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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

O SEGUNDO MÊS DO MARTIN

Tal como aconteceu no primeiro mês, o segundo mesinho do Martin foi passado metade em Portugal e metade aqui... E diga-se de passagem que foi um mês repleto de transformações maravilhosas...

 

De repente aquele bebezinho dorminhoco que tínhamos até ali começou a ter percepção do mundo... Foi giro ver todo o processo de descoberta... Começou a observar todos os nossos movimentos, a ficar atento a tudo, a prestar atenção às nossas vozes e a seguir objetos com os olhos. E se há rosto e voz que ele adora é a minha e a do seu mano, é mesmo surpreendente ver o interesse que o Gui desperta no Martin! 

 

Ao contrário do Gui, o Martin é muito mais sossegado e dorminhoco. Adormece facilmente sozinho, mas não gosta de se sentir isolado, por isso nada de o colocarmos longe do barulho pois ele não gosta mesmo nada.

 

Sorri cada vez mais e mais, é super simpático tanto para nós como para rostos menos familiares, e se começarmos a falar com ele, ele esforçasse para falar connosco através de sons, é mesmo super fofo! 

 

Outra conquista foi vê-lo a fazer movimentos bruscos com os bracinhos e as perninhas cada vez que está excitado ou alegre... O Gui acha sempre que nestes momentos ele está a pedir uma espécie de "ajuda", por isso a maior parte das vezes diz-lhe para ter calma pois não está sozinho... 

 

Começou a interagir com alguns brinquedos, sobretudo com aqueles que se movimentam ou emitem algum som, e o Gui já percebeu do que o mano gosta, por isso preocupa-se com ele e quando vê que ele não tem nenhum brinquedo com ele vai procurar um para lhe dar.

 

Em relação à comida, de dia continua a comer a cada 2 ou 3 horas, pode ser mais ou pode ser menos, de noite continua a acordar de 2 em 2 horas... Acho que consegue ser mais comilão do que o Gui! (Eh... Eh... Eh...) À conta disso, ontem fomos à Pediatra e ficamos a saber que pesa agora 6.300gr e já mede 63.5cm! É claro que as roupas depressa deixaram de lhe servir...

 

Ontem teve direito às primeiras vacinas, às dos 2 meses, escusado será dizer que chorou e muito, durante uns 2 longos minutinhos, apesar da pediatra lhe ter prescrito uns pensos anestésicos (impregnados com liocaína) para colocar 1 hora e meia antes. Felizmente só fez um episódio de febre no final do dia que reverteu com a administração do paracetamol... 

 

As cólicas continuam bem menores, acho que o Martin sofre bem menos do que o Gui pois além de quase não chorar, tem dois ou três episódios por dia... Mas nada que a medicação não resolva.

 

Hoje olho para trás e confesso que este segundo mês passou demasiado rápido, pois com as férias de Verão e a entrada do Gui para a Escola, fiquei com a percepção que não pude "aplaudir" com calma cada nova conquista do nosso Bebé Martin... De qualquer forma, mesmo no meio desta correria foi maravilhoso sentir que o nosso Principezinho 2 continua a crescer de forma saudável!

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ISTO É AMOR 💙

Quando estava grávida do Martin, se havia um momento que tínhamos alguma ansiedade de ver, era a reacção do Gui ao ver o irmão pela primeira vez... 

 

Assim que fiquei grávida, o Gui foi das primeiras pessoas a saber... No início, e talvez porque ele tivesse apenas dois anos e meio, tínhamos a sensação que ele não percebia muito bem do que falávamos quando abordávamos o assunto... Mas à medida que o tempo ía passando, a barriga ía crescendo, e soubemos o sexo do bebé, o Gui começou a assimilar que de facto um bebé iria chegar...

 

E se no início ele queria uma mana, depressa mudou de ideias... Afinal, bom mesmo era um menino para brincar como ele... E assim foi, o desejo dele estava realizado... Agora era esperar que o Martin nascesse...

 

Falávamos quase todos os dias sobre como ía ser bom ter um mano para brincarem juntos, e como era importante que ele ajudasse a mamã e o papá a tomar conta do mano pois ele iria ser o mano mais velho... Até que chegou o dia tão esperado, explicamos ao Gui que o Martin ía nascer e que logo, logo, ele iria poder ver o mano... 

 

Tinhamos comprado umas prendinhas simbólicas para os manos trocarem entre eles, de forma a que o Gui também pudesse sentir o quanto aquele momento era Especial... E assim foi, logo no primeiro dia que o Martin nasceu, o papá trouxe o Gui à Maternidade com a tal prendinha... A porta do quarto abriu-se e ele entrou timidamente, num misto de alegria e curiosidade, esboçou um sorriso e procurou discretamente com o olhar onde estava o seu mano... Perguntei-lhe se queria ver o mano e ele respondeu logo que sim... Aproximou-se do berço e, com o sorriso mais doce e envergonhado, olhou para o Martin... Tinha finalmente chegado aquele momento, e nós não podíamos estar mais radiantes com a reacção do Gui assim que viu o irmão  pela primeira vez...

