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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

6 ANOS

Foi exactamente no dia 3 de Agosto de 2013 que, eu e o R., entrámos no nosso carro e demos a maior volta da nossa vida... Uma volta que nos deu o passaporte directo para a tão famosa "emigração"...  Eram cerca de 1600km de caminho que tínhamos pela frente, por isso decidimos que faríamos a viagem em dois dias, e passaríamos a noite em Bordeaux...

 

E assim foi, chegamos ao nosso destino no dia 4 de Agosto, num domingo quente de Verão... Hoje, olhámos para traz e recordámos aquele dia como se fosse hoje... Hoje, olhámos para trás e apercebemo-nos do quanto fomos corajosos e determinados, quando decidimos entrar no nosso Peugeot 206, de dois lugares e sem ar condicionado, munidos com os nossos objetos pessoais mais importantes, e percorrer um "caminho completamente desconhecido"... 

 

Desde esse dia, eu e o R. nunca mais fomos a Portugal de carro.... Até que neste Verão o Martin nasceu, mais tarde do que eu pensava, e lá tivemos de repensar as nossas férias de Verão a Portugal... Depressa chegamos à conclusão que ir de avião estaria fora de questão por uma série de motivos: o preço da viagem de avião seria exorbitante pois seria comprado em cima da hora (andaria à volta de uns 1400€ para os 4, ou para os 3, porque o Martin não paga); o cartão de cidadão do Martin jamais ficaria pronto a tempo e horas (entre fazer, receber os códigos em casa e levantar o cartão, só lá para Outubro é que teríamos o cartão de cidadão na nossa mão); fazer o título de viagem seria uma missão complicada com o Martin tão pequenino (nem quero imaginar ter que ir para Paris e apanhar uma enorme seca no Consulado, porque lá não há prioridades para ninguém...); se fossemos de avião para Portugal, teríamos apenas o nosso "pequeno desportivo", um carro antigo e pequenino, sem ar condicionado, por isso seria uma missão quase impossível irmos passear os 4; sem falar das inúmeras coisas que era preciso levar connosco... Conclusão: ir de carro para Portugal era a nossa melhor opção para estas férias de Verão!

 

E assim foi, exactamente 6 anos depois da nossa chegada, fizemos a nossa viagem inversa... No dia 3 de Agosto de 2019... Desta vez, a 4, num carro maior e com ar condicionado, com os nossos corações cheios de saudade... Foi assim, que o Martin fez a maior viagem, com apenas 17 dias de vida... Confesso que foi uma viagem muito cansativa para todos nós... Fizemos inúmeras paragens para dar de mamar ao Martin, apanhamos muito trânsito em França, e o Gui fartou-se de perguntar se ainda era "muito longe"... Eram 21h quando paramos numa terriola em Espanha,  chamada Burgos, e alugamos um quarto de hotel para descansar... E tal como aconteceu há 6 anos atrás, chegamos ao nosso destino no dia 4 de Agosto, desta vez com um grande sorriso estampado nos nossos rostos!  

 

Agora é tentar aproveitar ao máximo estas férias de Verão para que no regresso possamos levar na mala apenas boas e saudosas recordações... 

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HÁ VIZINHOS E VIZINHOS...

A semana passada, eram 20h30, quando a campainha de casa tocou... Fui até à porta, e do outro lado estava um jovem que parecia querer entregar uma encomenda... Assim que abri a porta, o jovem perguntou-me se havia algum risco de deixar fora da porta uma encomenda para a minha vizinha... Assim que ele apontou para a porta, e vi um colchão de casal encostado à parede, respondi-lhe que não me parecia que alguém iria fugir com um colchão às costas ou dentro de um carro tão facilmente... Esta minha resposta deu motivo para uma tímida gargalhada, e ainda lhe respondi que não poderia ficar com a encomenda porque não conhecia os novos inquilinos, pois tinham acabado de se mudar para cá... Mesmo assim, ele decidiu deixar a encomenda e pediu-me que se ouvisse um barulho, no corredor, mais suspeito, para "espreitar" pela porta, não fosse o colchão evaporar-se dali... É óbvio que que com o Gui e o Martin era impossível apercebermo-nos de tal coisa, e confesso até que nunca mais quis saber do raio do colchão...

 

De manhã, quando acordei, tinha um bilhete com uma mensagem da minha nova vizinha a agradecer-me por ter recepcionado a encomenda! Fiquei incrédula a olhar para o bilhete pois a meu ver não tinha feito nada de mais, e muito menos estava à espera de um agradecimento destes... Um gesto simples que me deixou com um grande sorriso logo de manhã! Afinal parece que ainda existem por aqui vizinhos simpáticos...

