Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

SEGUNDO TRIMESTRE 💙

Ainda não acredito como o tempo parece estar a passar bem mais rápido nesta segunda gravidez... Tenho tentado desfrutar ao máximo pois sei que em breve terei muitas saudades desta minha Barriga de Amor. E apesar de me sentir muito mais cansada, nesta gravidez, estou a adorar estar novamente grávida!

 

Estou cada vez mais barriguda, a fome parece que veio para ficar,  já só consigo dormir com 1001 almofadas e tenho as minhas sérias dúvidas que chegue ao fim desta gravidez com a mesma energia que cheguei na primeira... 

 

Já começamos a organizar o quarto do Martin, compramos algumas roupinhas e algumas coisas fofinhas, fizemos uma triagem das coisas do Gui que o Martin também poderá usar, mas sabemos que ainda há muita coisa para fazer... 

 

O melhor deste segundo trimestre são sem dúvida os chutinhos de Amor, poder sentir o nosso Bebezinho dentro de nós é, para mim, das sensações  mais extraordinárias que existe!

 

Será que dá para pedir ao tempo para passar mais devagar, por favor?! 💙

IMG_9654.JPG

RASTREIO DAS ANOMALIAS CROMOSSÓMICAS POSITIVO

IMG_9552.JPG

Depois que fiz a ecografia do primeiro trimestre fiquei muito mais descontraída, afinal o médico tinha verificado que estava tudo certinho... Com a azáfama do dia-a-dia, e como na gravidez do Gui tudo tinha corrido dentro da normalidade, nunca mais me lembrei do resultado do rastreio das anomalias cromossómicas... Até que 15 dias depois, numa sexta-feira à tarde, mais precisamente no dia 25 de Janeiro, o meu telemóvel tocou...

 

Por norma, nem costumo atender chamadas de números que não conheço, nas naquele dia, não sei porquê, atendi... Acabava de receber uma chamada do Hospital onde tinha feito a ecografia do primeiro trimestre, tinham recebido o resultado do rastreio das anomalias cromossómicas, e a enfermeira parteira queria comunicar-me que o resultado era positivo... Naquele instante o meu coração deve ter parado uma fracção de segundos, fiquei sem palavras, e tenho a certeza que passei de pálida a transparente... Não queria acreditar no que estava a ouvir... No mesmo instante, e ainda do outro lado do telefone, sempre com uma voz serena, a enfermeira explicava que tudo não passava de uma probabilidade, e que para tirar as dúvidas teria que dirigir-me ao meu ginecologista...

 

Azar ou não, o meu ginecologista estava de férias desde Dezembro e só recomeçava a trabalhar em Fevereiro... Gentilmente, marcou-me de imediato uma consulta para a terça-feira que se aproximava, altura em que iria fazer uma nova análise... Do outro lado, a enfermeira, não quis entrar em muitos detalhes, apenas me quis informar da forma mais tranquila, mas eu precisava de saber mais sobre o assunto... Não estando eu a trabalhar na área da obstetrícia, e tendo em conta a evolução da ciência, queria saber concretamente o que iria ser feito a seguir...

 

Mal desliguei a chamada senti que não podia guardar aquela informação só para mim, mas também não queria partilhá-la com toda a gente, tinha que contar ao R.... Liguei-lhe, expliquei o que se passava, mas não quis passar o pânico que este telefonema tinha causado em mim... Felizmente naquele dia não estava a trabalhar, estava numa formação do hospital, mas após aquela chamada telefónica nunca mais consegui ouvir a formadora...

 

O meu objectivo era chegar agora a casa e fazer uma pesquisa aprofundada do tema, pois estranhei a enfermeira não ter mencionado que teria que fazer algo mais invasivo... E realmente não tinha... Descobri que, desde o dia 18 de Janeiro, a forma para verificar o rastreio tinha sofrido alterações... Havia uma nova análise ao sangue que era feita, totalmente gratuita, o teste de ADN! 

 

O teste de ADN é proposto à grávida sempre que um rastreio de anomalias cromossómicas é positivo, aqui em França é conhecido por DPNI - Dépistage prénatal non invasif. O teste, surgiu como forma de substituir a chamada amiocentese, e passou a ser proposto às grávidas em função da probabilidade do risco, isto é, o teste aplica-se se o risco se situar entre 1/1000 e 1/51. No entanto, se o risco fôr superior a 1/50, é indispensável fazer uma amiocentese. No entanto, esta técnica baseada no ADN, que tem uma precisao de 99%, não evita a 100% o recurso a uma amiocentese, pois quando este teste também é positivo, o último recurso será sempre a amiocentese. 

IMG_9549.JPG

A enfermeira tinha falado, ao telefone, de uma análise, por isso rapidamente deduzi que os valores de risco que apresentava eram pertinentes para fazer o teste de ADN (DPNI)... 

 

Sabíamos que o primeiro resultado era apenas uma estatística, mas  era impossível não pensar que existia uma probabilidade... Decidimos que não falaríamos disto a ninguém, até porque não queríamos causar nenhum tipo de preocupação... 

 

Tal como estava então programado, na terça-feira seguinte, dirigi-me ao hospital para fazer a colheita de sangue. Foi-me explicado da forma mais superficial em que consistia e foi-me dito que o resultado demorava cerca de 10 dias... Estava perfeitamente esclarecida do que tinha feito, até porque tinha feito uma pesquisa aprofundada, mas... 10 dias?! Calhava exactamente no dia do meu Aniversário...

