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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

"UM OLHO NO BURRO, OUTRO NO CIGANO"

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Quem tem filhos conhece muito bem estas peças que se colocam nas tomadas de forma a evitar acidentes... Compramos estes adereços mal o Gui começou a gatinhar uma vez que sabíamos que mais tarde ou mais cedo ele acabaria por querer explorar estas "caixinhas misteriosas" (não fosse ele super curioso). Volta e meia lá tirávamos uma peça para colocar um telemóvel a carregar, ou o aspirador a funcionar... Fazíamos isto de forma discreta, e de forma natural, tão natural que não imaginávamos que o Gui tivesse alguma vez reparado da existência da mesma. Qual não é o nosso espanto, quando na semana passada, logo após virmos de férias, o Gui vai à gaveta onde a tal peça vermelha está guardada, pega na peça e começa a tentar imitar-nos, tentando retirar a peça que bloqueia a tomada! Fiquei incrédula a olhar para ele pois jamais imaginei que ele tivesse reparado neste nosso gesto, e o cúmulo é que ele memorizou bem pois volta e meia lá vai ele tentar imitar-nos!

 

Tudo isto para vos mostrar como as crianças são inteligentes e atentas, quando nós pensamos que elas estão distraídas no "seu mundo", elas vem e provam-nos exactamente o contrário, na verdade elas estão a observar o "mundo que é nosso"!

O GUI FEZ 15 MESES

O Gui completou 15 meses no passado dia 6 de Setembro, mas como estávamos de férias em Portugal só hoje é que consegui deixar o registo sobre esse mês...

 

Não fomos a nenhuma consulta este mês, mas sabemos que pesa 11.900gr e mede 82 cm.

 

Por incrível  que possa parecer, o Gui consegue estar cada vez mais traquina a cada dia que passa. 

 

Este mês foi marcado pelo uso do "não”, ou seja, tudo o que lhe perguntávamos de forma a responder "sim ou não" o Gui respondia sempre "não" (acenando a cabeça). Percebeu que a palavra "não" tem muito mais impacto, por isso, mesmo que não quisesse dar uma resposta negativa, a resposta era sempre não"! 

 

Está cada vez mais teimoso, por isso sempre que o contaríamos faz grandes birras e chora.

 

Começou a ter mais noção das partes do corpo humano (cabeça, pescoço, pés, mãos...) e consegue identificá-las quando lhe perguntamos. 

 

Compreende muitas mais palavras e mais perguntas simples, diz umas palavrinhas (cáca, gato, mamã, papá - cáca e gato são as suas palavras favoritas) e imita o som de alguns animais (o cão, o gato e o galo).

 

A imaginação começou a ter um papel importante: é capaz de encontrar coisas que lhe escondemos (porque tem memória), brinca com os bonecos dando-lhes vida própria, copia e imita tudo o que vê, quando pega num telefone tenta falar e sempre que está a comer alguma coisa tenta dar-nos de comer também (é muito engraçado pois aproxima a comida à nossa boca, faz "nham nham" e não descansa enquanto a comida não estiver na nossa boca, o pior é que por vezes apanha pedras no chão e tenta fazer-nos o mesmo).

 

Começou a perceber como se ajustam as coisas, procura empilhar blocos (embora tenha muita dificuldade), tenta colocar umas "coisas dentro de outras" e, se o estimulámos consegue recolher os brinquedos que estão espalhados.

 

Em relação à alimentação a única alteração é ter começado a tentar levar a colher à boca, embora nem sempre acerte, tem também um fascínio por beber água no nosso copo ou directamente na garrafa.

 

Um facto muito interessante é continuar a não estranhar ninguém (constatamos isso durante as nossas férias), e o mais peculiar é ter agora preferência pelo colo de pessoas do sexo masculino (é mesmo engraçado, pois mesmo que não conheça a pessoa de lado nenhum, estende os braços e reclama a pedir colo. Aconteceu-nos isto diversas vezes em lojas!)