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CONTADO NINGUÉM ACREDITA

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Hoje trago-vos mais um episódio da nossa vida que mais parece mentira... Começo a achar que tenho mesmo "que ir à Bruxa" pois parece que só a mim é que me acontece estas coisas...

 

Então é assim... Na passada terça-feira recebi um email da companhia de electricidade a informar-me que o contrato de electricidade tinha sido então cancelado tal como eu tinha pedido... Assim que abri o email, confesso que não valorizei, calculei que fosse um erro ou um vírus qualquer mas, sem saber bem porquê, não apaguei o email... Até que ontem tornei a receber um segundo email estranho... Um email dos correios onde me era enviado um selo para colocar na caixa os produtos que tinha que restituir à companhia de electricidade...  Naquele instante que abri o email não associei um email ao outro, e só quando estava a contar isto ao R., no final do dia, é que o "tico e o teco" fizeram um clique no meu cérebro e me fizeram acreditar que talvez houvesse mesmo um problema...

 

Como já era tarde e não dava para ligar para a companhia de electricidade, acabei por não ir ao site verificar se havia algum problema por lá relatado... 

 

Hoje de manhã, e já com mais calma, decido então entrar no site e qual não é o meu espanto quando abro a minha página pessoal e me deparo com a mensagem: contrato anulado, apenas tem acesso às últimas facturas de electricidade. Nem queria acreditar, afinal aqueles dois emails não tinham caído no meu email por mero acaso...

 

Assim que vejo esta mensagem, liguei de imediato para a companhia de electricidade para saber como é que o meu contrato tinha sido anulado se não tinha havido nenhum pedido da minha parte... Felizmente, do outro lado estava uma senhora bastante simpática (e que, diga-se de passagem, é bastante raro por aqui) que, ao fim de quase 30 minutos a analisar o meu dossier, confirmou que de facto o contrato estava cancelado desde Fevereiro de 2019 e estava agora no nome de um Sr. Costa... Mas como raio isto era possível?!

 

Assim que ela mencionou este apelido lembrei-me de ver nas caixas de correio este apelido português, e lembro-me que até comentei na altura com o R. que havia possivelmente um português que tinha acabdo de se mudar para o nosso imóvel... 

 

Ora, segundo ela, e não me perguntem como isto é possível porque nem eu consigo compreender, houve um erro na transmissão dos dados que fez com que o nosso contrato fosse cancelado e o Sr. Costa passasse a ser o novo "proprietário" e começasse então a pagar a electricidade consumida no nosso apartamento! 

 

O cúmulo é o contrato estar cancelado desde Fevereiro de 2019 e nós continuarmos a pagar a mesma mensalidade todos os meses... Alguém consegue perceber esta "salgalhada"?! Eu não... E confesso que não perdi mais tempo a tentar perceber como raio isto aconteceu, limitei-me a certificar-me que a electricidade não seria cortada e que tudo ficaria resolvido pois nunca tinha havido nenhum cancelamento da minha parte! 

 

Do outro lado da linha, a senhora garantiu que não precisava de me preocupar que tudo ficaria resolvido, pois tudo não tinha passado de um erro, e que no dia 29 de Julho seria contactada pelo serviço clientes para esclarecer melhor esta situação!

 

Felizmente, recebi o email bem antes de irmos de férias caso contrário teria ignorado completamente os emails e com um bocadinho de "sorte" teríamos a electricidade cortada quando regressássemos de Portugal...

 

É caso para dizer: contado ninguém acredita, não acham?!

CONTADO NINGUÉM ACREDITA

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Na passada quinta-feira passada fui fazer a última ecografia para saber então se o Martin estava bem posicionado para nascer... Com tanto calor disse ao R. que o melhor seria ficar em casa com o Gui pois tinha a certeza que iria estar um calor insuportável na sala de espera, sem falar do tempo de espera que iria haver... Não conhecesse eu o funcionamento do hospital...

 

Por uma questão de comodidade, e como já tinha falado num post anterior,  desta vez escolhemos a Maternidade que fica mesmo ao lado de casa, que pertence ao sistema de saúde público, sem falar que tem boa reputação (sempre ouvi muita gente a falar que o atendimento é muito bom)... Diga-se de passagem que pelo menos, até agora, tenho que concordar que, comparado com a Clínica onde o Gui nasceu (una Clínica do sector privado), esta Maternidade não fica em nada "atrás", pelo contrário, considero até que há um melhor acompanhamento de toda a gravidez...

