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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

O PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DO MARTIN 💙

O Martin fez 1 aninho na passada sexta-feira, mas foi no sábado que juntamos a família e os amigos que estão cá e comemoramos esta data da melhor forma possível... 

 

Depois de uma semana com temperaturas amenas e bastante nublada, o dia amanheceu limpo e quente, pelo que pudemos aproveitar melhor o dia...

 

O tema da festa foi escolhido pela madrinha do Martin - Os Ursinhos Carinhosos - um dos desenhos animados favoritos da minha infância... E embora os padrinhos não pudessem estar presentes, o Martin terá uma segunda festinha com eles, assim que chegarmos a Portugal...

 

A decoração ficou, como sempre, da minha responsabilidade e, tal como aconteceu no aniversário do Gui, o bolo foi feito por mim e pelo R.! Fizemos, pela segunda vez, um Bolo de Cake Design... Como toda a gente adorou o bolo do Aniversário do Gui fiz outra vez o bolinho de chocolate branco com côco e lima, e o R. fez comigo a decoração com pasta de açúcar... Mais uma vez, a parte mais complicada foi esticar a pasta de açúcar e colocá-la de forma a cobrir o bolo por completo... Confesso que começamos mesmo mal, e chegamos a pensar que nem iríamos fazer nada de jeito, mas com imaginação conseguimos contornar os nossos obstáculo e conseguimos fazer um bolinho e uns cupcakes bem fofinhos...

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O Martin estava um bocadinho tímido mas muito feliz com todo aquele ambiente... O Gui simplesmente delirou, principalmente quando teve que abrir as prendas para o mano, e chegou a pensar que aquelas prendinhas todas eram mais para ele do que para o mano, porque segundo ele "o Martin ainda é muito bebé, e as prendas são quase todas para meninos crescidos como ele"... (Eh... Eh... Eh...)

 

O SEGUNDO FILHO

Martin 💙

"O primeiro filho é um furacão, é uma tempestade, um tsunami. Tu não sabes de onde vem aquela força da natureza, perdes a noção do tempo e do espaço.

Com o primeiro filho tens um curso intensivo de ser mãe e família. Aprendes que não se escolhe a hora que se dorme nem a que se acorda, que não há número exato de fraldas utilizadas por dia, que dar colo é bom, mas que cansa.

Também não tens a mínima ideia do que aconteceu com o teu corpo, quando ele vai voltar ao normal e se ele vai voltar ao normal. Não sabes quando as dores e o desconforto do pós-parto vão passar.

Sentes-te perdida nas horas e na rotina da casa, não sabes quanto tempo o primogénito vai dormir em cada sesta, e não sabes por onde começar, se é pela pilha de louça suja, se é pelo pó da casa, se é deitar-se no sofá e atualizar as mensagens do telemóvel, aspirar a casa, tomar banho ou dormir. Enquanto corres como uma barata tonta pela casa, o bebé já acordou e tu sentes-te um fracasso, no meio do caos que está o teu lar.

Sentes-te sozinha e isolada, porque até ali tinhas direito a ir a qualquer lugar, trabalhavas, tinhas os teus almoços com os amigos e os colegas, passeavas na rua sem compromissos urgentes ou casos de vida ou morte... Fazias happy hours, visitavas a família e podias ficar horas com uma amiga ao telefone...

Com o tempo as coisas ficam melhores, e a tua vida entra num tipo de normalidade...

Aí vem o segundo filho e a emoção diz-te que vais surtar, porque passarás  por tudo de novo, e que além de tudo serão dois filhos para gerir...

O segundo filho chega e tu apercebes-te que viraste uma camaleoa, que te adaptaste ao ambiente e à nova vida, por instinto e por necessidade. Depois do primeiro filho, descobres que ganhaste uma pele nova e super poderes.

As inseguranças da primeira viagem ficam guardadas numa mala pela casa. Com o segundo filho já tens pistas do que se trata cada choro... Sabes priorizar o que fazer enquanto dormem e sabes que não precisas de vigiar o bebé 24 horas por dia. Além disso, a dinâmica do casal já está estabelecida, cada um sabe o que pode fazer, sem cobranças, sem nervos à flor da pele. Enfim, tudo fica mais leve!

O primeiro filho foi “A Prova Surpresa”, o segundo filho é o “Trabalho em Grupo”.

