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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

KIT DE AMAMENTAÇÃO

Posto fim a este capítulo das nossas vidas, achei que seria bastante útil partilhar os produtos que considero indispensáveis para o sucesso da amamentação.

 

Para quem pretende amamentar, o ideal é comprar todos os artigos antes do bebé nascer, pois todos eles são bastante úteis desde o primeiro dia.

 

1. Almofada de Amamentação 

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Ora aqui está um artigo que aí já tinha destacado num post quando estava grávida, e que eu recomendo comprar. Para mim teria sido muito mais difícil amamentar se não tivesse comprado este artigo, tanto eu como o Gui ficavamos super confortáveis na hora da amamentação, foi realmente muito, muito, útil!

 

2.  Soutien de Amamentação 

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Os sutiãs de amamentação são importantes pois evitam a distensão dos ligamentos. Devem ter alças largas e que sustentem bem as mamas, evitando dor e desconforto. O ideal é comprar alguns (entre 4 a 6) para permitir que possa ser trocado sempre que houver algum desconforto, de forma a manter também uma boa higiéne. Porém, deve evitar-se comprar soutiens com muita antecedência, uma vez que não é possível prever as alterações do corpo após a gravidez.

 

3. Protetores de Seios descartáveis 

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Os protetores de seio descartáveis servem para absorver e proteger contra as perdas de leite, por isso são uma excelente opção para manter os seios secos. O ideal é usar de forma contínua, tanto de dia como de noite.

Da minha experiência, aconselho os descartáveis pois são muito mais confortáveis, práticos e higiénicos. 

 

4. Pomada Lansinoh Lanolina pura Proteger os Mamilos 

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Uma pomada indispensável que ajuda a aliviar os mamilos sensíveis ou secos e a formar uma barreira protetora adicional nos mamilos doridos ou irritados durante a amamentação (pode ser utilizado durante a gravidez).

Aconselho esta marca, que me recomendaram na maternidade, e que é um verdadeiro milagre. Nunca tive qualquer problema! Além disso é 100% segura para o bebé e não precisa de ser removida antes de amamentar. A melhor opção do mercado.

 

5. TheraPearl terapia 3 em 1 Lansinoh

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Estes saquinhos são na verdade compressas que podem ser utilizadas quentes ou frias, eficientes para aliviar dores provocadas por mastites, ductos obstruídos e ingurgitamento dos seios. São 100% seguras, laváveis e reutilizáveis.

 

6. Bomba tira leite eléctrica natural da PHILIPS AVENT

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Mesmo no primeiro mês de vida do bebé, este aparelho é fundamental quer para quando se dá a subida do leite quer para estimular a produção ou até para armazenar leite quando fizer falta.

Comprei esta máquina depois de uma pesquisa intensiva na internet, e foi uma boa escolha pois além de ser prática, a pressão pode ser ajustada, e não provoca qualquer dor! Uma excelente escolha.

 

7. Sacos para armazenar leite materno Lansinoh

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Para quem pretende armazenar leite no congelador é fundamental comprar este tipo de saquinhos.

Recomendo esta marca por serem bastante práticos e funcionais: podemos registar a data, a hora, bem como outros dados pertinentes.

  

E por aí, alguém utilizou mais algum produto que acabou por ser imprescindível?

UM BELO CAPÍTULO QUE CHEGOU AO FIM...

Antes de ficar grávida, já tinha conhecimentos sobre a importância da amamentação, conhecimentos estes adquiridos durante o meu curso de enfermagem... Talvez por isso nunca tive dúvidas que um dia, assim que tivesse um filho, fosse amamentar... Não condeno, nem julgo quem opta pelo aleitamento artificial, mas quem me segue sabe bem o quanto defendo este tipo de alimentação natural.

 

Confesso que, mesmo tendo todos os conhecimentos necessários, tive muitas dúvidas, quer durante a gravidez, quer quando o Gui nasceu... Existe uma grande distância entre o que uma pessoa pensa que vai ser capaz de fazer ao acontecer...

 

Sabia que o início não ía ser assim tão expontâneo e evidente, e confesso até que pensava que ía ser um bocadinho mais fácil...

