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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

MEMÓRIAS QUE FICAM...

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Faz exactamente 1 ano que descobrimos o sexo do nosso Bebé e que compramos a primeira roupinha... A partir deste dia ficamos a saber que tinhamos sido brindados com um Principezinho!

 

Como é bom recordar momentos felizes como este! 

 

O GUI FEZ 6 MESINHOS

O Gui completou esta semana meio aninho de vida, seis mesinhos inesquecíveis que passaram à velocidade da luz! 

 

Como é habitual, na sexta-feira, fomos à consulta mensal, mas desta vez decidimos que o Gui não iria mais ao Pediatra, onde costumávamos ir, pois a última vez que fomos tínhamos saído escandalizados... Ainda fiz uma pesquisa de campo, aqui no prédio onde moramos, no sentido de descobrir um bom Pediatra, mas sem sucesso, todos disseram que levavam os filhos ao médico de família... Por isso, optamos e fizemos o mesmo, marcamos a consulta na nossa médica de família, que mostrou logo interesse em acompanhar o Gui... No dia da consulta observou o Gui, pesou-o, mediu-o: tudo normal,  7kg800gr e 68cm... 2.5cm a mais que o mês passado, mas apenas 400gr de ganho de peso... Começa a questionar sobre a diversificação alimentar e alarma-se por ele ainda estar a comer só legumes e leite materno, e por causa deste aumento de peso afirma  que o Gui está a passar fome! Fiquei parva com tal avaliação e reacção, expliquei que estava a amamentar, que ele comia de 2 em 2 horas como sempre o fez (sempre que pede) mas, segundo ela, o Gui já deveria estar a comer fruta, carne e peixe... Recomenda-me que comece urgentemente com a introdução destes alimentos e diz-me que não preciso ir todos os meses à consulta, que só é necessário avaliá-lo o próximo mês porque ele não tinha ganho muito peso! Saí da consulta escandalizada, por um lado porque a médica nem me deu oportunidade de lhe dizer o que eu pensava sobre este aumento de peso, por outro porque disse que não era preciso ser observado mensalmente!

 

Não acredito que ele tenha passado fome, como ela afirmou, acho que o Gui provavelmente não ganhou muito peso porque:

- não pára de brincar (o que é perfeitamente normal);

- no início do mês começou com os legumes e houveram legumes que ele não tolerou, o que fez com que nesses dias ele começasse bem menos (teve imensas cólicas);

- e porque há pouco mais de uma semana teve uma bronquiolite (que ela própria encaminhou para fazer fisioterapia respiratória - falarei deste episódio num outro post)!

Felizmente sou uma mãe de primeira viagem bastante calma, caso contrário tinha saído do consultório com a sensação de que tinha colocado a vida do meu filho em perigo! Voltei à estaca zero, tenho que procurar um Pediatra que seja competente, mas já deu para ver que não vai ser nada fácil!

 

Com isto, o Gui começou, na sexta-feira passada, a comer frutinha ao lanche e, para já, está a adorar também! É um verdadeiro comilão, quer com a sopa, quer com a fruta, quer com a mama, por isso não estou preocupada com a reacção que a médica teve. Carne e peixe talvez daqui a uns 15 dias é que vai começar a comer, pois primeiro terá que diversificar a fruta. É mesmo bom poder acompanhar todo este processo da introdução de alimentos.

 

Estes 30 dias foram marcados por uma série de alterações incríveis... O Gui começou a:

- querer pegar em tudo o que está ao seu alcance e levar à boca;

- gostar de ver os brinquedos a cair ao chão (pega neles e deixa-os cair ao chão de propósito... Já devem estar a imaginar a animação que há cá em casa);

- manipular muito bem os brinquedos, tão bem que aqueles que fazem mais barulho ele sacode-os com tanta força que só ficamos com receio que ele se magoe a ele próprio (descobriu que é giro bater com os brinquedos contra o tabuleiro da cadeira de alimentação);

- brincar com os seus pés (consegue colocá-los na boca e adora estar descalço. Continua a gostar de brincar com as suas mãozinhas e ao longo do dia é giro vê-lo atento a observar os dedinhos mexerem);

- estar mais tempo sentado (pois já controla bem os movimentos da cabeça e do pescoço);

- rolar na cama, da posição de deitado de costas para deitado de lado (está quase, quase, a rolar totalmente, só falta coordenar melhor o braço que fica por baixo. Continua a odiar estar de barriga para baixo!);