No primeiro filho forma-se uma família, no segundo filho forma-se uma equipa coesa.

O primeiro filho faz nascer uma mãe, com direito a todas as dores e delícias, tal e qual a um parto.

O segundo filho nasce para uma mãe, pronta, madura e com um coração ainda maior!"

(Tecto adaptado, autor Ales Rauter)

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Parabéns ao meu Bonequinho Martin que hoje completa o seu primeiro aniversário... O primeiro de muitos anos incríveis de vida!

Que a vida nos mantenha aos 4 sempre juntinhos!

TÃO EU...

Maternidade com Humor

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Sem tirar nem pôr! Ando assim desde que o início desta Pandemia, porque isto de estar o dia todo em casa com dois pimpolhos, acreditem que não é tarefa fácil...

Quem é mãe vai perceber melhor...

Quem mais se identifica?

COISAS DE MÃE

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Encontrei esta imagem um dia destes na internet e decidi partilhar aqui, pois é exactamente assim que eu me sinto!

Sabem aquelas pessoas que vemos a passear no shopping com o bebé ao colo, sem nenhum carrinho de bebé?! Depois que fui mãe passei a admirar a coragem e a força dessas pessoas, pois não sei como conseguem fazê-lo... Como é que uma Pessoínha tão pequenina pode ser tão pesada?!

Mais alguém se identifica?!

MÃE POR AMOR ❤️

"A gestação, dói.
O parto, dói.
O pós-parto, dói.
Amamentar, dói.
Ver o filho a chorar, dói.
Não dormir direito, dói.
Servir a todos e ser a última , dói.
Não ter hora para tomar banho, dói.
Ter um dia cansativo e não poder descansar, dói.
Andar com as unhas e os cabelos sem fazer, dói.
Ter uma rotina sem poder se atrasar 1 minuto, pra não perder o controle, dói.
Não ter tempo pra si, dói.
Uma Mãe precisa de ajuda e não de criticas, de carinho e não de porrada, quem cuida de todos também precisa de cuidados...
A Maternidade não é tão terna como parece ser....
Parem de romantizar.
A maternidade não é linda. Lindo é o amor que uma mãe sente por um filho, um AMOR capaz de suportar tudo."
Parem de romantizar a maternidade. A realidade é bem difícil e cheia de aprendizagens!
Ninguém nasce mãe, torna-se mãe!"

(texto adaptado de autor desconhecido)

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COISAS DE MÃE

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Quem concorda também?

SER MÃE MUDA-TE PARA SEMPRE

"Depois de seres mãe nunca mais serás a mesma. O corpo muda, a vida muda, as prioridades mudam. Passas a amar alguém mais do que a ti própria, sentes que darias a vida por eles sem nem te perguntarem duas vezes. 

Ah!... Passas a entender todas as preocupações da tua Mãe...

Choras com medo de não dar conta e vais ter dias que vais ficar feliz com um simples cocó na fralda...

Acredita, Ser Mãe muda-te para sempre... Mas transforma-te no melhor que podes ser!"

(Autor desconhecido)

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PIOR QUE UM GATO...

Na terça-feira de manhã, o dia começou menos bem... O Martin tinha acabado de acordar quando peguei nele ao colo e, num milésimo de segundo, lá me tinha espetado, sem querer, um dedo no meu olho direito... Parecia que me tinha dado uma chicotada no olho... E apesar de me ter doído imenso, achei que iria acabar por passar depressa, até porque já tinha tido um episódio parecido com o Gui, numa altura em que ele me atirou com uma almofada durante uma brincadeira...

Tomei 1gr de paracetamol, mas de pouco adiantou... Depois do almoço, comecei a ter o olho sempre a lacrimejar e a dor era contínua, principalmente quando estava de cabeça para baixo... Contei as horas para o R. chegar a casa, pois com o Martin e o Gui a correrem sempre de um lado para o outro, a minha vida não estava nada facilitada... 

 

Assim que o R. chegou, dirigi-me a pé ao hospital, ao lado de casa, mas descobri que não tinha urgência de oftalmologia, por isso encaminharam-me para um hospital que ficava a 30 e tal quilómetros daqui... Voltei a casa e disse ao R. que era melhor vir comigo de carro pois tinha receio de conduzir com esta limitação... 