 

No primeiro mês, desistir passou-me pela cabeça umas centenas de vezes, tinha receio de não estar a alimentar suficientemente o Gui... Depois vinham as consultas semanais onde o Gui era pesado e depressa as dúvidas desapareciam e a confiança em mim era maior.

 

Os primeiros 3 meses foram, sem dúvida, os mais cansativos, o Gui demorava imenso tempo a mamar, mamava a cada duas horas (tanto de dia como de noite), tinha algumas dores e  andava super cansada. Mas o pior aconteceu quando o Gui tinha dois meses e meio... Fiz uma mastite na mama direita e quase que desisti de amamentar... Estávamos de férias em Portugal, de um dia para o outro a mama direita começou a ficar engurgitada, e depressa se formou um grande abcesso... Parecia que tinha uma bola de ténis, na mama... As dores eram imensas... Fiz de tudo para conseguir reverter esta situação... Desde massagens, com quente e frio, passando por colocar o Gui a mamar em "N" posições diferentes até a utilização da bomba de extracção de leite... Nada resultou, o abcesso parecia querer ficar... Não dormia em condições, tinha dores horríveis e estava exausta... Comecei então a fazer febre... Entre as idas aos Centros de Saúde, anti-inflamatórios e antibiótico, acabei por ir parar ao serviço de Urgências onde fui submetida a uma drenagem de abcesso... A partir daqui as dores começaram a desaparecer... Fiquei com um dreno, tive uma semana a fazer tratamento diário (e graças à boa vontade da vizinha dos meus pais, que também é enfermeira, tive a sorte de fazer os tratamentos em casa, todos os dias vinha-me "fazer o penso")... Foram 15 dias péssimos... Coloquei tudo em questão, pensei em desistir de amamentar, mas não o fiz, e mesmo com o abcesso, e com o dreno na mama, amamentei sempre!

 

Confesso que tive muito medo de voltar a passar por isto novamente, e disse a mim mesmo que se voltasse a acontecer teria que desistir. Felizmente não se repetiu, o processo de amamentação acabou por se tornar natural e simples, conseguimos estabelecer aquela "relação especial tão desejada"...

 

Uns dias antes do Gui completar 10 mesinhos, recomecei a trabalhar, mas com um horário de trabalho de 12 horas/dia e com o Gui a acordar a cada 3 horas para comer, andava demasiada cansada... Foi então que achamos que era a altura de começar a introduzir o leite artificial, porque não sabíamos quanto tempo seria preciso para o Gui se habituar... Falei com a Pediatra, compramos o leite que ela nos indicou e, aos 10 meses e meio o Gui bebeu então pela primeira vez leite artificial... Em dois dias o Gui rejeitou completamente a mama e nunca mais quis mamar! Nunca pensei que ele fizesse um desmame tão repentino e fácil. Foram 10 meses e meio que ficarão bem guardadinhos na minha memória...

 

Para trás ficam só as belas recordações e também aquelas situações mais caricatas (se é que lhe podemos chamar assim)... As vezes que tive que amamentar no carro porque não haviam locais apropriados para o fazermos confortavelmente, o Gui distraísse imenso, além disso não me sentia à vontade em fazê-lo no meio de uma multidão... Sem falar daqueles cantinhos de amamentação/fraldários que não lembram ao menino Jesus, que cheiravam a esgoto, ou pareciam saunas (no Verão) ou então arcas frigoríficas (no Inverno)... 

 

E se no início tinha muito pudor, o tempo e a naturalidade do acto acabaram por resolver este meu "problema"... Tive sempre cuidado de fazê-lo discretamente, até porque aqui em França sentia-me um bocadinho "estranha", era raríssimo ver alguém a fazê-lo.. Nunca usei nenhum avental ou lenço porque o Gui suava imenso e não suportava estar tapado... Tenho algumas fotografias a amamentar que registam com carinho esses belos momentos, e lamento não o ter registado muito mais...