 

Com tantas aprendizagens o Gui está cada vez independente e faz questão de mostrar mesmo isso, e nós sentimo-nos felizes por ver que ele cresce feliz!

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EXERCÍCIOS PARA EMAGRECER

Ora aqui está o meu segredo para conseguir estar mais magra... Ainda não tinha falado disto, mas estou mais magra agora do que antes de ser mãe! É certo que não ganhei muito peso durante a gravidez (aumentei uma média de 8kg), e mesmo comendo tudo o que me apetecia consegui não só controlar a minha diabetes gestacional como támbem o meu peso... Benditas caminhadas de 20 minutos que fiz, depois das refeições e sempre que abusava nos açúcares ou nos fast-foods! Acho que a genética também jogou muito a meu favor pois a minha mãe diz que nunca aumentou muito de peso quando esteve grávida. Agora o caso é outro, eu como, como, e como e o meu peso mantém-se nos valores mais baixos de sempre... Pensando bem, nem me lembro da última vez que pesei 56-57 kg, acho que devia ter uns 16 ou 17anos. Isto de ser mãe e trabalhar ao mesmo tempo exige um maior esforço da minha parte, e reconheço que dispenso muita mais energia em casa que no trabalho porque o Gui simplesmente não pára! Por isso, para quem quiser emagrecer aqui ficam alguns exercícios que pratico diariamente e que têm um resultado extraordinário (Eh... Eh... Eh...)!

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COISAS DE MÃE

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COISAS DE MÃE

Sempre que não trabalho o Gui fica em casa... Ontem, foi mais um desses dias... O caricato é que acabou por não ser um dia propriamente normal... Estávamos os dois a brincar, quando de repente o Gui dirige-se para uma baliza/cesto, que ele recebeu no aniversário, pega na bola e começa a encestar, várias vezes seguidas! Fiquei incrédula a olhar para ele, pois nunca ele tinha pegado na bola e encestado.

 

Corri para o telemóvel e registei aquele delicioso momento... 

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É certo que tanto eu como meu marido já lhe tínhamos mostrado diversas vezes para que servia aquele jogo, mas ficávamos sempre com a impressão que ele nos ignorava por completo.

 

É impressionante como um ser tão pequenino é capaz de aprender tudo tão rápido... De repente, aquele bébézinho pequenino e frágil, que passava o tempo no nosso colinho, parece ter crescido rápido de mais! 

A EMOÇÃO DOS PRIMEIROS PASSOS

O Gui deu os seus primeiros dois passos sozinho no dia em que completou o seu primeiro Aniversário, foi um momento tão inesperado e emotivo que ficará para sempre guardado na nossa memória.

 

A partir desse dia foi sempre a somar passinhos, cada vez mais destemidos e aventureiros... E se o Gui a gatinhar já não parava um segundo quieto, agora que começou a andar os riscos e as aventuras multiplicam-se... Está sempre a desafiar-nos e está sempre pronto para fazer uma asneira... E posso garantir que esta fase tem tanto de divertida como de cansativa, pois não podemos perder o Gui de vista... O mais engraçado é que quando ralhamos com ele para impedir que faça alguma uma asneira, ou quando vamos a correr atrás dele para impedir que faça algo, ele acha que estamos sempre a brincar com ele e lança um grande sorriso que acaba, quase sempre, por nos "desarmar por completo", outra vezes, começa a fugir para que corramos atrás dele... Para quem está de fora acha imensa graça a toda esta situação, mas para nós pais acaba por não ser fácil ensinar-lhe o que está certo e errado...

 

Confesso que ver o Gui começar a dar os seus primeiros passos, sem apoio, foi um misto de alegria e de medo: alegria por vê-lo crescer e atingir com sucesso mais um marco importante, e medo por recear que, num desses passos, pudesse cair e magoar-se. Sei que este sentimento de "medo" não irá desaparecer, pelo menos para já,  pois coração de mãe é mesmo assim, por mais que tentemos abstrair-nos das coisas ruins, há sempre o receio que algo de "menos bons" possa acontecer. O importante é que este "medo" seja saudável e não impeça o desenvolvimento do nosso filho, é fundamental que a criança sinta confiança que tudo vai dar certo para que na "hora H" ela seja capaz de dar os primeiros passos e possa sentir que do outro lado está alguém de braços abertos que vai segurá-la e vai ajudá-la a conquistar a sua própria liberdade.

