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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

CONTADO NINGUÉM ACREDITA

O Gui já andava com febre desde sexta-feira, e um bocadinho aborrecido, mesmo assim a festa de Aniversário tinha corrido bem... No domingo, bem no início da tarde, começou a chorar muito e a queixar-se do ouvido direito, levamo-lo ao médico e foi-lhe diagnosticado duas otites, uma em cada ouvido...

 

Entretanto, e à conta disto, comecei a ter alguns sintomas de doença: dores de cabeça, comichão na garganta, tosse seca... Fui ao médico na terça-feira, diagnosticaram-me uma virose, e medicaram-me... Pensei que ficaria por aqui, mas estava enganada...

 

Esta noite às 5h da manhã acordei com a garganta seca e uma dor terrível no ouvido esquerdo... A primeira coisa que pensei foi que tinha uma otite (algo que nem sei se alguma vez tive na vida...)... Liguei para a médica de família para saber se me podia atender, hoje ou amanhã, mas a resposta foi negativa. Como estava em casa com o Gui, esperei que o R. chegasse a casa para ir às urgências, sozinha, do hospital aqui ao lado de casa... Cheguei às urgências por volta das 19h15, fui atendida por volta das 20h e lá confirmei o que calculava: uma otite no ouvido esquerdo! O pior estava para vir...

 

Tinha uma receita médica para comprar um antibiótico em gotas para colocar nos ouvidos... Como saí às 20h e pouco do hospital, as farmácias estavam todas fechadas (é verdade, aqui as farmácias fecham quase todas entre as 19h30 e as 20h), lembrei-me que havia uma farmácia num centro comercial, a uns 10 km daqui, que fechava às 21h, por isso dirigi-me de imediato para lá... O cúmulo, e para o meu azar, os horários de encerramento da tal farmácia tinham mudado para as 20h30, e eu cheguei às 20h32, 3 minutos mais cedo e tinha apanhado a farmácia aberta! 

 

Só me restava a última solução: dirigir-me à Polícia para saber qual era a farmácia que estava de serviço (é verdade, aqui na França quando as farmácias estão fechadas somos obrigados a dirigirmo- nos a uma Esquadra da Polícia com a receita médica e um cartão de identificação para que esta nos informe qual a farmácia que está de serviço, ao mesmo tempo, a polícia avisa o farmacêutico para que este tenha conhecimento). Nem queria acreditar quando coloquei a morada no GPS: 18km para lá chegar (uns 25 minutos de carro), que é como quem diz 36Km no total e 50 minutos para chegar a casa!!! 

 

Confesso que roguei pragas o caminho todo a quem teve a brilhante ideia de fazer esta gestão de farmácias, deve ter sido feita por alguém que nunca precisou de uma a meio da noite porque se pudessem ver o trajeto que eu tive que fazer para lá chegar... Campos e mais campos, que só rezei para o meu carro não avariar ou me furar um pneu, de tal sozinha que me senti naquele maldito percurso. 

 

Cheguei à farmácia eram quase 21h30, não se via uma alma na ruam apenas o farmacêutico estava à minha espera, só com uns 20 cm da porta aberta (pois não podia abrir mais a porta dizia ele que eram as normas por estar sozinho), olhou para a receita e disse-me que não percebia metade do que estava lá escrito e perguntou-me se a médica me tinha explicado a posologia... Disse-lhe que não, e pensei até que ele fosse ligar para o hospital...  Dirigiu-se ao balcão, trouxe a medicação e disse-me que apenas sabia que tinha que deitar 4 a 5 gotas de antibiótico em cada ouvido, e que o resto teria que confirmar com a médica que me atendeu no Serviço de Urgências! Fiquei incrédula a olhar para ele, estava sem paciência para barafustar, por isso peguei no antibiótico, cheguei ao carro, li o folheto do medicamento, e vim directa para casa! Ainda tinha outros longos 25 minutos de estrada pela frente...

 

Só de pensar que perdi mais tempo à procura de uma farmácia que ir às Urgências... E ainda dizem que na "França é que é"... Nota-se...

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MUDANÇA DE BANCO EM FRANÇA

Depois que mudamos de casa, e de cidade, decidimos mudar também de Banco, por uma questão de distância... Ora o que não imaginávamos era que essa mudança fosse tão longa...