 

No entanto, "há um grande se não" nesta Maternidade, o tempo de espera para realizar uma ecografia... Isto se a ecografia fôr realizada pelo Director do Serviço, que foi quase sempre o meu caso.... Nesse dia há que se estar preparada para se apanhar uma grandíssima seca...

 

Se nas últimas vezes, já achei um absurdo ter que esperar 2 e 3 horas, imaginem na quinta-feira passada... Um calor insuportável na sala de espera, sem luz (para não aquecer mais o espaço), com um mini ventilador ligado (que de nada servia), numa sala de espera repleta de grávidas, e eu com quase 38 semanas (9 meses!) ter que aguentar isto tudo durante 3 horas e meia!!!! É verdade, tive exactamente 3h30min para ser atendida e ter uma consulta de 3 minutos onde, basicamente, o médico apenas verificou com o ecógrafo se o Martin estava na posição cefálica!!! 

 

A boa notícia é que o Martin está bem posicionado para nascer, mas considero um absurdo este tipo de prática pois bastava fazer esta avaliação numa das consultas de rotina que vou... Tenho a certeza que muitas das grávidas que lá estavam, como eu, não precisavam de passar por este tipo de tortura, pois é simplesmente inadmissível este tempo de espera!!!

 

Com isto, eram quase 22 horas quando jantamos, pois assim que cheguei a casa a primeira coisa que fiz foi correr para o chuveiro! Por isso, se ouvirem pessoas a dizer que "na França o sistema de saúde é mais organizado", enganem-se... Aqui encontramos de tudo também... Infelizmente, já cheguei à conclusão que a má organização está em todo o lado... Era tão fácil evitar tanta coisa... Enfim...

A MINHA VIDA RESUMIDA NUMA IMAGEM

Parece que desta vez os metereologistas não se enganaram e o calor veio mesmo para ficar...  Hoje foi o dia mais quente deste Verão e a partir de agora, e durante esta semana, parece que vai ser sempre assim! Por isso, e como o calor ainda não derrete gorduras localizadas, lembre-se das medidas simples que a Direccção Geral de Saúde preconiza para estes dias de maior calor (caso não se lembre, basta clicar aqui).

 

Eu cá, com a minha super barriga, tive que hibernar hoje mesmo... Também não era para menos, pois com este calor todo a sede é mais que muita, e eu não tenho outra solução se não passar os meus próximos dias assim...

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CHARTRES

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Estávamos em Outubro, e andávamos a algum tempo a querer conhecer uma nova cidade que ficasse perto de Paris... Fizemos uma pesquisa na internet e, depois de vermos algumas fotografias e alguns comentários, acabamos por querer explorar Chartres...

 

Chartres é uma cidadezinha charmosa que fica a cerca de 80km de Paris, na região de Eure-et-Loir. Possui várias construções de séculos passados, com escadarias íngremes que levam ao rio Eure e construções da época medieval. A cidade é dividida em 2 partes: a parte alta e a parte baixa.

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Na parte alta encontramos o principal ponto turístico da cidade: a famosa Catedral de Notre Dame de Chartres. Não é uma Catedral qualquer, mas sim a Catedral mais representativa da Igreja Gótica da França. A sua construção teve início em 1145 e, em 1194, após um trágico incêndio, ela foi novamente estruturada, apesar disso, boa parte do que vemos hoje ainda é dos séculos XII e XIII.

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Declarada Património Mundial pela UNESCO, a Catedral Notre-Dame de Chartres foi construída no ponto mais alto da cidade e pode ser vista a mais de 20 km de distância. Mede cerca de 130 metros de comprimento e possui entre 32 e 46 metros de largura, além disso possui 9 portões esculpidos e é adornada por mais de 4.000 estátuas.

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Não muito longe da Catedral, mais precisamente no início da "Rue des Grenêts", existe a Igreja de St-Aignan (Église de Saint-Aignan), uma igreja muito antiga que foi reconstruída no século XVI.

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Bem maior que a igreja de St-Aignan é a Igreja de Saint-Pierre (Église de Saint-Pierre), uma igreja bem antiga do século XI que ainda preserva elementos do estilo gótico e belos vitrais do século XIV.

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Na parte baixa de Chartres situa-se o centro histórico da cidade que apesar de pequeno possui ruas cheias de lojas, mercados e restaurantes que mantiveram a beleza das arquiteturas medievais.