 

Esta é, sem dúvida alguma, uma das fases de desenvolvimento que marca para sempre a vida de quem é mãe e pai... Ver o nosso Principezinho andar sozinho, com um grande sorriso e com os braços abertos, correndo na nossa direcção é das coisas mais emocionantes que existe na vida! 💙

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GASTROENTERITE INFANTIL

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Depois de passada a primeira gastroenterite do Gui achei que seria bastante útil fazer um post completo acerca deste tema.

 

1. Mas afinal, o que é uma gastroenterite?

A gastroenterite caracteriza-se por uma inflamação da mucosa do estômago (gastro) e do intestino (enterite). A causa é na maioria das vezes viral, sendo o rotavírus o principal causador da mesma. É uma doença habitualmente benigna que tem uma duração média de cerca de 4 a 5 dias e que é bastante frequente nos primeiros anos de vida.

 

2. Quais são os sintomas da doença?

De uma forma geral, o bebé/criança ao ser infetado apresenta um ou vários sintomas como: diarreia, vómitos, febre, náuseas, cólicas e/ou dor abdominal, perda de apetite ou recusa alimentar.

 

3. Qual o melhor tratamento?

O mais importante no tratamento da gastroenterite é evitar a desidratação, daí que seja fundamental uma boa hidratação oral adequada.

No caso do bebé/criança apresentar vómitos frequentes deve-se fazer uma pausa de alimentos sólidos durante 3 a 4 horas e oferecer soluções de hidratação oral (que se compram na farmácia) em pequenas quantidades (sempre que apresentar um episódio de diarreia deve-se oferecer a solução de hidratação oral para repôr a perda de líquidos e eletrólitos).

Se tolerar os líquidos pode-se reiniciar a alimentação em pequenas quantidades, e tendo em conta o gosto do bebé.
No caso do bebé ser alimentado com leite materno deve manter-se a amamentação habitual, se fôr alimentado com leite em pó deve retomar-se o seu leite habitual em pequenas quantidades de cada vez e mais vezes por dia.

Quando o bebé é maior e já se encontra num patamar elevado na diversificação alimentar, devem evitar-se a ingestão de leite, optando-se antes pela ingestão de iogurtes naturais. Devem ainda evitar-se o consumo de doces, gorduras, alimentos condimentados ou bebidas gaseificadas. O ideal é oferecer alimentos pobres em fibra (para diminuir a diarreia, evitar o feijão, as ervilhas, os legumes verdes, a laranja, o kiwi) e optar por alimentos obstipantes (pão, banana, cenoura, arroz, batata, bolacha de água e sal).

É natural que o bebé/criança tenha menos apetite, por isso nunca se deve forçar a alimentação. Ele acabar por recuperar gradualmente o apetite quando o quadro se resolver.

 

4. Quais são os sinais de desidratação?

Os sinais de desidratação habituais são as mucosas secas e pálidas (lábios e língua), a pele seca, os olhos encovados, a urina mais concentrada (tipo amarelo torrado), uma diminuição do número/volume das micções, irritabilidade ou prostração, choro sem lágrimas e perda de peso.

Se o bebé/criança apresentar algum destes sinais é aconselhável ir ao médico rapidamente.

 

5. Como prevenir que a doença contamine outras pessoas?

Como a doença é de contágio fácil é muito importante tomar medidas para evitar a sua propagação, que passam sobretudo por medidas de higiene: 

- lavagem frequente das mãos com água e sabão depois do contacto com o bebé/criança (especial atenção antes e depois de ir ao WC ou mudar a fralda, depois de tocar em superfícies sujas, antes de comer ou manipular alimentos);

- manter os alimentos em boas condições de conservação;

- lavar bem os biberões/tetinas após as mamadas e posteriormente ferver os mesmos durante 5 minutos (pelo menos uma vez por dia);

- ferver as chupetas durante 5 minutos (pelo menos uma vez por dia).

