe uma avaliação de saúde feita por um médico e uma enfermeira escolar que passam para avaliar os alunos, nomeadamente a visão... Com o aparecimento da Pandemia, o Gui não fez esses testes no primeiro ano que entrou, por isso a avaliação foi feita no início do segundo ano escolar, mais precisamente em Outubro de 2020. Nesse dia, quando fui buscar o Gui à escola, a professora do Gui abordou-me e falou-me que o Gui muito provavelmente teria sérios problemas de visão, segundo a avaliação que tinha sido feita pelos profissionais de saúde, e por isso teria que consultar com alguma urgência um oftalmologista...

 

Fiquei incrédula com aquela avaliação e comecei a imaginar o que teria realmente acontecido: o Gui super incomodado com aquela avaliação, a não olhar para ninguém e a não responder... E as pessoas a achar que ele não respondia porque não via nada! Típico do Gui: fora de casa super tímido e mudo e dentro de casa exactamente o oposto! Expliquei à professora que não estava convencida com aquele resultado mas que iria consultar um oftalmologista rapidamente...

 

E assim foi, marcamos consulta no primeiro oftalmologia de crianças que nos apareceu disponível, e naquele dia tirei as dúvidas: mal entrou no consultório o Gui não disse uma única palavra e mal olhava para a pessoa que o estava a avaliar...

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Nem imaginam como me senti mal, tinha -lhe pedido para colaborar, e até lá dentro quase lhe supliquei para dizer alguma coisa nem que fosse em português... Mas nada adiantou, não deu uma palavra, e a oftalmologista disse que faria então outra consulta mas teria que colocar umas gotas antes... Peguei na prescrição médica, e disse que depois marcava a consulta através do site, pois não conhecia as minha disponibilidades... Na realidade, não tinha gostado nadinha da forma como o Gui tinha sido abordado, cheia de pressas e sem qualquer empatia, mesmo eu explicando previamente como ele era...

 

Entrei no carro e o Gui começou e dizer tudo o que tinha visto, e questionei-o porque motivo não tinha respondido dentro do consultório... É óbvio que não me deu nenhuma justificação plausível, mas eu sabia como ele era e estava consciente que tínhamos um trabalho difícil pela frente...

 

Expliquei à professora o sucedido e disse-lhe que não o ía levar de imediato a outra consulta, que preferia esperar mais um meses até eu o sentir menos tímido, porque este isolamento social todo não o tinha ajudado em nada, que seria mais uma perda de tempo e dinheiro se o fizesse novamente num curto espaço de tempo... Reforcei-lhe que não achava que ele tivesse problemas graves de visão, e que se os tivesse seriam mínimos pois nunca vimos nada de anormal nele... A professora parecia ter concordado, e nunca mais tornou a falar do assunto...

 

Passados 6 meses, a "enfermeira escolar" voltou a passar na escola e fez uma reflexão escrita de que o Gui provavelmente "precisaria de óculos porque escrevia com a cabeça muito colada à folha"... Comecei a imaginar de novo o motivo de tal comportamento: "não querer ser visto ou simplesmente esconder-se... Como seria a abordagem feita por aquela enfermeira?!"...

Naquela semana, fui à escola saber da avaliação do Gui e, sem eu abordar o assunto, a professora disse que também achava que o Gui não tinha nenhum problema de visão grave...

O mais estranho é que uns dias mais tarde a directora da escola teve um comportamento inesperado... Nesse dia, vou levar o Gui à escola, e a directora chama por mim e diz-me que precisa urgentemente de falar comigo porque o Gui tem problemas sérios de visão e eu não me preocupo em levá-lo a um especialista... Por isso, se continuar assim será obrigada a fazer uma "sinalização de maus tratos"!

Nem queria acreditar no que acabava de ouvir, e por uns segundos respirei fundo para não perder a razão, e disse-lhe que achava muito estranho as acusações que ela acabava de me fazer quando na semana passada a professora do Gui tinha falado comigo... Tive que lhe dizer que também eu era profissional de saúde, e se estava a agir assim era por conhecer o meu filho, e que se havia alguém preocupado com ele, era eu!