 

Marcamos então com o Banco para fazer o pedido da transferência da nossa conta e, no dia, lá fomos, munidos dos papéis que o banco nos tinha previamente pedido (factura da electricidade, folha de impostos, uma folha de rendimento de cada um de nós e os nossos Cartões de Cidadão)... Mais um dia para assinar todos os papéis... E mais um "bom mesinho", avisou-nos o funcionário do Banco, para que o nosso antigo Banco proceda à transferência para o nosso novo Banco! Nem queria creditar quando ele nos disse isso! O verdadeiro cúmulo da lentidão, diria eu... Não acham?!

 

Se bem me lembro, em Portugal, tudo se faz bem mais rápido, certo?!

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INSÓLITO... OU TALVEZ NÃO!

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Em França existem supermercados low-cost que vendem apenas produtos cuja data de validade está ultrapassada. Sim, é mesmo verdade! A ideia surgiu como forma de combater os centenas de quilos de comida que todos os anos são desperdiçados e podiam ser consumidos.

 

Na realidade, existos uma grande diferença entre "consumir de preferência até..." (em francês, date limite d'utilisation optimale - DLUO) e "consumir até..."( em francês, date limite de consommation - DLC), e muitas pessoas não fazem essa distinção, o que faz com que sigam à risca a data de validade que vem marcada na embalagem sem terem noção que afinal o produto até podia ser consumido.

 

Quando um produto diz “consumir até...” significa que o produto deve ser consumido no maximo até aquela data pois corre o risco de se estragar rapidamente. Esta data está relacionada com a segurança alimentar. De uma forma geral, é utilizada em produtos frescos, como carne embalada, peixe e lacticínios. 

 

Em contrapartida, quando o produto diz “consumir de preferência até…” significa que o produto pode ser consumido depois do prazo indicado, sem risco de intoxicação alimentar. A data indica apenas o prazo que a marca garante a qualidade máxima do seu produto. Normalmente, aplica-se a produtos que podem ser armazenados por muito tempo, como conservas, especiarias, produtos de higiene, entre outros.

 

São estes últimos produtos que a França comercializa pois a lei existe para que os comerciantes possam vender estes produtos. Só para terem uma ideia, os comerciantes afirmam que as latas de conserva podem ser consumidas 5 anos depois da data, as bebidas 2 anos depois, as bolachas e os chocolates 3 anos depois! Dizem eles que não existe nenhum perigo para a saúde, apenas poderá haver uma alteração na qualidade nutricional e gustativa! Uma  alternativa para quem quer poupar na carteira e, sobretudo, ajuda a evitar o desperdício e poupa o ambiente.

 

Pessoalmente, nunca fui a nenhum supermercado destes, e confesso até que me faz uma certa confusão, principalmente quando penso que também são comercializamos produtos para bebés e crianças!

 

Por isso, se vierem até aqui não fiquem espantados se encontrarem uma loja destas!

QUANDO A JUSTIÇA NÃO FUNCIONA

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Lembram-se de vos ter contado aqui o maior pesadelo das nossas vidas?! Pois é, parece que esse pesadelo nunca mais tem fim mesmo... Depois do leilão ter sido cancelado, o dinheiro ter sido entregue ao tribunal mas continuar "parado" sem que ninguém lhe possa tocar porque a juíza não se deu ao trabalho de perceber o que pretendíamos... Enfim... Recorremos... Continuamos à espera, e o melhor, a construtora inventou agora que nunca cumpriu com a sentença porque nós nunca quisemos entregar as chaves do apartamento!!! Mas alguém consegue acreditar nisto?!

 

Entretanto, mais um processo idiota foi colocado por eles contra nós: agora dizem que lhes devemos uma quantia absurda por rendas de habitação, que datam do dia da compra (Novembro de 2007) até à data da entrega das chaves, afirmam que enriquecemos com o património deles e que entregamos-lhe um apartamento usado quando eles nos venderam um novo...

 

Fartos des tantas histórias e tantas mentiras, tudo numa tentativa de nos esgotar a paciência e o dinheiro, e depois de várias tentativas para lhes entregarmos as malditas chaves (porque há muito que não nos servem para nada) hoje a nossa advogada lá conseguiu fazer a entrega das chaves.