 

Como foram mágicos estes 10 meses e meio... Como fomos felizes... Como foi bom para mim e, muito mais ainda, para o Gui... Sinto-me uma felizarda por o ter feito e voltaria a repetir tudo novamente, mesmo com todos os obstáculos que tivemos. Quem já amamentou sabe bem do que falo, e apesar de existirem sempre alguns momentos difíceis, na realidade quase ninguém acaba por os contar porque, quando falamos da amamentação, não nos lembramos das coisas difíceis, lembramo-nos apenas das coisas maravilhosas que ela nos dá!

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NO MUNDO DA AMAMENTAÇÃO

Já tinha manifestado aqui a minha vontade de amamentar assim que o Gui nascesse, o que eu não sabia é se seria capaz de o fazer... Hoje olho para traz e vejo que as pesquisas que fiz quando estava grávida ajudaram-me e muito, pois revi conhecimentos (do meu curso de enfermagem) e aprendi muitas dicas, o que na hora "H" me deu muita mais confiança.

 

Um acto que a meu ver não é nada espontâneo, é preciso muita calma, muita paciência e muita confiança em nós, para que não se desista logo na primeira frustração. Falo por experiência própria...

 

Houveram dias na maternidade que duvidei que fosse capaz, outros em que as enfermeiras vinham e me davam um bocadinho mais de confiança, e outras que pareciam menos experientes do que eu... O facto é que o Gui agarrava de forma correta a mama, mas nos três primeiros dias perdeu quase 300 gr... Fomos obrigados a vê-lo a ser picado várias vezes no pé para avaliar o seu nível de açúcar, tomou suplementos (de biberão) para complementar o leite materno (o qual ele não gostava nada)... Não foi nada fácil vê-lo a ser picado consecutivamente, vê-lo a gritar a cada picadela, pensei muitas vezes em desistir (mas nunca o demonstrei), mas depressa compreendi que esta fase era perfeitamente normal e que acontecia muitas vezes... Tudo porque só a partir do momento em que se dá a "subida do leite" (após o terceiro dia, num parto normal) é que o bebé passa a ter alimento suficiente...  Além disso, na semana que o Gui nasceu, as temperaturas estavam elevadas, e ele ficava muito sonolento com tanto calor, o que o impossibilitava também de comer.

 

A partir do terceiro dia, e com a "subida do leite", o Gui recuperou 100gr de um dia para o outro... Ganhei confiança em mim, tive alta no 5º dia, e ao 7º dia pude comprovar que o Gui estava a ser bem alimentado pelo meu leite materno... Tinha aumentado mais 200gr.

 

Amanhã é dia de consulta, o Gui vai voltar a ser pesado, e vou poder comprovar que vamos no caminho certo! Não sei como é em Portugal, mas aqui em França, no primeiro mês de vida de um recém-nascido este deve ser pesado semanalmente.

 

Tenho consciência que ainda estou bem no início desta caminhada, uma caminhada bastante cansativa mas feita com muito, muito, amor! 

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ALEITAMENTO MATERNO - PARTE 3

Hoje, e para finalizar o tema do aleitamento materno vou abordar dois tópicos:

- os Cuidados específicos às complicações da amamentação;

- e as Posições para amamentar.

Se alguém quiser ou achar que devia abordar mais algum assunto específico em relação a este tema, deixe aqui a sugestão!

 

 

CUIDADOS ESPECÍFICOS ÀS COMPLICAÇÃO DA AMAMENTAÇÃO

 

1. Mamilos Gretados

Este é um dos problemas muito frequentes nas primeiras semanas após o parto, que normalmente surge devido à posição errada do bebé a mamar, do modo como o bebé agarra o peito ou ao ressecamento do mamilo. 

 

Se este problemas surgir, as soluções passam sempre por cumprir as dicas gerais mencionadas no último post. No entanto, se a dor for muito forte, a mãe deve retirar o leite manualmente ou com o auxílio de uma bomba e, dar ao bebé com um copo ou uma colher até que o mamilo melhore ou cicatrize totalmente. 

 

 

 2. Ingurgitamento Mamário

Normalmente este problema surge por volta do terceiro dia pós-parto, quando os seios começam a ficar doridos e tensos devido à deficiente drenagem do leite, sensação esta que pode ser acompanhada por um ligeiro desconforto.

 

O ingurgitamento pode ser passageiro (até 24 horas) ou durar vários dias (4 a 5 dias), o corpo demora alguns dias a ajustar-se para começar a produzir a quantidade necessária para o bebé.