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Visitamos Chartres num sábado à tarde e ficamos encantados com as construções pitorescas, as ruazinhas estreitas, as casas antigas nas margens do canal, e os lindos vitrais das igrejas... Algo que vale mesmo a pena fazer é a volta pela cidade no comboio turístico, pois fica-se com uma visão muito mais completa desta bela cidade!

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DEUS TE LIVRE DO MAU VIZINHO QUE É A PIOR PRAGA QUE EXISTE!

Lembram-se do post que um dia destes fiz por causa do nosso jardim ter virado um cinzeiro?! Pois é, felizmente esse problema ficou imediatamente resolvido depois do tal aviso que fiz... Desde essa altura nunca mais houveram problemas, não sei se esses vizinhos foram embora, ou se foram advertidos pelo condomínio ou se até os meus panfletos surtiram o efeito  que eu tanto pretendia... O que é certo é que desde essa altura tudo andava mais ou menos calmo...

 

Tudo andava calmo até que na passada sexta-feira, por volta das 18 horas, a minha vizinha do terceiro andar decidiu lavar a varanda com a água aberta a todo o gaz... Escusado será dizer que assim que ouvi aquele barulho todo, e aquela água toda suja a cair no meu terraço, fui lá fora tentar perceber o que se passava... Olhei para cima, e qual não foi o meu espanto quando arrrogantemente ela do nada começou a dizer que não era culpa dela, que a água tinha que cair por algum lado e que ela estava no direito dela... Ora, eu, que até sou das pessoas mais calmas e pacientes do Mundo, de imediato fiquei "cega" com aquela explicação tão estúpida... Julguei que ía ter o Martin mesmo ali no jardim, de tão enervada que fiquei... Logo eu que detesto peixeirada.... Perguntei-lhe se gostava que lhe fizessem o mesmo e se o meu terraço/jardim eram agora uma lixeira a céu aberto... Mas nada do que eu dizia tinha importância, aquele ser acéfalo continuou a lavar a varanda durante uns 20minutos... Dez minutos mais tarde, o R. chegava a casa com o Gui, contei-lhe o que se tinha passado, e disse-lhe que achava que ela iria fazer aquilo mais vezes, pois vi pela cara dela que aquilo era uma situação perfeitamente normal... Com isto, o R. acabou por ter que limpar o nosso terraço, e eu limitei-me a fazer um e-mail ao Condominio...

 

O email enviado não teve nem se quer tempo de "chegar ao Condominio", e já a acéfala da vizinha, do terceiro andar, deitava um balde de água em pleno Domingo, às 14 horas, para o nosso terraço... Desta vez, a água só não apanhou o Gui porque ele tinha acabado de entrar na sala... De imediato, o R. e eu viemos até ao terraço para exigir uma explicação, e mais uma vez lá estava a acéfala com a maior cara de pau, debruçada na varanda, a dizer que não tinha feito nada de mais...  Mais uma vez, voltei a enervar-me, uma das vizinhas da frente acabou por dar-me um certo apoio, e lá voltei a enviar um novo email ao Condominio a explicar que era necessário fazer urgentemente alguma coisa....

 

Sei que ainda está muito cedo para deitar foguetes, mas desde domingo ainda "não voltou a chover" do terceiro andar, e espero bem que não volte a acontecer... Entretanto, outros vizinhos novos surgiram na vizinhança.... Felizmente, não no nosso edifício, mas no edifício ao lado.... Mais uns acéfalos que devem acreditar que os vizinhos são burros, surdos ou que moram sozinhos, pois é surreal alguém colocar a música no volume máximo durante o dia e serem 23 horas e a música continuar a tocar.... 

 

Hoje pensei que tinha um concerto cá em casa de tão alto que a música estava, comecei a imaginar como seria morar por cima ou por baixo destes inergumenes.... É óbvio que alguém acabou por chamar a polícia pois ninguém aguenta uma cena destas todos os dias... O cúmulo é que assim que a polícia foi embora, os acéfalos (um casal na casa dos 20 e tal anos) começaram a gritar da varanda e a insultar toda a gente... Cheguei a pensar que estava no meio de um filme de malucos, mas infelizmente era mesmo uma situação real... Com isto, acabei por conhecer quase todos os vizinhos, pois depressa toda a gente veio à varanda tentar perceber o que de facto se passava...Sorrateiramente espreitei da minha porta e ainda puder ouvir a acéfala a dizer cheia de razão que escusavam de chamar a polícia, que eles pagavam o aluguer e tinham o direito de ouvir a música que eles quisessem no home cinema, que a música era a vida deles e que só nós é que não compreendíamos isso... Com tanta barbaridade junta, não perdi tempo a ouvir mais, fechei a porta e voltei para o meu canto, enquanto isso uma vizinha tentava mostra-lhe que eles não moravam sozinhos e que por isso tinham que aprender a viver em comunidade....

