Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

NINGUÉM DISSE QUE SERIA FÁCIL

"Tem dias que o bicho pega. O bebé chora. Não dorme...

O filho mais velho desobedece...

Tem dias que tem mais comida no chão do que na barriga. E mais “nãos” do que abraços...

Tem dias que a gente não coloca maquilhagem, não faz a cama, nem escova os dentes...

Tem dias que o nosso maior desejo é a nossa cama ou um banho...

Tem dias que a gente acredita que está a fazer tudo errado. Tem dias que a gente tem certeza...

Mas a verdade é que, apesar destas adversidades, ser mãe é bom demais!

Porque só quem é mãe sabe como é se sentir amada quando apenas o seu colo acalma o bebé. Por mais cansada que estejamos, tem dias que dá uma sensação indescritível de superpoder.

Porque só quem é mãe sabe como é receber um abraço e um pedido de desculpas depois de uma crise de birra e desobediência. Passar pela tempestade cansa, mas ouvir um “eu não quero te desobedecer” não tem preço.

Porque só quem é mãe sabe o que é ser resiliente. Usar cada dificuldade para se superar. Usar cada comida no chão para melhorar a próxima receita. E cada “não” para aprender uma nova forma de se comunicar e educar.

Porque só quem é mãe sabe o valor de 8, 6, 5 horas de sono. E apesar das muitas madrugadas em claro, quem é mãe sabe o sentimento de satisfação ao colocar o bebé no berço ou o filho mais velho na cama e voltar para o seu quarto sabendo que acolheu e amou o seu bem mais precioso quando ele precisava.

Porque só quem é mãe entende que realmente a alegria deixa o rosto bonito e vale mais do que uma casa arrumada.

Porque só quem é mãe aprende a lidar com as cobranças internas e externas e entende que está fazendo um bom trabalho quando ouve “mamã, és a melhor mãe do mundo”!

Eu não, eu não vivo num mar de rosas. Eu tenho sono, fico stressada, às vezes perco o controle e até grito. Sinto falta de um tempo para mim e me cobro constantemente. Mas tenho aprendido que a vida é muito curta para perder momentos preciosos por coisas de pouca importância. Para o chão, tem pano; para o sono, café; para a roupa, sabão em pó; para as notas, livros de estudo. Tudo isso vai passar e que lembranças ficarão?"

IMG_20191017_181010.jpg

(texto adaptado de autor desconhecido)

ISTO É AMOR 💙

Quando estava grávida do Martin, se havia um momento que tínhamos alguma ansiedade de ver, era a reacção do Gui ao ver o irmão pela primeira vez... 

 

Assim que fiquei grávida, o Gui foi das primeiras pessoas a saber... No início, e talvez porque ele tivesse apenas dois anos e meio, tínhamos a sensação que ele não percebia muito bem do que falávamos quando abordávamos o assunto... Mas à medida que o tempo ía passando, a barriga ía crescendo, e soubemos o sexo do bebé, o Gui começou a assimilar que de facto um bebé iria chegar...

 

E se no início ele queria uma mana, depressa mudou de ideias... Afinal, bom mesmo era um menino para brincar como ele... E assim foi, o desejo dele estava realizado... Agora era esperar que o Martin nascesse...

 

Falávamos quase todos os dias sobre como ía ser bom ter um mano para brincarem juntos, e como era importante que ele ajudasse a mamã e o papá a tomar conta do mano pois ele iria ser o mano mais velho... Até que chegou o dia tão esperado, explicamos ao Gui que o Martin ía nascer e que logo, logo, ele iria poder ver o mano... 

 

Tinhamos comprado umas prendinhas simbólicas para os manos trocarem entre eles, de forma a que o Gui também pudesse sentir o quanto aquele momento era Especial... E assim foi, logo no primeiro dia que o Martin nasceu, o papá trouxe o Gui à Maternidade com a tal prendinha... A porta do quarto abriu-se e ele entrou timidamente, num misto de alegria e curiosidade, esboçou um sorriso e procurou discretamente com o olhar onde estava o seu mano... Perguntei-lhe se queria ver o mano e ele respondeu logo que sim... Aproximou-se do berço e, com o sorriso mais doce e envergonhado, olhou para o Martin... Tinha finalmente chegado aquele momento, e nós não podíamos estar mais radiantes com a reacção do Gui assim que viu o irmão  pela primeira vez...

IMG_0298.JPG

A partir daquele dia, percebemos que o Gui estava preparado para ter um irmão... E aquele momento, tão simples mas tão genuíno acabou por se tornar num dos mais maravilhosos de sempre! 💙

 

E por aí, como foi que vivenciaram este momento?!