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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

COLECIONANDO MOMENTOS ❤️

E pelo sexto ano consecutivo, fizemos as malas e partimos rumo à bela cidade de Stuttgart, para umas mini-férias de Páscoa... Foram quatro dias bem aproveitados onde pudemos estar com alguns dos nossos familiares mais próximos e amigos.

 

Com o sol sempre a brilhar e as temperaturas a rondar os 25 graus, tivemos as mini-férias de Páscoa mais quentes de sempre!  Foi uma viagem um bocadinho cansativa mas valeu muito a pena... Foi mesmo bom quebrar a rotina e poder coleccionar bons momentos...

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DESCULPEM A AUSÊNCIA...

Desculpem a ausência mas foi tudo por uma boa causa... Estivemos, os três, quinze dias de férias em Portugal, desta vez o Papá R. (como chama carinhosamente o Gui) ficou em França... É claro que não foi fácil deixar o Papá cá, mas mesmo assim, foi bom podermos fazer esta escapadela os 3, para matar algumas das saudades antes do Principezinho 2 nascer...

 

Tentámos aproveitar o máximo que pudemos, visitamos a nossa família e alguns dos nossos amigos, passeamos pelo campo, andamos pela cidade e corremos pela praia... Mas que dias fantásticos que tivemos... Só foi mesmo pena o papá não estar também...

 

Fomos presenteados por dias de sol fantásticos, com algum calor à mistura... Despedimo-nos do Inverno da melhor forma possível... E prometemos que um dia aquele pedacinho de terra tornaria a ser o nosso lar...

 

O Gui andava eufórico com tanta liberdade... E assim que viu a praia correu a reclamar que queria "nadar" na água como fazemos nos dias quentes de Verão... Tentei explicar-lhe que só podíamos ir para a água quando regressassemos nas próximas férias, com mais calor, mas na sua inocência dos dois anos respondia-me sempre que "ali já era o calor"... E claro que para ele estava suficientemente calor, para trás tínhamos deixado os gorros e os casacos de Inverno a que estávamos habituados... Lá acabou por perceber que ir para a água seria complicado, mas mesmo assim delirou com o simples facto da podermos brincar na areia junto à água...

 

As idas ao parque também eram mais interactivas, depressa o Gui percebeu que todas as crianças falavam a mesma língua que ele, e não aquela língua estranha que ele percebe mas teima em não falar... 

 

Aproveitamos ainda para comprar algumas roupinhas super fofinhas para o Principezinho 2, e é claro que o Gui acabou por ganhar alguns presentinhos também...

 

No final, regressamos cansados mas com o coração cheio e uma mala cheia de boas recordações.... Como foi bom podermos recarregar baterias... Agora é aproveitar os dias da melhor forma, pois muitas coisas boas se avizinham antes das próximas férias de Verão! ❤️

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CONTADO NINGUÉM ACREDITA

Esta semana o Presidente francês, Emmanuel Macron, visitou a ilha francesa de Saint-Martin, no Caribe, um ano depois da passagem do furacão Irma... Até aqui nada de anormal, não fosse a polémica foto onde ele aparece com um jovem que faz um gesto obsceno! É óbvio que a foto viralizou na internet e eu cheguei a pensar que se tratasse de uma montagem...

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Diga-se de passagem que, para um Presidente quem em Junho passado repreendeu um adolescente por chamá-lo de "Manu" e pediu respeito, não se compreende como é que desta vez ele achou esta postura adequada! 

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Às vezes fico com a ideia que querem ser tão liberais que chegam a cair no ridículo.... Se é que a isto se pode chamar de ridículo!

E DE REPENTE PASSARAM 5 ANOS

Faz hoje 5 anos que mudamos de país, 5 anos que entramos no nosso Peugeot 206 e rumamos à maior aventura das nossas vidas... Lembro-me perfeitamente desse dia como se fosse hoje, na despedida apenas estava a minha irmã mais velha e o meu cunhado, nessa altura os meus pais e a minha irmã mais nova estavam na Alemanha... Foi tudo tão de repente que acho que só tomamos consciência do passo que tínhamos dado quando chegamos ao nosso destino....

 

Fizemos a viagem no nosso carro comercial, sem ar condicionado, em pleno mês de Agosto, carregados com tudo o que nos fazia falta (e o que o espaço da mala do carro nos permitia levar), com temperatura elevadíssimas... Entre portagens, combustível, e alimentação, lembro-me que gastamos cerca de 300€...