 

Ainda agora estou incrédula com estes episódios que aconteceram nos últimos dias, nunca conheci gente tão anormal... E só tenho medo que as coisas não mudem... Pois acreditem, não há praga maior que ter vizinhos como estes!!!

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QUINTAS PEDAGÓGICAS

Se houve algo que queríamos incutir na educação do Gui era o respeito e o gosto pelos animais, por isso sempre quisemos que ele estivesse em contacto com a natureza e os animais.

 

Eu, e o R., como sempre tivemos contacto com animais, custava-me que o Gui não pudesse ter a mesma oportunidade... Os piu-pius, as galinhas, os porcos, os coelhos, as ovelhas, as vacas... No fundo, animais tão comuns na aldeia, mas que a vida na cidade acaba por torná-los numa espécie de animais raros. 

 

Viver na cidade tem estas limitações mas não deixa de ser possível conhecer a vida do campo, com os animais e com as tradições rurais... Por isso, existem inúmeras quintas pedagógicas que tentam satisfazer esta necessidade... Alguns locais são gratuitos, outros há que pagar uma quantia simbólica,  de forma a podermos colaborar na preservação do ambiente e na alimentação dos próprios animais... Em todos eles é possível sentir os sons e os cheiros do campo, passear e ver os animais, e há ainda aqueles em que é possível participar nas atividades da própria quinta: tocar num coelho ou numa cabra; alimentar uma cabra, galinhas ou patos; tocar na lã de uma ovelha; acariciar um burro ou um porquinho... As quintas pedagócias são dos programas mais giros para levar as crianças, pois o contacto com os animais da quinta é sempre motivo de grande felicidade!

 

Quantas crianças devem pensar que o leite nasce no pacote e que a fruta vem dos supermercados?!

 

As primeiras idas a estas quintas, o Gui tinha medo dos animais e nem queria se aproximar, agora que já está mais habituado o mais difícil é mesmo fazê-lo "regressar à cidade"!

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ÉCOLE MATERNELLE - PARTE 4

Hoje foi o dia tão esperado, o dia em que o Gui foi uma hora para aquela que vai ser a sua Escolinha em Setembro... 

 

A preparação foi básica, começámos por lhe dizer, ontem, que hoje iria conhecer melhor a escolinha, e hoje de manhã tornei a dizer-lhe o que iria fazer... Afinal, trata-se de uma nova etapa que se avizinha, e o Gui já consegue assimilar e perceber muita da informação que lhe é dada, por isso era fundamental que ele estivesse preparado para o que iria fazer... 

 

Desta vez, o Gui mostrou-se pouco receptivo à ideia de voltar à escola, tentei não valorizar aquele sentimento negativo por ele demonstrado e expliquei-lhe que seria muito bom começar a conhecer melhor o lugar onde ele iria brincar com muitos mais meninos...

 

Tal como combinado, chegamos à escola às 9h, o Gui continuava de "pé atrás" com toda aquela situação, mas não reclamou, apenas dava para ver na cara de descontentamento... Eram 6 crianças ao todo que iriam ficar uma hora, repartidas pelas 3 ou 4 salas, misturados com os outros meninos... O Gui foi direccionado para uma sala juntamente com outro menino, eu e a mãe do outro menino fomos até à sala com ele porque ambos não nos queriam deixar... A porta da sala abriu-se, os dois entraram e sem qualquer tipo de despedida a porta tornou a fechar-se para que eles não tivessem muito tempo de correr na nossa direcção... Confesso que, naquele momento, o meu coração ficou um bocadinho despedaçado, senti que o Gui pensou que eu o iria abandonar ali... Felizmente, não estava sozinha nesta "missão", haviam mais 5 mães como eu...