 

Se este problemas surgir procure:

  • Continuar a amamentar aumentando a frequência das mamadas (o que estimula a drenagem do leite);
  • Antes de cada mamada, aplicar compressas quentes nas mamas  (isso vai aliviar a dor e facilitar a saída do leite);
  • Tirar um pouco do leite, antes de cada mamada, para que a área em torno do mamilo fique mais macia (o que irá facilitar a pega do bebé e reduzir o risco dos mamilos ficarem gretados);
  • Colocar o bebé a mamar primeiro na mama mais cheia;
  • Esvaziar um seio antes de oferecer o outro;
  • Se a mama continuar congestionada após amamentar, deve esvaziar manualmente ou com a ajuda de uma bomba, até se sentir bem (para libertar os os canais mamários bloqueados);
  • Aplicar compressas frias nos seios, logo após o bebé terminar de mamar, para aliviar o desconforto e a tensão mamária;
  • Usar um sutiã de amamentação com boa estrutura de sustentação, inclusive para dormir (este não deve ficar apertado demais).

 

 

3. Mastite

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Quando a mulher não soluciona o ingurgitamento mamário pode ocorrer uma mastite, ou seja, uma inflamação do tecido mamário que se caracteriza por uma inflamação (dor, rubor e calor localizado) com ou sem infeção, que pode ser acompanhada por febre (geralmente acima de 38ºC) e sintomas do tipo gripal. 

 

Normalmente costuma surgir apenas num dos seios, sendo rara a infecção bilateral ao mesmo tempo.

 

O tratamento para a mastite deve ser instituído o mais rapidamente possível, porque quando esta se agrava pode ser necessário o uso de antibióticos ou mesmo uma intervenção cirúrgica.

 

O tratamento inicial passa por:

  • Seguir as indicações como tratar o "ingurgitamento mamário";
  • Consultar o médico de família ou o obstetra.

 

 

POSIÇÕES PARA AMAMENTAR 

A posição correta para amamentação é o fator mais importante para o seu sucesso. Por isso, ao amamentar, a mãe deve preferir ambientes tranquilos, posicionar-se de maneira correta e confortável, e o bebé, além de estar de frente para o mamilo, deve pegar a mama corretamente para que não ocorram ferimentos nos mamilos e o bebé consiga beber mais leite.

 

Além da tradicional posição para amamentar, onde a mãe está sentada e o bebé está deitado na horizontal, existem outras posições como:

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CONSIDERAÇÕES FINAIS...

Se há mulheres que se adaptam à amamentação de forma rápida e sem enfrentar grandes dificuldades, há outras que enfrentam alguns percalços. O importante é que a mulher compreenda que este é um processo que requer prática e exige paciência para que não se desista de amamentar nos primeiros obstáculos que aparecerem!

 

Eu, como mãe de primeira viagem, resta-me esperar que o nosso Principezinho nasça para poder partilhar a minha experiência.

ALEITAMENTO MATERNO - PARTE 2

No seguimento do tema de ontem, hoje vou abordar os tópicos a que me propus... Espero que possam ser úteis a muita gente!

 

 

QUANTAS VEZES DEVE COMER O BEBÉ

Quando o bebé nasce deve ser amamentado todas as vezes que ele desejar, o ideal é que este seja colocado à mama sempre que acordar de forma a evitar que eles sintam fome, uma vez que este alimento é rapidamente digerido. Daí que nos primeiros 4 dias de vida a maioria dos recém-nascidos mame entre 8 a 15 vezes ao dia.  Nesta fase, nunca deixe o bebé mais de 3 horas sem comer, mesmo que ele esteja a dormir acorde-o para ele se alimentar. Ofereça as duas mamas, em cada mamada, de forma a estimular a produção de leite.

 

Inicialmente, as mamadas, são curtas, mas com o aumento da produção de leite da mãe, bebé começa a mamar menos vezes e mais tempo, cerca de 6 a 8 mamadas por dia, ou seja, de três em três ou de quatro em quatro horas. Nesta fase, e uma vez ocorrida a subida do leite, a mãe deve esvaziar uma mama completamente e só depois oferecer a outra. Na mamada seguinte, deve iniciar pela mama onde o bebé mamou menos.