- brincar cada vez mais com os brinquedos (já os consegue agarrar com as duas mãos, às vezes usa apenas uma mão para agarrar o brinquedo, passa o brinquedo de uma mão para a outra... É mesmo giro vê-lo a descobrir a pouco e pouco as suas habilidades);

- chamar a atenção das pessoas através de sons (adora "palrar", gritar e sorrir, mas se fôr necessário também chora para chamar a atenção);

- brincar com pessoas (adora que brinquem, cantem e falem para ele! Está numa fase que quase não estranha as pessoas. É indiscritível cada gargalhada que ele lança quando está contente);

- ouvir/ver músicas infantis (existem 3 links no YouTube que ele é totalmente viciado). 

 

É impressionante como ele está cada vez mais curioso! Vira-se todo se ouve a voz de alguém que não está a ver, para encontrar a pessoa, entende o seu nome quando o pronunciamos, e fica atento a muitas das nossas conversas!


Quanto ao padrão de sono digamos que pouco mudou, ainda não tem nenhuma rotina, acho que a vontade de comer dele é superior ao querer dormir a noite toda (Eh... Eh... Eh...).

 

Continua a não gostar de dormir sozinho, e este mês como ficou algumas vezes com cólicas (por causa de alguns legumes) e uns dias doentinho, lá cedemos e ficou várias vezes a dormir connosco... Ele gosta tanto e nós gostamos ainda mais! 

 

Temos procurado aproveitar, ao máximo, cada segundinho da vida dele pois sabemos que o tempo passa rápido de mais e quando dermos conta ele estará um verdadeiro homenzinho!

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A ÁRVORE DO GUI

Tal como estava planeado, este sábado estivemos presentes no evento "um nascimento uma árvore". Infelizmente o tempo não estava muito agradável, tinha chovido durante a noite, o céu estava bastante cinzento e havia algum vento, o que limitou o tempo que passamos no exterior.

 

Pensávamos que iriam estar mais pais e bebés, mas a adesão foi muito pequena, deviam estar cerca de vinte crianças. O local da plantação foi ao lado de uma zona habitacional, onde recentemente construíram uma série de apartamentos e casas.

 

Esta iniciativa já não era realizada desde 2012, por isso a comemoração destinava-se a todas as crianças nascidas entre 2013 e 2016.

 

O programa começou com a inauguração de uma pequena praça, daqui seguimos para a zona onde as árvores foram plantadas e foi aqui que a Presidente da Câmara cortou uma faixa, com as cores da bandeira francesa, de forma a inaugurar o local da plantação e a celebrar o nascimento de cada um dos bebés. Como a terra, onde as árvores foram plantadas, estava escarchada tiramos apenas uma fotografia de grupo na zona onde a faixa foi cortada. No final, a faixa foi cortada em pedacinhos e entregue a cada bebé. Seguimos depois para o castelo da cidade, onde a Presidente da Câmara discursou e foram entregues, a cada bebé, um diploma. Ficamos a saber que das 70 crianças nascidas, 67 foram rapazes, tendo apenas nascido 3 raparigas! Houve ainda um pequeno lanche no final.

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Confesso que gostamos bastante desta iniciativa, mas faltou o principal: o verdadeiro convívio entre as pessoa, os sorrisos, a partilha, o verdadeiro calor humano. Havia quem se conhecesse, mas a grande maioria das pessoas não se conhecia, mas também não fez o mínimo esforço por se conhecer. Apesar disto, este gesto não deixou de ter o seu encanto, valeu pelo seu lado ecológico e pelo simbolismo que cada uma daquelas árvores passou a representar!

QUERIDO PAI NATAL...

Se há loja onde as decorações de Natal são lindas de morrer é no Truffaut por isso, desde que cá estamos, é tão sagrado ir ao Marché de Noël dos Champs-Élysées como é ir ver as decorações desta loja.

 

Este ano tínhamos recebido um convite para ir à inauguração das decorações de Natal, o qual dava direito a uma fotografia gratuita com o Pai Natal, entre outras coisas... Fiquei logo entusiasmada pois achei que era um belo momento para o Gui tirar a sua primeira fotografia com o Pai Natal...

 

Confesso que nesse dia o Gui não estava nos seus melhores dias, passou o dia a chorar  com imensas cólicas por causa do repolho que tinha acrescentado na sopa dele... Felizmente quando saímos de casa ele estava melhor e tivemos a felicidade de conseguir registar um belo momento! 