- e lavar e cozinhar bem os alimentos.

EM CASO DE DESIDRATAÇÃO

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Perante o quadro de gastroenterite do Gui, e como já tinha contado, a médica prescreveu-lhe então uma solução de re-hidratação oral (SRO) de forma a evitar que o Gui ficasse desidratado.

 

Para quem nunca ouviu falar, a solução de reidratação oral é nada mais que uma solução de electrólitos e açúcares, utilizadas nos casos de desidratação ligeira e moderada e que visam prevenir a desidratação e ajudar na realimentação. Este medicamento é essencial porque repõe os líquidos bem como todos os sais minerais perdidos nas fezes ou nos vómitos.

 

O problema das SRO é o sabor salgado que estas têm e que é difícil de disfarçar, por isso a maior parte das crianças acaba por recusar a bebida, e muitas vezes é preciso insistir de 10-10 min com uma seringa ou uma colher para que se atinjam as reais necessidades hídricas.

 

O Gui não fugiu à regra, e assim que lhe preparei a solução que a médica me prescreveu (da marca "Picot") fez a cara mais feia do mundo, torceu o nariz, e dos 200ml apenas conseguiu beber 50ml... 50ml em cerca de 5 horas!!! Tive que provar se era assim tão ruim, e de facto era quase como se estivesse a beber água do mar. Foi então que me lembrei que tinha uma solução de re-hidratação de outra marca (da marca "Adiaril"), que tinha comprado quando o Gui tinha saído da maternidade (indicação do Pediatra, no caso do Gui ter diarreias, mas que nunca cheguei a utilizar). Dissolvi o conteúdo na água e provei antes de lhe dar para ter certeza se era igual, e de facto tinha um sabor muito diferente, quase imperceptível até. Já dá para adivinhar que o resultado foi positivo e o Gui começou a beber a solução como se de água simples se tratasse! Por isso, aqui fica o conselho, no caso de desidratação, se o bebé/criança recusar a solução prescrita pelo médico vale sempre a pena experimentar uma outra marca, está visto que os sabores dependem diferem (e muito)!

COISAS DE MÃE

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... E mais não digo!

Só espero que sábado o Gui colabore um bocadinho mais

para podermos registar belos momentos...

Depois conto-vos como foi...

COISAS DE MÃE

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Ultimamente as refeições do Gui têm sido uma animação, se agora é assim nem quero imaginar quando ele começar a comer sozinho... Acho que nesse altura vamos ter que emplastificar a casa toda! (Eh... Eh... Eh...) 

SOCORRO, O GUI NÃO PÁRA...

Se antes tínhamos que vigiar o Gui com muita frequência, agora é impossível deixá-lo um segundo sozinho, imaginem só que ontem demos com ele a subir para o sofá sozinho... Hoje trepou a cadeira de baloiço dele e colocou-se em pé e começou a saltar, mais tarde conseguiu subir para cima de um puff, amanhã acho que o estou a ver a subir para cima de algum móvel da sala...

 

É impressionante a rapidez e a destreza que ele começa a ter com apenas 11 meses e meio... O meu coração bate a 1000 à hora a cada segundo que eu o vejo a fazer uma "acrobacia" destas... E o pior de tudo é que, ele conhece-me tão bem que passa o tempo todo a testar-me, olha para mim e faz aquele sorriso malandro como que a anunciar que vai fazer alguma asneira!

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COISAS DE MÃE

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Depois de passarmos quatro dias longe de casa e, pensando eu que iria ser difícil o Gui dormir bem, depois de tanta agitação, eis que ele me consegue surpreender: não só dormiu a noite completa no berço como não fez chichi a noite toda! Mas que noite tão tranquila, não me lembro de uma noite assim... Vamos lá ver se esta mudança veio mesmo para ficar... 