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A partir daquele dia, percebemos que o Gui estava preparado para ter um irmão... E aquele momento, tão simples mas tão genuíno acabou por se tornar num dos mais maravilhosos de sempre! 💙

 

E por aí, como foi que vivenciaram este momento?!

O PRIMEIRO MÊS DO MARTIN

Hoje o Martin faz exactamente 2 mesinhos, mas com tanta azáfama cá por casa, e com as férias de Verão, não consegui fazer o post do primeiro mês do Martin por isso decidi que seria hoje mesmo...

 

Ao contrário do Gui, o Martin, quando nasceu, ficou apenas três dias na Maternidade, por se tratar de uma segunda gravidez. Hoje vejo que fez todo o sentido ficar 5 dias na primeira gravidez e 3 nesta porque depois de se ter um primeiro filho, fica muito mais fácil e claro cuidar de um recém-nascido. 

 

Reconheço que recomeçar a amamentar custou-me um bocadinho, mas acabou por ser mais simples do que da primeira vez, sentia-me muito mais confiante das minhas capacidades, sabia que era preciso alguma persistência e dedicação para que este processo tivesse o resultado esperado... E assim foi, o Martin apenas perdeu peso no segundo dia de vida, cerca de 200 gramas, a partir daqui foi sempre a aumentar de peso... E ao fim de 14 dias já pesava 4.280 gr e media 55cm!

 

Se as primeiras duas semanas, foram passadas de forma relativamente calmas, pois estávamos na nossa casa, as duas semanas seguintes foram de uma certa aventura e coragem pois viajamos até Portugal de carro para passar as férias de Verão e tivemos uma vida mais agitada...

 

Confesso que, apesar de cansada, é mesmo tendo o Gui, custou-me bem menos entrar na rotina de acordar à noite para amamentar e tratar do Martin, sentia que o meu corpo ainda estava formatado para retornar a estas vidas...

 

Tal como o Gui, o Martin mostrou-se um grande comilão desde o primeiro dia... De dia comia a cada hora e meia/ 2 horas, e à noite de 2 em 2 horas... Tem um acordar sossegado a meio da noite, não é de chorar muito, normalmente leva uns 5 minutinhos a acordar, emite uns gemidos como se estivesse resmungando, e se não é atendido ao fim de um certo tempo emite um gemido mais alto... 

 

A rotina de comer foi depressa estabelecida, tanto de dia e de noite quer comer a cada 2 horas, às vezes pode demorar mais um bocado ou menos, mas isso só acontece se houver alguma alteração na sua rotina, como sair de casa, passear, etc... 

 

As cólicas começaram por volta do 15º dia de nascimento, começa a "torcer-se" todo, fica todo vermelho, e chora. Quando isto acontece, gosta que lhe dobremos as perninhas contra o tórax, como se estivesse ainda dentro do útero... À conta disso, aproveitei a consulta de Pediatria em Portugal para pedir um aconselhamento, e que bem que fizemos pois graças a isto o Pediatra aconselhou-nos dois medicamentos que se vieram a revelar valiosos pois as cólicas diminuíram imenso (falarei disto num outro post).

 

O coto do cordão umbilical caiu por volta do 12ª dia. Quanto ao peso, continua sempre a somar... Quando fomos Pediatra à consulta do  primeiro mês ficamos a saber que o Martin pesava 5.642gr e media 58.2cm.  Um Principezinho muito crescido mesmo, tão crescido que as roupas de Verão do Gui quase que não lhe serviam... 

 

As rotinas cá em casa é óbvio que foram alteradas, mas de uma forma bem mais natural, pois depois de se ter um primeiro filho, sabemos perfeitamente o que é de facto mais importante, o que é preciso priorizar... 

 

E agora perguntam vocês: E então o Gui, como ficou no meio desta história toda?! Só posso dizer que a reacção dele foi surpreendentemente positiva desde o primeiro dia de vida do Martin, e sei que o Martin tem para a vida um Super Irmão... Mas isso será assunto para um próximo post...

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O mais importante deste mês foi, sem dúvida, constatar que, apesar de todo o cansaço, estamos todos maravilhados com esta nossa nova vida a 4! ❤️

E ASSIM NASCEU O MARTIN 💙

Andava há algum tempo para escrever este post, mas precisava de algum tempo e de alguma concentração para o escrever, para que ele ficasse o mais fiel possível da realidade... Hoje lá o consegui finalizar e, numa espécie já de saudade, porque este é sem dúvida um momento único e inesquecível, partilho-o com vocês...

 

Faz hoje exactamente 60 dias que passei uma "noite em branco"... O dia tinha corrido normalmente, sem nenhum sinal de que o Martin estaria prestes a nascer... Eram cerca da 1h30min, da madrugada, quando comecei a ter "contracções chatas" que me impediam de estar muito tempo na mesma posição... Passei essa noite a dar "voltas na cama, ora para a esquerda, ora para a direita", evitando fazer barulho para o R. não acordar pois tinha que ir trabalhar... Assim que o despertador do R. tocou, por volta das 5h30, disse-lhe que podia ir trabalhar mas que estivesse em "alerta" pois sabia que o Martin não iria demorar muito para nascer... 