 

Agora é esperar pelas "cenas dos próximos episódios", temos a certeza absoluta que mais mentiras virão... E mais processos serão colocados contra nós... Enquanto isso, vamos continuar a "queimar dinheiro" porque enquanto a justiça continuar a dar ouvidos a estes ladrões, sabemos que não irão parar tão cedo!

 

Qualquer dia acho que vamos acabar na RTP1 no programa da "Sexta às 9"! 

PRESENTE DE PÁSCOA

Tal como aconteceu no Natal, também o Coelhinho da Páscoa passou mais cedo por aqui e deixou-me um ovinho bem docinho: um destaque no Sapo Blogs!

 

O destaque deveu-se às "novidades" que aqui anunciaram nos supermercados... Houve quem pensasse que estava a brincar com a situação, valeu a fotografia registada no momento para comprovar a veracidade dos factos... Tal como dizia o título... Contado ninguém acredita!!!

 

Obrigado Sapinho por esta surpresa, sabe mesmo bem ver o nosso blog em Destaque na Página Principal da SAPOBLOGS! ❤️

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CONTADO NINGUÉM ACREDITA

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Finalmente chegaram por aqui os oregãos em folhas e o alecrim (em francês, romarin)! Pode parecer mentira, mas estas especiarias não existiam simplesmente nos supermercados daqui.

 

Ora nós, consumidores de oregãos, víamo-nos obrigados a trazer sempre uns 2 ou 3 fresquinhos connosco, cada vez que íamos a Portugal. Nem consigo compreender como é que eles não tinham estas ervas aromáticas, de qualquer forma agora já sabemos que, pelo menos, no Lidl vamos encontrar o que tanto procurámos quando chegámos aqui! 

 

"Novidades"... Dizem eles por aqui! (até me deu vontade de rir quando vi esta placa!!!)

CONTADO NINGUÉM ACREDITA!!!

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Se há pessoa que atrai azar e problemas, essa pessoa sou eu... E quando tudo parece estar mais ou menos a ir normal, lá aparece mais um problema para resolver... Mais uma "dor de cabeça para tratar"...

 

Desta vez foi com o carro que legalizamos há cerca de um ano... O carro precisava de ir à inspecção (em francês, contrôle technique) antes do dia 20 de Fevereiro, como íamos mudar de casa, e o ano passado o centro de inspecções tinha registado uma pequena série de anomalias, marcámos uma revisão no mecânico com uma certa antecedência, mais precisamente no dia 2 de Fevereiro... No dia, o Mecânico disse que ele próprio podia levar o carro à Inspecção, e por uma questão de comodidade, acabamos por achar que a ideia até era boa... Até aqui tudo normal... 

 

No final do dia um dos funcionários da oficina liga a informar que o carro estava pronto mas a Inspecção não estava feita porque havia um erro no livrete do carro (a chamada "carte grise") que impedia de fazer a inspecção ao carro... O carro estava registado como sendo uma AUTOCARAVANA!!! O funcionário não quis adiantar mais nada, mas como eu tinha em casa umas fotocópias dos documentos do carro percebi rapidamente onde estava o erro... O erro estava basicamente na "categoria do veículo" que tinha sido registada, no documento emitido pela Peugeot a categoria referia "N1", e ao legalizarem o carro colocaram no livrete "M1"!!!! Quando chegamos à oficina dissemos ao funcionário que já sabíamos onde estava o problema, o qual confirmou e disse-nos para não nos preocuparmos pois bastava ir às Finanças para eles assumirem o erro que eles tinham cometido e emitirem um novo livrete. Tudo parecia simples...

 

O cúmulo é que a secção das Finanças responsável por fazer isto tinha deixado de funcionar definitivamente, e o pedido agora tinha que ser feito online... No dia seguinte, fui então ao site e fiz a reclamação, explicando que precisávamos do novo livrete do carro antes do dia 20 de Fevereiro para podermos fazer a inspecção ao carro... Os dias passaram e a resposta não aparecia, mudamos de casa, tornei a ir ao site reclamar pela demora na resposta, e aproveitei para informar que tínhamos alterado de morada... Liguei para os números telefónicos, que apareciam no site, mas até estes de nada serviam, ou estavam fora de serviço ou basicamente o atendedor de chamadas acabava por dizer que o problema só podia ser resolvido através do site.