Foram 40 minutos para chegar ao hospital, 1 hora na sala de espera e 10 minutos na consulta, para saber o que o Martin me tinha provocado: um arranhão na córnea!

Nada de grave, certo... Mas que é muito chato, porque além de doer, o olho está sempre a lacrimejar e, até, cada movimento da pálpebra chateia... Sem falar que a minha visão nos primeiros dois dias estava um bocadinho turva!

Saí das urgências com uma receita de 3 colírios e 1 pomada oftálmica. Felizmente havia uma farmácia aberta, até às 22horas, que ficava a 4 quilómetros do hospital e foi para lá que nos dirigimos assim que cheguei ao carro, com o Martin e o Gui saturados de tanto esperar...  

Quando me deitei, e mesmo depois de ter começado o tratamento, o olho doía-me ainda mais, felizmente acabou por melhorar assim que coloquei um saquinho com gelo e acabei por adormecer...

 

Entretanto, já passaram 3 dias e só tenho um bocadinho a visão desfocada, para distâncias mais longas... Agora é continuar a fazer o tratamento direitinho - 1 semana de colírios e 1 mês com a pomada oftálmica - e aguardar que este arranhão cicatrize bem rapidinho!

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SER MÃE ❤️

"Eis o trabalho mais difícil da face da Terra.

Ser mãe é seguir o turno de 24 horas, 7 dias por semana.

É estar acordada quando o resto do mundo dorme. É amamentar na madrugada e ver as luzes das janelas a apagar-se, até que só reste a sua.

Ser mãe é cheirar a leite por vários meses e morrer de saudades de dar o peito, quando o filho desmamar.

Ser mãe é aprender a trocar fraldas no escuro, com direito a passar creme anti-assaduras.

Ser mãe é preparar a primeira sopinha com o maior cuidado do mundo, e levar um cuspe de volta.

Ser mãe é comer comida fria, é ser a última a servir-se, ou mesmo deixar de comer, para dar a sua parte ao filho que necessite.

Ser mãe é querer que o filho se arraste, gatinhe e finalmente consiga andar. E quando ele aprende a correr, sentir saudades do bebezinho que ficava o dia todo no colo.

Ser mãe é nunca mais olhar para um termómetro que marca 37 graus do mesmo jeito. É passar a noite segurando a mão do pequeno, para ter certeza que a febre passou.

Ser mãe é morrer de vontade de chorar ao ver o filho doente e fazer-se de forte e sorrir, para não preocupá-lo.

Ser mãe é acordar cansada, depois de uma noite mal dormida. E apesar disso fazer tudo do mesmo jeito: dar banho, comida, brincar, trabalhar, cuidar da casa, e colocar o filho para dormir.

Ser mãe é perguntar-se quando passará novamente um dia sem ouvir um choro.

Ser mãe é querer viajar sozinha, mas abrir mão disso até ter certeza de que o seu filho ficará bem sem ela. E quando esse dia chegar, contar os dias para receber o abraço da volta.

Ser mãe é exercitar a paciência diariamente. E perdê-la de vez em quando, entre uma crise de birra e outra.

Ser mãe é ouvir do filho as mesmas palavras que lhe ensinou. E perceber que não basta falar, é preciso dar exemplos.

Ser mãe é sentir culpa por querer voltar ao trabalho. Ou largar tudo para cuidar de um filho, e sentir falta de trabalhar fora.

Ser mãe é aprender que, com duas mãos, é possível executar muito mais do que duas tarefas. Atender o telefone, empurrar o carrinho, abrir a porta, escrever um bilhete, e dar a última colherada do prato... São só alguns exemplos das combinações possíveis.

Ah, mas ser mãe também é…

Sentir aquela mãozinha tão pequena e tão forte, que segura o seu dedo como que querendo dizer: “ei, estou aqui, agora não estás sozinha!”.

É poder afagar por alguns anos os cabelos de um pequeno anjo, enquanto ele está sob as suas asas.

É acordar pela manhã com um abraço apertado, como se não se vissem há muitos anos! O mesmo vale para a saída da escola.

Ser mãe é mostrar uma flor ao filho, e reparar na sua beleza, como há tempos não fazia.

Ser mãe é emocionar-se na primeira vez que se vê o filho repartindo o biscoito.

Ser mãe é ter direito de chorar na apresentação da escola, sem que ninguém a estranhe por isso.