 

Íamos cheios de medos e expectativas... Para trás deixávamos a nossa família, os nossos amigos, a nossa cidade, os nossos costumes, a nossa vida... E o pior, a incerteza de que um dia voltaríamos a trabalhar no nosso país...

 

Optámos por fazer a viagem em dois dias, programamos uma noite em Bordéus e dali partiríamos para o destino final: Ile de France, mais precisamente no departamento 91.

 

Nem imaginam o choque que foi quando olhámos para o GPS e vimos que o nosso destino final era este... Confesso que tínhamos ideia que a França fosse semelhante à Suíça.... Mas não, pelo menos esta zona da França não... 

 

Com o tempo, habituámo-nos a estar aqui, e o que era estranho passou a ser encarado como "normal"... Admito que, mesmo depois de 5 anos passados, ainda não nos sentimos "em casa", e acho muito difícil que esse sentimento vá um dia mudar... É difícil sentirmo-nos em casa quando existe uma grande diversidades cultural, quando as pessoas são totalmente diferentes àquelas que estávamos habituadas, quando as regras a que estávamos habituados parecem não existir, quando olhamos à nossa volta e vemos que ninguém nos conhece, quando constatamos que aqui é cada um por si e dificilmente há alguém que se ofereça para ajudar de forma gratuita...

 

Se pudéssemos voltar no tempo, tornávamos a fazer o mesmo, voltávamos a fazer as malas e a emigrar... A emigração mudou a nossa visão sobre o Mundo, sobre Portugal, sobre as pessoas mais importantes na nossa vida, sobre o que é realmente mais importante na vida, e sobre o que vale a pena lutar... Tudo ficou mais claro na nossa vida... Hoje sabemos que não há riqueza maior que a nossa família e o seu nossos amigos, aquelas pessoas que mesmo ausentes estão sempre presentes, aqueles que todos os dias nos dão uma força, e cada vez que voltamos estão de braços abertos à nossa espera...

 

Ao emigrar para aqui, ganhamos a nossa família do coração, aqueles amigos que tal como nós decidiram sair de Portugal porque não tinham trabalho... A vida foi ficando mais fácil quando percebemos que não estávamos sós nesta aventura... E é graças a esta mini comunidade portuguesa que fomos formando, que conseguimos tornarnos mais fortes... Hoje sabemos que quando regressamos de Portugal temos a nossa família do coração aqui...

 

Perguntam-nos muitas vezes se vamos ficar por aqui, e não consigo negar o nosso desejo de um dia voltarmos a trabalhar em Portugal... Queremos que a nossa passagem aqui seja apenas mais uma grande volta que um dia demos na nossa vida... Não nos conseguimos imaginar aqui por mais 5 anos, e só rezamos para que tudo dê certo... Todos os dias tentamos ser positivos.... Todos os dias procuramos acreditar que o nosso regresso a Portugal será ainda mais fácil que a nossa vinda para aqui...

 

Temos medo de um dia acabarmos como os portugueses que foram ficando por aqui, com um grande arrependimento de um dia não terem voltado para Portugal, porque deixaram passar os anos e não tiveram a coragem de arriscar, porque é preciso uma coragem ainda maior para tornar a arriscar e voltar a fazer o caminho de regresso a casa!

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MADE IN PORTUGAL

Faz mesmo bem à alma entrar num supermercado

e encontrar produtos portugueses em destaque... 

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E que belos produtos que hoje encontrei por aqui!

FESTIVAL INTERNACIONAL DE FRANCESINHAS

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Tendo em conta o grande sucesso do ano passado, o Festival Internacional Francesinhas torna a estar presente em Paris, na Expo Porte de Versailles. 

 

Este ano, para além de Paris, o Festival estará, pela primeira vez, em Genebra, Luxemburgo e Londres! 

 

Aqui fica a sugestão para quem gostar de francesinhas e estiver por estas bandas... 

COM A CASA ÀS COSTAS...

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Se há coisa que a malta aqui faz com muita frequência é mudar de casa, por isso os vizinhos são sempre diferentes... (o prédio onde eu moro foge um bocado a esta regra, mas acreditem que existem poucos edifícios assim) Por isso é muito frequente vermos as pessoas em mudanças, mas não são umas mudanças vulgares, são mudanças surreais que nos deixam de queixo caído... E sim, estamos a falar mesmo de Paris! 

 

Digamos que o carro serve para transportar quase tudo... Desde o colchão de uma cama de casal, em plena via rápida e de noite... Até o sofá da sala, em pleno domingo à hora do almoço...