 

Só um mês depois, exactamente no dia 3 de Março é que recebi um email a informar que tinham recepcionado o meu email e que iria ser tratado brevemente... Falta agora saber quantos dias mais vamos ter que esperar para vermos resolvido este "erro de visão"... Até lá é esperar que a polícia não nos mande parar e se lembre de nos multar!

 

É caso para dizer, que não é só em Portugal que os problemas existem! Por isso, se um dia forem legalizar um carro, não façam como nós, confirmem sempre todos os dados no novo livrete do carro, não vão ter o azar de encontrar uma "funcionária míope" como a nossa...

Ó TEMPO VOLTA PARA TRÁS...

Faz hoje exactamente 10 anos que eu e o meu marido (na altura namorado) fizemos a escritura do apartamento que viria a mudar totalmente as nossas vidas... Compramos o apartamento perto do Hospital de São João, por ser perto do meu local de trabalho e por estar bem localizado em relação às faculdades, por isso se um dia tivessemos oportunidade de regressar para perto da nossa família seria mais fácil vendê-lo ou alugá-lo. O apartamento que se dizia novo a estrear viria a tornar-se um fiasco...

 

Lembro-me como se fosse hoje o dia em que o fomos visitar pela primeira vez...  Estávamos em Agosto de 2007, tínhamos entrado de férias, hoje olhamos para trás e reconhecemos que fomos demasiado ingénuos quando nos mostraram o apartamento com os estores meios fechados alegando que os estores eram eléctricos e não havia luz... Faltavam alguns acabamentos, mas mesmo assim comprometemo-nos que ficaríamos com ele e fizemos uma promessa de compra e venda... E aqui começava o nosso maior erro...

 

O apartamento nunca mais nos foi mostrado, pois a construtora dizia que ainda andavam nos acabamentos finais... Fizemos a escritura sem ver o trabalho final, no dia seguinte fomos à EDP para colocarem electricidade, e tudo o que precisávamos para morar... Enquanto isso, o meu marido foi colocando o que era necessário para colocarmos lâmpadas em todas as divisões...

 

No dia em que nos colocaram a luz sofremos a nossa maior decepção: descobrimos que haviam imensas coisas danificadas, havendo indícios de que alguém tinha já lá morado... Cartas na caixa do correio, uma tigela em plástico bem no fundo de um dos armários da cozinha, entre outras tantas coisas... Ligamos de imediato para a construtora, marcamos uma reunião no local, e nesse dia ficamos a conhecer os verdadeiros "ladrões"... Relativizaram tudo, nunca reconheceram que nos enganaram, dizendo que não era nada de importante mas que iriam solucionar... Foram dois meses à espera da entrega do imóvel...

 

Cerca de dois meses depois começava a aparecer uma mancha de água no tecto da sala... Contactamos novamente a construtora... A "reparação" foi  feita uns meses depois alegando o mau tempo... Nunca vimos nenhuma intervenção na fachada exterior do prédio, apenas pintaram novamente a nossa sala... O pior estava ainda para vir...

 

Cerca de dois anos depois, num Inverno bastante chuvoso, as paredes da sala e dos quartos começavam a demonstrar infiltrações da água das chuvas.... Contactámos inúmeras vezes a empresa e de todas as pessoas, que se apresentaram no local, nenhuma mostrou qualquer indignação com o sucedido. Procurei falar com vários vizinhos para saber a gravidade da situação, mas ninguém parecia alarmado, nem mesmo a empresa do Condomínio, apesar das infiltrações serem evidentes em várias partes comuns do edifício... Sabia que ía ser uma luta difícil, e a solo, sentia que a empresa não iria ser capaz de solucionar o problema....  No dia em que decidiram "reparar" o apartamento, da parte exterior, sabíamos que aquilo não seria a nossa solução... Reclamamos com a construtora mas não nos deu razão, a chuva continuava, as infiltrações aumentavam e não obtínhamos qualquer resposta...