O cúmulo foi quando ela ainda teve a lata de me dizer que se eu era profissional de saúde ainda era mais grave pois devia estar mais atenta!!! Mais atenta ao quê?! Nem sei como não me passei quando ela fez estas insinuações... E embora estivesse revoltada por dentro, mantive o meu ar super calmo e seguro... Falei-lhe do quanto era difícil colocar o Gui a falar com estranhos, expliquei que era impossível força-lo a falar quando ele simplesmente não queria e disse-lhe que até para mim era muito complicado esta situação porque não compreendia porque motivo ele era assim fora de casa... E disse-lhe que esta Pandemia era a grande responsável por tudo isto pois vivíamos muito isolados agora. No final, disse-lhe que iria marcar uma nova consulta, mas num oftalmologista de confiança, indicado pela Pediatra do Gui, mas que não podia prometia nada...

 

Entretanto, fui à Pediatra do Gui e contei-lhe o sucedido, também ela ficou indignada com aquelas acusações vindas de uma directora de uma escola... A Pediatra ainda tentou ligar para a "enfermeira escolar" para tentar perceber o que se passava mas não estava a trabalhar naquele dia, por isso uns dias mais tarde liguei eu e falei com ela... Enquanto isso, e no mesmo dia, a Pediatra tentou fazer um teste simples de visão, mas mais uma vez o Gui nem uma palavra deu... Gentilmente a Pediatra emprestou-me o material para fazer o teste e disse para eu fazer em casa e o R. filmar para ela ver o resultado... E assim foi, em casa o Gui respondeu tudo direitinho...

 

Mesmo assim, estava determinada a marcar uma nova consulta de oftalmologia, desta vez alguém que tivesse referências... Liguei para a Oftalmologista que a Pediatra me aconselhou e conseguimos consulta 3 meses depois...

 

Quanto à Enfermaria escolar não me inspirou confiança nenhuma, mal me deixou falar, e ainda me aconselhou levar o Gui a um psicólogo porque ela já tinha feito centenas de testes e nunca tinha encontrado uma criança como o Gui, e que não tinha que me sentir mal em pedir ajuda a uma psicóloga pois também ela tinha levado uma vez a filha dela... Sem me conhecer, sem me deixar falar, fez uma série de observações que me deixaram completamente estupefacta, disse-lhe que o problema disto tudo era estarmos isolados/confinados há mais de um ano e que o mais grave disto tudo foi ter a directora da escola a ameaçar-me com uma sinalização de maus tratos!!! 

 

O resto da história fica para um próximo post...

FARTOS DA CHUVA

Nem consigo ainda acreditar que este ano a piscina foi utilizada apenas 4 vezes... Montamos a piscina antes do Verão e, depois da data oficial do Verão, nunca mais veio um dia de calor a sério! Tem chovido tanto como no Inverno, e até o Sol parece que, este ano, decidiu entrar em confinamento... Primavera mal a vimos, e o Verão nem o sentimos ainda!

A 15 dias de entrarmos de férias, decidimos que não valia a pena termos a piscina operacional, por isso ontem esvaziamo-la e guardamo-la para o próximo ano... Quem achou que íamos encher a piscina na sala foi o Martin,  que correu de alegria em direcção à piscina e quis tirar a camisola... O Gui achou engraçado e alinhou na brincadeira também, mas o Martin ficou mesmo aborrecido pois não conseguiu perceber porque motivo a piscina não tinha água e tivemos de o ouvir resmungar durante uma boa hora...

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Resta agora rezar para que as nossas férias de Verão, em Portugal, sejam repletas de muito sol e calor!

 

O QUINTO ANIVERSÁRIO DO GUI ❤️

Para finalizar o mês de Junho, decidi deixar um post que retrata mais um dia feliz, o quinto Aniversário do Gui, celebrado no passado dia 6 de Junho...

 

Como manda a tradição, festejamos este dia ao ar livre, no Domaine de Chamarande, e mais uma vez a Pandemia fez com que nem todas as pessoas pudessem vir. Apenas a minha mãe conseguiu fazer uma super surpresa ao Gui, que delirou com a sua presença por isso, tal como o ano passado, a festa acabou por ser pequenina.

 

Desta vez, o Gui escolheu o tema "Spiderman", um dos super-heróis favoritos dele. Como sempre, a decoração ficou da minha responsabilidade e o bolo tornou a ser confeccionado por mim e pelo R.! Este ano não sei muito bem o motivo, mas foi bem mais fácil esticar a pasta de açúcar e cobrir o bolo por completo.

 

Depois de vermos tudo no sítio, ficamos super contentes por termos conseguido superar as expectativas do Gui...

