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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

GASTROENTERITE INFANTIL

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Depois de passada a primeira gastroenterite do Gui achei que seria bastante útil fazer um post completo acerca deste tema.

 

1. Mas afinal, o que é uma gastroenterite?

A gastroenterite caracteriza-se por uma inflamação da mucosa do estômago (gastro) e do intestino (enterite). A causa é na maioria das vezes viral, sendo o rotavírus o principal causador da mesma. É uma doença habitualmente benigna que tem uma duração média de cerca de 4 a 5 dias e que é bastante frequente nos primeiros anos de vida.

 

2. Quais são os sintomas da doença?

De uma forma geral, o bebé/criança ao ser infetado apresenta um ou vários sintomas como: diarreia, vómitos, febre, náuseas, cólicas e/ou dor abdominal, perda de apetite ou recusa alimentar.

 

3. Qual o melhor tratamento?

O mais importante no tratamento da gastroenterite é evitar a desidratação, daí que seja fundamental uma boa hidratação oral adequada.

No caso do bebé/criança apresentar vómitos frequentes deve-se fazer uma pausa de alimentos sólidos durante 3 a 4 horas e oferecer soluções de hidratação oral (que se compram na farmácia) em pequenas quantidades (sempre que apresentar um episódio de diarreia deve-se oferecer a solução de hidratação oral para repôr a perda de líquidos e eletrólitos).

Se tolerar os líquidos pode-se reiniciar a alimentação em pequenas quantidades, e tendo em conta o gosto do bebé.
No caso do bebé ser alimentado com leite materno deve manter-se a amamentação habitual, se fôr alimentado com leite em pó deve retomar-se o seu leite habitual em pequenas quantidades de cada vez e mais vezes por dia.

Quando o bebé é maior e já se encontra num patamar elevado na diversificação alimentar, devem evitar-se a ingestão de leite, optando-se antes pela ingestão de iogurtes naturais. Devem ainda evitar-se o consumo de doces, gorduras, alimentos condimentados ou bebidas gaseificadas. O ideal é oferecer alimentos pobres em fibra (para diminuir a diarreia, evitar o feijão, as ervilhas, os legumes verdes, a laranja, o kiwi) e optar por alimentos obstipantes (pão, banana, cenoura, arroz, batata, bolacha de água e sal).

É natural que o bebé/criança tenha menos apetite, por isso nunca se deve forçar a alimentação. Ele acabar por recuperar gradualmente o apetite quando o quadro se resolver.

 

4. Quais são os sinais de desidratação?

Os sinais de desidratação habituais são as mucosas secas e pálidas (lábios e língua), a pele seca, os olhos encovados, a urina mais concentrada (tipo amarelo torrado), uma diminuição do número/volume das micções, irritabilidade ou prostração, choro sem lágrimas e perda de peso.

Se o bebé/criança apresentar algum destes sinais é aconselhável ir ao médico rapidamente.

 

5. Como prevenir que a doença contamine outras pessoas?

Como a doença é de contágio fácil é muito importante tomar medidas para evitar a sua propagação, que passam sobretudo por medidas de higiene: 

- lavagem frequente das mãos com água e sabão depois do contacto com o bebé/criança (especial atenção antes e depois de ir ao WC ou mudar a fralda, depois de tocar em superfícies sujas, antes de comer ou manipular alimentos);

- manter os alimentos em boas condições de conservação;

- lavar bem os biberões/tetinas após as mamadas e posteriormente ferver os mesmos durante 5 minutos (pelo menos uma vez por dia);

- ferver as chupetas durante 5 minutos (pelo menos uma vez por dia).

- e lavar e cozinhar bem os alimentos.