 

Passamos então para uma sala onde preenchemos uns impressos, ao mesmo tempo que partilhávamos algumas informações...  Cerca de uns 15 minutos depois, uma das animadoras dava notícias sobre o comportamento de cada criança... Um dos meninos não aguentou a pressão e acabaram por o trazer à mãe para não o traumatizar.... O Gui, tinha chorado um bocado no início, juntamente com o outro menino, mas tinha acabado por sossegar... O tempo foi passando... Mais duas meninas acabaram por se juntar às mães... Entretanto tinha chegado a hora do recreio, o Gui, o outro menino e mais uma menina, continuaram a seguir os outros e foi nesta altura que pudemos espreitar da janela para o exterior, no tal recreio que onde todos os meninos brincavam juntos...

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Dava para perceber que o Gui continuava muito tímido, a observar mais os outros...  Tinha a certeza que se ele soubesse que eu estava naquela janela a espreitar como ele se comportava, tinha corrido de imediato na minha direcção...

 

Ficámos, talvez, uns 10 minutinhos ali a olhar para eles... De repente, 1 hora tinha passado... Uma das animadoras foi buscá-los para virem ter connosco, mas mais uma vez o Gui não achou piada ter que dar a mão a mais uma pessoa estranha... Assim que me viu, esboçou o maior sorriso, agarrrou-se a mim e disse-me que queria ir para casa e ficar comigo... Abracei-o, despedi-me das outras duas mães e da educadora, e tornei a explicar ao Gui que aquele lugar ía ser muito bom para ele brincar, aprender e crescer com outros meninos... E que só depois das férias de Verão, em Portugal, é que iria voltar para conhecer melhor aquela que irá ser a sua Escolinha, pois ele agora já era um menino mais crescido... Apesar destas minhas explicações, acho que o Gui não ficou nada convencido! Haver vamos em Setembro...

 

CONTADO NINGUÉM ACREDITA

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Faltava mais ou menos um mês para o meu cartão de cidadão caducar, caducava exactamente no dia 19 de Maio, por isso fui ao site do Consulado de Portugal em Paris e já só consegui uma marcação para o dia 22 de Maio às 15h30min... Tinha decidido ir de carro pois sabia que nos transportes públicos iria ser necessário uma série de trocas, e com a minha super barriga de grávida não me estava a ver nessas aventuras...

 

Só para terem uma ideia, o Consulado fica a cerca de 30km da minha casa, mas como costuma haver trânsito, saí de casa às 14h para me certificar que chegava a tempo e horas. E assim foi, cheguei 30 minutos mais cedo, mesmo assim demorei 1 hora para chegar... Dirigi-me ao balcão e mesmo tendo marcação foi-me dada uma senha... Sentei-me na sala de espera, e 10 minutos depois da hora marcada lá fui atendida... O cúmulo aconteceu a partir do momento que me sentei em frente daquela funcionária para renovar então o meu cartão de cidadão...

 

Expliquei-lhe o que estava ali a fazer, e enquanto que ela esperava que a máquina lê-se o meu cartão de cidadão, aproveitei para lhe perguntar se me podia exclarecer umas dúvidas que tinha... Rapidamente, a senhora com os seus 60anos, começa por me dizer que faço bem em lhe perguntar porque "em Portugal ninguém sabe informar sobre nada".... Confesso que fiquei incrédula por ela ter dito aquilo sem mais nem menos, mas fiz de conta que nem tinha ouvido tamanha estupidez... Foi então que lhe perguntei se era possível renovar o cartão de cidadão em Portugal, apesar de termos morada aqui em França, e fazer o levantamento do mesmo também lá... Com um ar de sabichona e um tom irónico, olha para mim e diz-me que não percebe porque motivo as pessoas gostam de complicar quando é bem mais fácil fazer e levantar o cartão de cidadão no Consulado... Tornei a repetir que precisava desta informação pois o cartão do cidadão do meu marido iria caducar durante as férias de Verão do próximo ano e queria estar certa que poderia ser feito desta forma, caso contrário o meu marido seria obrigado a faltar ao trabalho um dia para renovar este documento em Paris... Sem perceber porquê, a senhora responde-me num tom meio enervado que o melhor seria fazer no Consulado, mas se quisesse fazer dessa forma também daria, só tinha que avisar a morada para onde queria que enviassem os códigos do cartão para levantar o cartão... Engoli em seco e fiz que acreditei naquela informação, mas a forma como ela disse aquilo não me convenceu...