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Pensamos que ele fosse chorar, mas estava tão entusiasmado com tantas cores e tantas coisas novas que nem se apercebeu que estava no colo do Pai Natal!

 

Escusado será dizer que o Gui aproveitou o momento para fazer alguns pedidos ao Pai Natal, mas o melhor presente ele já o tem... Ir passar o Primeiro Natal e a Passagem de Ano a Portugal! 

UM NASCIMENTO, UMA ÁRVORE!

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Hoje recebemos um convite da Câmara Municipal, da cidade onde moramos, que nos surpreendeu: "um nascimento uma árvore" (em francês, "une naissance un arbre"). Um projecto que faz parte da cidade há cerca de 6 anos e que tem por objectivo celebrar o nascimento de cada bebé, nascido na cidade, com a plantação de uma árvore. A carta, faz referência a 70 árvores, falta é saber quantos bebés, destes 70 mencionados, irão estar presentes.

 

O evento é no próximo dia 26 de Novembro às 11h:30min, e nós já decidimos que vamos estar presentes!

 

O Gui terá assim a sua primeira árvore plantada! Uma iniciativa maravilhosa, não acham? 

A PRIMEIRA SOPA

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Quando o Pediatra dá indicação para o bebé começar a comer sopa de legumes muitas vezes surgem dúvidas e receios, que são perfeitamente normais... Quais os legumes que ele vai poder comer?! Que ingredientes devo utilizar?! Que quantidade ele vai comer?! As dúvidas podem ser variadas, a pensar nisso, e porque também tive as minhas dúvidas, achei que seria útil fazer um post.

 

Antes de começar esta etapa, tão importante na vida de um bebé, é fundamental que os pais estejam informados e esclarecidos para que este momento se processe da forma mais natural.

 

Primeiro há que desmistificar a ideia que cozinhar para um bebé é complicado! Uma ideia que não faz qualquer sentido. Mesmo para quem não tem o mínimo jeito na cozinha, a confecção destas "sopas" é tão simples que torna-se um absurdo instruir os pais a dar boiões de legumes de forma rotineira. 

 

De uma forma básica, a primeira "sopa" que o bebé come é um puré de legume, coloca-se uma pequena quantidade de água numa panela, introduz-se um legume, deixa-se cozer alguns minutos e no final passa-se a varinha mágica até fazer um puré cremoso. No fim, e já no prato, rega-se com um fio de azeite, com baixo teor de acidez, e serve-se. O azeite é essencial para a maturação do sistema nervoso central e imunológico do bebé, bem como para a estruturação das membranas celulares. 

 

A quantidade de legumes a utilizar é, aproximadamente, uma batata pequena, uma cenoura pequena, uma cebola pequena e assim por diante.

 

A água utilizada deve ser mineral e a quantidade é a suficiente para que todos os legumes fiquem cobertos, de forma a evitar desperdícios da água da cozedura, isto porque as vitaminas vão-se misturar na água, perdendo os legumes o valor nutricional.

 

A textura, das primeiras vezes, deve ser cremosa, aveludada e sem grumos. Entre os 6-7 meses, pode passar a ter uma consistência mais grossa e com alguns grumos e, por volta dos 8-9 meses o bebé já é capaz de comer os alimentos bem cozidos e amassados ou em pedaços bem pequeninos. É importante que o bebé se adapte a todas as texturas para que possa desenvolver a dentição.

 

Não pense que vai perder muito tempo na cozinha, além de ser um prato rápido de fazer, não é preciso fazer todos os dias uma sopa. A sopa conserva-se bem no frigorífico durante 4 a 5 dias, em taças de vidro, ou no congelador em doses individuais. Sempre que servir sopa congelada, esta deve ser descongelado no frigorífico e aquecida, de preferência, em banho-maria. O ideal é etiquetar a sopa com a data de congelação e com os ingredientes que contém.

 

O melhor, é que com o passar do tempo, e com a introdução diversificada de legumes, deixa de ser necessário preparar uma sopa para o bebé e outra para os pais, desde que esta seja confeccionada de acordo com as "regras" da sopa do bebé, todos podem comer a mesma sopa (se o pai ou a mãe quiserem sal na sua sopa este pode ser acrescentado directamente no prato).

