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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

PENSAMENTO DA SEMANA...

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Eu juro que vim até aqui várias vezes para escrever um post para vocês, mas esta semana não deu mesmo... Ando tão cansada que só consigo pensar em "terça-feira", no dia em que estaremos de férias! 

 

E por aí, já foram de férias ou andam como eu?!

PARABÉNS...

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Faz hoje 3 anos que comecei a escrever por aqui e 4 anos que comecei a trabalhar em França... Há dias em que temos a sensação que estamos aqui a demasiado tempo, há outros (porém bem menos) que parece que chegamos aqui há dois ou três dias... Por mais dias, meses ou anos que passem, por mais amigos que façamos, por mais integrados que estejamos aqui, temos a certeza de uma coisa: esta nunca será a nossa casa, este nunca será o nosso país.

 

Temos um projecto inicial de não passarmos aqui a nossa vida e, se depender só de nós, iremos fazer de tudo para os nossos objectivos darem certo, mas enquanto esse dia não chega, vamos continuar a saborear a vida deste lado, procurando o lado mais doce e mais optimista, pois a vida de emigrante, acreditem, que não é fácil... 

 

A todos vocês, que estão desse lado, e me seguem nestas "nossas voltas" o meu MUITO OBRIGADO, se o blog hoje ainda existe e têm alguma projecção deve-se também a vocês!

 

UM EXEMPLO A SEGUIR

IMG_7188.JPGQuando trabalhava em Portugal, levava sempre o almoço ou o jantar de casa, pois ir à cantina do hospital acaba por ser dispendioso no final do mês... Confesso que não me lembro exactamente quanto pagava por cada refeição, até porque foram poucas as que fiz, mas ficava sempre entre os 4 - 5€... 

 

Aqui em França, como antes do Gui nascer trabalhava apenas no turno da noite, não tinha noção dos preços que se praticavam, pois as refeições eram feitas todas em casa. Agora que recomecei a trabalhar, e mudei para o horário diurno rapidamente cheguei à conclusão que não compensa nada levar a marmita de casa...

 

A cantina do hospital, onde trabalho, pratica preços surpreendentes, e por menos de 1.5€ podemos almoçar um prato de carne ou peixe, com a quantidade de acompanhamentos que quisermos! Uma verdadeira pechincha, não acham? E se quisermos, por pouco mais de 1€, podemos levar uma entrada e uma sobremesa. 

 

Pelos visto, estes preços são praticados em várias cantinas de hospitais, uma forma de facilitar a vida a quem trabalha! É pena que em Portugal não se faça a mesma coisa...

 

Aqui fica um exemplo que todas as empresas deviam seguir...

A VIDA VAI MUDAR

Esta é a minha última semana de férias e a primeira semana do Gui de integração na ama. Era suposto a integração começar hoje, ficou combinado encontramo-nos os 3, num local onde as amas, os bebés e os pais se reúnem, mas a ama do Gui ficou doente e acabamos por ir apenas os dois. Já tínhamos ido a esse local, uma única vez, no início de Dezembro, na altura o Gui tinha apenas 6 meses... Mas hoje, com o Gui mais crescido, foi diferente... Brincou muito mais e esteve muito mais atento ao meio... Não interagiu muito com as outras crianças, mas via-se que estava contente por estarmos ali...

 

Fiquei satisfeita por ver a alegria dele, mas o meu coração estava um bocadinho "apertado"... Apertado por saber que o motivo de estarmos ali não era o mesmo da última vez que tínhamos estado ali.... O objectivo era outro...

 

Hoje o Gui começou uma nova etapa na sua vida... Começou a integrar-se numa outra "realidade", a ver como se socializa com outras crianças e a apreender a lidar um bocadinho com o meu "afastamento"...

 

Amanhã a ama do Gui está pronta para recebê-lo na hora do lanche, Quarta, Quinta e Sexta ficará quase o dia completo com ela... E aos poucos fará assim uma pequena integração. Porque para a semana lá terá mesmo que ser...