 

Lembrei-me então de lhe perguntar também se ainda se fazia o Título de Viagem Única ou um outro documento, uma vez que estava grávida e a data prevista do parto era em meados de Julho, e o meu filho iria precisar de um documento oficial para poder viajar, e sabia que o cartão de cidadão não iria estar pronto no início de Agosto... Mal acabo de lhe perguntar isto, a senhora responde-me que esse documento nunca existiu e se eu alguma vez tive acesso a ele não sabia como era possível pois apenas era emitido para pessoas com residência em Portugal que estivessem cá de férias e por um motivo ou outro tivessem perdido o cartão de cidadão... Farta de tanta burrice, e mantendo aparentemente toda a minha calma, explico à senhora como é que o Consulado fez em 2016, quando o meu primeiro filho nasceu, para que ele pudesse então viajar de avião... Nem queria acreditar que a funcionária continuava a ignorar o que lhe estava a dizer, e a afirmar que a lei não era nada assim... Segundo ela, tinha que fazer o Registo Civil do Bebé, esperar 10 dias para depois poder fazer o cartão de cidadão, cartão este que só chegaria no espaço de 3 semanas!!!! Foi então que decidi ser irónica e lhe perguntar se fazia sentido só poder viajar passado 2 meses com o bebé porque o Consulado de Portugal em Paris tinha decidido assim, como era possível não haver uma alternativa para emitir um documento, e se ela achava lógico o que me estava a dizer... Estupidamente respondeu-me que era assim e que comigo não seria diferente, que tinha que ter paciência e esperar para poder ir de férias mais tarde... Olhei para ela já sem conseguir esconder toda a minha indignação e disse-lhe para esquecer o assunto que eu iria informar-me de outra forma, e que passássemos então ao meu cartão de cidadão...

 

De imediato, tirou-me a fotografia, com o meu ar mais enervado, e disse-me para assinar... Daqui passamos para as impressões digitais... Tentámos uma vez, duas... E foi então que me lembrei que, já em Portugal, quando renovei o meu cartão de cidadão os meus dedos indicadores não eram reconhecidos pela máquina... Informei a senhora e mais uma vez ela ignorou a minha informação dizendo que o problema era do software dela... Teimosa, lá repetimos o processo 1, 2, 3 e 4 vezes... E só ao fim da quarta vez, e sem nunca reconhecer que eu estava certa, disse-me para colocar outros dedos...

 

Levantei-me para pagar o documento, num balcão no fundo da sala, e tornei a dirigir-me à funcionária que me devolveu o meu cartão de cidadão caducado e o comprovativo de como tinha feito a renovação... Agora, e segundo ela, tinha que esperar 3 semanas para receber os códigos em casa e poder levantar o novo cartão de cidadão... Mas isto, segundo ela...

 

E eu a pensar que a senhora tinha muita experiência no que estava a fazer, mas pelos vistos não tinha experiência era nenhuma!!!

 

(Não percam o segundo post que dará continuação a esta palhaçada toda....)

ÉCOLE MATERNELLE - PARTE 3

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Tal como já tinha contado, o Gui em Setembro entra para a chamada "École Maternelle", por isso depois das férias de Verão deixará definitivamente de ir para a ama dele, a Assistente Maternelle que ele tanto gosta...

 

Tal como tinha sido já agendado, na sexta-feira fomos então conhecer a escolinha do Gui na presença da Directora da Escola e para o meu grande espanto o Gui estava todo entusiasmado com tantos miúdos juntos que só queria entrar nas salas e ficar com eles! A Directora pareceu uma pessoa calma, disponível, simpática e super acessível, fiquei com uma boa impressão geral de tudo e o mais giro foi quando ela fez questão de referir que haviam duas animadoras portuguesas na escola, por isso se o Gui tivesse alguma dificuldade em se exprimir em francês haveria sempre alguém que o compreenderia melhor. Ainda tivemos contacto com as duas animadoras, trocamos umas palavrinhas em português e assim que o Gui percebeu que elas falavam a mesma língua que nós, não hesitou em dar a mão a uma delas assim que esta o convidou a ir com ela ter com os outros meninos ao recreio.

 

Foi muito bom sentir que este primeiro contacto despertou uma grande curiosidade no Gui, falta agora saber como será realmente... Entretanto, ontem tivemos uma reunião com todos os pais para esclarecer algumas dúvidas que pudessem existir e aproveitamos para escolher o tal dia para a adaptação de 1 hora... Agora é esperar pelo dia 13 de Junho para ver como é que o Gui vai reagir quando ficar 1hora na escolinha com os outros meninos sem a minha presença... Eu estarei algures numa sala a terminar a inscrição dele e ele terá "o primeiro contacto a sério", naquela que vai ser a escolinha dele durante algum tempo...