 

Perto das 7h, as contracções começaram a intensificar-se, a ficar mais dolorosas e regulares (todos os 5-7 minutos)... Levantei-me da cama,  apesar de estar cansada, pois não me sentia confortável, e coloquei tudo o que me faltava na mala de maternidade... Peguei num papel e numa caneta e comecei a registar todas as contracções para ter um registo fidedigno...  Às 10h, perdi o rolhão mucoso e as contracções começaram a ficar mais espaçadas... Fui tomar um banho para relaxar... Assim que saí do banho as contracções recomeçaram, mais dolorosas ainda, todos os 5-7 minutos... Peguei no telemóvel e enviei uma mensagem ao R. para vir para casa pois achava que não ía conseguir ficar em casa  por muito mais tempo...

 

Era quase meio-dia quando o R. chegou a casa, não almoçamos porque não queria esperar mais tempo, e mesmo sendo mãe de segunda viagem, queria saber se estava tudo dentro da normalidade... 

 

Assim que chegamos às urgências da Maternidade, que por sinal estavam caóticas, as contracções começaram a diminuir subitamente.... Parecia que estava a reviver o parto do Gui... Mesmo assim, entrei  para ser avaliada e, durante esse tempo que durou cerca de 45  minutos, apenas senti duas contracções e fiquei a saber que apenas tinha 1cm de dilatação... A enfermeira parteira disse-me então que podia ir para casa descansar, pois não havia nada de alarmante... Mas eu sabia que descansar não era a melhor atitude a tomar, sabia que o momento estava para breve, e eu só queria que fosse algo rápido, não queria passar mais uma "noite em branco"...

 

Saímos das urgências e disse ao R. que o melhor seria almoçar algo rápido para depois irmos fazer uma caminhada... Fomos ao MacDonald's, comemos uma hambúrguer e, como estava muito calor, optamos por ir para o Domaine de Chamarande pois  é um parque onde existem muitas "sombras"... Mal chegamos ao local e começamos a andar as contrações recomeçaram, de forma intensa e todos os 5-10minutos... Fizemos um trajecto relativamente extenso mas muito demorado, era obrigada a parar imensas vezes pois as contracções impediam-me de andar... Estava muito cansada mas sabia que o melhor era andar, para acelerar o processo... Ficamos ali cerca de 1 hora e voltamos para casa, sempre com as contracções regulares e dolorosas... À medida que o tempo passava, começava a ficar com mais dores, uma dor tão insuportável que me impedia de fazer qualquer coisa... Aguentei o máximo de tempo que pude em casa, às 20h e tal comecei a dizer que não aguentava mais e tínhamos que ir para a maternidade... Não sei como consegui jantar, mas jantei, depois foi tentar chegar ao carro... Estava cheia de dores, tentei ser forte mas as dores eram tão fortes que comecei a chorar... A muito custo, cheguei às urgências a chorar, completamente esgotada... Não  aguentava mais tanta dor... 

 

Felizmente, assim que demos entrada na urgência, apareceu  uma enfermeira parteira super simpática que, vendo o meu estado, disse-nos para entrarmos de imediato... Fui examinada e ficamos a saber que já tinha 4 centímetros de dilatação... Num misto de dor e alegria, chorei compulsivamente pois sabia que o Martin ía finalmente nascer! 

 

Como as urgências continuavam caóticas, fiquei na sala de observações e o anestesista colocou-me o catéter epidural mesmo ali... Ainda esperei uns 30 minutos até ele estar disponível, mas assim que me colocaram o catéter epidural, com a medicação em perfusão, fiquei super zen, estava tão bem que podia dormir 200 anos de tão cansada que estava...

 

Esperei umas duas horas até ficar disponível uma sala de partos, entretanto a enfermeira que me tinha admitido tinha ido embora e tinha ficado outra, super simpática também... Explicou-nos como tudo se iria desenvolver e deixou-nos na sala de partos... Agora era esperar até a dilatação total, para o Martin nascer...

 

Durante este processo de espera, eu e o R. brincámos imenso com a situação, parecia que, de repente, estávamos a reviver outra vez o parto do Gui... O tempo ía passando, e nós íamos ficando cada vez mais cansados e com mais sono.... Até que de repente, os batimentos cardíacos do Martin começaram a descer repentinamente (de 160 passaram para os 60 e tal, tal e qual como aconteceu no parto do Gui), começamos a ficar muito preocupados, de imediato a enfermeira parteira acalmou-nos, e cada vez que isto acontecia ía mudando de posição na maca... Confesso que fiquei com medo que algo pudesse acontecer... Ao mesmo tempo, comecei a tremer de forma descontrolada, tudo devido ao efeitos secundários da medicação administrada pelo catéter epidural... Procurei ficar calma e abstrair-me dos piores pensamentos, porque acreditem que é uma sensação horrível estarmos a tremer de tanto frio, que parece que temos, e não nos conseguirmos controlar... Fiz uma viagem mental até ao México tentando reviver os melhores momentos que passamos na nossa lua-de-mel... Não sei exactamente quanto tempo durou este pesadelo, talvez umas 2 horas, não sei precisar... Para nós, tempo de mais... E quando menos esperamos, tinha chegado o momento do Martin nascer... 