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O GUI FEZ 5 ANOS ❤️

E de repente o Gui fez 5 aninhos, no passado dia 6 de Junho, e eu continuo a sentir que o tempo está a passar demasiadamente rápido... 

 

Já mede 1.13m e pesa cerca de 21.5Kg. Continua super curioso, teimoso, resmungão e atrevido.... Muitas vezes, olhamos para ele e perguntamo-nos a quem saiu aquele mau feitio... Mas depois, derretemo-nos com o seu sorriso malandro e doce... Quantas vezes pedimos-lhe um abraço ou um beijinho e ele não dá... Mas depois, quando menos esperamos abraça-nos forte e diz-nos que gosta de nós "daqui até à lua e voltar". 

 

Continua a não gostar de adormecer, dormir muito e ser o centro das atenções. Em casa, adora saltar no sofá e na cama, andar de bicicleta, fazer corridas, falar alto, fazer bolinhas de sabão, ouvir histórias, conversar sem parar (é um autêntico fala barato), jogar à bola, jogar a jogos de "tabuleiro" e ver desenhos animados (neste momento anda fascinado com os Pokémons). Tem uma adoração pelos super-heróis como o Homem Aranha, o Capitão América, o Hulk, o Batman e o Homem de Ferro. Continua a ter uma adoração por animais, mas o fascínio agora é para os animais aquáticos e os caracóis.

 

Adora passear ao ar livre, receber amigos e família e que brinquem com ele... Por isso, o confinamento foi um bocadinho difícil de se viver, pois tornou-nos muito mais solitários...

 

Adora desenhar, faz imensos desenhos e faz questão de os guardar todos! Conhece e sabe escrever todas as letras do alfabeto, sabe contar até 20 (embora às vezes ainda se perca um bocadinho a partir do 15), é capaz de escrever os principais números e sabe escrever o seu nome próprio sem qualquer ajuda. Aprendeu muitas coisas na escolinha, mas ainda não aprendeu o que eu considero fundamental: a ser um menino bem menos tímido e mais conversador quando está fora de casa. Isto tem trazido alguns "problemas" pois tenho sempre que explicar que esse comportamento introvertido só acontece fora de casa...

 

É incrível a quantidade de perguntas e reflexões que ele pode fazer, às vezes, tantas que nem sempre conseguimos ter respostas para as suas curiosidades. Passa a vida a perguntar "porquê" e quando não quer fazer alguma coisa as frases mais ouvidas são o "não consigo" e "estou cansado". 

 

Só quem o conhece bem é que sabe, que por detrás deste menino rebelde e tímido, existe um menino com um coração cheio de amor... Um super mano que fica zangado porque o mano lhe desarruma o quarto e destrói tudo o que ele cuidadosamente faz... Um super mano que, por esse motivo, não deixa o mano entrar no quarto, mas que apesar disso não consegue viver sem ele, enchê-lo de beijos e abraços e ensinar-lhe palavras carinhosamente... 

 

É incrível olhar para trás e ver todo o percurso que ele fez até aqui... Não vou negar que foi um caminho difícil, cheio de medos e inseguranças, e muitas vezes resolvido no meio de um turbilhão de emoções... O Gui foi talvez o nosso maior desafio, talvez por ser o nosso primeiro filho...  Foi com ele que descobrimos que, afinal, aquilo que nós ensinamos é muito inferior àquilo que aprendemos com ele... Talvez seja este o segredo para o tamanho de todo o nosso AMOR!

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FELIZ DIA DA CRIANÇA

O tempo que gastamos com as nossas crianças nunca é tempo "mal gasto" ou desperdiçado!  

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E quem disse que este dia é apenas para as crianças comemorarem? Cante, salte, dance, brinque e corra como se tivesses voltado no tempo... Não há nada como brincar!

Feliz Dia das Crianças em Especial para as todas as crianças da nossa vida!

CADA CRIANÇA É ÚNICA

Mãe de dois

Enquanto que o Martin sempre adormeceu sozinho no berço, o Gui sempre teve necessidade de um contacto permanente... Tanto que ainda hoje o Gui é assim...

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Depois dele adormecer, eu e o R. tornamos a ir para a sala ver televisão, e no final da noite, bem já tarde, encontrarmo-nos os três, a dormir juntinhos!