 

Ao fim de quase 10 meses bem juntinhos, recomeço a trabalhar no hospital, não em horário noturno (no que sempre tive deste que cá cheguei), mas sim a trabalhar de dia... Vão ser 12 horas longe do meu Principezinho...

 

Se vai custar, é claro que vai custar... Se tenho medo, é claro que tenho.... Mas todos  estes receios, e mais alguns, também sei que são perfeitamente normais, ainda por mais quando se é mãe de primeira viagem.

 

Sei que vamos precisar os dois de algum tempo para nos começarmos a habituar a esta "nova vida"... Dizem que esta mudança custa mais às mães do que aos bebés, mas eu não me importo, mil vezes que seja assim... O importante é que no final tudo dê como planeado e nós tenhamos encontrado a pessoa certa que passará a cuidar do nosso bem mais precioso!

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DE REGRESSO

E de repente as férias em Portugal terminaram e nós regressamos os três a Paris... Ontem foi dia de despedidas e abraços... Sabemos que o tempo voa depressa de mais, mas também sabemos que cada despedida custa um bocadinho mais que a anterior...

 

Seria bem mais fácil se isto se tornasse mais uma simples rotina das nossas vidas... Mas o simples facto de não sabermos quanto tempo iremos ficar deste lado é o suficiente para que esta nostalgia esteja cada vez mais presente na hora da despedida!

 

E que bom que foram estes dias passados em Portugal... Procuramos aproveitar ao máximo, e ainda tivemos a sorte do tempo ter ajudado. Felizmente hoje fomos brindados aqui por um excelente dia de sol, por isso vamos passear um bocadinho e aproveitar o resto das férias que ainda me restam com o Gui... É verdade, é já no dia 3 de Abril que a nossa vida torna a dar uma grande volta... Eu regresso ao trabalho e o Gui, pela primeira vez, passará a ir para a ama. Mas não vou escrever sobre isto hoje, deixarei este tema para um outro dia...

 

Hoje o post foi para assinalar o nosso regresso aqui, amanhã prometo trazer novidades...

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SAUDADE...

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E assim terminaram mais umas SUPER férias no nosso querido Portugal! Na bagagem trouxemos o melhor que a vida nos pode dar: o carinho, o sorriso, o amor, e a alegria, de cada uma das pessoas que fazem parte do nosso coração, e que "tornamos a deixar" nesse cantinho a que chamamos de lar.

 

Foram dias maravilhosos que serviram para recarregar energias para abraçar este Ano Novo que ainda agora começou. Engane-se quem pensa que cada partida custa menos que a anterior... É exactamente ao contrário... Cada regresso custa sempre mais, e mais, pois as saudades em vez de diminuirem aumentam... Uma sensação estranha que está entranhada em nós... Dizem que somos filhos do Mundo mas é impossível esquecer as nossas verdadeiras raizes e enganar o nosso coração...

 

Prometemos voltar...

 

Até já Portugal!

É ASSIM TÃO DIFÍCIL?!

Se vocês soubessem o quanto estou fartinha das vezes que já trocaram o meu apelido aqui em França... Começo a acreditar que eles fazem de propósito! São tantas as vezes que isto acontece que contado ninguém acredita nisto! Para completar esta "salgalhada" toda agora o Gui também foi contemplado... Envio os documentos necessários para o nosso seguro de saúde de forma a que o Gui passe a ficar incluído, documentos estes que são fotocópias escritas a computador, e qual não é o meu espanto quando reparo que em vez de escreverem GUILHERME colocaram GUILLAUME!!! Fiquei tão cega, mas tão cega, que olhei vinte mil vezes para o nome dele para ver se não era eu que estava a alucinar...

 

Como Guilherme não é um nome que existe em francês eles substituiram o nome por nome que tivesse a mesma equivalência, neste caso, Guillaume!!! Começo a achar que vai ser mais fácil mudar os nossos nome a apelidos para evitar este tipo de confusão! 