 

O Gui ainda só começou a introdução de legumes há pouco mais de uma semana.... E não correu nada mal! Comecei por fazer um puré de cenoura. No primeiro e segundo dias comeu uma colher e meia de sopa, no terceiro comeu quatro e no quarto dia comeu sete colheres de sopa. Ao quinto dia juntei o segundo legume, courgette, e para já tem corrido muito bem.

 

Neste momento, está comer sopa com cenoura, courgette e batata, come duas conchas de sopa ao almoço, o resto das refeições continua a ser leite materno, que ele faz questão de comer a cada 2 horas. O próximo legume a acrescentar ainda não decidi qual vai ser, talvez seja a cebola ou o repolho.

 

 

A título de curiosidade deixo aqui a receita do primeiro Puré de Cenoura que fiz (deu para duas vezes).

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Puré de Cenoura

1 cenoura biológica (tamanho médio)

Água mineral

1 gota de Azeite (com baixo teor de acidez)

 

1. Descasque a cenoura e corte-a em rodelas.

2. Numa panela, coloque a água e junte as rodelas de cenoura.

3. Deixe cozer durante cerca de 15 a 20 minutos e passe a varinha mágica até esta ficar com uma consistência cremosa e sem grumos.

4. Sirva morna e, já no prato, regue com uma gota de azeite.

 

Nota: Para uma primeira vez é preferível fazer uma pequena quantidade de puré para avaliar a tolerância do bebé. Com o passar dos dias, a quantidade de sopa pode ser maior de forma a poder ser conservada no frigorífico ou congelada, para que possa ser utilizada nos dias seguintes. 

Eu optei por começar pela cenoura, mas se preferir começar por outro legume, o modo de preparação será basicamente o mesmo.

A DESCOBERTA DOS LEGUMES

A Organização Mundial de Saúde preconiza que a introdução de novos alimentos seja feita aos 6 meses, pois é nessa altura que a quantidade de leite pode ser insuficiente para suprimir as necessidades nutricionais do bebé, nomeadamente em energia, proteínas, ferro, zinco e algumas vitaminas lipossolúveis (A e D). 

 

Porém, muitas vezes esta diversificação é iniciada aos 4 meses, altura em que a mãe recomeça a trabalhar ou quando o leite materno começa a ser insuficiente para um crescimento e desenvolvimento adequado.

 

No caso do Gui, o Pediatra indicou que seria ideal começar aos 5 meses a introdução de legumes, mantendo o aleitamento materno. Não me opus a esta ideia, só não fiquei satisfeita com as indicações dele de dar boiões de legumes, por isso decidi aprofundar este tema e partilhá-lo aqui, com o intuito de poder ajudar mães de primeira viagem, como eu...

 

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Normalmente, a introdução de alimentos faz-se com legumes, e não com fruta, uma vez que o sabor doce é inato ao paladar do bebé. Por isso, o melhor será começar com algo que à partida parece "menos bom" para depois passar a algo mais "doce", de forma aqui o bebé se habitue a novos sabores.

 

De uma maneira geral, quando se inicia esta fase, devem-se ter as seguintes regras presentes: 

 

- a primeira "sopa de legumes" deve ser um simples puré feito com apenas um legume, para que no caso de haver intolerância/alergia se possa identificar o legume responsável;

 

- os legumes indicados, nesta fase, são a cenoura, a abóbora, a batata, a batata doce, a courgette, o alho francês, os brócolos, a couve branca, a cebola e a alface (legumes aconselhados entre os 4-6 meses);

 

- a abóbora e a cenoura são os legumes mais recomendados para começar, pois como são mais doces o bebé, ao sentir o sabor, vai aceitar mais facilmente;

 

- manter o mesmo legume durante 3 a 5 dias. A partir daqui, pode-se adicionar outro legume ao anterior, durante mais 3 ou 4 dias, até eventualmente poder misturar-se 3 ou 4 legumes diferentes;

 

- se o bebé rejeitar o legume, não deve forçá-lo a comer. O ideal será parar a refeição e tentar novamente no dia seguinte, para dar tempo a que o bebé se adapte ao sabor;

 

- a primeira vez, devem ser oferecidas algumas colheres e o resto da refeição deve ser complementada com o leite habitual, para que o bebé se possa habituar ao sabor (de dia para dia vá aumentando a quantidade (a quantidade de sopa que o bebé deve ingerir é, aproximadamente, uma concha e meia, entre 150 a 180ml);

 

- utilizar legumes frescos e de preferência biológicos, pois à partida terão menos pesticidas;

 

- durante o primeiro mês, a sopa deve ser dada à hora do almoço, e deve ter uma consistência grossa e macia (utilizar a varinha mágica);

 

- se o bebé recusar o resto da sopa, não se deve conservar o resto da sopa que ficou no prato. Conservar apenas a sopa que não chegou a ser servida;

 

- não utilizar sal, pois os rins do bevé têm dificuldade em eliminar os excessos, podendo levar à hipertensão;

 

- legumes como os espinafres, nabiças, nabo, beterraba, aipo, pimento e tomate devem ser introduzidos a partir dos 12 meses.