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Por aqui vale mesmo tudo, mas tudo mesmo, até aquelas coisas mais doidas que vocês acham que seria impensáveis ou impossíveis! 

 

Estas duas fotografias são apenas dois pequeníssimos exemplos vivenciados por aqui, mas haveria pano para fazer um verdadeiro enxoval!

O CARNAVAL PARISIENSE

Hoje mal me conectei ao facebook deparei-me com uma série de fotografias de crianças mascaradas... Pois é, já nem me lembrava... O Carnaval está quase, quase, aí!

 

Por incrível que isto possa parecer por aqui essa data passa completamente ao lado dos Parisienses, o que causa em mim uma enorme nostalgia... Ainda vou pesquisar se se festeja em alguma terriola perto daqui... Logo eu que gosto tanto desta época...

 

Mal o Natal terminou às lojas começaram a substituir os artigos natalícios por produtos alusivos à Páscoa (que por sinal também pouco ou nada se comemora)... Máscaras de Carnaval quase não existem, por isso a primeira máscara do Gui foi comprada via internet pela Amazon.

 

Perante tanta fotografia que vi lá mascarei o Gui para ver como ele reagia... O resultado não foi muito positivo, 5 minutos depois de estar vestido de Mocho desatou a chorar todo enervado por estar com aquele fato... Que pena que foi, pois estava um Mochinho muito fofo!

 

 

Amanhã vou tentar vesti-lo mais uma vez, vamos lá ver como corre... De qualquer forma,  será sempre para ficarmos mascarados cá por casa pois se sairmos todos mascarados à rua é capaz do pessoal ficar a olhar um bocadinho mais para nós... Eh... Eh... Eh...

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PORTUGAL NO SEU MELHOR

Ontem fiz anos, tinha combinado com o meu marido fazermos uma pequena comemoração a três porque a verdadeira festa, com a família e os amigos, tinha sido programado para o fim-de-semana...

 

Não tivesse eu amigas especiais que me fizeram uma surpresinha, ontem, ao aparecerem na minha casa com um bolinho e uma vela, ao mesmo tempo que me cantavam os parabéns... Escusado será dizer que adorei o gesto! Com isto, acabamos o dia no restaurante a festejar, não a 3 mas a 7! 

 

Para ser um bocadinho diferente, já tinha escolhido que iríamos a um restaurante francês, de forma a mudar um bocadinho "de ares" e não estarmos sempre a frequentar restaurantes portugueses... Ninguém se opôs à ideia até porque havia quem já lá tivesse ido... O mais engraçado disto tudo foi a meio do jantar começarmos a ouvir música portuguesa... Foi mesmo muito estranho, parecia que estávamos a delirar... De repente, demos por nós concentradíssimos a tentar ouvir de quem era a música, que vinha discretamente da zona da cozinha e, por instantes, foi como se estivéssemos em Portugal... 

 

Pode parecer ridículo, mas o simples facto de se ouvir uma música portuguesa, num lugar distante e inesperado deixa qualquer Tuga neste estado... Ficamos todos com uma enorme vontade de perguntar se havia algum Tuga a trabalhar por ali, mas ficamo-nos só pela "vontade"...

 

Mais um momento que ficará nas nossas memórias...

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A ESCOLHA DA MATERNIDADE EM FRANÇA

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Em França, a escolha da maternidade é baseada fundamentalmente em 2 critérios: na proximidade do local de residência e no tipo de gravidez

 

Dependendo de como se desenvolve a gravidez, o obstetra ou a enfermeira parteira aconselham (e direcionam se fôr caso disso) o tipo de estabelecimento que mais se adequa, isto porque aqui as maternidades estão classificados em três níveis, de acordo com a capacidade que têm em seguir as gestações (gravidezes simples ou de risco):

 

  • Nível 1 - para as gravidez "simples" e sem complicações, o bebé nasce naturalmente por via vaginal ou por cesariana;

 

  • Nível 2 - apresentam uma unidade de neonatologia e acolhem gravidezes de risco ou múltiplas. Eles podem suportar desde bebês de parto que necessitam de cuidados médicos especiais.

 

  • Nível 3 - aquelas que possuem uma unidade de cuidados intensivos neonatal. Para os casos de gravidez de risco, sobretudo aquelas ligadas a nascimentos prematuros. 