 

Numa das inúmeras chamadas telefónicas, para um dos funcionários da construtora, este diz-nos que o melhor seria ameaçar a empresa com um Processo em Tribunal... Aquela frase nunca mais saiu da nossa cabeça... Meses depois lá estávamos nós a recorrer a uma advogada... Entre relatórios de engenheiros (para comprovar que tínhamos razão), recolha de testemunhas, processos e a audiências no tribunal, passaram-se uns 5 ou 6 anos... 

 

Recorremos ao tribunal para anularmos a compra e venda do apartamento, pois tínhamos sido burlados desde o início e o problema do apartamento era algo estrutural, impossível de se solucionar... Graças a todas as provas reunidas (inúmeras cartas registadas que escrevi e enviei, testemunhas, perícia dos engenheiros e também ao empenho da nossa Advogada), em Março de 2016 o Tribunal deu-nos razão total e a construtora viu-se então "obrigada" a devolver-nos o dinheiro e ficar com o apartamento... O grande problema é que esta sentença não tem data para ser cumprida, por isso continuamos a lutar para que este pesadelo chegue ao fim... Fomos obrigados a contratar um agente de execução para penhorar bens à construtora, continuamos a pagar o empréstimo de um bem que não é mais nosso, e enquanto isso pagamos os serviços à Advogada... Congelamos a nossa vida durante muito tempo, à espera do "fim", mas com o tempo vimos que não podíamos continuar com a nossa "vida parada"... E com esta "história" toda, todos os dias pensamos: quem nos dera que aquela maldito dia 30 de Novembro de 2007 não tivesse "acontecido nas nossas vidas"...

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ORA, VAMOS MEDIR A CRIANÇA...

Um dia destes eu e as minhas amigas marcamos um almocinho à última hora, e decidimos ir comer ao "Japonês"... Confesso que antes não conseguia comer nada da comida que lá servem, mas como diz o ditado: " primeiro estranha-se, depois entranha-se"... O restaurante tinha buffet livre (como dizem os franceses, "à volonté") e um preço fixo por pessoa.... O cúmulo foi ver discriminado o preço das crianças: menos de 10 anos e com menos de 1.30m de altura!!! Nem queria acreditar no que estava a ver: primeiro nem fazia referência a um mínimo de idade para uma criança não pagar, depois a associação da idade e da altura é algo que não faz qualquer sentido... Nunca tinha visto tal coisa!

 

E vocês, conhecem restaurantes asssim?!

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O FIM DO "MARCHÉ DE NOEL" NOS CHAMPS-ÉLYSÉES

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A Câmara Municipal de Paris decidiu não renovar o contrato do Mercado Natal (em francês, Marché de Noel) na célebre avenida de Paris. Ao fim de alguns meses de luta, ontem, o tribunal administrativo de Paris rejeitou o recurso, cancelando-se esta forma o Mercado natal nos Campos Elísios, na cidade de Paris! O juiz lembrou que "a convenção de ocupação do domínio público referente ao mercado Natal, assinado em 12 de Outubro de 2015, expirou em 12 de outubro de 2017", não havendo nenhuma obrigatoriedade para a renovação do contrato.

 

Acho que esta decisão apanhou muita gente de surpresa, nunca pensei que tal coisa fosse acontecer... E pensar que o ano passado foi a última vez... Falta saber o que a Câmara Municipal de Paris pretende com esta atitude... Será que tem algum trunfo na manga?! 

CRIANÇAS NOS HOSPITAIS?!

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Por incrível que possa parecer ainda existem muitas pessoas que têm o hábito de levar as crianças (e até mesmo bebés!) para os hospitais quando vão visitar alguém. Esquecem-se que as crianças não se comportam no hospital da mesma maneira que um adulto, colocam as mãos numa série de coisas que não estão propriamente "limpas" (embora possam parecer), mãos estas que muitas vezes vão levar à boca, vão sentar-se e gatinhar no chão, correr, saltar, e aborrecerem-se num espaço que em nada é interessante, expondo-se a uma série de riscos porque a família se esquece que são crianças e, por serem crianças, até a imunidade nada tem a ver com a imunidade de um adulto! 

 

Mas porque razão muitas pessoas teimam em não querer ver isto?! 