 

 

O importante é que quando iniciamos a introdução de novos alimentos tenhamos consciência que os bebés são todos diferentes! Por isso, não existem regras absolutas,  há que saber também ser flexível para que esta etapa seja um momento tranquilo e traga prazer tanto ao bebé como aos pais. Lembre-se que as refeições devem ser momentos agradáveis e esperados... Converse com ele, num ambiente tranquilo, sem distrações como brinquedos, o telefone ou a televisão. Respeite o seu ritmo e espere até que ele esteja pronto para a próxima colherada, e se ele quiser deixe-o também tocar nos alimentos!

O QUINTO MÊS DO GUI

Ontem o Gui completou mais um mesinho, já vai no seu quinto mês de vida, e nós estamos cada vez mais apaixonados por esta Pessoínha!

 

Na sexta-feira, foi dia de ir ao Pediatra, ficamos a saber que pesa agora 7.470gr e mede 65.5cm. Tanto o peso como o comprimento aumentaram num ritmo muito menor, algo normal para esta fase devido ao facto dos bebés serem agora muito mais activos e dispenderem muita mais energia.

 

Este mês de vida foi marcado por muitas alterações, mas a mais gira foi o facto do Gui ter deixado de estranhar as pessoas... Não quer dizer que não o volte a fazer, mas foi giro vê-lo interagir com toda a gente e lançar sorrisos e gargalhadas por onde passássemos! Vamos lá ver se nas férias em Dezembro, quando formos a Portugal, ele continua assim tão simpático... (Eh... Eh... Eh...)

 

Está cada vez mais curioso, e se há coisa que ele adora é olhar para nós e tocar no nosso rosto... É tão bommmmmmm! Claro que depois pode vir um bónus a seguir a isto... Faz uma festinha, mas depressa faz uma arranhadela ou tenta puxar-nos o cabelo!

 

Começou a rir cada vez mais e mais alto, e as gargalhadas são agora muito frequentes. Fica todo contente que brinquem e sorriam para ele, e volta e meia faz uma expressão de quem está com "vergonha".

 

Adora ouvir as nossas vozes, dá-mos por ele quieto a prestar atenção ao que estamos a dizer... É uma muito engraçado, pois enruga muitas vezes a testa como se estivesse a perceber o que estamos a falar.

 

Aos poucos começou a brincar cada vez mais e sozinho, mas mesmo assim continua a preferir estar acompanhado, pelo que não está mais de 30 minutos sozinho. Quando está farto de estar sozinho, na cadeira ou no ginásio, começa por gritar cada vez mais alto, e se vê que ninguém vem, faz beicinho e chora. 

 

Descobriu que tem mãos, há cerca de 1 semana e meia, foi super giro vê-lo a descobrir as suas mãozinhas, pois a cara dele de espanto a olhar para os seus dedinhos é realmente deliciosa! Nem imaginam o quanto eu adoro vê-lo a olhar para as suas mãozinhas.

 

Há dois ou três dias descobriu que tem pés, está agora na fase de tirar os sapatos e as meias, está quase a chegar com os pés na boca... Falta pouco para o conseguir!

 

Consegue estar muito mais tempo sentado, com apoio, e tem um maior controlo sobre o tronco e a cabeça. 

 

Como está cada vez mais curioso, quando mama distrai-se facilmente com outras pessoas, com sons, e até se eu falar deixa de mamar para ouvir o que se passa! É muito engraçado vê-lo entusiasmado, mas torna-se muito difícil alimentá-lo assim, pelo que só consegue comer bem em locais tranquilos.

 

Continua a comer de 2 em 2 horas, e à noite mantém o mesmo padrão que tinha. A novidade foi a introdução de alimentos ontem, no seu quinto mês de vida, comeu pela primeira vez um puré de legume, e diga-se de passagem que não correu nada mal. 

 

As cólicas, felizmente, quase desapareceram, mas de vez enquando lá aparecem à noite e é um "trinta e um" pois nem com as massagens ele se acalma!  