A MAIOR FESTA POPULAR FRANCESA

Este fim-de-semana, como já vem sendo tradição, demos um saltinho até à maior festa popular de França: a famosa Foire du Trône em Paris

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Para quem estiver por cá, ou tiver planos para vir, saiba que a festa começou no dia 5 de Abril mas só termina a 2 de Junho!

 

Para os dois próximos fins-de-semana,  o programa ainda inclui:

  • o Dia de Portugal, a 26 de Maio (onde a comunidade portuguesa dinamiza a festa com grupos folclóricos e comida típica)
  • e o Dia da Diversidade com o famoso fogo de artifício, no dia 1 de Junho.

 

Aqui fica a sugestão! 

ÉCOLE MATERNELLE - PARTE 2

Se bem se lembram, em Janeiro inscrevi o Gui na "Escola Maternal", sem saber exactamente em qual das três escolas que aqui existem ele iria ficar... Na sexta-feira uma funcionária da Câmara Municipal ligou-me e informou-me então qual iria ser a escola do Gui, aquela que por sinal fica mais longe cá de casa, a aproximadamente 500 metros daqui...

 

Tinha que ligar esta semana para a Directora da Escola para completar a inscrição do Gui, por isso liguei hoje e fiquei agradavelmente surpreendida  da forma como se processa a inscrição...

 

Existem três etapas que eles fazem e aconselham a que os pais e as crianças participem de forma a que as crianças comecem desde cedo a aperceberem-se de que em breve terão rotinas bem diferentes:

  • a primeira começa com um encontro na escola com a directora na qual nos é apresentada a escola e feita uma visita guiada (já no dia 24 de Maio);
  • a segunda fase é uma reunião com todos os pais para esclarecer todas as dúvidas (dia 28 de Maio);
  • e na terceira e última fase, mais direccionada para a criança, levamos a criança à escola onde ela ficará cerca de uma hora sem a nossa presença para ver como ela reage (apenas sei que irá decorrer entre a semana do 3 ao 7 de Junho, numa data a escolher na reunião do dia 28 de Maio).

 

Confesso que estou curiosa para ver a reacção do Gui, pois mesmo que ele diga que quer ir para a escolinha, não sei até que ponto ele vai compreender que a vida dele está a um passo de mudar... A dele e a nossa também... 

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BOA PÁSCOA 💙

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Por aqui, e pelo sexto ano consecutivo vamos passar a Páscoa no mesmo destino... Por isso logo seguimos em direcção ao nosso destino habitual... Prometemos trazer novidades... 

 

Boa Páscoa! ❤️

CONTADO NINGUÉM ACREDITA

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Lembram-se do post de Maio de 2018 no qual eu falava da lentidão para se encerrar uma conta bancária aqui em França?! Pois é, estava bem longe de imaginar que esse processo de mudança bancária fosse nos dar milhentas dores de cabeça...

 

Depois de várias deslocações à agência bancária do Banco BCP (Banque BCP), inúmeros e-mails para saber o que era preciso fazer para acelerar o processo, e depois de tanta indiferença da dita "gerente da conta", foi preciso enviar uma carta registada com aviso de recepção para a central do Banco para que alguém tomasse uma atitude e encerrasse de uma vez por todas a conta bancária! Tudo porque os inteligentes teimavam em fazer as coisas "às pinguinhas"... Num mês transferiam X dinheiro, reclamávamos a perguntar porquê mas ninguém respondia... Uns meses depois mais outra quantia... E claro, cada transferência tinha o seu custo associado... Cheguei a acreditar que estávamos milionários e não sabíamos, pois o Banco parecia que não nos queria largar, ou então não queria mesmo era saber de nós (estava mais que óbvio que não queriam mesmo saber de nós!)!

 

O cúmulo aconteceu quando encerraram a nossa conta deixando a conta do Gui em aberto... Reclamei, reclamei, reclamei.... E mesmo depois da carta registada, enviada em Fevereiro, e vários e-mails trovados, só hoje é que parece que finalmente o dinheiro foi transferido para a nossa nova conta bancária... Sim, parece.... Não vou dar o caso por encerrado porque da última vez que me disseram isso a conta do Gui ficou pendente! Agora é esperar pelo dia de amanhã para ver se o dinheiro foi finalmente transferido!

 

No meio de tanta incompetência e irresponsabilidade, o que mais me enerva é saber que não houve ninguém que reconhecesse esta falha nem pedisse desculpa! E pensar que eu achava que abrir uma conta bancária era difícil... Difícil mesmo é mudar de banco!!! E depois venham-me contar histórias que "na França é que é"...