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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

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MALDITA BRONQUIOLITE...

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Desde que nasceu, o Gui ficou uma vez doentinho, tinha ele 5 mesinhos... Tudo começou com uma simples constipação... Ficou cheio de ranhinhos, os quais ele ía engolindo e eu ía ajudando a fluidificar (com a colocação de gotas de soro fisiológico, nas narinas, várias vezes ao longo do dia)... Três dias depois de estar assim, os ranhinhos tinham desaparecido mas  o Gui tinha acumulado secreções nos pulmões... Era notório o barulho que ele fazia a respirar... Nunca fez febre, nunca perdeu a boa disposição e, mesmo cheio de secreções, nunca perdeu o apetite, mas eu sabia que ele não estava muito bem assim e tinha receio que este quadro evoluísse para algo mais sério... Marcamos então uma consulta médica e descobrimos que o Gui afinal tinha uma Bronquiolite!

 

 

Mas afinal o que é uma Bronquiolite?

Uma bronquiolite é uma infecção respiratória que se caracteriza pela produção exagerada de secreções, secreções estas que vão provocar um inchaço nas minúsculas vias respiratórias (no interior dos pulmões do bebé) que, por sua vez, vão fazer com que a respiração se torne difícil. O bebé produz “ranho” no nariz que se não for limpo pode descer para o interior dos pulmões. Se as crianças produzirem secreções sem as deitar fora, esta acumulação torna-se o espaço ideal para que as bactérias se desenvolvam, causem inflamação e seguidamente surja uma bronquiolite.

 

A doença abrange quem? E quando surge?

A doença atinge frequentemente bebés e crianças (até aos dois anos de idade) e ocorre principalmente no Inverno e no início da Primavera. 

 

Como é causada?

A maioria dos casos de bronquiolite são causados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), mas podem haver outras causas responsáveis, como bactérias, infecções respiratórias anteriores “mal curadas”, otites, nascimento de dentes, entre outros.

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Em que situações o o médico prescreve sessões de fisioterapia respiratória?

Depois da doença estar instalada, se houver obstrução a nível do nariz ou dos pulmões, por excesso de secreções e se o bebé não consegue libertá-las, o médico pode recomendar fazer algumas sessões de fisioterapia respiratória.

 

Em que consiste a fisioterapia respiratória?

A fisioterapia respiratória é uma espécie de ginástica respiratória onde o fisioterapeuta aplica uma certa pressão sobre o tórax, de forma ritmada. A pressão aplicada no toráx não provoca dor, nem constitui nenhum perigo para o bebé, serve sim para ajudar a tirar o ar todo do pulmão de forma a facilitar a subida das secreções. 

Ao longo da sessão o bebé chora bastante e esperneia por se encontrar ansioso com esta situação desconfortável, pois não gosta que o agarrem à força e o obriguem a sujeitar-se à pressão que é feita no tórax. Este choro acaba por ser um grande aliado porque a vibração que provoca é transmitida às vias aéreas pulmonares, o que vai ajudar no descolamento das secreções.

Depois das secreções subirem, e estarem soltas, estas ficam prontas para serem expelidas através da tosse.

 

Como podemos comprovar que as secreções foram mobilizadas, após uma sessão de fisioterapia respiratória?

O bebé vai tossir naturalmente durante a sessão e engolir as secreções e, para comprovar que as secreções foram engolidas, o bebé pode vomitar as próprias secreções ou simplesmente fará um cocó com um aspecto mais fluido ou mucoso.

 

Quanto tempo demora cada sessão? 

A sessão demora cerca de 20 minutos havendo várias pausas sempre que o bebé está cansado e são nestas pausas que a mãe (ou o pai) pode abraçar o bebé para ele se acalmar. 

 

Quantas sessões são necessárias?

O número de sessões varia da capacidade de recuperação do bebé e da gravidade da situação, e normalmente vai entre 2 a 5. 

 

Em que situações está contra-indicada a fisioterapia respiratória?
Existem situações em que o fisioterapeuta não pode intervir:

- febre;

- sinais de dificuldade respiratória (incluindo sibilos ouvidos na auscultação)

- secreções muito secas com tosse não produtiva;

- secreções em quantidade reduzida;

- ou se o bebé consegue mobilizar as secreções.

 

 

O Gui na altura fez duas sessões de fisioterapia respiratória e, apesar de ser enfermeira,  confesso que a primeira sessão impressionou-me um bocadinho, pois o facto de o ver a chorar compulsivamente e a olhar para mim, como se estivesse a pedir para o tirar dali, deixou-me "despedaçada"... Nesse mesmo dia o Gui melhorou consideravelmente o que nos deixou aliviados. No dia seguinte fez outra sessão, de cerca de 10 minutos, e no outro dia o Gui nem parecia que tinha estado doente! Foi mesmo bom ver o quanto foi vantajoso fazer as duas sessões de fisioterapia respiratória. Por isso já sabem, se suspeitam que o vosso bebé (ou criança) possa ter uma bronquiolite o melhor é prevenir e levá-lo ao médico/pediatra!

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