Ser mãe é ter a casa cheia de risadas e de gritinhos de felicidade.

É lembrar como se brinca com carrinhos, com bonecas, ao esconde-esconde ou à apanhada.

Ser mãe é adquirir a coragem de fazer o que o seu coração realmente deseja, porque não há mais espaço para covardias dentro de si.

Ser mãe é tentar ser uma pessoa melhor a cada dia porque o seu filho merece uma mãe que se aprimora com o tempo.

Ser mãe é descobrir que o coração é um espaço infinito e que quanto mais se ama, mais amor cabe ali dentro!"

(Texto adaptado de autor desconhecido)

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COISAS DE MÃE

Quem se identifica, que se acuse aqui...

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Eh... Eh... Eh...

O MARTIN FEZ 10 MESES

O Martin fez 10 meses no passado dia 17 de Maio e como manda a tradição festejamos esse dia tal como ele merece.

 

Este mês o Martin foi à consulta um bocadinho mais cedo do habitual, mais precisamente no dia 7 de Maio, e nesse dia pesava 9kg830gr e media 78cm. 

 

A grande novidade foi começar a deslocar-se sozinho, no chão, e sentado! É verdade, adora andar de um lado para outro sentado, com a ajuda das mãos cria o impulso que precisa para se movimentar... E se no início fazia-o de forma mais lenta, agora consegue deslocar-se rápido! É mesmo engraçado vê-lo a "andar de um lado para o outro" assim. Começou também a gatinhar a sério (não a rastejar como fazia quando começou), mas não gosta muito de o fazer pois cansa-se rápido. Adora que o segurem pelas mãos para dar passos grandes e poder percorrer tudo, quando está no chão e nos vê perto agarra-se às nossas pernas para poder colocar-se em pé e nós darmos passadas com ele. Quase a completar 10 meses, começou a sentar-se sozinho.

 

Este mês ficou também marcado pelo aparecimento de mais dois dentinhos: os dois dentes de cima, os chamados "incisivos laterais superiores". Escusado será dizer que o sorriso dele agora está ainda mais fofo!

 

Começou a dizer "chau" com as mãos e a dançar com os braços quando pegamos nele e dançamos com ele. Voltou a bater palmas, sempre com um grande sorriso, e principalmente quando cantamos os parabéns ou quando ele quer chamar a nossa atenção. Interage cada vez mais connosco e tenta comunicar palrando alto, adora dizer "olá, olá, olá" muitas vezes, "ma-ma" e "pa-pa", e por vezes tenta repetir palavras que lhe dizemos. Começou a ter alguma vergonha, às vezes, quando estamos a falar em videochamada com alguém esconde o rosto timidamente no nosso ombro.

 

A sua personalidade está cada vez mais vincada, demonstra desagrado quando não gosta de algo, faz birras, grita para chamar a atenção ou quando está zangado, e até com o corpo é capaz de demonstrar que não quer estar ali ou acolá (começa a arquear as costas e a esticar-se todo como que a dizer que não quer). Detesta que o contrariem e fica zangado quando lhe dizemos "não" ou o impedimos que fazer alguma coisa. 

 

A novidade é que adora abrir armários e é fascinado pelo interior do frigorífico, por isso cada vez que abrimos o frigorífico fica eufórico e vem logo na nossa direcção para o deixarmos mexer nas coisa, quando não o deixamos grita alto para mostrar o desagrado e chega mesmo a chorar. 

 

Os brinquedos (e não só) continuam a ser óptimos para atirar ao chão ou ao ar, quanto mais barulho fizerem melhor! Continua fascinado pelo Gui, e pelos brinquedos dele, adora que brinquem com ele, que lhe façam cócegas, que joguem ao "cu-cu" com ele e que lhe tirem fotografias. Continua a delirar com o momento do banho, com o mano, gosta de brincar com a água e adora chapinhar.

 

Neste mês, o Martin começou a comer comida mais sólida, experimentou arroz e massa, juntamente com a sopa, no início, como não estava habituado a ter que mastigar algum tempo, enervava-se pois queria comer rápido e não conseguia. Hoje não lhe faz qualquer diferença e adora comer a sopa com "pedacinhos". Continua super curioso com o que nós comemos, por isso temos aproveitado para ele experimentar alimentos novos. Começou a gostar de pão. Este mês experimentou morangos, mirtilos, framboesas, amoras, tomate e panquecas de aveia, e o resultado foi sempre positivo! É um verdadeiro comilão e adora experimentar coisas novas! Em relação à amamentação mantém-se: mama uma vez de manhã, ao acordar, e umas 2 ou 3 vezes durante a noite.