Sei que muitos de vocês vão criticar ou achar estranho, mas nós não nos importamos nadinha... Já fizemos vários testes para ele dormir no quarto dele, tal como faz o Martin, mas não adianta, acaba sempre no nosso quarto... No final, o R. olha para mim e chegamos à conclusão que nós também precisamos daqueles pezinhos e daquelas mãozinhas bem em cima de nós... E eles crescem tão rápido que há que aproveitar esta fase em que eles nos pertencem só a nós!

Quem mais concorda com isto?!

 

EM PORTUGUÊS...

Peripécias com o Gui

Um dia destes a comer a sopa o Gui começou a reclamar que a sopa tinha um legume estranho... Olhei para ele e disse-lhe que não havia legume estranho nenhum, que sempre deitei aquele legume na sopa só que desta vez tinha ficado mal ralado. 

Espantado, olha para mim e diz:

- Mamã, diz lá então qual é o nome do legume...

- Alho francês - disse eu no mesmo instante.

- Não, mamã. Diz lá, em português - barafustou o Gui.

- Em português, é alho francês - respondi eu sem perceber a dúvida.

- Oh... Está bem, não queres dizer não digas. - disse o Gui já meio amuado.

- Gui, estou a dizer que esse legume, em português, chama-se mesmo alho francês, e em francês é POIREAU!

- Ah... Já percebi! Não sabia... - exclamou o Gui espantado.IMG_1778.JPG

"MUITO BONITO"

Ontem, o Gui chegou dos tempos livres e disse-me:

- Mamã, amanhã tenho que ir muito bonito.

- Muito bonito... Mas tu vais sempre muito bonito. O que há amanhã Gui? - perguntei super curiosa.

- Porque amanhã tenho um espectáculo e tenho que ir bonito... Mas, não é bonito de camisa, não vou tirar fotografias.

Respirei fundo para não rir, e respondi-lhe: 

- Sabes Gui, tu ficas tão bonito de camisa que a mamã de vez enquando gosta de te ver assim.

Sem exitção, o Gui respondeu: 

- Está bem mamã, pode ser levo então uma camisa para ir bonito!

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Moral da história: o meu Principezinho está a crescer rápido demais! 

QUEM FAZIA DE COMER?

Conversas do Gui

Estávamos a jantar quando de repente o Gui, com uma cara de espanto, perguntou :

- Mamã, quando éramos todos pequeninhos quem fazia de comer para nós?! 

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- Todos pequeninhos?! Sabes Gui, nós nunca fomos todos pequeninhos ao mesmo tempo... Primeiro nasceu o papá, na barriga da avó L., e a avó L. e o avô B. é que faziam de comida para o papá. Depois nasceu a mamã, na barriga da avó L, e a avó L. e o avô P. faziam a comida para a mamã. O tempo passou, o papá e a mamã cresceram, um dia conheceram-se e nasceste tu, e a seguir o Martin... Disto já te lembras, certo?

- Ah.... Agora já percebi... Não sabia... - respondeu o Gui todo admirado.

 

Mais uma das conversas profundas do Gui...

É mesmo giro a curiosidade que ele vai demonstrando cada vez mais com tudo...

ESCOLA E AMA EM TEMPOS DE PANDEMIA

Terceira vaga Covid-19 em França

Depois de tantas incertezas e confusões, na sexta-feira, ficamos a saber que afinal as amas íam poder continuar a trabalhar, por isso o Martin poderia continuar a ir para a Manu. Faltava agora ter certeza em relação ao Gui...

Na sexta-feira de manhã perguntei à directora se o Gui teria direito a ter acesso à escola/ tempos livres uma vez que eu era considerada "profissional prioritária no combate à Covid-19", embora o R. não fizesse parte dessa lista. Com a maior das convicções, a directora afirmou-me que o Gui não teria direito porque para isso os dois pais teriam que fazer parte dessa "lista de profissionais prioritários". 

Confesso que não fiquei convencida com aquela resposta e tentei obter informações noutras fontes... Perguntei às minhas colegas como estavam a fazer as outras escolas, e uma delas, que pertence à associação de pais, disse-me que tínhamos direito, e que bastava apenas um dos pais ter uma profissão considerada "prioritária". Aproveitei que nesse dia o Gui tinha ido aos tempos livres e coloquei a mesma questão, ao qual responderam com um "grande sim"...

