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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

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A CULPA É DA PLACENTA

Placenta Posterior e Anterior.png

No sábado fui fazer a segunda ecografia trimestral e descobri que a minha placenta é anterior (está fixada na parte da frente, perto da barriga), daí que esta forme uma espécie de "amortecedor" junto com a barriga que faz com que os movimentos do bebé sejam sentidos muito mais tarde. O mesmo não acontece a quem tem a "placenta posterior", que acaba por sentir o bebé mais cedo, uma vez que esta se encontra próxima da coluna da mãe. De qualquer forma, o mais importante é que tanto uma como outra encontra-se correctamente localizadas.

 

Para quem é mãe de primeira viagem, como eu, fica bem mais difícil identificar o movimento do nosso bebezinho, daí que isto nos provoque um bocadinho de ansiedade.

 

Só ontem é que comecei a sentir qualquer coisinha estranha cá dentro... Ainda nem tenho a certeza se é o Gui a mexer, é uma espécie de "ondas" levezinhas dentro da barriga, qualquer coisinha que "treme de leve"... Mas nada que se pareça a pontapés ou algo do género, isso ainda não senti.

 

Isto de andar a ler relatos na internet de grávidas que relatam ter começado a sentir o bebé mexer às 10 ou mesmo às 14 semanas faz-me uma grande confusão... 10, 14 semanas?! Com essas semanas a minha barriga mal se tinha alterado de tamanho! 

 

E por aí mamãs, quando é que começaram a sentir o vosso bebezinho mexer?

 

 

Para quem quiser saber mais um bocadinho sobre este tema, aqui fica uma breve abordagem sobre a Placenta

... 

feto.jpg

A Placenta é uma estrutura fundamental para o desenvolvimento do bebé pois é ela que fornece ao bebé:

  • nutrientes e oxigénio
  • proteção imunológica
  • proteção contra impactos na barriga da mãe.

Além disso, é ela que elimina os resíduos que o bebé produz, como a urina.

A sua localização correcta e normal funcionamento são essenciais para um bom desenvolvimento da gravidez, do parto e do pós-parto imediato, daí que na realização das ecografias seja importante fazer uma avaliação da mesma.

 

Para uma correcta avaliação da placenta, deve-se avaliar:

  1. a textura
  2. o grau de maturidade
  3. a localização
  4. e a espessura.

 

     1. Textura

Em relação à textura existe uma associação direta entre o grau de calcificação com o de maturidade pulmonar fetal.

 

     2. Grau de Maturidade

A placenta evolui de acordo com a idade gestacional, apresentando uma crescente deposição de cálcio à medida que o tempo vai passando. Essa deposição, microscópica no início da gestação, pode tornar-se macroscópica no terceiro trimestres daí que é possível classificá-la em 4 graus de maturidade diferentes: grau 0, 1, 2 e 3. Assim: no grau 0 a placenta apresenta uma textura homogénea, sem calcificação; no grau I, apresenta pequenas calcificações e uma textura ondulada; no grau II, a calcificação já é bastante acentuada (não costuma ser visto antes da 30.ª semana da gestação); e no grau III observa-se uma calcificação generalizada (pode ser vista a partir da 35.ª semana da gestação).

 

     3. Localização

Corresponde à posição da placenta na cavidade uterina, podendo ser classificada como:

  • anterior (quando se está inserida na parede anterior uterina - junto à barriga)
  • posterior (quando se encontra na parede posterior do útero; lateral, localizada na região lateral direita ou esquerda do útero; e fúndica, quando no fundo uterino)
  • e prévia (se qualquer parte da placenta está implantada sobre o segmento inferior do útero, podendo variar entre marginal, previa parcial ou oclusiva total. A placenta prévia é a que requer pois representa um risco acrescido.

image.jpeg

Conhecer a localização da placenta é importante, pois no caso desta ser prévia são necessários cuidados redobrados. Pode manifestar-se clinicamente por hemorragia vaginal, estando associada a parto pré-termo, implicando muitas vezes o recurso à cesariana.

Ter placenta prévia na ecografia do 2º trimestre não significa que tal se verifique no final da gravidez, pois esta pode mudar de posição até as 28 semanas de gestação, altura em que esta se fixa definitivamente no corpo uterino.

 

 

     4. Espessura

Importante dado que está relacionada com a presença de infecções materno-fetais e com a idade gestacional.

 

 

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