 

O padrão de sono mantém-se um bocadinho alterado com o Martin a acordar algumas vezes durante a noite de forma descontrolada, acho que a crise da separação ainda não passou...

 

Mais um mesinho que foi vivido em quarentena de forma intensa... Foi bom termos presenciado a tantos progressos em tão pouco tempo... E quando olho para trás, não dá para acreditar que já passaram 10 mesinhos!

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COISAS DE MÃE

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Quem é mãe vai me entender... Nesta fase, com o Martin com 10 meses, dava jeito ter uma mama que ficasse a dormir ao lado dele durante a noite... Não vejo a hora dele dormir umas 7 horas seguidas...  (Eh... Eh... Eh...)

ABERTURA OFICIAL DA ÉPOCA BALNEAR

Este ano fomos brindamos com uma Primavera bastante atípica, pois além de termos dias de sol intermináveis temos tido dias bem quentes para a época do ano. Só para terem uma ideia, na quinta-feira os termómetros atingiram os 30 graus, algo bastante raro nesta altura do ano, na sexta-feira o calor manteve-se, por isso decidimos oficializar a abertura da época balnear! O Gui estava super contente, mas o Martin estava ainda mais eufórico com todo aquele ambiente e não descansou enquanto não entrou para a piscina com o Gui. 

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Infelizmente, no final do dia o tempo acabou por nos pregar uma partida e tivemos que arrumar a piscina... E foi aí que descobrimos que a piscina estava irremediavelmente furada. Agora temos que comprar outra para a próxima vaga de calor que possa vir... Ainda bem que o calor não se manteve, assim dá-nos tempo para procurarmos com tempo uma piscina adequada para os dois manos.

O QUE É O PERCENTIL?

O peso, a altura e o perímetro cefálico do bebé são alguns dos indicadores importantes que indicam se o bebé está a ser bem alimentado e a crescer de forma saúdavel. É claro, que cada bebé desenvolve-se a um ritmo diferente, mas existe uma média (tabela de percentil) que permite avaliar essa curva de crescimento e detetar precocemente se existe algum problema. 

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu esses percentis para detalhar o crescimento ideal. Os percentis são referências formadas a partir das medidas e do peso de bebés saudáveis para se poder definir uma média, de forma a prever-se quanto deveria crescer o bebé, tendo em relação os outros. Assim, um bebé está na média quando o seu crescimento em altura e em peso encontra-se no percentil 50. Isto não significa que os bebés que se encontram no percentil 3 ou 97 não são normais, o importante é que a curva de crescimento do bebé progrida de forma regular no tempo, ou seja, que não existam descidas ou aumentos repentinos de crescimento, pois se tal acontecer é necessário compreender a causa.

 

O que significa então quando o bebé está no Percentil 3 do peso?
Quando o bebé se encontra abaixo do percentil 50, concretamente no Percentil 3, não significa que está doente ou que precisa de mudar a alimentação.

Assim, se o médico disser que o bebé está no percentil 3 do peso significa que, comparado com os bebés saudáveis da sua idade e sexo, 97% serão mais pesadas e 3% serão menos pesadas do que ele. Provavelmente trata-se de uma questão genética, ou seja, se os pais forem baixos e magros, existe a possibilidade do bebé também o ser.

 

Sei que há uma tendência para compararmos os bebé, até os próprios irmãos, mas isto não vai ter qualquer utilidade. Cada bebé é único e vai desenvolver-se de forma diferente. O importante é que essa evolução individual ao longo do tempo apresente uma evolução harmoniosa e equilibrada entre os vários parâmetros avaliados.

Idealmente, a curva de crescimento de cada bebé deverá ser mais ou menos paralela a uma das curvas de percentil. Mas mesmo que não exista esta evolução, tal poderá não ter qualquer significado patológico. O importante para a saúde do bebé é que este tenha um acompanhamento médico contínuo.

O DESFRALDE NEM SEMPRE É FÁCIL...

