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As Nossas Voltas

A vida dá muitas voltas, e foi numa dessas voltas, que nos tornamos emigrantes e viemos parar a Paris. Um blog sobre um pouco de mim, um pouco de nós, o dia-a-dia e não só.Simples mas cheio de ternura e dedicação!

ASSIM SE CONDUZ EM PARIS...

condutores em França.jpg

Quando penso que passava a vida a reclamar da condução dos portugueses... Arrependo-me de imediato! 

 

O problema é que essa ideia ja está tão enraizada em Portugal que achámos que é uma verdade absoluta! Experimentem vir conduzir para Paris e arredores e garanto-vos que mudam logo de ideias.

 

Tudo o que possam imaginar como infracção aqui é o "prato do dia", desde o não parar em passadeiras, passar em vermelhos, ultrapassar em linhas contínuas, andar em sentido contrário, cortar rotundas passando sempre em frente (mesmo que exista um passeio, o pessoal em situação de trânsito comete estas loucuras), entre tantas outras infracções que possam imaginar... Eu fiquei escandalizada quando aqui cheguei e ainda hoje não consigo perceber como isto acontece!

 

E agora perguntam vocês, "E a polícia?"... A polícia de vez em quando aparece com uns radares escondidos e lá multa a malta por excesso de velocidade, o resto... Nunca vi!

 

E as motos?! Destas nem falo.... Aqui as motas parecem ter prioridade máxima: é vê-las a ultrapassar pela direita, pela esquerda, pelo meio... Por onde der! O importante é que tens que ter presente que quem vai no carro é que tem que estar atento e desviar-se para estes "imbecis" passarem... Desculpem mas é assim que eles devem ser tratados, a sua condução é demasiado perigosa e coloca em risco, todos os dias, a vida de centenas de condutores inocentes... Não é por acaso que todos os dias há um grande número de acidentes de mota aqui em Paris.

 

Sem falar do pessoal a estacionar... Isso então deixa-me ainda mais "cega"! Estacionar é obrigatoriamente sinónimo de batidela no carro da frente e de trás e, claro, batidelas nas portas pois nem a abrir as portas estes têm cuidado com os carros estacionados! Tratam os carros como se fossem "carrinhos de choque", e se reclamas são bem capazes de te responderem: "Isso não é nada, nem se vê!".

 

Por isso, cada vez que vou a Portugal arrependo-me do que dizia quando lá vivia, não é que sejam um exemplo a seguir, mas já me contentava bastante que aqui se cumprisse o código como se cumpre em Portugal!

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