 

Foi um processo relativamente rápido, confesso que não sei onde consegui arranjar tanta força... Mas assim que ele saiu e o vi, chorei de tanta felicidade...

 

Já o Martin, chorou de forma discreta, a enfermeira colocou-o em cima de mim, e eu pude finalmente abraçá-lo, com as poucas forças que ainda me restavam... Foi impressionante ver as semelhanças do Martin com o Gui, pareciam fotocópia um do outro de tão iguais que eram...

 

O R., mais uma vez, esteve sempre super calmo, cortou o cordão umbilical, depois a enfermeira limpou o Martin minimamente, pesou-o, mediu-o e tornou a colocá-lo junto do meu peito...  Foi desta forma que, no dia 17/7/2019, às 3h27 da madrugada, nasceu mais um Principezinho, o Martin, com 3.890gr e 53 centímetros. 

 

Como o Martin tinha feito muitas vezes bradicardias, no trabalho de parto, não pude amamentá-lo de imediato, teve que ficar em jejum 2 horas para saber se estava tudo bem com ele... Ficámos então os 3, juntinhos, ali naquela imensa sala, a saborear aquele sublime momento, até a enfermeira parteira confirmar que tudo podíamos estar tranquilos... O R. vestiu então o Martin, com a roupinha super fofa que tinha sido programada, a seguir foi a minha vez de me arranjar para podermos, finalmente, subir para o nosso merecido quarto e desfrutarmos deste doce momento...

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Cada vez que penso nos partos do Gui e do Martin, fico impressionada com o tamanho da força que há dentro de nós depois de um parto... Estou eternamente grata a mim mesma por ter superado tudo com tanta vontade e entrega, e estou eternamente grata por todo o apoio que o R. sempre me deu...

 

Sabia que a dor fazia parte do processo natural do trabalho de parto, o que eu desconhecia, antes de ser mãe, é a magia que existe em pegar no bebé logo após o parto normal, e isso eu pude viver da forma mais intensa, quer no parto do Gui como do Martin... Esse momento é de facto tão maravilhoso e tão único, que não há dinheiro nenhum no Mundo que pague esse momento tão extraordinário

A MATERNIDADE É PARA AS FORTES

"Por isso não duvides de ti mesma nos dias que mais parecem uma avalanche de desafios. 

Tu tens sido forte, Mãe. 

Forte porque a maternidade é linda claro, mas é também árdua e cheia de obstáculos. E tu tens superado cada um deles com medo, ou sem.

Tu tens sido forte, Mãe. 

Tens sido forte lidando com essa questão confusa de quem eras antes, de quem és agora, e de quem te estás a tornar... Tens sido forte porque, de repente, não sabes mais quem és... A identidade fica confusa, dá nó na cabeça... Deixa-nos meio confusas. Encontrar-se através de tantas novas obrigações e emoções não é fácil não... 

Tu tens sido forte, Mãe. 

Afinal a maternidade exige muito. Exige tudo. Tempo, doação, paciência. Amor jorrando de uma fonte sem fim. Faz chorar, sangrar, doer, transformar.

Tens sido forte, Mãe.

Tens sido forte porque mesmo que o pai participe ativamente e que tu tenhas uma rede de apoio espetacular, uma hora ou outra és só tu. Uma hora ou outra é profundamente solitário e complicado lidar com a nossa escuridão. 

Tu tens sido forte, Mãe. 

Tens sido forte porque vais dormir cansada, e quando acordas continuas cansada mas sorris sem te dares conta, espontaneamente e agradeces. Agradeces porque um filho é um presente, uma alegria, um amor, uma luz.
Não aceites, não ouses dizer que tu não és boa o suficiente. Valoriza-te. Valoriza o teu esforço. O teu papel. A tua entrega!

Toda a Mãe é força. Todo o filho é luz.
Já fomos luz, hoje somos força e devemos orgulhar-nos disso!"

(Texto da leitora: @maniryvasconcelos / Co-autoria: @maeforadacaixa)

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DEPOIS QUE ELE NASCE

“Depois que ele nasce,

Ela fica ali.

O útero vazio,

O coração apertado.

O peito cheio de leite.

Todo a gente em cima do bebé...

E ela ali, de resguardo...

Resguardo? Até parece.

O Puerpério é puro agitação, pura emoção, sentimentos à flor da pele.

O bebé está perto mas não está mais dentro, e isso não gera nenhum acalento.

É uma delícia ver nascer, mas é um processo até entender.

Descarga de hormonas,

Sangramento por 40 dias,

Dar de mamar,

E enfrentar desafios...

Quando o bebé nasce acabam as regalias...

- Você é mãe.

Toda a gente espera dela,

enquanto ela se recupera...

E o bebé? Mamou? Dormiu? Tomou banho?