 

Acreditem, eu tento compreender este tipo de erro, mas NÃO CONSIGO MESMO!!!

 

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ISTO É SER EMIGRANTE

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Há pessoas que pensam que a vida de emigrante é fácil pois não imaginam o quanto é difícil estar longe daquelas pessoas que amamos, isto porque nunca saíram da sua "zona de conforto" para ir à luta de uma vida melhor, num país que não é o nosso.

 

Há quem se queixe que trabalhe longe e só pode ir ao fim-de-semana a casa para estar com a família e os amigos, eu também já fui uma delas, mas acreditem que é muito mais difícil estar a 1700km de distância, e só poder estar com quem amamos duas ou três vezes por ano.

 

Cada vez que comprámos uma viagem para ir à "nossa terrinha", contámos os dias e as noites, de forma decrescente, mesmo que faltem meses, para que esta espera pareça menos demorada...

 

E se hoje estamos aqui, é porque infelizmente Portugal não nos oferecia a vida estável que tanto precisávamos... É preciso tomar decisões, lutarmos por algo melhor, e acreditarmos que no final tudo irá dar certo! Mas acreditem, que há dias bons, há dias menos bons, há dias em que sabemos que isto é o melhor para nós, e há outros em que duvidamos se vale a pena estar aqui... 

 

Estes dias, navegando pela internet, encontrei um vídeo da conhecida actriz Mafalda Pinto, conhecida da novela "Morangos com Açúcar", sobre o que é "Ser Emigrante" (desconhecia que também ela tinha emigrado). Ao ver o vídeo, revi-me em tantas coisas que achei que seria bom partilhar com vocês... Porque isto é ser emigrante...

 

 

PARECE MENTIRA!

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Até podia ser uma "peta", porque hoje é o dia das mentiras, e ao início até eu pensei que me estivessem a pregar uma...

 

Como já vem sendo habitual, todos os meses, hoje fui fazer novas análises aos sangue relativas ao meu 7º mês de gravidez, entre elas umas específicas relativas ao meu grupo sanguíneo. Como tinha feito a injeção de imunoglobulina anti-D (Rh), há cerca de 15 dias, a técnica pediu-me o meu cartão de grupo sanguíneo (cartão esse que tinha sido feito no laboratório) e perguntou-me o meu apelido de solteira (em francês, nom de naissance ou nom jeune fille) e o apelido de casada (em francês, nom d'époux (se))... E foi aqui que, pela milésima vez desde que aqui estamos, a confusão começou...

 

«Como?! Você tem o mesmo apelido?? E qual é o apelido do seu marido?? Isto não pode ser, você aqui no cartão não pode ter o mesmo nome de "jeune fille" e "d'épouse"!» - diz a técnica toda eufórica, enquanto eu tentava-lhe explicar que o meu nome de casada é exactamente o mesmo de solteira, que era portuguesa, que podia ajustar ou não o apelido do meu marido... etc... etc... Mas ela estava tão alarmada com aquela situação que mais parecia que eu estava a "falar pra o boneco"... Foi então que ela lá disse: «O laboratório tem um problema no sistema informático que não permite colocar o mesmo nome, para isso temos que colocar que é solteira... Isto em breve irá resolver-se, mas para já tem que ser assim e vamos lá ver se na maternidade não lhe vão colocar problemas...»

 

E mais uma vez fiquei com a "cabeça em água"! O cartão do grupo sanguíneo feito há mais de um ano e hoje lembram-se que não pode ser assim! A única coisa que lhe pedi foi para não me mudarem os apelidos pois estou fartinha de ter que corrigir esta situação, e isso sim é que, a meu ver, me pode dar sérios problemas!!! 

 

Fiz sempre todas as colheitas de sangue no mesmo laboratório, achando eu que as coisas assim seriam mais simplificadas, mas pelos vistos não... A todo o lado que vou tenho que explicar o motivo de eu ter uns apelidos e o meu marido outros, tantos portugueses a viverem aqui e ainda ninguém quis perceber o lógico! 