 

Quanto ao padrão de sono digamos que começa a ficar estabelecido... Acorda entre as 9h e as 10h (claro que antes já tem manado umas 2 ou três vezes, mas volta a adormecer), mama um bocadinho, está na cadeirinha a ouvir música uns 30 minutos e  volta a mamar para a seguir dormir 1 ou 2 horas... A partir daqui, durante a tarde, faz sestas de 15-30 min até 1hora.... Depois chega à noite, por volta das 19h começa a ficar mais aborrecido porque dormiu pouco. Toma o seu banhinho por volta das 21h, mama, e, geralmente adormece até à próxima vez que lhe der fome...

 

As grandes paixões do Gui, além do "colinho em movimento", são agora as brincadeiras com os papás, a hora do banho e as gargalhadas que lhe lançamos.

 

É tão bom ver que a cada dia que passa ele interage cada vez mais, e mais, é maravilhoso ver o seu sorriso, ouvir as suas gargalhadas, ver o beicinho que faz quando vai chorar, e apercebermo-nos das suas pequenas grandes descobertas! Estamos cada vez mais apaixonados, e todas as coisas que ele faz, por mais banais que vocês possam imaginar, derretem o nosso coraçãozinho de Pais!

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DISPLASIA DE DESENVOLVIMENTO DA ANCA (DDA)

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Quem tem bebés já se apercebeu que durante as consultas de pediatria os médicos pegam nas coxas, abrindo-as e rodando-as, um exame clínico que é repetido ao longos das consultas, durante o primeiro ano de vida (desde o nascimento até o bebé começar a andar). Este exame tem o nome de manobra de Ortolani-Barlow. Com esta manobra, o médico, pretende girar o osso (a cabeça do fémur) para ver se ele sai e reentra no lugar. Uma manobra efetuada com algum cuidado dado à fragilidade e vulnerabilidade da articulação da anca do bebé. Além desta avaliação, o médico examina se os membros inferiores apresentam alguma diferença entre si em termos de aparência (por exemplo, assimetria nas pregas inguinais) e tamanho (encurtamento de um membro em relação ao outro).

 

Esta avaliação, que é obrigatória, vem referenciada no Boletim de Saúde do bebé, e tem como objectivo descartar a hipótese da existência de uma doença chamada: displasia de desenvolvimento da anca (DDA).

 

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A articulação da anca é uma articulação esferoidal, tipo "bola e encaixe". A “bola” é a cabeça do fémur, o "encaixe” é a superfície côncava do osso da bacia (o acetábulo). Na DDA a porção do “encaixe” não se forma normalmente, o que faz com que a "bola” possa deslizar para fora da articulação facilmente. Quando esta desliza de forma  parcial, tem o nome de subluxação; se desliza completamente para fora da articulação, dá-se o nome de luxação completa da anca. Se nada for feito a isto, com o crescimento, o fémur irá criar uma nova articulação com o osso ilíaco, prejudicando gravemente a estabilidade e a marcha.

 

A DDA começa por uma fase latente e assintomática, e é nesta fase que a doença deve ser detetada para que o sucesso do tratamento resulte por inteiro. Quando os sintomas se manifestam, a nível da estabilidade da articulação (por exemplo: encurtamento de um membro inferior; alterações da marcha) será provavelmente demasiado tarde para um tratamento simples, tendo a criança que fazer várias cirurgias, internamentos prolongados, ficando por vezes com algumas sequelas definitivas.

 

O tratamento depende da idade da criança na altura do diagnóstico:

- recém-nascidos com idade inferior a duas semanas nem sempre iniciam tratamento de imediato. A maioria das ancas instáveis em recém-nascidos estabilizam pouco tempo após o nascimento, à medida que a cabeça do fémur e acetábulo se desenvolvem, evoluindo para a cura espontânea

- até aos 6 meses de idade, geralmente, recorre-se ao uso de um dispositivo chamado "koszla", durante 2 a 3 meses, de forma a manter a articulação da anca no lugar, para que os ossos possam crescer normalmente;

- em crianças com mais de 6 meses, o procedimento é normalmente cirúrgico, com o objectivo de colocar os ossos da articulação da anca na posição correta. De seguida, a criança precisa de utilizar uma espécie de "molde em gesso", durante 3 a 4 meses, para manter a articulação na posição adequada.