 

Não se esqueça que é o tamanho do estômago do recém nascido que vai determinar também o quanto ele deve mamar, e com que intervalos. Já imaginou qual é o tamanho do estômago de um bebé quando nasce?

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A natureza é mesmo impressionante, ao verificarmos que existe uma relação direta entre a quantidade de colostro e o pequeno estômago do bebé! Olhando para a imagem acima, fica mais fácil perceber porque é que ao nascer o bebé mama pouco de cada vez e em intervalos curtos. Algo que se torna perfeito, pois é o tempo que o nosso cérebro precisa para que comece a produzir mais leite.

 

 

 COMO SABER SE O BEBÉ MAMOU O SUFICIENTE

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Existem alguns sinais que demonstram que o bebé mamou correctamente: 

  • As mamas esvaziam e ficam mais macias depois de oferecer a mama;
  • Após a mamada, o bebé fica relaxado e satisfeito;
  • O número de fraldas molhadas começa a aumentar a partir do quinto dia, num período de 24 horas, o bebé deve ter molhado entre 6 a 8 fraldas. (a urina deve ser clara e sem cheiro);
  • O bebê faz cocó amarelo-mostarda ou mais escuro (a partir do quinto dia depois do nascimento, o bebé deve fazer cocó todos os dias e as fezes devem começar a ficar mais claras)
  • Se o bebé repôr o peso que perdeu após o parto (todos os recém-nascidos perdem, nos primeiros três dias, entre 5 e 10 por cento do peso com que nascem). Ao fim da primeira semana, ele já deve estar começando a ganhar algum peso (não em relação ao peso com que nasceu, mas em relação ao peso com que saiu da maternidade).

 

Se mesmo assim continuar com dúvidas fale com a enfermeira, o médico ou o pediatra para tirar dúvidas, não é vergonha nenhuma demonstrar que se importa com a saúde e o desenvolvimento saudável do bebé.

 

 

CUIDADOS GERAIS A TER COM AS MAMAS

Nos primeiros dias de amamentação é muito comum as mulheres sentirem as mamas mais sensíveis, bem como os mamilos, e podem mesmo surgir algumas complicações como o aparecimento de gretas nos mamilos, a ingurgitação ou a mastite (inflamação mamária).

 

Para prevenir estes problemas, existem dicas simples que devem ser adotadas durante o período em que a mulher amamenta e devem ser diariamente cumpridas para evitar complicações:

 

  • O bebé deve agarrar de forma correta a mama: a boca do bebé deve segurar o mamilo e parte da auréola (mais auréola visível acima da boca do bebé), os lábios deverão estar voltados para fora e o queixo deve tocar na mama;

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  • Dar de mamar de forma correta, sentada ou deitada, mas de modo a que se sinta confortável e que o bebé esteja de frente para o mamilo (o bebé não deve estar em esforço para conseguir fazer a sucção o que também pode causar dor à mãe);
  • Deixar o bebé largar a mama espontaneamente ou, se necessário, colocar um dedo suavemente na boca do bebé de modo a interromper a sucção e, nunca puxando a boca do bebé do seio;
  • Aplicar uma gota de leite no mamilo e aréola, antes e após cada mamada e após o banho, pois facilita a cicatrização de possíveis gretas;
  • Limpar os mamilos muito bem após a amamentação. Se possível , expor os mamilos ao ar, no intervalo das mamadas (uma boa dica é expor os seios cinco minutos diariamente ao sol);
  • Proteger a pele dos mamilos com um creme adequado para a tornar mais flexível e resistente (existem muitas pomadas a base de lanolina que podem ajudar a proteger essa região tão sensível);
  • Lavar os mamilos apenas 1 vez ao dia com água morna, evitando usar sabão.

Estas medidas devem ser adotadas durante o período em que a mulher amamenta e devem ser diariamente cumpridas para evitar complicações. 

 

 

Para amanhã, e por último, abordarei dois tópicos também com grande importância:

- os Cuidados específicos às complicações da amamentação;

- e as Posições para amamentar.