 

Nem imaginam o quanto eu estou FARTA desta situação, nem sabem a quantidade de vezes que eu já tive que pedir para corrigirem os meus apelidos, pois mesmo enviando toda a documentação que comprova o meu nome eles teimam em mudar os meus apelidos... Mas se eles pensam que alguma vez eu vou mudar de apelidos para lhes facilitar a vida, estão muito enganados... Sim, ainda no outro dia falava eu com um senhor português que morava aqui há muitos anos e ele dizia-me exactamente isso: «Eu para evitar confusões, quando me nacionalizei francês, fiquei só com o apelido do meu pai». Nem queria acreditar no que ele me estava a dizer... Mas isto alguma vez "cabe na cabeça de alguém"?? No meu caso teria que esquecer os meus apelidos de família e adoptar apenas o último apelido do meu marido... Uma situação que está fora de questão!

image.jpegE com esta história toda, até me esqueci que entramos hoje no mês de Abril...

Bem-vindo Abril!

BATEU SAUDADE...

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Depois de tantas fotografias publicadas hoje de máscaras de Carnaval,

bateu uma grande saudade desta festa...

Saudades de uma noite Carnavalesca, cheia de folia e animação...

Em boa companhia, com boa música, num clima de festa...

E logo eu que gosto tanto desta época, vim parar num país onde esta festa passa totalmente ao lado!

Nunca pensei que o Carnaval fosse tão insignificante para os franceses...

Não sabem eles o que perdem!

E ASSIM TERMINAM MAIS UMAS FÉRIAS...

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Bem pertinho da hora de embarcar, aqui estamos nós a tomar o nosso último lanchinho em terras Lusas... No coração fica já uma grande saudade da família e dos amigos que continuam aqui! 

 

Felizmente, existem pessoas do outro lado que estão à nossa espera e que são fundamentais para que tudo isto seja bem mais fácil... E é, sobretudo, por este motivo que não temos razões para deprimir... É tão bom sentir o carinho das pessoas, e nós temos tido a sorte disso mesmo!

 

Aos que ficam aqui e aos que nos esperam do outro lado, um "até já"!

QUASE A TERMINAR...

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Apesar de tudo não posso dizer que o meu Natal foi assim tão mau de todo...

Há quem não tenha Natal, há quem esteja doente, ou tenha um familiar doente, há quem não tenha motivos para festejar, há quem não tenha família, e muito menos amigos... 

É certo que fui trabalhar na noite de Natal, mas não deixei de ter Natal... O dia começou entre Amigos (e claro, com o marido também) e a festa foi assim antecipada, à noite fui trabalhar até hoje de manhã... Cheguei a casa e o meu coração pulou outra vez de alegria (ou antes, os meus corações... afinal tenho 2 corações a bater dentro de mim )...

Apanhámos o avião, chegámos a Portugal, e passamos o resto do dia de Natal junto da nossa Família!

Um Natal bem diferente do habitual, mas pleno de magia e amor!

Perante tudo isto, só posso estar grata...

 

TERMINARAM AS FÉRIAS...

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Estamos de volta e trago imensas coisas para contar...  Nos próximos posts partilharei com vocês um bocadinho das minhas férias, bem como muitos dos lugares onde estivemos em Portugal (para quem me seguiu no Istagram teve acesso a essa informação de forma antecipada)...

 

As férias foram mesmo boas e, como sempre, passaram depressa... Para trás ficam momentos cheios de ternura, partilhados com a nossa família e com os nossos amigos; o cheirinho da nossa aldeia, do campo, da praia e da montanha; o ronronar do Fred, as travessuras do Garfield e o andar desajeitado do Willy (o cãozinho arraçado de Husky que os meus pais têm há 15 anos e meio), e tantas outras coisas das quais tinhamos saudades...