Maternidade

Faz hoje uma semana que o Gui deixou finalmente as fraldas... É verdade, 1 semana! Nunca imaginámos que fosse ser algo tão complexo para o Gui... 

 

Começamos o desfralde em Fevereiro de 2019 quando o Gui começava a manifestar sinais de que em breve iria controlar os esfíncteres, pois sentia quando ía fazer xixi... Nunca o pressionámos, mas com o tempo a passar ele quase a completar 3 anos, queríamos que ele deixasse as fraldas antes do nascimento do Martin e antes de entrar para a escolinha... Mas acabou por se tornar uma missão impossível... 

 

O xixi até que não foi muito difícil, demorou cerca de 3 meses, volta e meia acontecia um acidente, nada que não fosse natural... Mas o cocó revelou-se um processo bastante complexo...

 

Na realidade, quando o Gui passou a fazer xixi no pote também controlava o cocó, sabia perfeitamente quando tinha vontade pois pedia uma fralda, escondia-se no quarto ou atrás de um objeto e depois pedia-nos para o trocar... Quando tinha escola pedia a fralda antes de ir para a escola ou quando chegava a casa, e fazia... O Gui tinha muito medo de fazer cocó no pote e cada vez que tentávamos abordar o assunto ele evitava falar nisso e dizia que tinha "muito medo"... Medo?! Mas medo de quê?!

 

Pesquisei sobre o assunto, falei com a Pediatra e descobrimos que este "medo de fazer cocó no pote/wc" era muito mais frequente do que imaginávamos, por isso tínhamos que ser pacientes... Tentamos de tudo para desmistificar este medo... Negociamos com mil e uma coisas, desde prendinhas, a ver desenhos animados, a colar autocolantes num calendário como forma de recompensa e tantas coisas mais... Às tantas já não éramos só nós que lhe prometíamos coisas giras para ele deixar de uma vez por todas as fraldas... O Gui até ficava entusiasmado com a ideia, mas assim que tinha vontade o medo de fazer cocó fora da fralda era superior.

 

Andávamos há meses em negociações... Claro que não o fazíamos todos os dias pois sabíamos que não adiantava de nada colocá-lo sob pressão, muito pelo contrário, corríamos o risco de o "assustar" mais...

 

O tempo foi passando e nós só conseguíamos pensar que o Gui estava prestes a completar 4 anos e ainda não tinha feito o desfralde... Começamos a conversar ainda mais com ele, tentamos lhe mostrar como iria ser bom para ele fazer cocó na sanita... E quando faltava um mês para completar 4 anos, o Gui começou a revelar um "medo menor"... Aquele "medo" já não era tanto "medo", era sim uma grande teimosia que ele tinha necessidade de mostrar para se impôr (não fosse o Gui um grande teimoso)!

 

Sentimos que a hora do desfralde poderia estar para chegar, mas tínhamos que lhe dar um empurrãozinho... Aproveitamos a pandemia para lhe dizer que as fraldas estavam a acabar e que não podíamos ir comprar mais... Andamos nisto uma semana... Uns dias funcionava, outros não... Até que um dia ele ficou zangado e não fez cocó o dia todo... Nesse dia, percebi que não adiantava mais tentar negociar com ele, falei com o R. e decidimos que o melhor era falar com o Gui e dizer-lhe que agora só dependia dele ir à casa de banho pois nós não íamos falar mais desse assunto... 

 

E assim foi, de um dia para o outro o Gui começou a ir à casa de banho, sem pedir se quer ajuda, pois segundo ele "o Gui não precisa de ajuda, ele consegue ir sozinho"... Já lá vai uma semaninha que isto aconteceu, e eu estou muito orgulhosa por ele ter conseguido ultrapassar esse "medo"!

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Por isso, se estiver numa situação semelhante saiba que não adianta forçar, mesmo quando a criança sabe que pode, porque se ela não quer, se sente medo, insegurança, ou mesmo dor, ela vai tentar segurar o cocó. É preferível colocar a fralda do que obrigar a criança a ir à casa de banho e acabar com uma evacuação dolorosa e traumática. 

Não vale a pena tentar culpabilizar-se nem achar que a criança está grande de mais para usar fraldas. Cada criança tem o seu próprio ritmo, por isso o melhor é ser paciente e saber apoiar a criança. O desfralde exige paciência, dedicação e esforço, tanto dos pais quanto da criança.