E todo a gente continua à olhar para o bebé.

E ela ali, à mercê...

Ninguém quer saber do banho dela, do conforto, do bem estar como faziam na gravidez.

É tudo sobre o bebé.

E ela ali à mercê, lidando com o que tinha dentro, fora.

O coração que batia dentro, batendo fora, e com vida própria.

Uma vida que todos dizem depender dela,

Mas quem é mesmo que olha por ela?

A delicadeza é perceber que o bebé precisa de cuidados, claro. Mas é a mãe que precisa de muita atenção, depois de tanta emoção.

E não só atenção, é mais, muito mais.

É carinho, abraço apertado, um olhar com cuidado.

É por isso que eu digo: a Mulher no puerpério precisa do seu abraço como abrigo.

Não importa se você é o marido, a irmã, o irmão, a mãe, o pai, a sogra, o sogro, a vizinha, a amiga, ou o doutor. Todo a gente cabe para ser o abraço acolhedor.

Abrace, acolha e lembre-se:

O bebé está para ela, assim como ela está para você.”

(@maeforadacaixa)

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OLÁ MUNDO 💙

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Já devem ter suspeitado desta minha ausência por aqui no blog... Pois é, faz hoje uma semana que eu e o R. "corríamos" para a Maternidade, com contracções rítmicas e dolorosas... Ao fim de 40 semanas e 4 dias, exactamente no dia 16 de Julho, o Martin dava sinais de que queria finalmente nascer... Mas foram precisas mais umas horas, pois ele achou que seria melhor nascer com 40 semanas e 5 dias, no dia dos 7, mais precisamente no dia 17 de Julho (17/7)  às 3h27min (hora francesa)...

 

Hoje passei só para vos dar esta excelente notícia, prometo partilhar com vocês esta minha segunda experiência do parto... Um parto normal, onde nasceu um Principezinho 2, mais gordinho que o Gui, com 3.890gr e 53cm... Mais um dia muito esperado, repleto de boas emoções que ficará para sempre na nossa memória!

 

Dá para imaginar que a nossa vida tornou a dar uma volta de 360 graus, uma volta que apesar de cansativa, mudou a nossa vida agora para 10000 vezes melhor...

 

Quanto ao Gui só posso dizer que, para já, superou em muito as nossas expectativas... Um Super Irmão, babado e protector, tal e qual a nós... Agora sim, a Família está completa! ❤️

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PROTEJA O RECÉM-NASCIDO ❤️

Quando um bebé nasce, todos ficam contagiados com a alegria do seu nascimento...  Querem conhecer o rosto, descobrir com quem se parece, se é magrinho, se é gordinho, bochechudo, grande ou pequenino... Contudo, apesar das intenções serem as melhores, os erros são frequentes... Muitas pessoas não têm noção do que é um recém-nascido e, por vezes, os pais ficam numa posição em que não se querem afirmar para não parecerem mal-educados, por isso, antes de visitar o recém-nascido, é preciso estar atento a certos cuidados pois é importante protegê-lo!

 

Existe um conjunto de regras básicas a ter em conta, que, se não forem cumpridas, colocam em causa a saúde e a segurança do recém-nascido. E são estes comportamentos errados que podem levar a infeções no período neonatal que, muitas vezes, levam ao internamento, e o internamento é uma situação violenta. O ideal é manter estes cuidados nos primeiros 28 dias de vida...

 

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1. Esqueça os beijos

Existem muitas pessoas que não percebem, mas isto é essencialmente uma questão de higiéne e saúde. Já pensou na quantidade de coisas que nós adultos tocámos no dia-a-dia?!

Embora as mãozinhas de um bebé sejam fofinhas, evite pegar nelas e, muito menos,  beijá-las, já que muitas vezes ele leva-as à boca, e o sistema imunológico do bebé não está totalmente desenvolvido para combater uma simples infecção.

 

2. Lave sempre as mãos

Assim que chegar à maternidade/casa da família, deve lavar de imediato as mãos. 

 

3. Não pegue no bebé

O contato com o bebé pode eventualmente contaminá-lo com algum germe. Quanto menor o contato menor a probabilidade de contaminação. As pessoas têm milhentos microrganismos que podem não lhes fazer mal, mas que não são benéficos para o bebé, o ideal é que o bebé contacte só com os microrganismos dos pais. Por isso, só pegue no bebé a não ser que a mãe peça ou se ofereça.

 

4. Se estiver doente, não vá

Mesmo que seja familiar próximo ou amigo chegado, nunca deve visitar o recém-nascido se estiver doente, a ideia de “não vou chegar perto” não é suficiente. Enquanto um adulto reage com ranho a uma constipação, o bebé pode desenvolver uma bronquiolite, ou algo bem mais grave!

 

5. Telefone antes de aparecer

Não apareça sem avisar. Se quiser fazer uma visita, confirme com os pais qual a melhor altura. Está provado que nos primeiros 30 dias a mãe está à beira de um ataque de nervos, exausta, por isso as visitas são de uma agressividade e de uma violência enormes. 