Nesse mesmo dia, enviei os documentos necessários, para a Câmara Municipal, de forma a transmitir os dias que precisávamos que o Gui frequentasse a escola/tempos livres. Mas na segunda-feira à noite, a directora da outra escola informava-me que o Gui não fazia parte da lista de alunos inscritos, lista essa que tinha sido fornecida pela escola dele... Li duas ou três vezes aquele e-mail e naquele instante nem queria acreditar que a directora não tivesse colocado o Gui na lista... Enviei-lhe imediatamente um e-mail a pedir-lhe que fizesse a inscrição dele porque reuníamos todos os critérios necessários. Numa questão de minutos, sem qualquer pedido de desculpas por parte dela, a inscrição estava feita, alegando apenas que as directivas tinham apenas sido alteradas naquele dia à noite...

Fiquei impressionada com a falta de organização e informação por parte da directora da escola, mas cá para mim tudo isto deveu-se à conversa que tivemos na sexta-feira de manhã quando ela chamou por mim para me fazer um comunicado que me deixou estupefacta... Mas isto, deixarei para um outro post porque ainda hoje estou a digerir essa conversa... 

O importante é que o Gui e o Martin vão poder continuar a ficar na escolinha e na ama, de forma a que possamos trabalhar os dois sem sermos penalizado. 

Quantos aos riscos, sabemos que eles sempre vão existir, mas nunca serão superiores aqueles que eles estiveram sujeitos até então...

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PRECISA-SE DE UMA BRUXA

Humor na Maternidade

Ontem fui trabalhar, e quando vinha a caminho de casa, estava com aquela sensação de férias de Páscoa... Tínhamos programado ir à Alemanha, como fazemos deste que cá estamos, mas com as restrições impostas ficamos limitados a ficar aqui...

Entrei em casa, toda contente, mas assim que o R. apareceu a dizer que tinha notícias menos boas, fiquei imediatamente preocupada...

O Gui tinha vindo da escolinha com diarreias, cheio de cólicas e sempre a correr para a casa de banho...  

O Martin tinha escorregado na casa de banho ao sair do banho, e caiu para a frente, de cabeça, sem qualquer apoio... Tinha sangrado imenso do nariz, tinha uma marca na testa e o nariz inchado, que mais parecia o Batatinha...

Nem queria acreditar no que o R me acabava de contar.... Para ficar mais tranquila, liguei para o Centro de Emergência Médica para saber se seria pertinente levar o Martin às Urgências... O meu maior receio era que ele tivesse fracturado o nariz... Do outro lado, a médica, disse que não seria necessário, apenas precisávamos de estar atentos para avaliar se o seu comportamento não mudava.

Ao Gui dei-lhe um antidiarreico e o paracetamol para acalmar a dor de barriga...

Uma hora e meia depois, com o Martin e o Gui já a dormir, o ambiente tornava a ficar tranquilo. Felizmente, a noite foi calma e de manhã o ambiente parecia novamente normal...

Mesmo assim, não pude deixar de voltar a pensar que ultimamente parece que tudo nos acontece, e a nossa vida gira em torno de médicos e hospitais... Acho que precisamos de "ir à Bruxa"! 

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PLANETAS...

Perguntas de uma criança de 4 anos...

No dia em que o Martin teve alta, o Gui, do nada, colocou-me duas perguntas pertinentes na hora do jantar:

- Mamã, como se formaram os Planetas? E nós, como aparecemos?

Olhei para o R. e sem saber o que lhe responder, pois jamais imaginava que ele faria este tipo de perguntas com esta idade, perguntei-lhe porque tinha interesse em saber sobre isso e se alguém tinha falado desse assunto na escolinha...

Com o ar de "menino inteligente", e na inocência dos seus pouco mais de 4 anos e meio, o Gui respondeu: 

- Não, ninguém falou disso, sou eu que quero saber.

Incrédula com aquela resposta perguntei de imediato ao R. o que tinham andado a fazer nos 3 dias em que eu e o Martin estivemos ausentes de casa.

- Nada de mais, o costume, até eu fiquei impressionado! - disse o R. com ar de espanto.

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E foi naquele minuto que nos sentimos as pessoas mais ignorantes do Mundo... Como Raio podemos falar disto a uma criança de 4 anos?!

Naquele dia, confesso que divaguei um bocadinho porque tinha tido uns dias bastante cansativos, mas prometi que iria aprofundar o assunto e encontrar a melhor forma de lhe responder a essas perguntas tão pertinentes....