UM BELO CAPÍTULO QUE CHEGOU AO FIM...

Antes de ficar grávida, já tinha conhecimentos sobre a importância da amamentação, conhecimentos estes adquiridos durante o meu curso de enfermagem... Talvez por isso nunca tive dúvidas que um dia, assim que tivesse um filho, fosse amamentar... Não condeno, nem julgo quem opta pelo aleitamento artificial, mas quem me segue sabe bem o quanto defendo este tipo de alimentação natural.

 

Confesso que, mesmo tendo todos os conhecimentos necessários, tive muitas dúvidas, quer durante a gravidez, quer quando o Gui nasceu... Existe uma grande distância entre o que uma pessoa pensa que vai ser capaz de fazer ao acontecer...

 

Sabia que o início não ía ser assim tão expontâneo e evidente, e confesso até que pensava que ía ser um bocadinho mais fácil...

 

No primeiro mês, desistir passou-me pela cabeça umas centenas de vezes, tinha receio de não estar a alimentar suficientemente o Gui... Depois vinham as consultas semanais onde o Gui era pesado e depressa as dúvidas desapareciam e a confiança em mim era maior.

 

Os primeiros 3 meses foram, sem dúvida, os mais cansativos, o Gui demorava imenso tempo a mamar, mamava a cada duas horas (tanto de dia como de noite), tinha algumas dores e  andava super cansada. Mas o pior aconteceu quando o Gui tinha dois meses e meio... Fiz uma mastite na mama direita e quase que desisti de amamentar... Estávamos de férias em Portugal, de um dia para o outro a mama direita começou a ficar engurgitada, e depressa se formou um grande abcesso... Parecia que tinha uma bola de ténis, na mama... As dores eram imensas... Fiz de tudo para conseguir reverter esta situação... Desde massagens, com quente e frio, passando por colocar o Gui a mamar em "N" posições diferentes até a utilização da bomba de extracção de leite... Nada resultou, o abcesso parecia querer ficar... Não dormia em condições, tinha dores horríveis e estava exausta... Comecei então a fazer febre... Entre as idas aos Centros de Saúde, anti-inflamatórios e antibiótico, acabei por ir parar ao serviço de Urgências onde fui submetida a uma drenagem de abcesso... A partir daqui as dores começaram a desaparecer... Fiquei com um dreno, tive uma semana a fazer tratamento diário (e graças à boa vontade da vizinha dos meus pais, que também é enfermeira, tive a sorte de fazer os tratamentos em casa, todos os dias vinha-me "fazer o penso")... Foram 15 dias péssimos... Coloquei tudo em questão, pensei em desistir de amamentar, mas não o fiz, e mesmo com o abcesso, e com o dreno na mama, amamentei sempre!

 

Confesso que tive muito medo de voltar a passar por isto novamente, e disse a mim mesmo que se voltasse a acontecer teria que desistir. Felizmente não se repetiu, o processo de amamentação acabou por se tornar natural e simples, conseguimos estabelecer aquela "relação especial tão desejada"...

 

Uns dias antes do Gui completar 10 mesinhos, recomecei a trabalhar, mas com um horário de trabalho de 12 horas/dia e com o Gui a acordar a cada 3 horas para comer, andava demasiada cansada... Foi então que achamos que era a altura de começar a introduzir o leite artificial, porque não sabíamos quanto tempo seria preciso para o Gui se habituar... Falei com a Pediatra, compramos o leite que ela nos indicou e, aos 10 meses e meio o Gui bebeu então pela primeira vez leite artificial... Em dois dias o Gui rejeitou completamente a mama e nunca mais quis mamar! Nunca pensei que ele fizesse um desmame tão repentino e fácil. Foram 10 meses e meio que ficarão bem guardadinhos na minha memória...