 

Felizmente o resultado veio mais cedo, precisamente no dia 5 de Fevereiro... O meu coração bateu a mil assim que vi aquele número a tocar no meu telemóvel.... Respirei fundo, e do outro lado, reconheci logo a voz da enfermeira, aquela que me tinha telefonado na primeira vez e me tinha feito a colheita de sangue... Sem rodeios informou-me que podia "respirar tranquilamente, que o teste era negativo, não havia nada para me preocupar mais"... Confesso que mal ouvi aquelas palavras, chorei de alegria e agradeci por me ter telefonado assim que os resultados chegaram!  

 

Liguei ao R., mas como estava a trabalhar, não me atendeu a chamada, deixei-lhe então uma mensagem para que ele também pudesse "respirar sem mais preocupações"...

 

Durante todo aquele período de espera, o R. preferiu não se pronunciar muito pois segundo ele o importante era termos resultados concretos... Talvez até fosse uma maneira de me tranquilizar, mas mesmo assim era impossível para mim não pensar que poderia ser positivo... No dia, coloquei mil e umas hipóteses, pensei nas mais variadas situações, mas há medida que os dias de espera foram passando, e por incrível que até possa parecer, fui ficando mais tranquila... Com o tempo cheguei à conclusão que não me restava se não esperar e acreditar que no final tudo ía acabar bem, independentemente do resultado!

 

Felizmente, tudo não passou de um falso alarme, mas a partir daqui passei a ficar muito menos descontraída... Acho que aquele medo de que "alguma coisa pode não dar certo", que sempre tive com a primeira gravidez, voltou a surgir... Afinal, toda a gente sabe que não existem duas gravidez iguais... E esta experiência foi a prova disso mesmo!

NO DIA DOS BEBÉS...

image.jpeg

 

Decidi partilhar com vocês a primeira fotografia do nosso Gui,

o nosso Principezinho tão desejado e amado!

Aqui ainda era bem pequenino, tinha apenas 12 semaninhas e 2 dias,

lembro-me tão bem deste dia...

Hoje com 35 semanas e 4 dias, pesa 2561gr e mede quase 49cm.

Falta tão pouco para nascer, que quero continuar a aproveitar cada segundo deste doce momento!

MALA DE MATERNIDADE

mala para a maternidade.jpg

Chegou a hora de começar a fazer as malas para a maternidade... Confesso que ainda não tenho nadinha de nada preparado, o tempo passou tão rápido que de repente vejo-me ainda com uma série de coisas pendentes, mas o melhor disto tudo é que continuo tranquila como se ainda tivessemos muitos meses pela frente!

 

Os "teóricos" dizem que é a partir da 32º semana de gestação que o casal deve começar a preparar as malas para levar para a maternidade, de forma a garantir que, no dia, se leve o essencial para o conforto da mãe e do bebé. 

 

Para a mala, não existe um tamanho ideal, há quem leve 1 mala com a roupa toda junta, da mãe e do bebé, e há quem leve duas malas, de forma a levar as coisas em separado... Eu pessoalmente, pensei em duas malas pois acho que fica bem prático!

 

De forma a facilitar as coisas, o melhor será colocar no topo da mala, em saquinhos individuais, fazendo uma espécie de kit:

- a primeira roupa que o bebé vai vestir (um body de manga comprida, um babygrow, um par de meias, um casaquinho, um gorro, uma fralda descartável e uma gigoteuse);

- e a roupa da mãe que irá utilizar logo após o parto (uma camisa de noite, um par de cuecas, um soutien de amamentação e um penso higiénico).

 

Como normalmente o tempo de internamento é de 3 a 4 dias e, para facilitarmos ainda mais as coisas, pensei em fazer mais uns kits, numerados e identificados com etiquetas, para os outros dias também (2º dia, 3º dia... etc), desta forma a tarefa do papá na hora de procurar a roupa para o bebé será bem mais fácil!

 

 

LISTA DE PRODUTOS A LEVAR PARA A MATERNIDADE

 

TENHO UM ACROBATA DENTRO DE MIM!

image.jpeg

Esta semana tem sido uma loucura, o Gui mexe tanto e tanto que nunca o senti assim tanto como agora! Agora posso senti-lo nitidamente e consigo interagir com ele como nunca, é uma sensação tão boa que dá vontade de "fazer miminhos" na barriga a toda a hora. 

 

O problema é quando ele decide fazer acrobacias a sério, estica-se tanto em direcção às minhas costelas que sou obrigada a colocar a minha mão para me proteger.

 

Normalmente de manhã anda todo sossegadinho, acho que sai a mim, um bocadinho dorminhoco... Depois, por volta das 16h-17h, até eu ir dormir (entre as 23h30 e as 00h), fica super-activo e faz da minha barriga uma verdadeira piscina olímpica.

 

Desde a última vez que escrevi, a falar sobre a minha gravidez, a minha barriga não tem parado de crescer, e tem crescido tanto que, pela primeira vez, sinto-me uma verdadeira barriguda!

 

E é assim que eu me sinto, às 34 semanas de gravidez: barriguda e super-feliz com o meu pequeno acrobata... Tão feliz que hoje decidi registar em fotografia o que o meu coração sente cá dentro...

image.jpeg