 

É mesmo bom recarregar baterias junto da nossa família e dos nossos amigos de sempre, é bom regressar ao nosso cantinho e sentir o carinho das pessoas... Difícil é ter que voltar... Abraçar a nossa família e os nossos amigos e dizer "foi bom estar com vocês mas temos que regressar"! 

A VIAGEM DA NOSSA VIDA

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E assim passaram 2 anos em que fizemos as malas, entrámos no carro e fizemos a maior viagem das nossas vidas... Recomeçando uma nova vida num outro país, sem amigos, sem conhecidos, apenas os dois!

 

Não foi fácil amadurecer a ideia de emigrar, muito menos de emigrar para aqui, mas quando decidimos que tinha chegado o momento, mergulhámos a fundo e decidimos que não olharíamos para trás... Confesso que o dia da partida não foi tão doloroso como imaginara... Acho que ajudou o facto dos meus pais e a minha irmã (mais nova) estarem na Alemanha, e ter apenas, em casa, a minha irmã mais velha e o meu cunhado...

 

Sabíamos que nada iria ser como até ali, e os amigos de sempre não estariam mais... Tínhamos medo da adaptação ao país, da língua, e de tantas outras coisas... Mas estávamos determinados e sabíamos que não podíamos voltar atrás, por isso tinhamos que dar o nosso melhor e acreditar que tudo iria dar certo...

 

Foram dois anos cheios de aventuras e de grande aprendizagem.

 

Confesso que os primeiros meses foram bastante complicados, longe de tudo e de todos... Arrisco até a dizer que só quem passa por uma situação semelhante é que sabe exactamente do que falo... 

 

Aos poucos fomo-nos integrando e fazendo novas amizades que foram fundamentais em todo este processo. E hoje, não posso dizer que nos sentimos como se estivéssemos em "casa"(e até acho que isto nunca vai acontecer), mas também não estamos arrependidos de ter vindo até aqui... Não nos sentimos emigrantes, não sabemos quanto tempo vamos ficar ou até se vamos um dia regressar a Portugal... Apenas queremos viver um dia de cada vez e aproveitar cada momento!

 

A vida dá tantas voltas que aprendemos que não vale a pena fazer tantos projectos, o importante é que as pessoas que amamos (mesmo longe) continuem sempre por perto.

REGRESSAR A PORTUGAL?

A semana passada saiu, no jornal "Público", esta notícia...

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Concordo plenamente que estamos "empregados, remunerados, reconhecidos, com direito a férias, subsídios de doença, licenças de maternidade e paternidade, pensões de reforma"... Mas não posso concordar com o "bem instalados"... Porque tivessemos nós em Portugal as mesmas condições de vida que tempos aqui (falo principalmente nos ordenados e sistema de saúde) e podem ter certeza que voltaríamos já hoje para o nosso país. Infelizmente não podemos ter tudo e temos que optar por aquilo que nos parece mais certo... Neste caso foi o caminho da emigração!

 

Quem sabe agora o que o futuro nos reserva? Há alturas em que penso muitas vezes no nosso futuro mais longínquo e confesso que tenho um certo medo... Um medo de aos poucos ir perdendo os laços e a cumplicidade com a família e os amigos que tivemos que "deixar", um medo de uma escolha errada, de uma luta perdida... Mas esses medos depressa são ultrapassados quando comparo o ontem com o hoje, e isso sim é o que me faz mais forte e me faz acreditar nesta luta diária, porque estar longe do nosso país é isso mesmo... É lutarmos por nos afirmarmos num país que não é o nosso, é lutarmos por aquilo que acreditamos e que nos fez sair de Portugal, é lutarmos por sermos reconhecidos... E são tantas lutas diárias que só quem emigra é que sabe... No final, saimos mais fortes, e cada vez com mais vontade de lutar!

 

Regressar a Portugal? Talvez um "dia destes"... Pode ser que o nosso governo mude as políticas e voltaremos a trabalhar no nosso país... Talvez... Até lá continuaremos aqui, pois é aqui que sentimos que os nossos maiores sonhos podem ser realizados!