 

Para trás ficam só as belas recordações e também aquelas situações mais caricatas (se é que lhe podemos chamar assim)... As vezes que tive que amamentar no carro porque não haviam locais apropriados para o fazermos confortavelmente, o Gui distraísse imenso, além disso não me sentia à vontade em fazê-lo no meio de uma multidão... Sem falar daqueles cantinhos de amamentação/fraldários que não lembram ao menino Jesus, que cheiravam a esgoto, ou pareciam saunas (no Verão) ou então arcas frigoríficas (no Inverno)... 

 

E se no início tinha muito pudor, o tempo e a naturalidade do acto acabaram por resolver este meu "problema"... Tive sempre cuidado de fazê-lo discretamente, até porque aqui em França sentia-me um bocadinho "estranha", era raríssimo ver alguém a fazê-lo.. Nunca usei nenhum avental ou lenço porque o Gui suava imenso e não suportava estar tapado... Tenho algumas fotografias a amamentar que registam com carinho esses belos momentos, e lamento não o ter registado muito mais...

 

Como foram mágicos estes 10 meses e meio... Como fomos felizes... Como foi bom para mim e, muito mais ainda, para o Gui... Sinto-me uma felizarda por o ter feito e voltaria a repetir tudo novamente, mesmo com todos os obstáculos que tivemos. Quem já amamentou sabe bem do que falo, e apesar de existirem sempre alguns momentos difíceis, na realidade quase ninguém acaba por os contar porque, quando falamos da amamentação, não nos lembramos das coisas difíceis, lembramo-nos apenas das coisas maravilhosas que ela nos dá!

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A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO

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Hoje o Gui foi ao Pediatra à consulta dos 11 meses (ainda vai fazer sábado, mas a consulta foi marcada uns dias antes), e tal como estava previsto, tendo em conta o sistema de saúde francês, o dia foi marcado por mais duas vacinas...

 

Confesso que nestas alturas, e mesmo sendo enfermeira, o coração de mãe grita mais alto, por isso custa sempre um bocadinho ver o nosso bebezinho a "sofrer" naquele momento... Mas hoje não custou rigorosamente nada, e por incrível que pareça o Gui não chorou, nem gritou... Parecia uma verdadeiro "homenzinho"... Foi mesmo engraçado ver a sua boa disposição do princípio ao fim!

 

Sei que ainda existem muitos pais que não estão cientes da importância da vacinação, outros que são contra as vacinas e optam por não vacinar os filhos, e outros que desconhecem a existência de um plano nacional de vacinação... 

 

Como mãe, e enfermeira de profissão, achei que seria bastante útil fazer um post muito resumido sobre a importância da vacinação, um tema que faz bastante sentido sobretudo, tendo em conta a existência de alguns "grupos anti-vacinação” que têm surgido no mundo inteiro.

 

O que são vacinas?

Vacinas são preparações produzidas com bactérias ou vírus (ou partes deles) mortos ou enfraquecidos (microorganismos vivos atenuados) que ao serem introduzidos no corpo do ser humano, provocam uma reação (imunização) do sistema imunológico, promovendo a produção de anticorpos contra aquela substância. Desta forma, a vacina vai preparar o organismo do ser humano para que, em caso de infecção por aquele agente patogênico, o sistema de defesa possa agir com força e rapidamente, o que faz com que a doença não se desenvolve (ou, em alguns casos, se desenvolve de forma branda).

 

Porque são importantes?

As vacinas são de facto importantes pois protegem-nos contra várias patologias, que antes eram responsáveis por epidemias e grande mortalidade. Foi graças à invenção das vacinas e da aplicação de planos de vacinação que várias doenças foram controladas, e algumas até erradicadas, o que permitiu uma maior longevidade para a população mundial.

Quem não se vacina não coloca apenas a própria saúde em risco, mas também a dos seus familiares bem como todas as outras pessoas com quem tem contato, além de contribuir para aumentar a propagação de doenças.

Doenças como a difteria, a tuberculose ou mesmo o sarampo, podem matar. Antes da vacina, centenas de crianças ficavam paralíticas devido à poliomielite. Estar vacinado é a melhor forma de se proteger de uma variedade de doenças graves e das suas complicações, que podem levar à morte.