 

A doença é mais frequente em crianças que apresentam alguns fatores de risco:

- fatores genéticos (como uma história familiar de DDA, sexo feminino)

- e fatores gestacionais (pouco líquido amniótico, primeiro filho, peso ao nascer superior a 4000 g, atraso de crescimento intrauterino, bebé com apresentação pélvica, cesariana, gravidez gemelar).

 

 

A DDA pode ser confirmada com a realização de uma radiografia da anca. Aqui em França, está radiografia é obrigatória quando o bebé completa o seu quarto mês de vida. Uma forma que os profissionais de saúde encontraram para se assegurarem que tudo está realmente bem. O Gui foi hoje fazer hoje esta radiografia, não havia nenhuma alteração física aparente, e o exame comprovou isso (e se querem saber, portou-se lindamente!).

 

Em Portugal penso que a radiografia só é feita no caso de suspeita da doença, de qualquer forma o mais importante é que o bebé seja avaliado mensalmente pelo médico pediatra.

 

Sei que o tema pode parecer um bocadinho maçudo, mas achei que era importante partilhar!

O SONO DOS BEBÉS

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Se há tema debatido de quem vai ser mãe e pai, ou de quem já o é, é o sono do bebé... Quando se engravida, as primeiras coisas que se ouvem são "aproveitem para dormir agora porque depois acabaram-se as noites bem dormidas", "nunca mais o dormir será como antes", "depois é que vão ser elas..." Já quando o bebé nasce, toda a gente tem curiosidade em saber se o bebé acorda durante a noite, ou se dorme a noite toda, se dorme no quarto sozinho ou no quarto dos pais... Depois, vem sempre alguém que conta que o bebé, desde que nasceu, dorme 12 horas seguidas e até já dorme sozinho no quarto... Sem dar-mos por ela, começamos a refletir sobre as nossas decisões e começam a surgir dúvidas se estamos a fazer o mais certo com o nosso bebé.

 

O Gui, por exemplo, tem 4 meses e meio e ainda acorda muitas vezes durante a noite para comer, volta e meia dorme metade da noite na cama dos pais porque acorda e não quer ficar mais sozinho no berço, e o berço continua ao lado da nossa cama, e assim será até que ele tenha um ano e tal pois o nosso apartamento tem apenas um quarto e não nos iremos mudar até lá... Este último ponto confesso que não nos incomoda nada, muito pelo contrário, acho até que seria incapaz de o colocar a dormir sozinho num quarto, sinto que ele precisa ainda muito de nós... Sabe tão bem tê-lo a dormir juntinho a nós (um quarto a mais seria bastante útil, neste momento, para arrumar todas as coisas dele).

 

Hoje li um artigo que vai de encontro a isto: aos benefícios que há dos bebés dormirem no mesmo quarto dos pais, até um ano de idade. O estudo alerta para o facto desta prática diminuir o risco de mortalidade associado ao período de sono (síndrome da morte súbita do recém-nascido) até 50%, tudo pelo simples facto dos pais poderem intervir mais rapidamente no caso de surgir alguma situação inesperada. O artigo recomenda, ainda, que os bebés devem dormir de costas, num berço, envolto num lençol apertado, evitando cobertores, travesseiros e peluches pois estes podem criar calor excessivo e sufocá-lo. Além disto, destaca a importância do contacto físico entre a mãe e o bebé.

 

Perante este estudo só podemos estar contentes pelo caminho que temos feito, um caminho seguido pelo nosso coração de pais de primeira viagem! 

TÃO EU...

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Agora consigo perceber porque é que logo após o nascimento de um filho a maior parte das mães acaba por mudar de visual... Ainda não cheguei à parte do chapéu, e acho que nunca vou chegar... (Eh... Eh... Eh...)

 

Sou mais adepta do elástico...

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Mas por este andar... Acho que vou mesmo é acabar sem cabelo!

O QUARTO MÊS DO GUI

Hoje o Gui completou quatro mesinhos de vida, 16 semanas de muito amor e de muitas aprendizagens mútuas, que passaram num "abrir e fechar de olhos"...

 

Ontem fomos ao Pediatra fazer as vacinas do 4º mês, basicamente as mesmas que fez aos 2 meses. Desta vez, optei por não colocar os pensos de lidocaína porque não vi, da última vez, nenhuma vantagem em colocá-los... Da outra vez o Gui tinha chorado 4 vezes: duas vezes por cada penso retirado e duas por cada vacina, por isso fui pela lógica que, sem os pensos, ele só iria chorar duas vezes... Mas foi bem melhor do que isso, apenas fez uma "cara feia" na administração da primeira vacina e chorou na segunda, um choro até curto que desapareceu com uns miminhos. Fiquei mesmo contente, pois mãe que é mãe, mesmo sendo enfermeira, sofre sempre ao ver o seu bebézinho a ser picado!