 

6. Nunca leve crianças

À exceção do agregado familiar, as crianças não devem estar com os recém-nascidos. Teoricamente, podem estar na presença dos bebés a partir do primeiro mês, mas com muitos cuidados porque estas, além de serem uma fonte de germes, é difícil controlar as suas acções... Num segundo metem a mão no nariz, no outro segundo estão a querer pegar no bebé...

O mesmo não se aplica aos irmãos do recém-nascido, que devem continuar a sentir-se incluídos na família e não excluídos...

 

7. Não tire Fotos

Evite tirar fotos para não invadir a privacidade da família, se quer fotografar pergunte antes para a mãe/pai se ela/ele não se importa. 

Fotos com flash, nem pensar.

 

8. Não Fume e Não use Perfume 

O olfato do bebé é muito sensível, sem falar na possibilidade que ele pode ter uma série de restrições, ainda não diagnosticadas. Por isso, expor a criança a cheiros desnecessários deve ser evitado. Não fume antes da visita e esqueça os perfumes fortes.

 

9. Não dê palpites, faça elogios

O cansaço, a ansiedade e as hormonas deixam as mães extremamente vulneráveis no período pós-parto, por isso, é importante que as visitas não dêem palpites ou sugestões, porque uma simples observação inocente, naquela altura, pode ter um efeito bastante negativo. O melhor mesmo é dar elogios.

 

10. É íntimo? Coloque a mão na massa! 
Se for próximo do casal, o melhor que pode fazer é ajudá-los em casa: lavar a louça, lavar a roupa, passar um aspirador no chão ou deixar uma comida pronta, são tarefas simples e que se acumulam por causa da chegada do novo elemento à família.

Também pode cuidar do bebé enquanto a mãe toma um banho ou faz uma refeição ou, então, cuide do filho mais velho, se fôr o caso.

Acredite, esses serão os melhores presentes que pode dar para ajudar o casal! 

ABERTURA OFICIAL DA ÉPOCA BALNEAR 💙

Com estas temperaturas altas, e com um tempinho agora de "sobra", demos finalmente abertura à nossa época balnear! O Gui ficou super animado e houve quem teve curiosidade e acabou por ganhar coragem para se juntar ao nosso cenário de Verão...(Eh... Eh... Eh...)

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ÉCOLE MATERNELLE - PARTE 4

Hoje foi o dia tão esperado, o dia em que o Gui foi uma hora para aquela que vai ser a sua Escolinha em Setembro... 

 

A preparação foi básica, começámos por lhe dizer, ontem, que hoje iria conhecer melhor a escolinha, e hoje de manhã tornei a dizer-lhe o que iria fazer... Afinal, trata-se de uma nova etapa que se avizinha, e o Gui já consegue assimilar e perceber muita da informação que lhe é dada, por isso era fundamental que ele estivesse preparado para o que iria fazer... 

 

Desta vez, o Gui mostrou-se pouco receptivo à ideia de voltar à escola, tentei não valorizar aquele sentimento negativo por ele demonstrado e expliquei-lhe que seria muito bom começar a conhecer melhor o lugar onde ele iria brincar com muitos mais meninos...

 

Tal como combinado, chegamos à escola às 9h, o Gui continuava de "pé atrás" com toda aquela situação, mas não reclamou, apenas dava para ver na cara de descontentamento... Eram 6 crianças ao todo que iriam ficar uma hora, repartidas pelas 3 ou 4 salas, misturados com os outros meninos... O Gui foi direccionado para uma sala juntamente com outro menino, eu e a mãe do outro menino fomos até à sala com ele porque ambos não nos queriam deixar... A porta da sala abriu-se, os dois entraram e sem qualquer tipo de despedida a porta tornou a fechar-se para que eles não tivessem muito tempo de correr na nossa direcção... Confesso que, naquele momento, o meu coração ficou um bocadinho despedaçado, senti que o Gui pensou que eu o iria abandonar ali... Felizmente, não estava sozinha nesta "missão", haviam mais 5 mães como eu...

 

Passamos então para uma sala onde preenchemos uns impressos, ao mesmo tempo que partilhávamos algumas informações...  Cerca de uns 15 minutos depois, uma das animadoras dava notícias sobre o comportamento de cada criança... Um dos meninos não aguentou a pressão e acabaram por o trazer à mãe para não o traumatizar.... O Gui, tinha chorado um bocado no início, juntamente com o outro menino, mas tinha acabado por sossegar... O tempo foi passando... Mais duas meninas acabaram por se juntar às mães... Entretanto tinha chegado a hora do recreio, o Gui, o outro menino e mais uma menina, continuaram a seguir os outros e foi nesta altura que pudemos espreitar da janela para o exterior, no tal recreio que onde todos os meninos brincavam juntos...

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Dava para perceber que o Gui continuava muito tímido, a observar mais os outros...  Tinha a certeza que se ele soubesse que eu estava naquela janela a espreitar como ele se comportava, tinha corrido de imediato na minha direcção...