 

Normalmente a inscrição faz-se por volta do 5º mês de gravidez, mas é sempre melhor informar-se junto da maternidade sobre os prazos de inscrição, pois há estabelecimentos que exigem que se faça a inscrição mais cedo. No entanto, em caso de urgência, a grávida pode dirigir-se a qualquer maternidade, mesmo se não estiver inscrita.

 

Ao inscrever-se verifique sempre as taxas cobradas pelas instituições privadas, pois o parto é suportado a 100% pelo seguro de saúde (ao que aqui em França se chama Mutuelle), tendo por base o preço do parto nos hospitais públicos. Por isso, se escolher um hospital privado informe-se o que é que o seu seguro de saúde cobre em relação a pedidos especiais (quarto individual, cama para o pai, televisão, linha telefónica...).

 

Só para terem uma ideia, no nosso caso, optámos por um hospital privado (maternidade do nível 1) bem perto de casa, após a recomendação de várias pessoas que fizeram lá o parto (acreditem que se torna bem difícil escolher quando não se conhece nada!). Temos noção que se optássemos por uma maternidade pública, não teríamos que gastar nenhum dinheiro, mas como o hospital público mais perto da nossa residência não tem "grande fama", optámos pelo serviço privado de forma a que possamos usufruir deste momento de uma forma mais tranquila. Temos um seguro de saúde que cobre a totalidade do parto com a excepção da anestesia epidural (que tem um valor de 270 euros), em relação ao quarto, e como optámos por um quarto particular, dos 120 euros/noite que o hospital cobra, o seguro paga quase 100 euros/noite; já para a cama-extra (para o meu marido ficar junto) o hospital cobra 20 euros/noite (aqui ainda não consegui obter a informação se seremos reembolsados ou não mas, independentemente disso, a decisão de ele ficar está mais que tomada). Por isso, fazendo todas as contas, achámos que as despesas que vamos ter compensam em muito as comodidades que vamos poder usufruir num dos momentos mais importantes da nossa vida!

O VERDADEIRO EMIGRANTE

image.jpegPerante isto....Fiquei sem palavras...

Só tenho medo de um dia "ficarmos assim"!

(Eh... eh... eh...)

 

SHIU... É SEGREDO!

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O meu pai fez anos esta semana e vem até aqui festejar o seu Aniversário...

O que ele não sabe é que eu preparei uma festa surpresa, e é já hoje! 

Daqui a menos de 1 hora devem estar todos aí...

Depois conto-vos como foi!

 

UM PARQUE COM UMA HOMENAGEM A UMA PORTUGUESA

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É interessante quando vamos conhecer um lugar diferente fora do nosso país e descobrimos algo português... Foi isto que nos aconteceu na passada segunda-feira, era feriado, o dia convidava a um passseio pela natureza... Fomos à internet, pesquisámos um parque diferente para visitar, e tendo em conta as fotografias que apareciam acabámos por escolher um parque situado nos arredores de Paris, em Massy, o Parc Georges Brassens.

 

Estávamos longe de imaginar o que iríamos encontrar: o nome de uma rua em homenagem a uma portuguesa... Depressa compreendemos a sua história, uma história relatada numa espécie de exposição, que existe no parque, e que conta a coragem de uma portuguesa que lutou pelos direitos dos seus compatriotas e não só.

 

40ª FESTA FRANCO-PORTUGUESA

A maior festa associativa portuguesa em toda a Europa começa hoje no Parque do Hotel de Ville em Pontault-Combault, nos arredores de Paris. Trata-se da 40ª Festa organizada pela Associação Portuguesa Cultural e Social (APCS) de Pontault-Combault.

 

São dois dias de festa onde reina a alegria e a animação, num ambiente tipicamente português. A festa conta com o apoio da câmara municipal de Pontault-Combault e tem como objectivo divulgar Portugal, divulgar a cultura portuguesa e a língua portuguesa, unir os portugueses e os franceses, bem como juntar gerações.

 

Se fôr até lá, para além dos concertos com artistas portugueses, vai encontrar tendas de vendas de produtos regionais de Portugal, fumeiro, enchidos, bebidas portuguesas, comes e bebes, e não só! 

 

Este ano, como cabeças de cartaz, temos os Xutos&Pontapês e o Tony Carreira, para além dos vários artistas franco portugueses radicados em França. A entrada é gratuita!

 

O ano passado fomos até lá e gostámos por isso hoje vamos repetir... Um ambiente festivo que nos faz questionar se estamos em França ou em Portugal!

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PROGRAMAÇÃO