 

Ontem, estava no hospital e fiquei alarmada com a falta de consciência... O cúmulo é que se tratava de alguém que trabalha no hospital que decidiu levar a filha de 9 meses ao hospital para que as colegas de trabalho a conhecessem... A senhora não estava propriamente num serviço de internamento, estava na zona da administração do hospital, mas não deixava de ser uma zona mais limpa porque os profissionais de saúde fartam-se de passar lá (tal como eu passei nesse dia)...  Andava aquele bebezinho a gatinhar pelos corredores, e a mãe toda orgulhosa a mostrar as habilidades da filha... Fiquei incrédula a olhar para aquele cenário... Uma das colegas ainda lhe disse delicadamente que talvez ali não fosse a zona mais indicada para a filha gatinhar... O cúmulo veio a seguir, quando a mãe do bebé responde que não tem problema pois a seguir vai desinfectar as mãos da criança! Sim, desinfectar as mãos com aquela solução que utilizamos nos hospitais!!! Mas onde raio está a consciência desta mãe, que até trabalha num hospital e, supostamente, sabe dos riscos desta atitude?!

 

Sejamos mais conscientes e mais exemplos para a sociedade, e já agora aqui fica a mensagem: não levem bebés/crianças para os hospitais, a não ser quando estão doentes! 

MAIS PARECE ANEDOTA...

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Aconteceu antes de ir de férias... Num dia em que eu estava a trabalhar...

De repente, diz uma colega no trabalho:

-  "Este ano vou de férias a Portugal, pela primeira vez!" 

- " A sério?! Que bom! Vais ver que vais adorar... O país, as pessoas, a gastronomia, o clima... Mas, para onde vais exactamente?" _ respondi eu toda entusiasmada

- Vou conhecer a Capital, o Porto. A Capital de Portugal, certo?! 

Fiquei incrédula com aquela afirmação, e ainda mais parva fiquei quando ela me disse que ía de férias com o filho, de 27 anos... Será que o filho dela também achava que ía visitar a "Capital"?!

Lá lhe expliquei que a Capital era Lisboa, e que o Porto era a segunda maior cidade do país, mas que não se preocupasse, porque independentemente da zona, iria adorar visitar o nosso País! 

CONTADO NINGUÉM ACREDITA

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Andava há algum tempo a programar a remoção de um sinal que tinha nas costas... Um sinal que por ser tão grande ressaltava aos olhos de toda a gente, sobretudo nesta época de calor.

 

Em Portugal, cheguei a consultar um dermatologista, mas optei por não o retirar, tinha receio que ficasse com uma grande cicatriz, e como não era obrigatório retirá-lo optei por mantê-lo mais algum tempo comigo...

 

Este ano lá me decidi e achei que a cicatriz ía ser um problema menor, seria mais uma marca na minha pele, no meio de outras tantas, por isso pedi à minha médica de família que me encaminhasse para um dermatologista para que pudesse fazer esta pequena cirurgia...

 

Depois de dois meses à espera, hoje lá tive consulta e, para meu espanto, tirei o sinal na mesma hora! Para o procedimento estava a médica especialista e uma enfermeira... Correu tudo super bem, não senti rigorosamente nada e fui bem atendida... O que eu não estava à espera é que a minha "colega de profissão" me desse indicação para eu própria fazer os pensos, com o material que estava mencionado na receita médica que a médica me iria dar no final.

 

E não pensem que ela sabia que eu também era enfermeira, parece que é mesmo assim, diz-se às pessoas para fazer os pensos em casa, esqueceu-se é que a sutura está nas costas, por isso acho que fica um bocadinho impossível fazê-lo.... Ou será só impressão minha?!

 

Fiquei um bocadinho parva com todo aquele ensino, mas achei que não valia a pena dizer nada, pois não era eu que iria mudar o sistema. Deram-me então a receita médica com todo o material necessário a comprar, mas confesso que ainda não o comprei, agora tenho duas opções: ou faço uma formação ao meu marido sobre tratamento de feridas cirúrgicas ou "cravo" uma amiga minha para o fazer!

ESTA É A MINHA CARA...

Quando me perguntam se retiro o aparelho dentário para lavar os dentes!

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(É verdade, duas colegas de trabalho já me fizeram esta pergunta no hospital... É caso para dizer: contado ninguém acredita!)