 

Ficámos, talvez, uns 10 minutinhos ali a olhar para eles... De repente, 1 hora tinha passado... Uma das animadoras foi buscá-los para virem ter connosco, mas mais uma vez o Gui não achou piada ter que dar a mão a mais uma pessoa estranha... Assim que me viu, esboçou o maior sorriso, agarrrou-se a mim e disse-me que queria ir para casa e ficar comigo... Abracei-o, despedi-me das outras duas mães e da educadora, e tornei a explicar ao Gui que aquele lugar ía ser muito bom para ele brincar, aprender e crescer com outros meninos... E que só depois das férias de Verão, em Portugal, é que iria voltar para conhecer melhor aquela que irá ser a sua Escolinha, pois ele agora já era um menino mais crescido... Apesar destas minhas explicações, acho que o Gui não ficou nada convencido! Haver vamos em Setembro...

 

O TERCEIRO ANIVERSÁRIO DO GUI

O Gui completou 3 aninhos no passado dia 6 de Junho, mas a verdadeira festa, e como já vem sendo habitual foi no sábado, mais precisamente no dia de 8 de Junho.

 

Mais uma vez, e como o sol acabou por aparecer, fomos para o Domaine de Chamarande para festejar em grande. Os convidados foram praticamente os mesmos do ano passado, só não puderam estar presentes os Padrinhos do Gui, a Jess e o G.

 

Este ano escolhemos o Tema do Patrulha Pata (como o Gui diz: "da Pata Acção") um dos desenhos animados favoritos do Gui. A decoração foi toda planeada por mim, mas desta vez o bolo não foi feito pelas minhas amigas (pois a Jess não estava presente), por isso eu e a minha irmã mais nova decidimos arriscar tudo e fazer pela primeira vez um Bolo de Cake Design... Diga-se de passagem que o Bolo foi de facto o que nos deu mais trabalho a fazer, mas o resultado final ficou bem acima do esperado! Baseado nos bolos que fui pesquisando na internet, planifiquei como seria o do Gui, a minha irmã escolheu e fez a massa (um bolo de banana, tal como o Gui adora) e na decoração além de mim e da minha irmã, tivemos ainda uma ajudinha especial do namorado da minha irmã e do meu sogro!

 

Mais uma vez, tivemos um dia quase, quase, perfeito... E o mais giro foi ver a euforia do Gui por saber que aquela festa era especialmente para ele! 

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ÉCOLE MATERNELLE - PARTE 3

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Tal como já tinha contado, o Gui em Setembro entra para a chamada "École Maternelle", por isso depois das férias de Verão deixará definitivamente de ir para a ama dele, a Assistente Maternelle que ele tanto gosta...

 

Tal como tinha sido já agendado, na sexta-feira fomos então conhecer a escolinha do Gui na presença da Directora da Escola e para o meu grande espanto o Gui estava todo entusiasmado com tantos miúdos juntos que só queria entrar nas salas e ficar com eles! A Directora pareceu uma pessoa calma, disponível, simpática e super acessível, fiquei com uma boa impressão geral de tudo e o mais giro foi quando ela fez questão de referir que haviam duas animadoras portuguesas na escola, por isso se o Gui tivesse alguma dificuldade em se exprimir em francês haveria sempre alguém que o compreenderia melhor. Ainda tivemos contacto com as duas animadoras, trocamos umas palavrinhas em português e assim que o Gui percebeu que elas falavam a mesma língua que nós, não hesitou em dar a mão a uma delas assim que esta o convidou a ir com ela ter com os outros meninos ao recreio.

 

Foi muito bom sentir que este primeiro contacto despertou uma grande curiosidade no Gui, falta agora saber como será realmente... Entretanto, ontem tivemos uma reunião com todos os pais para esclarecer algumas dúvidas que pudessem existir e aproveitamos para escolher o tal dia para a adaptação de 1 hora... Agora é esperar pelo dia 13 de Junho para ver como é que o Gui vai reagir quando ficar 1hora na escolinha com os outros meninos sem a minha presença... Eu estarei algures numa sala a terminar a inscrição dele e ele terá "o primeiro contacto a sério", naquela que vai ser a escolinha dele durante algum tempo...

ECOGRAFIA DO TERCEIRO TRIMESTRE

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Fiz a ecografia do terceiro trimestre na passada quinta-feira, exactamente com 32 semanas e 6 dias de gravidez e ficámos a saber que está tudo bem com o nosso Principezinho 2. 

 

Pesa cerca de 2100gr e mede uma média de 43cm, e estava tão teimosinho que não quis mostrar a carinha de forma a podermos registar o seu rosto na ecografia. Escondeu-se tanto que apesar do médico andar a fazer umas manobras para que ele se mexesse, ele continuou "na dele", bem "escondidinho"... Conseguimos apenas uma "foto" de perfil, e tanto eu como o papá R. achamos que já deu para ver que tem muitas semelhanças com o Gui... 

IMG_9850.JPGO "malandreco" estava sentado e não na posição cefálica ("de cabeça para baixo"), a posição ideal para o parto, por isso no final do mês de  Junho lá vamos nós repetir a ecografia só para ver se ele está correctamente posicionado! 