  

Serão realmente seguras?

As vacinas são o resultado de muitos anos de investimento em pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico, por isso a margem de segurança é bastante elevada, além de serem seguras são consideradas essenciais para a saúde pública.

É óbvio, que como qualquer medicamento, estas possuem alguns efeitos secundários, efeitos estes que costumam ser leves e não são nada quando comparados com as doenças evitadas por essas vacinas.

O uso de vacinas tem maior custo-benefício no controle de doenças que o de medicamentos para sua cura, é muito mais fácil e barato evitar a doença do que se submeter a ela e fazer qualquer tipo de tratamento.

 

Qual o perigo da "não vacinação"?

A resistência das pessoas à vacinação é um problema que merece a nossa preocupação: em alguns países, doenças que tinham sido erradicadas, voltaram a preocupar a Organização Mundial de Saúde (OMS). O mais alarmante é, que  a maior parte dessas doenças podiam ser prevenidas através de sistemas de vacinação já  implementados nesses países, mas que as pessoas se recusam a cumprir.

É essa resistência de algumas pessoas que faz com que algumas doenças não sejam, definitivamente, erradicadas. Por exemplo: se uma criança não vacinada viajar para um país onde a doença ainda não foi erradicada, ela pode contrair essa doença e trazer o vírus para o seu país.

A não vacinação não representa risco apenas para a criança, mas sim para todas as outras pessoas com quem ela tenha contato.

 

Quando vacinar? 

De uma forma geral, a vacinação deve iniciar-se em bebé, sendo a maior parte das vacinas dada durante os primeiros 2 anos de vida. 

Cada país tem o seu próprio calendário anual de vacinação, daí que não exista um programa de vacinação universal.

Para saber se o seu esquema de vacinação está ou não em dia, nada melhor que dirigir-se a um profissional de saúde.

A título indicativo, deixo aqui o esquema de vacinação francês e o português, deste ano, que de uma forma geral se assemelham bastante...

 

1. Plano de Vacinação Francês

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Nota: Em França, a vacina da "Difteria, tétano e tosse convulsa", a partir dos 10 anos, segue exactamente o mesmo esquema do programa nacional de vacinação português: 25 anos, 45 anos, 65 anos e, a partir daqui, de 10/10 anos.

As grávidas, assim como o progenitor (pai), devem ser vacinação contra a "Difteria, tétano e tosse convulsa".

 

2. Plano de Vacinação Português 

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CARRINHOS DE COMPRAS ESPECIAIS

Desta última vez que fomos a Stuttgart, ao entrarmos num simples supermercado, deparamo-nos  com algo que não nos deixou indiferente: uma zona especifica haviam uns carrinhos de compras com cadeiras de bebés! Mas que bela ideia esta, só é pena não existir cá em França porque era super prático para eu ir às compras com o Gui... Já tentei, algumas vezes, colocá-lo sentado no carrinho de compras mas como ele ainda é pequeno desiquilibra-se com facilidade, sem falar que aquele "assento" não é minimamente seguro, pelo que se torna demasiado perigoso.

 

Aqui fica a ideia...

 

Pode ser que algum "iluminado", responsável por alguma superfície comercial, encontre este meu post e decida colocar em prática esta ideia vinda da Alemanha.

 

Aqui em França duvido que esta ideia alguma vez seja posta em prática uma vez que aqui faltam coisas tão básicas como espaços adequados para trocar as fraldas aos bebés, espaços para aquecer a comida aos bebés, casas de banho nos supermercados, espaços destinados à amamentação, etc... etc... Enfim... Num país onde a taxa de natalidade é elevada até parece mentira o que estou aqui a escrever... Mas acreditem que é a pura realidade! Portugal está "anos luz" muito mais avançado no que diz respeito a esses espaços para mães e bebés... Achao que em Portugal só faltam mesmo estes carrinhos de compras para tudo ficar perfeito!

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