 

Ficamos a saber que o Gui pesa cerca de 6.800gr, sim "cerca de" porque o Gui não conseguiu ficar quieto na balança (Eh.. Eh... Eh...) e mede 65cm, um verdadeiro homenzinho que cresce a cada dia que passa.  

 

Houveram tantas alterações durante este mês que preferi fazer uma lista com tópicos...

 

Uma das coisas mais giras foi vê-lo rir-se cada vez mais e começar a ouvir as primeiras gargalhadas, um momento único que marcou bem esta fase. (É tão bom partilharmos sorrisos e gargalhadas...) 

 

Foi, neste mês, que o Gui começou:

- a manter a chupeta na boca no colo, na posição vertical  (pode não parecer um acontecimento importante, mas foi! Antes só a podíamos colocar quando estivesse deitado, caso contrário tinhamos que a estar sempre a segurar com as nossas mãos);

- a brincar com as suas mãozinhas (delicio-me a vê-lo fazer isso... É tão fofo!);

- a interagir com os brinquedos (sobretudo os mais coloridos);

- a pegar em objectos/brinquedos, para depois colocar na boca (ainda não os consegue largar de livre vontade);

- a babar-se imenso (cheguei a pensar algum dente estivesse a crescer, tal é a quantidade de baba);

- a brincar sozinho (não por muito tempo, pois ele gosta bem mais de estar em boa companhia.. Eh... Eh... Eh...);

- a estranhar muito mais as pessoas (acho que a vida dele resume-se aos papás... Precisa de algum tempo para soltar um sorriso, e pegar nele só ao fim de muito tempo mesmo!!!);

- a equilibrar muito mais a cabeça (o que lhe permite agora olhar para tudo ao seu redor com muita mais facilidade);

- a dar pontapés fortes, quando está deitado de barriga para o ar;

- a manter a cabeça e o tronco em extensão quando está deitado de barriga para baixo;

- e claro, começou a puxar-me os cabelos! Sim, este item não podia faltar, pois são muitos os que ele me arranca ao longo de um dia!

 

Em relação à comida, sofreu uma alteração muito grande: se antes eram precisos 20 ou 30 minutos para comer, ao fim de uma semana dele ter completado 3 meses, passou a comer super-rápido... Ainda por cima essa mudança foi drástica e coincidiu com o dia seguinte da nossa chegada de férias, cheguei a pensar que ele não queria comer, mas depressa descobri que é por volta dos 3 meses que os bebés adquirem esta capacidade... Hoje o Gui demora uma média de 7 a 10 minutos a mamar, e às vezes até menos!

 

Ainda não estabeleceu nenhuma rotina para comer... De dia, continua a comer de 2 em 2 horas, mas de noite, é capaz de adormecer às 23h30 e acordar às 5h ou 6h, para comer, como há noites em que se lembra e acorda a cada 3 ou 4 horas. De qualquer forma, esta etapa da alimentação está bem mais fácil! Confesso que me sinto muito menos cansada pois para além de comer rápido, à noite come bem menos!

 

As cólicas, ainda se mantêm, de manhã e à noite... Continuamos com as massagens, que ele agora é fã!

 

O adormecer passou a ser também bem mais rápido, sobretudo durante a noite: come e adormece logo! De dia dorme bem menos, faz sestas de 20 ou 30 minutos, por vezes chora e fica mais chatinho mas, ao fim de algum tempo, acaba por ceder ao cansaço.

 

A sua grande paixão continua a ser o "colinho em movimento" (estar no colo mas sempre a passear), por isso "estar parado" continua a não existir no "dicionário do Gui", e acho até difícil que um dia venha a fazer parte!

 

Com tantas mudanças boas ficamos cada vez mais felizes... É tão bom ver que o nosso Principezinho crescer assim!

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VIDA DE MÃE...

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Hoje começamos assim o dia, mal saímos de casa...

E terminamo-lo exactamente da mesma forma...

Será que é mais uma daquelas habilidades "fantásticas" do Gui?!

Ou seria apenas coincidência?!

Haver vamos...

Eh... Eh... Eh...