SOCORRO O GUI NÃO COME LEGUMES

O Gui está prestes a fazer 3 aninhos, mas não está nada fácil que ele coma legumes, nem em saladas, nem cozidos, nem salteados, nem em forma de "desenhos animados"... E não é por falta de exemplos cá em casa, pois nós comemos imensos legumes e, de uma forma ou de outra, fazem parte do nosso almoço e jantar! 

 

Acho que cada cada vez que lhe colocamos os legumes no prato ele deve pensar exactamente assim....

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... Pelo menos faz exactamente esta cara assim que vê os legumes a chegar à mesa! (Eh... Eh... Eh...)

 

Felizmente é raro recusar comer a sopa de legumes, por isso ao almoço e ao jantar a sopa faz parte sempre do menu dele, caso contrário não sei como iríamos fazer para ele comer legumes... Falta saber se os hábitos alimentares vão mudar quando fôr em Setembro para a escolinha...

 

E por aí, também foi ou está a ser difícil esta tarefa?

SER MÃE DÓI

Ser mãe é a experiência mais forte, transformadora e engrandecedora que uma mulher pode experimentar, mas ser mãe também dói, faz-nos sofrer, corta a nossa carne e o nosso coração. Parece que, como nunca, na maternidade se faz valer aquele ditado “no pain, no gain” e vivemos isso todos os dias, do nascer até o pôr do sol e do pôr do sol até ao nascer novamente. 

 

Dói quando vemos o nosso corpo transformar-se, quando sentimos o corpo dividir-se em dois para trazer uma nova vida, quando as nossas hormonas entram em ebulição. 

 

Dói ver a dor da cólica, a dor dos dentes a nascer, a dor da primeira rejeição. Dói quando não podemos dormir uma noite inteira de sono, quando temos que nos levantar da cama muitas mais vezes do que aquelas que gostaríamos, quando não descansamos por meses a fio. Dói muito quando eles ficam doentes, quando não sabemos o que eles têm, quando eles se põem a chorar... 

 

Dói não podermos fazer mais o que fazíamos antes, não ter tempo para ir ao cinema, não conseguir nem tomar um café... Dói não poder mais chegar a casa e ver televisão de pijama, deitada no sofá, não poder dormir e acordar à hora que bem entendermos, não ter mais o direito de ir e vir sem se preocupar com todo uma logística por trás. 

 

Amamentar dói, não amamentar dói mais ainda... Dói quando o filho não come, quando ele insiste em fazer birras, quando ele faz o contrário do que gostaríamos... Dói quando não sabemos se estamos no caminho certo, quando não temos certeza se estamos a ser uma boa mãe... Perguntamo-nos se tudo é mesmo tão difícil, tão complicado, tão desafiador...

 

Dói quando nos sentimos culpadas (e nós culpamo-nos por quase tudo), quando as pessoas nos culpam, quando nos vemos julgadas. Dói ouvir palpites a todos os momentos, ouvir críticas da forma como estamos a criar, do nosso jeito de educar... Dói quando alguém dá algo para o nosso filho comer sem pedir a nossa autorização, quando nos desautorizam, quando fazem pouco caso às regras que consideramos importantes...

 

Dói, e dói muito, dói acima de tudo o medo que ser mãe traz. O medo do futuro, o medo da violência, o medo que o nosso filho venha a sofrer... Nós, mães, gostaríamos de poder protegê-los para sempre, assim como fazemos quando eles são bebezinhos, mas isso não é possível... Eles são do Mundo! E dói saber que eles são do Mundo, porque um dia vão-se embora, deixam a nossa casa e deixam a convivência diária para trás.

 

Dói pensar que um dia os abraços não serão mais tão frequentes, o sorrisos poderão ser só de final de semana e um telefonema poderá ser o que de mais próximo teremos por semanas ou até meses. Dói pensar na saudade, na falta, na ausência... Dói pensar que o Mundo os levará para longe sem dó nem piedade e isso faz parte da vida, faz parte da existência, faz parte do seu crescimento e realização!

 

Dói só de pensar em toda essa dor, de pensar nas coisas que ainda nem passamos, mas dói acima de tudo pensar que poderíamos passar pela vida sem ter experimentando toda essa força pulsante que é ser Mãe!

 

Se por um lado dói, e dói muito, dói nas pequenas e nas grandes coisas, por outro, como eu disse lá no início, também enaltece, engrandece, completa. Ser mãe é viver uma montanha russa de experiências e emoções, encher-se e fartar-se do maior amor do mundo, mas também saber que ele vem acompanhado de preocupações, de entregas, de perdas e de desafios...

 

E longe de mim dizer que toda essa dor não vale a pena. Vale sim. Vale cada suspiro dado, cada lágrima derramada, cada pingo de suor que cai. Vale a dor da carne, da alma e do coração, porque Amor de Mãe é o sentimento mais forte que alguém pode experimentar e nada substitui essa experiência. Nem de longe!

(Texto retirado e adaptado do site macetesdemae.com)

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Feliz Dia das Mães ❤️